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domingo, 22 de abril de 2012

LITURGIA DO 3º DOMINGO DA PÁSCOA - 22/04/2012


 
   

“JESUS MOSTROU-LHES
AS MÃOS E OS PÉS!”
Neste tempo pascal, agradecemos a Ressurreição do Senhor, sempre vivo e presente na comunidade. Suas mãos e seus pés chagados nos dão a certeza de que é de fato Jesus de Nazaré que ressuscitou. E nosso encontro pessoal com Jesus na Eucaristia deve transformar-nos em testemunhas do seu Reino de vida, que Ele pede que seja anunciado a todos os povos.

3º Domingo da Páscoa
1ª Leitura: At 3,13-15.17-19
Salmo Responsório:  4
2ª Leitura: 1Jo 2,1-5a
Evangelho: Lc 24,35-48

EVANGELHO
LUCAS 24,35-48

Naquele tempo, 35os dois discípulos contaram o que tinha acontecido no caminho, e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão.

36Ainda estavam falando, quando o próprio Jesus apareceu no meio deles e lhes disse: “A paz esteja convosco!”

37Eles ficaram assustados e cheios de medo, pensando que estavam vendo um fantasma.

38Mas Jesus disse: “Por que estais preocupados, e por que tendes dúvidas no coração? 39Vede minhas mãos e meus pés: sou eu mesmo! Tocai em mim e vede! Um fantasma não tem carne, nem ossos, como estais vendo que eu tenho”.

40E, dizendo isso, Jesus mostrou-lhes as mãos e os pés.

41Mas eles ainda não podiam acreditar, porque estavam muito alegres e surpresos. Então Jesus disse: “Tendes aqui alguma coisa para comer?”

42Deram-lhe um pedaço de peixe assado. 43Ele o tomou e comeu diante deles.

44Depois disse-lhes: “São estas as coisas que vos falei quando ainda estava convosco: era preciso que se cumprisse tudo o que está escrito sobre mim na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos”.

45Então Jesus abriu a inteligência dos discípulos para entenderem as Escrituras, 46e lhes disse: “Assim está escrito: ‘O Cristo sofrerá e ressuscitará dos mortos ao terceiro dia, 47e no seu nome serão anunciados a conversão e o perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém’. 48Vós sereis testemunhas de tudo isso”.

— Palavra da Salvação.

- Glória a vós, Senhor.

HOMILIA
Equipe Diocesana de Liturgia
Diocese de Santo André - SP

A liturgia de hoje, de modo bastante claro, nos inseriu naquilo que é nossa maior certeza de fé, Cristo Jesus foi morto e ressuscitou!

O discurso de Pedro é, antes de tudo, uma profissão de fé e uma exortação à tomada de consciência de seus ouvintes, que, caso se convertam e creiam, ainda têm a possibilidade do perdão dos pecados e de uma nova vida. Eis o querigma fundamental que ainda hoje deve ser nosso principal anúncio, o Senhor Jesus Cristo; é ele que nós pregamos, ele é o conteúdo de nossa fé e a motivação primeira de nossa vida eclesial.

Disso decorre outra responsabilidade, como nos exorta João: nós o conhecemos, sabemos quem foi, como viveu e atuou, em favor de quem ele agiu, o conteúdo de seus discursos, sabemos quem ele é! Portanto, não podemos nos eximir da responsabilidade de sermos seus discípulos, sobretudo se concordamos e acreditamos naquilo que ele nos veio trazer – vida e vida em abundância. Somos comprometidos com ele, até as últimas consequências, se for preciso.

Nessa adesão nossa, de Fé e de Vida, o amor de Deus é plenamente realizado em nós e transforma o mundo em que estamos, prefigurando em sinais o que vem a ser o Reino de Deus, por ele anunciado. O risco das dúvidas e da inconstância na fé não poupou os primeiros discípulos e não poupa também a nós neste mundo de incertezas, de relativismos e subjetivismos, onde a experiência da fé é banalizada pelas facilidades que promovem uma falsa e frágil sensação de felicidade. Deus, porém, continua falando conosco através do sinal libertador definitivo que é a ressurreição de seu Filho Unigênito.

