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quarta-feira, 13 de março de 2013

NOVO PAPA FRANCISCO


Novo papa é o argentino Jorge Mario Bergoglio: papa Francisco


Arcebispo de Buenos Aires foi eleito no segundo dia do Conclave após 5 votações; Francisco é o primeiro Papa americano


Irmãos e irmãs, boa noite. Vocês sabem que o dever de um conclave é dar um bispo a Roma. Parece que os meus irmãos cardeais foram buscar-me quase até ao fim do mundo. Mas aqui estamos. Agradeço a vossa hospitalidade. A comunidade diocesana de Roma já tem o seu bispo. Obrigado.
Em primeiro lugar, peço uma oração pelo nosso Papa emérito, Bento XVI. Oremos por ele, para que o Senhor o abençoe e a Virgem o proteja. [Em seguida, o Papa reza um Pai Nosso e uma Avé Maria com os fiéis reunidos na Praça de S. Pedro]
E agora, vamos começar esta jornada: o bispo e o povo. É o caminho da Igreja de Roma, que preside à caridade em todas as igrejas. Um caminho de fraternidade, amor e confiança entre nós.
Vamos rezar por nós, de um para o outro. Oremos para o mundo, porque há uma grande irmandade. Espero que este caminho da Igreja – que hoje começa e em que serei ajudado pelo cardeal vigário, aqui ao meu lado – seja frutífero para a evangelização desta cidade tão bonita.
E agora gostaria de dar a bênção, mas primeiro quero pedir-vos um favor. Antes de o bispo benzer o povo, peço que rezem ao Senhor para que me abençoe: a oração do povo, pedindo a bênção do seu bispo. Façamos esta oração em silêncio.
[Depois de alguns segundos de silêncio, o Papa concluiu].
Agora, vou abençoar-vos e a todo o mundo, a todos os homens e mulheres de boa vontade. Agora deixo-vos. Obrigado por tamanha hospitalidade. Ver-nos-emos em breve. Amanhã vou rezar à Nossa Senhora para que proteja Roma. Boa noite e bom descanso.”
Francisco, alcunha que homenageia São Francisco de Assis - o santo dos pobres - e nunca tinha sido usada, é o primeiro papa sul-americano. 
Jorge Bergoglio, 76 anos, tem origem jesuíta e ficou conhecido por haver sido responsável na América Latina pela redação do documento sobre o segredo de Aparecida. Figura controvertida no cenário argentino, ele se destaca por sua forte personalidade e pelo afrontamento declarado à atual força política do país, o Kirchnerismo.
Bergoglio foi nomeado cardeal em 2001 por João Paulo II e atualmente era o arcebispo da capital argentina.

segunda-feira, 11 de março de 2013

CORREIO MFC BRASIL Nº 313




QUE TIPO DE PAPA?
AS TENSÕES INTERNAS DA IGREJA ATUAL
Leonardo Boff

Leonardo Boff
Não me proponho apresentar um balanço do pontificado de Bento XVI, coisa que foi feita com competência por outros. Para os leitores talvez seja mais interessante conhecer melhor uma tensão sempre viva dentro da Igreja e que marca o perfil de cada Papa.

A
 questão central é esta: qual a posição e a missão da Igreja no mundo? Antecipamos dizendo que uma concepção equilibrada deve assentar-se sobre duas pilastras fundamentais: o Reino e o mundo. O Reino é a mensagem central de Jesus, sua utopia de uma revolução absoluta que reconcilia a criação consigo mesma e com Deus. O mundo é o lugar onde a Igreja realiza seu serviço ao Reino e onde ela mesma se constrói. Se pensarmos a Igreja demasiadamente ligada ao Reino, corre-se o risco de espiritualização e de idealismo. Se demasiadamente próxima do mudo, incorre-se na tentação da mundanização e da politização. Importa saber articular Reino-Mundo-Igreja. Ela pertence ao Reino e também ao mundo. Possui uma dimensão histórica com suas contradições e outra transcendente.