Ele ressuscitou dos mortos a fim de nos salvar! A palavra Salvação ganha sentido e significado e torna-se experiência sensível na nossa adesão cotidiana de consciência e vontade ao Cristo Jesus, que chamamos Senhor e Mestre.

Nós somos suas testemunhas! É no nome e na força dele que decidimos sair de nós mesmos e ir ao encontro dos outros, dos mais necessitados, daqueles que o mundo rejeita ou ignora, dos pobres e oprimidos pelos sistemas de morte que ainda hoje imperam em nosso tempo. O sinal da partilha, do pão ou dos peixes, que o Senhor ressuscitado realizou para seus discípulos, ainda é o mesmo que se opera quando em comunidade nos colocamos ao redor da mesa da eucaristia. Assim como este sinal abriu os olhos e o coração dos discípulos de outrora, que ele continue fazendo o mesmo por nós, dando-nos força, sendo nosso alimento, sustento e remédio para a missão que recebemos e sermos testemunhas, para a nossa vida de intimidade com o Senhor, para nossas práticas cotidianas.

Peçamos a graça de sempre mais reconhecermos, amarmos e aderirmos ao Cristo Ressuscitado, que ainda hoje a nós se manifesta, seja no partir do pão (eucaristia), na nossa união fraterna (vida em comunidade), nos sinais sensíveis (participação nos sacramentos), no anúncio querigmático e na evangelização (experiência com a Palavra de Deus: lida, ouvida, proclamada e explicada pelo magistério da Igreja).

Cristo Ressuscitou, Aleluia! E ele está no meio de nós!

ORAÇÃO
Ó Deus, que o vosso povo sempre exulte pela sua renovação espiritual, para que, tendo recuperado agora com a alegria a condição de filhos de Deus, espere com plena confiança o dia da ressurreição.  Amém!

Editado por MFC ALAGOAS

sábado, 21 de abril de 2012

Tiradentes foi enforcado por lutar pela Independência do Brasil


Reprodução
O alferes Joaquim José, em retrato de W. Rodrigues

O dia 21 de abril é feriado nacional. Trata-se de uma homenagem que o Brasil presta ao sacrifício de Joaquim José da Silva Xavier, que foi enforcado e esquartejado, a 21 de abril de 1792, devido a seu envolvimento com a Inconfidência Mineira - um dos primeiros movimentos organizados pelos habitantes do território brasileiro, no sentido de conseguir a independência do país em relação a Portugal.

Vale a pena saber exatamente porque se presta essa homenagem a Tiradentes. No século 18, o Brasil era uma colônia portuguesa que gerava grandes lucros para sua metrópole, em função do ouro e dos diamantes que haviam sido descobertos na região que ficou conhecida como a das Minas Gerais. Essa região tornou-se o centro econômico e cultural do país. Nela surgiram várias cidades ricas e importantes, como Vila Rica (atual Outo Preto), São João Del Rei e Sabará.

Portugal explorava o ouro brasileiro, mas nem todas as pessoas ligadas ao garimpo pagavam os impostos que a metrópole cobrava. Também havia muito contrabando das riquezas minerais. Além disso, essas riquezas não eram infinitas e começaram a se tornar escassas. O governo português, porém, acreditava que a diminuição no volume de seus lucros com a mineração se devia ao contrabando e à sonegação dos brasileiros. Por isso, começou a aumentar os impostos e tomar medidas repressivas contra os naturais da terra.

Desse modo, os brasileiros se revoltaram e isso aconteceu quase na mesma época em que os Estados Unidos se tornaram independentes da Inglaterra. Ao mesmo tempo, na Europa, filósofos e pensadores criticavam a monarquia e o poder absoluto dos reis. Tudo isso influenciou as elites de Minas Gerais e as levou a conspirar em prol da Independência. A maioria dos conspiradores eram homens ricos e cultos como Cláudio Manuel da Costa e Tomás Antônio Gonzaga.

Pobre, somente o Tiradentes, que era um simples alferes (cargo militar semelhante ao de tenente), e que tinha esse apelido por exercer também o ofício de dentista. Entretanto, era ele quem saía às ruas, procurando conquistar a adesão do povo ao movimento. Resultado, durante o julgamento, todos os que tinham posses conseguiram escapar da pena máxima, trocando-a pela prisão ou pelo exílio.

Quanto a Tiradentes, acabou condenado à morte e ao esquartejamento, para que as partes de seu corpo ficassem expostas ao público, de modo a desencorajar outras tentativas de rebelião. Executado como um criminoso, Tiradentes se transformou no primeiro herói brasileiro, logo após a nossa Independência, em 1822

segunda-feira, 16 de abril de 2012

O Cristianismo é o encontro com o Senhor ressuscitado

Papa Bento XVIVaticano, 16 Abr. 12 / 08:53 am (ACI)
Em sua mensagem prévia à oração do Regina Caeli, na Praça de São Pedro, diante dos milhares de fiéis ali reunidos, o Papa Bento XVI sublinhou que o culto cristão não é somente uma comemoração de eventos passados ou uma particular experiência mística, mas essencialmente o encontro com o Senhor ressuscitado.
“Através destes sinais nós vivemos aquilo que experimentaram os discípulos, isto é, o fato de ver Jesus e ao mesmo tempo de não reconhece-lo, de tocar o seu corpo, um corpo verdadeiro, mas livre das ligações terrenas”.
O Santo Padre remarcou a importância de aproximar-nos de Jesus, “que vive na dimensão de Deus, além do tempo e do espaço, e todavia se faz realmente presente na comunidade, nos fala nas Sagradas Escrituras e parte para nós o Pão da Vida Eterna”.
Depois de recordar a primeira aparição de Jesus aos apóstolos no cenáculo,Bento XVI assinalou que “a celebração do Dia do Senhor é uma prova muito forte da Ressurreição de Cristo, porque somente um acontecimento extraordinário e envolvente poderia levar os primeiros cristãos a iniciar um culto diferente em relação ao do sábado hebraico”.
O Papa indicou a importância de que nas duas aparições do Senhor aos apóstolos, Jesus repetiu várias vezes a saudação da paz, convertendo um gesto tradicional em algo novo, um dom que só Ele pode dar.
“A ‘paz’ que Jesus oferece aos seus amigos é o fruto do amor de Deus que o levou a morrer na cruz, a derramar todo o seu sangue, como Cordeiro manso e humilde, “cheio de graça e verdade””.
“Queridos irmãos e irmãs, acolhamos o dom da paz que nos oferece Jesus ressuscitado, deixemos que o nosso coração se encha da sua misericórdia! Desde modo, com a força do Espírito Santo, o Espírito que ressuscitou Cristo dos mortos, também nós possamos levar aos outros estes dons pascais. Que isso nos obtena Maria Santíssima, Mãe da Misericórdia”, concluiu o Papa.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

CORREIO MFC BRASIL Nº 283


Sempre nos pareceu muito evidente afirmar que o Cristianismo é uma religião. Pois na verdade isso não é tão claro assim. Cada vez mais a teologia se inclina por afirmar que o Cristianismo não pode ser definido como uma religião. O que significa isso? Na verdade, muitas coisas e que, se pensarmos bem, não irão nos parecer tão estranhas. Comecemos do começo. Ou melhor: comecemos por Jesus de Nazaré. Será que podemos afirmar que Jesus queria fundar uma religião? Achamos que não.

O CRISTIANISMO: UMA RELIGIÃO?
OU A SAÍDA DA RELIGIÃO
Maria Clara Lucchetti Bingemer
Teóloga, professora e decana do Centro de Teologia e Ciências Humanas da PUC-Rio

J
esus já tinha uma religião e não pensava em escolher outra. Era um judeu piedoso e fiel. O que o incomodava, justamente, era aquilo que os especialistas da religião haviam feito com a fé de Israel. Ao ler os quatro evangelhos, vemos claramente que a disputa de Jesus com os mandatários de sua religião se centra na distorção ou deturpação da imagem de Deus que os que se acreditavam donos da religião, do templo e da lei haviam feito. Haviam posto sobre os ombros do povo um peso tão absolutamente insuportável que era impossível de carregar. Um sem número de rubricas, ritos, prescrições.