Como viver esta tensão dentro do mundo e da história? Apresentam-se dois modelos diferentes e, por vezes, conflitantes: o do testemunho e o do diálogo. O modelo do testemunho afirma com convicção: temos o depósito da fé, dentro do qual estão todas as verdades necessárias para a salvação; temos os sacramentos que comunicam graça; temos uma moral bem definida; temos a certeza de que a Igreja Católica é a Igreja de Cristo, a única verdadeira; temos o Papa que goza de infalibilidade em questões de fé e moral; temos uma hierarquia que governa o povo fiel; e temos a promessa de assistência permanente do Espírito Santo. Isto tem que ser testemunhado face a um mundo que não sabe para onde vai e que por si mesmo jamais alcançará a salvação. Ele terá que passar pela mediação da Igreja, sem a qual não há salvação.

Os cristãos deste modelo, desde Papas até os simples fiéis, se sentem imbuídos de uma missão salvadora única. Nisso são fundamentalistas e pouco dados ao diálogo. Para que dialogar? Já temos tudo. O diálogo é para facilitar a conversão e é um gesto de civilidade. O modelo do diálogo parte de outros pressupostos: O Reino é maior que a Igreja e conhece também uma realização secular, sempre onde há verdade, amor e justiça; o Cristo ressuscitado possui dimensões cósmicas e empurra a evolução para um fim bom; o Espírito está sempre presente na história e nas pessoas do bem; Ele chega antes do missionário, pois estava nos povos na forma de solidariedade, amor e compaixão. Deus nunca abandonou os seus e a todos oferece chance de salvação, pois os tirou de seu coração para um dia vive rem felizes no Reino dos libertos. A missão da Igreja é ser sinal desta história de Deus dentro da história humana e também um instrumento de sua implementação junto com outros caminhos espirituais. Se a realidade tanto religiosa quanto secular está empapada de Deus devemos todos dialogar: trocar, aprender uns dos outros e tornar a caminhada humana rumo à promessa feliz, mais fácil e mais segura.

O primeiro modelo do testemunho é da Igreja da tradição, que promoveu as missões na África, na Ásia e na América latina, sendo até cúmplice em nome do testemunho da dizimação e dominação de muitos povos originários, africanos e asiáticos. Era o modelo do Papa João Paulo II que corria o mundo, empunhando a cruz como testemunho de que ai vinha a salvação. Era o modelo, mais radicalizado ainda, de Bento XVI que negou o título de "Igreja" às igrejas evangélicas, ofendendo-as duramente; atacou diretamente a modernidade pois a via negativamente como relativista e secularista. Logicamente não lhe negou todos os valores, mas via neles como fonte a fé cristã. Reduziu a Igreja a uma ilha isolada ou a uma fortaleza, cercada de inimigos por todos os lados contra os quais importa se defender.

O modelo do diálogo é o do Concílio Vaticano II, de Paulo VI e de Medellín e Puebla na América Latina. Viam o cristianismo não como um depósito, sistema fechado com o risco de ficar fossilizado, mas como uma fonte de águas vivas e cristalinas que podem ser canalizadas por muitos condutos culturais, um lugar de aprendizado mútuo porque todos são portadores do Espírito Criador e da essência do sonho de Jesus.

O primeiro modelo, do testemunho, assustou a muitos cristãos que se sentiam infantilizados e desvalorizados em seus saberes profissionais; não sentiam mais a Igreja como um lar espiritual e, desconsolados, se afastavam da instituição, mas não do Cristianismo como valor e utopia generosa de Jesus.

O segundo modelo, do diálogo, aproximou a muitos pois se sentiam em casa, ajudando a construir uma Igreja-aprendiz e aberta ao diálogo com todos. O efeito era o sentimento de liberdade e de criatividade. Assim vale a pena ser cristão. Esse modelo do diálogo se faz urgente caso a instituição-Igreja quiser sair da crise em que se meteu e que atingiu seu ponto de honra: a moralidade e a espiritualidade (os pedófilos, o roubo de documentos secretos e problemas graves de transparência no Banco do Vaticano).

Devemos discernir com inteligência o que atualmente melhor serve à mensagem cristã no interior de uma crise ecológica e social de gravíssimas consequências. O problema central não é a Igreja, mas o futuro da Mãe Terra, da vida e da nossa civilização. Como a Igreja ajuda nessa travessia? Só dialogando e somando forças com todos.
13 de fevereiro de 2013

AINDA A OPÇÃO PELOS POBRES
Helio Amorim – MFC/RJ
                                                                   
U
m desafio exigente: adesão à luta dos pobres e espoliados contra os mecanismos de exclusão que os condenam à desumanização. Assumir a causa dos excluídos e apostar tudo na construção de uma sociedade justa e solidária, em que haja equidade na distribuição da riqueza, com a superação do absurdo abismo que separam ricos e pobres, uma afronta intolerável ao projeto de Deus.