Uma severidade implacável para com o cumprimento de todas essas mínimas normas e uma crueldade com as pessoas mais simples e humildes que não conseguiam cumpri-las por não terem condições de fazê-las. Jesus percebia que segmentos inteiros do povo eram declarados sem Deus: doentes, leprosos, pecadores. E que várias categorias de pessoas eram tratadas como cidadãos de segunda categoria dentro deste mesmo povo: mulheres, crianças.

A esses então Jesus anuncia uma boa notícia, um Evangelho: o projeto do Pai, o Reino é para eles também. Mais ainda: eles serão os primeiros a entrar, pois são humildes, se reconhecem pecadores, se sabem necessitados de misericórdia e perdão, e não se acham donos inexpugnáveis e sobranceiros do dom de Deus, que ninguém pode se arvorar em possuir. Ao fazer isso, Jesus não queria atacar nem agredir a religião de seus pais, na qual havia nascido e a qual amava. Desejava apenas que a pureza do ideal da Aliança que sustentou a história e a caminhada de Israel pudesse continuar e crescer em toda a sua pureza. Porém, por isso mesmo, foi considerado blasfemo. Acusaram-no de agir contra a religião, de colocar em perigo a religião vigente que emanava do Templo de Jerusalém.

Fazem, então, um complô para matá-lo. E efetivamente o matam. É algo que deve nos fazer pensar que quem matou Jesus não foi um grupo de bandidos e fora da Lei. Ao contrário, foram homens considerados de bem, guardiães da ordem e da religião. Por crê-lo inimigo da religião de Israel, acreditaram dever eliminá-lo. Temiam que ele quisesse acabar com a religião e trazer uma nova. Na verdade, a proposta de Jesus não é a de uma religião, e sim de um caminho: o caminho do amor, da justiça, da fraternidade.

O caminho da experiência de ser filhos de um Deus que é Pai bondoso, amoroso, misericordioso. E, por isso, ser irmãos uns dos outros. Assim fazendo, Jesus desloca o eixo da presença de Deus do Templo para o ser humano. Anuncia que quando alguém está ferido à beira do caminho há que deter-se e socorrê-lo, atendê-lo com todo o amor e desvelo possíveis. E não ir correndo para o templo porque se está atrasado para a celebração.

Quem se detém e pratica o amor para com o próximo ferido e desamparado encontra a Deus. Mesmo que seja um idólatra, como o samaritano do capítulo 10 do evangelho de Lucas. Mesmo que esse Deus se revele fora do Templo e das rubricas da Lei. Com a morte de Jesus e a experiência de sua ressurreição, seus seguidores começaram a anunciar seu nome e um movimento de fé criou-se em torno dele. E essa fé necessitava de uma religião para expressar-se. Por isso, tomou os ritos do judaísmo e acrescentou outros.

O Cristianismo nascente tentou ficar dentro da sinagoga. Não foi possível e o próprio Paulo - judeu filho de judeus, circuncidado ao oitavo dia, da tribo de Benjamin, formado aos pés de Gamaliel - com muita dor na alma, foi quem chefiou o movimento de ruptura e ida aos gentios. Espalhou-se pelo mundo a nova proposta, cresceu e configurou todo o ocidente. Aquilo que começara humildemente em Nazaré da Galileia, com o carpinteiro fazedor de milagres que chamava Deus de Abba – Paizinho - tornava-se, sobretudo depois do século IV, a religião mais poderosa e hegemônica do mundo.

Foi preciso que houvesse a virada da modernidade, o declínio do mundo teocêntrico medieval, que o Cristianismo perdesse o poder que tinha de instância normativa dentro da sociedade, para que aparecesse a verdade inicial em toda a sua pureza. O Cristianismo não é uma religião. Ou, se for, é uma religião da saída da religião. É um caminho de fé que opera pelo amor, um estilo de viver, nas pegadas de Jesus de Nazaré, que passou pelo mundo fazendo o bem. O que isso quer dizer para nós hoje? Que tudo que é religioso é mau? De forma alguma.