Jesus fez essa opção. Não há discursos e exegeses conciliadoras capazes de atenuar essa escolha conflitiva de Jesus pelos excluídos da sociedade de seu tempo. "Felizes vocês, pobres... Ai de vocês, ricos..." - é esse, na versão de Lucas, o discurso de Jesus sobre a Boa Nova que, segundo ele, é justamente anunciada aos pobres. Na verdade, esse discurso está longe de ser uma boa notícia ou evangelho, para os ricos. Se anunciamos que os oprimidos serão libertados da opressão, essa é uma boa notícia para eles, mas uma notícia preocupante para aqueles que os oprimem. Se lutamos para que aumente a sua fatia na partilha do bolo, estaremos avisando que vai diminuir a parte dos que o comiam sozinhos.

A lógica é irrefutável. O atendimento às reivindicações das classes mais pobres atinge os privilégios das classes favorecidas. Lutar por esse objetivo no interior da própria classe, nas associações, sindicatos, partidos e outras entidades formadas por pessoas, famílias ou grupos das classes médias, equivalerá a uma espécie de "traição de classe". Assim será interpretado por muitos. A rejeição é esperada. Este é o desafio.

Na associação de moradores, seria lutar pelo atendimento prioritário das necessidades da população favelada do bairro, mesmo em prejuízo das justas reivindicações dos demais moradores. Nos sindicatos patronais será defender até ou além do limite máximo, as propostas das classes trabalhadoras, com os argumentos claros e veementes de quem fez uma verdadeira opção pelos pobres. No exercício de funções públicas e na militância partidária, há de ser a promoção das mudanças estruturais que levem à equidade e à justiça, em benefício dos excluídos, conhecendo a inflexível matemática que indica os consequentes danos para as classes privilegiadas.

Talvez ir mais longe e colocar os talentos e recursos técnicos e intelectuais das classes médias a serviço dos movimentos de libertação que surgem das classes populares. Estas têm a força propulsora irresistível para exigir as transformações urgentes de estruturas sociais injustas. Nas classes médias estão muitos dos que serão capazes de ajudar na elaboração de novos projetos políticos, com o seu instrumental técnico e intelectual.

Esse pacto de classes, que estabelece uma relação intercultural funcional e eficaz, pode ser decisivo num processo de libertação, desde que os parceiros das classes privilegiadas não se arroguem o papel de condutores do processo, que cabe àqueles que lhe dão força e consistência. Cabe-lhes, sim, incentivar a organização dos setores populares, mas não lhes cabe conduzir essa organização. Deles se espera que ajudem a traduzir em formulações adequadas as autênticas aspirações das classes a que querem servir. A eles não se pede que elaborem ideologias de gabinete para as quais pretendam a adesão das classes populares, modalidade de ranço populista finalmente ultrapassada.

A atitude que se espera dos cristãos que deram esse passo é a de serviço desinteressado, talvez pouco gratificante para os que deles pudessem esperar certo prestígio pessoal que não afina com o espírito dessa opção.

Esses cristãos encarnam a versão de Mateus sobre o mesmo discurso de Jesus: "Felizes os pobres em espírito...", com que o evangelista inclui aqueles que não sendo pobres, aderiram à sua causa e, em muitos casos, deram a vida por ela.

FRASES
Santo Agostinho
O orgulho é a fonte de todas as fraquezas, por que é a fonte de todos os vícios.
O supérfluo dos ricos é propriedade dos pobres.
Não basta fazer coisas boas – é preciso fazê-las bem.
A angústia de ter perdido, não supera a alegria de ter um dia possuído.
Ter fé é assinar uma folha em branco e deixar que Deus nela escreva o que quiser.
A medida do amor é amar sem medida.
Dois homens olharam através das grades da prisão; um viu a lama, o outro as estrelas.
Prefiro os que me criticam, porque me corrigem, aos que me elogiam, porque me corrompem.
O dom da fala foi concedido aos homens não para que eles enganassem uns aos outros, mas sim para que expressassem seus pensamentos uns aos outros.
O mundo é um livro, e quem fica sentado em casa lê somente uma página.

domingo, 10 de março de 2013

LITURGIA DO 4º DOMINGO DA QUARESMA - 10/03/2013



    

4º DOMINGO DA QUARESMA


PRIMEIRA LEITURA (Js 5,9a.10-12)

Livro de Josué:
Naqueles dias, 9ao Senhor disse a Josué: “Hoje tirei de cima de vós o opróbrio do Egito”.