Os gestos, os rituais, as normas, as fórmulas religiosas são boas, desde que enunciem a verdade de uma fé, de um sentido de vida que se expressa na abertura a Deus e ao outro. E por isso são relativas. Pode ser que algumas expressões religiosas que foram muito adequadas a determinada época histórica sejam extremamente inadequadas a outra ou outras. O único absoluto é Deus. O resto... é resto mesmo. Isso é que, hoje como ontem, o Cristianismo é chamado a proclamar diante do mundo.

Autora de "Simone Weil - A força e a fraqueza do amor” (Ed. Rocco).
Copyright 2012 – MARIA CLARA LUCCHETTI BINGEMER

quinta-feira, 12 de abril de 2012

SERÁ QUE EU, MEFECISTA DE HOJE, DEIXAREI ISTO ACONTECER?


E
m 1975, OUSADOS mefecistas tomaram uma ATITUDE de extraordinária coragem e, editaram o primeiro exemplar da revista FATO E RAZÃO.

Eis parte do editorial escrito na época por Selma e Hélio Amorim:

“... O confessado objetivo de FATO E RAZÃO é questionar, desinstalar e até estabelecer crises em nossas convicções. E fornecer um esquema pedagógico de reflexão que leve cada um a rever suas perspectivas, incorporar novas ideias, redescobrir os valores essenciais em sua vida e reformular os transitórios, sempre que necessário. E assim caminhar no processo de maturação que vai durar toda uma vida, e no qual não se pode parar”. PARAR, NESTE CASO, SERIA RECUAR.


A revista FATO E RAZÃO financeiramente está AGONIZANDO. O número de assinantes, atualmente, é INSIGNIFICANTE. VOCÊ PODE MUDAR ESTA SITUAÇÃO. TOME UMA ATITUDE CORAJOSA. FAÇA SUA ASSINATURA!

Deposite R$ 32,00 (assinatura anual) na conta corrente do MFC no Banco do Brasil - Agencia: 3139-9 - Conta: 27249-3 e comunique a data do depósito, seu nome, e-mail e endereço para:livraria.mfc@gmail.com e/ouguedes50@gmail.com


O CONDIN - Conselho Diretor Nacional do Movimento Familiar Cristão do Brasil iniciou campanha nacional em prol de novas assinaturas da Revista Fato e Razão.

A Campanha de Novos Assinantes para a Revista Fato e Razão está inserida nos meios de comunicação do MFC e, veiculada no Jornal ATUAÇÃO nº 154, já encaminhado para todas as cidades.

O sucesso da Campanha depende do incentivo e colaboração de todos. Participe!

domingo, 8 de abril de 2012

Dia Mundial de Combate ao Câncer

O dia 8 de abril foi designado para conscientizar a população a respeito da importância do combate ao câncer.
O dia 8 de abril foi designado para conscientizar a população a respeito da importância do combate ao câncer.

No dia 8 de abril acontece o Dia Mundial de Combate ao Câncer, uma data que tem como objetivo chamar a atenção de líderes políticos e de toda a sociedade em geral para o crescimento dos índices da doença, que, segundo o IBGE, vem crescendo continuamente nas duas últimas décadas.

O câncer, também chamado de neoplasia, é um conjunto de mais de 100 doenças que se caracterizam pelo crescimento desordenado das células. Tais células se dividem muito rapidamente, invadindo tecidos e órgãos e formando tumores que podem se espalhar (metástase) para outras regiões do corpo. O câncer tem causas variadas, podendo surgir de fatores externos, como o ambiente em que a pessoa vive ou hábitos e costumes presentes em nosso dia a dia; ou também por fatores internos, que na maioria das vezes estão geneticamente predeterminados.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer, cerca de 80% a 90% de todos os casos da doença estão associados a fatores externos, sendo alguns deles bem conhecidos como o tabagismo, exposição excessiva ao sol, vírus que podem causar leucemia, hábitos alimentares, alcoolismo, hábitos sexuais, medicamentos e fatores ocupacionais.

Os vários tipos de câncer correspondem ao diferentes tipos de células que temos em nosso organismo. Por exemplo, se o câncer se inicia nos tecidos epiteliais, como pele e mucosas, ele é chamado de carcinoma. Se ele começa em tecidos conjuntivos, como músculos, ossos ou cartilagens, ele é chamado de sarcoma, e assim por diante. O que diferencia os diversos tipos de câncer é a velocidade com que as células se multiplicam e sua capacidade de invadir tecidos e órgãos.

Especialistas creem que alguns fatores de risco são os causadores de alguns tipos de tumores malignos, sendo o principal fator o tabagismo, seguido de consumo de bebidas alcoólicas e de gorduras de origem animal, dieta pobre em fibras, vida sedentária e obesidade.  Diante disso, a melhor forma de se prevenir do câncer é parar de fumar; ter uma alimentação saudável com maior consumo de frutas, verduras, legumes e cereais, diminuir o consumo de alimentos gordurosos; evitar ou diminuir o consumo de bebidas alcoólicas; praticar atividades físicas regularmente; evitar a exposição prolongada ao sol; e fazer exames regulares, pois isso ajuda na detecção precoce de um eventual câncer.

tratamento do câncer pode ser feito através de quimioterapia, na qual são utilizados vários medicamentos para combater o tumor; radioterapia, na qual se utilizam radiações para destruir o tumor ou impedir que suas células continuem se dividindo; ou transplante de medula óssea, indicado para algumas doenças malignas que afetam as células do sangue. 

Por Paula Louredo
Graduada em Biologia

LITURGIA DA PÁSCOA DO SENHOR - 08/04/2012



 “DEUS O RESSUSCITOU
NO TERCEIRO DIA!”
Neste “novo amanhecer” contemplemos Jesus Cristo, o “Servo” obediente do Pai, constituído Senhor de toda a criação. Alegremo-nos diante de tão grande mistério de amor, fundamento de nossa fé e sentido último de nossa vida. Se pela fé participamos da sua morte, com Ele participaremos de sua glória. Deixemos, pois, as trevas do “túmulo”, para contemplarmos o Sol da Ressurreição.

Páscoa do Senhor
1ª Leitura: At 10,34a.37-43
Salmo Responsório:  117
2ª Leitura: Cl 3,1-4
Evangelho: Jo 20,1-9

EVANGELHO
JOÃO 20,1-9

1No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus, bem de madrugada, quando ainda estava escuro, e viu que a pedra tinha sido retirada do túmulo.

2Então ela saiu correndo e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo, aquele que Jesus amava, e lhes disse: “Tiraram o Senhor do túmulo, e não sabemos onde o colocaram”.

3Saíram, então, Pedro e o outro discípulo e foram ao túmulo. 4Os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais depressa que Pedro e chegou primeiro ao túmulo. 5Olhando para dentro, viu as faixas de linho no chão, mas não entrou.

6Chegou também Simão Pedro, que vinha correndo atrás, e entrou no túmulo. Viu as faixas de linho deitadas no chão 7e o pano que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não posto com as faixas, mas enrolado num lugar à parte.

8Então entrou também o outro discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo. Ele viu, e acreditou.

9De fato, eles ainda não tinham compreendido a Escritura, segundo a qual ele devia ressuscitar dos mortos.

— Palavra da Salvação.

- Glória a vós, Senhor.

HOMILIA
Dom Henrique Soares da Costa
Bispo Auxiliar de Aracaju - Sergipe

Aquele que vimos envolto em sangue, tomado pelas dores da morte na Sexta-feira, Aquele que velamos respeitosamente no silêncio da morte no Sábado, agora proclamamo-lo Ressuscitado, Vivo, Vitorioso!

Hoje pela manhã, “quando ainda estava escuro”, nossas irmãs foram ao túmulo e encontraram-no aberto e vazio! Elas correram apavoradas: foram contar ao nosso líder, Simão Pedro. Ele foi também ao túmulo com o outro discípulo, aquele que Jesus amava: viram as faixas de linho no chão… O túmulo estava vazio… O que acontecera? Roubaram o corpo? Os judeus levaram-no? Que houve? Que ocorrera?