10Os israelitas ficaram acampados em Guilgal e celebraram a Páscoa no dia catorze do mês, à tarde, na planície de Jericó.

11No dia seguinte à Páscoa, comeram dos produtos da terra, pães sem fermento e grãos tostados nesse mesmo dia.

12O maná cessou de cair no dia seguinte, quando comeram dos produtos da terra. Os israelitas não mais tiveram o maná. Naquele ano comeram dos frutos da terra de Canaã.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!

RESPONSÓRIO (Sl 33)

— Provai e vede quão suave é o Senhor!
— Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo,/ seu louvor estará sempre em minha boca./ Minha alma se gloria no Senhor;/ que ouçam os humildes e se alegrem!
— Comigo engrandecei ao Senhor Deus,/ exaltemos todos juntos o seu nome!/ Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu,/ e de todos os temores me livrou.
— Contemplai a sua face e alegrai-vos,/ e vosso rosto não se cubra de vergonha!/ Este infeliz gritou a Deus e foi ouvido,/ e o Senhor o libertou de toda angústia.

SEGUNDA LEITURA (2Cor 5,17-21)

Segunda Carta de São Paulo apóstolo aos Coríntios:
Irmãos: 17Se alguém está em Cristo, é uma criatura nova. O mundo velho desapareceu. Tudo agora é novo. 18E tudo vem de Deus, que, por Cristo, nos reconciliou consigo e nos confiou o ministério da reconciliação.

19Com efeito, em Cristo, Deus reconciliou o mundo consigo, não imputando aos homens as suas faltas e colocando em nós a palavra da reconciliação.

20Somos, pois, embaixadores de Cristo, e é Deus mesmo que exorta através de nós. Em nome de Cristo, nós vos suplicamos: deixai-vos reconciliar com Deus.

21Aquele que não cometeu nenhum pecado, Deus o fez pecado por nós, para que nele nós nos tornemos justiça de Deus.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!

EVANGELHO (Lc 15,1-3.11-32)

Naquele tempo, 1os publicanos e pecadores aproximavam-se de Jesus para o escutar. 2Os fariseus, porém, e os mestres da Lei criticavam Jesus: “Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles”.

3Então Jesus contou-lhes esta parábola:
11“Um homem tinha dois filhos. 12O filho mais novo disse ao pai: ‘Pai, dá-me a parte da herança que me cabe’. E o pai dividiu os bens entre eles.

13Poucos dias depois, o filho mais novo juntou o que era seu e partiu para um lugar distante. E ali esbanjou tudo numa vida desenfreada.14Quando tinha gasto tudo o que possuía, houve uma grande fome naquela região, e ele começou a passar necessidade.

15Então foi pedir trabalho a um homem do lugar, que o mandou para seu campo cuidar dos porcos. 16O rapaz queria matar a fome com a comida que os porcos comiam, mas nem isto lhe davam.

17Então caiu em si e disse: ‘Quantos empregados do meu pai têm pão com fartura, e eu aqui, morrendo de fome. 18Vou-me embora, vou voltar para meu pai e dizer-lhe: Pai, pequei contra Deus e contra ti; 19já não mereço ser chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados’.

20Então ele partiu e voltou para seu pai. Quando ainda estava longe, seu pai o avistou e sentiu compaixão. Correu-lhe ao encontro, abraçou-o e cobriu-o de beijos.

21O filho, então, lhe disse: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho’.

22Mas o pai disse aos empregados: ‘Trazei depressa a melhor túnica para vestir meu filho. E colocai um anel no seu dedo e sandálias nos pés. 23Trazei um novilho gordo e matai-o. Vamos fazer um banquete.24Porque este meu filho estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado’. E começaram a festa.

25O filho mais velho estava no campo. Ao voltar, já perto de casa, ouviu música e barulho de dança. 26Então chamou um dos criados e perguntou o que estava acontecendo.

27O criado respondeu: ‘É teu irmão que voltou. Teu pai matou o novilho gordo, porque o recuperou com saúde’.

28Mas ele ficou com raiva e não queria entrar. O pai, saindo, insistia com ele. 29Ele, porém, respondeu ao pai: ‘Eu trabalho para ti há tantos anos, jamais desobedeci a qualquer ordem tua. E tu nunca me deste um cabrito para eu festejar com meus amigos. 30Quando chegou esse teu filho, que esbanjou teus bens com prostitutas, matas para ele o novilho cevado’.

31Então o pai lhe disse: ‘Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. 32Mas era preciso festejar e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e tornou a viver; estava perdido, e foi encontrado’.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor!

REFLEXÃO
“QUARESMA, CAMINHO DE CONVERSÃO”
Pe. Luiz Carlos de Oliveira, C.Ss.R.

QUÃO SUAVE É O SENHOR
Este 4º domingo tem uma nota de alegria que anuncia a festa que se aproxima e para a qual caminhamos, a Páscoa. A Quaresma não é um fim em si. Ela lembra o tempo sofrido do deserto e nos mostra a alegria de viver na terra definitiva que é o Reino de Deus para o qual Jesus nos salvou. No meio da Quaresma podemos já entrar no coração do Pai e compreender todo o mistério da salvação que Jesus nos mostra com tanta simplicidade nesta parábola de beleza incomparável. Para explicar os mistérios de Deus gastamos muitas palavras. Jesus contava uma historinha. Jesus veio para todos. Por isso acolhia os pecadores e se fazia igual a eles ao participar de suas refeições. Isso provocava a ira dos fariseus, pois eram seletivos. Jesus mostra a bondade do pai que acolhe o filho de volta para casa e lhe restitui todos os bens familiares perdidos, dos quais o mais precioso era o amor do pai. A figura do irmão, que nunca fez nada de errado, é o exemplo dos fariseus que se consideravam perfeitos. Jesus mostra que o irmão deve receber o irmão como o pai recebe o filho. O pai diz: “Este teu filho”, o Pai retruca: “Este teu irmão” e lhe devolve a fraternidade. Este evangelho é também o grande convite a todos que pensam que não têm solução ou procuram soluções longe do coração bondoso do Pai. É também um convite a não fazermos de Deus um vingador severo que pune até à quarta geração. Às vezes apelamos a um Deus severo que castigue os outros, mas feche os olhos aos nossos pecados que não são pequenos. Esta parábola deveria nos ajudar a mudar os planos de pastoral de nossas paróquias e dioceses. Estamos fugindo do coração do Pai e nos preocupamos com aquilo que não incomoda. Os prediletos de Jesus estão fora de nossos planos. Nossa missão é mostrar quão suave e bom é nosso Pai.

PÁSCOA É DOM E COMPROMISSO
Ao entrarem na terra prometida, depois de 40 anos de deserto e dos milagres que sustentaram a vida do povo, o maná parou de cair do céu e comeram os frutos da terra (Js 5,11-12). Não vivemos de milagres, mas fazemos os milagres da reconciliação com nossas mãos. A lei agora é o coração do Pai que nos deu o Filho para nossa redenção. A grande obra do cristão é transformar o mundo a partir de uma justa compreensão de Deus como Pai que acolhe a todos. É a renovação, pois “quem está em Cristo é uma nova criatura. O mundo velho desapareceu. Tudo agora é novo... Ele nos confiou o ministério da reconciliação” (2Cor 5,11-12). Não somos como o irmão mais velho que faz da vida da família de Deus um clube seleto onde o frágil e o derrotado não têm espaço.

COM O CORAÇÃO DO PAI
A Quaresma é sempre um convite à conversão, a uma penitência e a uma vida nova que vamos celebrar na Páscoa com a Vida de Jesus Ressuscitado. Ser nova criatura é ter um modo novo de viver. Infelizmente temos dificuldades de ver a dimensão humana que a vida de Jesus nos trouxe. A fé não é intimista. Temos que viver e pensar como Ele viveu e pensou. Temos a mesma mente dos fariseus: Religião é uma pureza pessoal, exterior sem a abertura de coração que o Pai demonstrou dando-nos Jesus para que seu amor fosse total a todos. Rezamos na oração pós-comunhão: “Iluminai nossos corações com o esplendor da vossa graça para pensarmos sempre o que vos agrada e amar-vos de todo o coração”. Viver como filho que reconhece o amor que o Pai tem por ele.

ORAÇÃO
                             
Ó Deus, que, por vosso Filho, realizais de modo admirável a reconciliação do gênero humano, concedei ao povo cristão correr ao encontro das festas que se aproximam, cheio de fervor e exultando de fé. Amém!