Na tarde de hoje, dois outros irmãos nossos estavam voltando para Emaús, sem esperança nenhuma: voltavam para sua vida de cada dia… estavam deixando a Comunidade dos discípulos, a Igreja que ia nascer: Jesus morrera, tudo acabara, a esperança fora embora… Mas, um Desconhecido começou a caminhar com eles, e lhes falava sobre tudo quanto a Escritura havia predito a respeito do Messias: sua pregação, suas dores, sua derrota, sua morte, sua vitória final… E o coração daqueles dois começou a encher-se de nova esperança, a arder de alegria! Eles, agora, começavam a compreender: tudo quanto havia acontecido com Jesus não fora simplesmente um cego absurdo, uma loucura, um sinal de maldição! Tudo fazia parte de um incrível projeto de amor do Pai: “Será que o Cristo não devia sofrer tudo isso para entrar na sua glória?” E, o que é mais impressionante: ao sentarem-se à mesa, o Desconhecido tomou a iniciativa, não esperou o dono da casa: pegou o pão e deu graças, partiu-o…. Coisa impressionante, irmãos: os olhos daqueles dois se abriram, e eles o reconheceram: era Jesus! Jesus vivo! Jesus reconhecido nas Escrituras e no partir o pão! Como mais uma vez, acontecerá agora, nesta Missa! Os dois voltaram, imediatamente a Jerusalém e, lá, a alegria foi maior ainda: os apóstolos confirmaram: “Realmente, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão Pedro!”

Irmãos, por esta fé nós vivemos, por esta fé somos cristãos, por esta fé empenhamos a vida toda! Neste Dia santíssimo, Jesus entrou na glória do Pai. Nós continuamos aqui; ele já não mais está preso a dia algum, a tempo algum, a limitação alguma: ele entrou na eternidade de Deus, na plenitude do seu Deus e Pai! Irmãos, escutai: a Morte, hoje, foi vencida! Jesus abriu o caminho, Jesus atravessou o tenebroso e doloroso mar da Morte, Jesus entrou no Pai! Jesus “passou”, fez sua Páscoa!

Mas, não só: ele fez isso por nós, por cada um de nós: “Vou preparar-vos um lugar… a fim de que, onde eu estiver, estejais vós também” (Jo 14,2-3). Ele, que morrera da nossa Morte, tem agora o poder de nos dar a sua vitória. Para isso, irmãos, ele nos deu, no Batismo, o seu Espírito de ressurreição, o mesmo no qual o Pai o ressuscitou na madrugada de hoje!

Eis a Páscoa de Cristo e nossa! Na certeza desta vida nova, renovemos nossa própria vida! “Se ressuscitastes com Cristo, esforçai-vos para alcançar as coisas do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus!” Vivamos uma vida nova em Cristo! Crer na sua ressurreição, viver sua vida de ressuscitado é, já agora, viver numa perspectiva nova, viver com o olhar a partir da Eternidade. São Paulo nos diz, para a Festa de hoje: “Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado. Celebremos a Festa, não com o velho fermento, nem com o fermento da maldade ou da perversidade, mas com os pães sem fermento de pureza e de verdade”. É o pão sem fermento, pão ázimo, da Eucaristia que vamos comer daqui a pouco; pão que é o próprio Cordeiro imolado, Cordeiro pascal, Cordeiro que tira o pecado do mundo! Nós vamos entrar em comunhão com ele, vivo e vencedor!

ORAÇÃO
Ó DEUS, por vosso Filho Unigênito, vencedor da morte, abristes hoje para nós as portas da eternidade. Concedei que, celebrando a ressurreição do Senhor, renovados pelo vosso Espírito, ressuscitemos na luz da vida nova.  Amém!

Editado por MFC ALAGOAS

sexta-feira, 6 de abril de 2012

SEXTA-FEIRA SANTA


A
 "SEXTA-FEIRA SANTA" ou "SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO" é a Sexta-feira antes do DOMINGO DE PÁSCOA. É a data em que os cristãos lembram o julgamento, paixão, crucificação, morte e sepultura de Jesus Cristo, através de diversos ritos religiosos.

Segundo a tradição cristã, a ressurreição de Cristo aconteceu no domingo seguinte ao dia 14 de Nisã, no calendário hebraico. A mesma tradição refere ser esse o terceiro dia desde a morte. Assim, contando a partir do domingo, e sabendo que o costume judaico, tal como o romano, contava o primeiro e o último dia, chega-se à sexta-feira como dia da morte de Cristo.