Editado por Jorge – MFC ALAGOAS

sábado, 9 de março de 2013

INSCRIÇÕES PARA O 18º ENA TERMINA DIA 31 DE MARÇO




O
s membros do Movimento Familiar Cristão têm até o dia 31 de março para efetivarem sua inscrição para participar do 18º ENA – ENCONTRO NACIONAL DO MFC, que acontece de 6 a 12 de julho de 2013 na cidade baiana de Vitória da Conquista.

O processo de inscrição é on-line, realizado no site do MFC VITÓRIA DA CONQUISTA. No Site, o mefecista encontrará um questionário com perguntas e respostas sobre o ENA, uma espécie de tira-dúvidas que ajudará a todos no processo de inscrição, visando o esclarecimento de alguns pontos importantes.

Com a criação do formulário digital, de fácil entendimento e autoexplicativo, o interessado fará o preenchimento e aguardará a validação de sua inscrição pelo coordenador de seu estado.

AS 450 VAGAS FORAM ASSIM DISTRIBUÍDAS POR CONDIR:
  
CONDIR CENTRO OESTE – 50 Vagas
Mato Grosso (25) e Mato Grosso do Sul (25)
CONDIR SUL – 100 Vagas
Paraná (40), Santa Catarina (30) e Rio Grande do Sul (30)
CONDIR SUDESTE – 100 Vagas
Espírito Santo (25), Minas Gerais (40), Rio de Janeiro (10) e São Paulo (25)
CONDIR NORTE – 50 Vagas
Amapá (15), Amazonas (14), Maranhão (15) e Pará (06)
CONDIR NORDESTE - 150 Vagas
Alagoas (25), Bahia (75), Ceará (25) e Sergipe (25)

Na hipótese das vagas não serem todas preenchidas conforme a disposição do quadro de vagas, estas poderão ser novamente disponibilizadas e redistribuídas entre estados dos CONDIR’s de cada região ou ainda entre os CONDIR’s, desde que haja entendimento convergente nesta questão e a devida manifestação e autorização do CONDIN sobre a movimentação das vagas não preenchidas.

Os CONDIR’s foram orientados a distribuir 10% (dez por cento) de suas vagas para membros jovens, com desconto de 50% (cinquenta por cento) no valor da taxa de inscrição.

Todo mefecista poderá acompanhar tudo que acontece no 18º ENA, bastando somente que se cadastre no newsletter disponível no Site, um tipo de comunicação que divulgará semanalmente por e-mail informações sobre as principais ocorrências do evento.  Para realizar o cadastramento o interessado deverá incluir apenas seu nome e e-mail no site do MFC CONQUISTA.

As duvidas podem ser esclarecidas através do Site do MFC CONQUISTA ou através de perguntas no link http://www.mfcconquista.org/contato/.

A Coordenação de Infraestrutura do 18º Encontro Nacional do MFC aguarda a todos com muita alegria, e trabalha para que este seja o melhor ENA de todos os tempos.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Eleições Coordenação MFC Curitiba 2013

No última terça-feira dia 05/03/2013 às 20horas na reunião da ECCI na Paróquia Nossa Senhora de Salette, foi aberto as equipes base espaço para candidatura para assumir a coordenação da cidade de Curitiba a partir do mês de maio, quando o colegiado atual encerra suas atividades. Já contamos com a candidatura dos amigos Paulo Cézar Castro e Helcio Luiz Monteiro.
Se você ou sua equipe tem interesse na candidatura, basta entrar em contato com um dos membros do colegiado atual.

Colegiado MFC Curitiba

sexta-feira, 1 de março de 2013

Boletim Informativo de Fevereiro

COLEGIADO ANO III NR°27 MOVIMENTO FAMILIAR CRISTÃO - CURITIBA/PR Fevereiro 2013











Fim das Férias

Todos com a Graça de Deus aproveitaram suas férias de final de ano, seu carnaval. Agora é hora de voltarmos a nossas atividades, nos reencontrarmos para matar a saudades.
No último domingo dia 24/02/2013 aconteceu na Paróquia Nossa Senhora de Salette a Missa de início das atividades do MFC Curitiba. Padre Anacleto mais uma vez nos brindou com suas palavras de paz e amor sobre Jesus. Após a celebração pudemos compartilhar de um delicioso lanche, onde cada família levou um prato. Nosso primeiro encontro foi muito gostoso apesar de faltarem alguns amigos.
Este ano o calendário do MFC Curitiba nos proporcionará muitas atividades, das quais contamos com a presença de todos os mefecistas, suas famílias e amigos, bem como com a sempre bem vinda mão de obra voluntária na preparação dos eventos.
Esperamos por vocês, sua presença é muito importante para todos nós!