A SEXTA-FEIRA SANTA é um feriado móvel que serve de referência para outras datas. É calculado como sendo a primeira Sexta-feira de lua cheia após o equinócio de outono no hemisfério sul ou o equinócio de primavera no hemisfério norte, podendo ocorrer entre 22 de março e 25 de abril.

IGREJA CATÓLICA
Na Igreja Católica, este dia pertence ao Tríduo Pascal, o mais importante período do ano litúrgico. A Igreja celebra e contempla a paixão e morte de Cristo, pelo que é o único dia em que não se celebra, em absoluto, a Eucaristia.

Por ser um dia em que se contempla de modo especial Cristo crucificado, as regras litúrgicas prescrevem que neste dia e no seguinte(Sábado Santo) se venere o crucifixo com o gesto da genuflexão, ou seja, de joelhos.

CELEBRAÇÃO DA PAIXÃO DO SENHOR
No entanto, mesmo sem a celebração da missa, tem lugar, no rito romano, uma celebração litúrgica própria deste dia. Tal celebração tem alguma semelhança com a celebração da Eucaristia, na sua estrutura, mas difere essencialmente desta pelo fato de não ter Oração Eucarística, a mais importante parte da missa católica.

A celebração da morte do Senhor consiste, resumidamente, na adoração de Cristo crucificado, precedida por uma liturgia da Palavra e seguida pela comunhão eucarística dos participantes. Presidida por um presbítero ou bispo, paramentado como para a missa, de cor vermelha, a celebração segue esta estrutura:

-Entrada em silêncio do presidente e dos ministros, que se prostram em adoração diante do altar.
-Oração coleta.
-Liturgia da Palavra: leitura do livro de Isaías (quarto cântico do servo de Javé, Is 52,13-53,12), salmo 31 (30), leitura da Epístola aos Hebreus(Hebr 4, 14-16; 5, 7-9), aclamação ao Evangelho e leitura do Evangelho da Paixão segundo João (Jo 18,1-19,42, geralmente em forma dialogada).
-Homilia e silêncio de reflexão.
-Oração Universal, mais longa e solene do que a da missa, seguindo o esquema intenção – silêncio – oração do presidente.
-Adoração da Cruz: a cruz é apresentada aos fiéis e adorada ao som de cânticos.
-Pai Nosso
-Comunhão dos fiéis presentes. Toma-se pão consagrado no dia anterior, Quinta-Feira Santa.
-Oração depois da comunhão.
-Oração sobre o povo.

OBS.: Em muitas cidades históricas como: Paraty, Ouro Preto, Pirenópolis e Jaraguá - GO a Celebração da Paixão e Morte do Senhor é procedida da Procissão do Enterro, também conhecida como Procissão do Senhor Morto, em que são cantados motetos em latim.

Toda a liturgia católica deste dia está em função de Cristo crucificado. Assim, a liturgia da Palavra pretende introduzir os fiéis no mistério do sofrimento e da morte de Jesus, que assim aparece como uma ação livre de Cristo em ordem à salvação de toda a humanidade.

A veneração da cruz, símbolo da salvação, pretende dar expressão concreta à adoração de Cristo crucificado.

A comunhão eucarística é, para a Igreja, a forma mais perfeita de união com o Mistério Pascal de Cristo, e por isso é um ponto culminante na união dos fiéis com Cristo crucificado. O fato de se comungar do pão consagrado no dia anterior vem exprimir e reforçar a unidade de todo o Tríduo Pascal.

Além da celebração da Paixão do Senhor, rezam-se as diversas horas litúrgicas da Liturgia das Horas.

SINAIS DE PENITÊNCIA
A Igreja exorta os fiéis a que neste dia observem alguns sinais de penitência, em respeito e veneração pela morte de Cristo. Assim, convida-os à prática do jejum e da abstinência da carne.

Exercícios piedosos, como a VIA SACRA e o ROSÁRIO, são também recomendado como forma de assinalar este dia especialmente importante para a fé cristã.