PRÓXIMA REUNIÃO DA ECCI:
A primeira reunião da ECCI será realizada 
Data: 05/03/2013
Hora: 19:45h
Local: Salão Paroquial do Santuário de Nossa Senhora de Salette


AVISOS:

Em abril teremos um delicioso risoto que será organizado pelo MFC Jovem com o apoio do colegiado. Aguarde e em breve teremos mais detalhes.
No mês de maio dias 03, 04 e 05 teremos a honra de sediar o 95º Conselho Estadual e 4º Conselho do MFC Jovem. Aqueles que desejam auxiliar nas tarefas, devem deixar seus nomes com qualquer membro do colegiado.


Chama-se Quaresma os 40 dias de jejum e penitência que precedem à  festa da Páscoa. Essa preparação existe desde o tempo dos Apóstolos, que limitaram sua duração a 40 dias , em memória do jejum de Jesus Cristo no deserto. Durante esse tempo a Igreja veste seus ministros com paramentos de cor roxa e suprime os cânticos de alegria: O "Glória", o "Aleluia" e o "Te Deum".
Na Quaresma, que começa na quarta-feira de cinzas e termina na quarta-feira da Semana Santa, os católicos realizam a preparação para a Páscoa. O período é reservado para a reflexão, a conversão espiritual. Ou seja, o católico deve se aproximar de Deus visando o crescimento espiritual. Nesse tempo santo, a Igreja católica propõe, por meio do Evangelho proclamado na quarta-feira de cinzas, três grandes linhas de ação: a oração, a penitência e a caridade.
Essencialmente, o período é um retiro espiritual voltado à reflexão, onde os cristãos se recolhem em oração e penitência para preparar o espírito para a acolhida do Cristo Vivo, Ressuscitado no Domingo de Páscoa.
Assim, retomando questões espirituais, simbolicamente o cristão está renascendo, como Cristo.
Por que a cor roxa?
A cor litúrgica deste tempo é o roxo que simboliza a penitênica e a contrição. Usa-se no tempo da Quaresma e do Advento.
Nesta época do ano, os campos se enfeitam de flores roxas e róseas das quaresmeiras. Antigamente, era costume cobrir também de roxo as imagens nas igrejas. Na nossa cultura, o roxo lembra tristeza e dor. Isto porque na Quaresma celebramos a Paixão de Cristo: na Via-Sacra contemplamos Jesus a caminho do Calvário
Qual o significado destes 40 dias?
Na Bíblia, o número quatro simboliza o universo material. Os zeros que o seguem significam o tempo de nossa vida na terra, suas provações e dificuldades. Portanto, a duração da Quaresma está baseada no símbolo deste número na Bíblia. Nela, é relatada as passagens dos quarenta dias do dilúvio, dos quarenta anos de peregrinação do povo judeu pelo deserto, dos quarenta dias de Moisés e de Elias na montanha, dos quarenta dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública, dos 400 anos que durou a estada dos judeus no Egito, entre outras. Esses períodos vêm sempre antes de fatos importantes e se relacionam com a necessidade de ir criando um clima adequado e dirigindo o coração para algo que vai acontecer.
O Jejum
A igreja propõe o jejum principalmente como forma de sacrifício, mas também como uma maneira de educar-se, de ir percebendo que, o que o ser humano mais necessita é de Deus. Desta forma se justifica as demais abstinências, elas têm a mesma função. Oficialmente, o jejum deve ser feito pelos cristãos batizados, na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa.
Pela lei da igreja, o jejum é obrigatório nesses dois dias para pessoas entre 18 e 60 anos. Porém, podem ser substituídos por outros dias na medida da necessidade individual de cada fiel, e também praticados por crianças e idosos de acordo com suas disponibilidades.
O jejum, assim como todas as penitências, é visto pela igreja como uma forma de educação no sentido de se privar de algo e reverte-lo em serviços de amor, em práticas de caridade. Os sacrifícios, que podem ser escolhidos livremente, por exemplo: um jovem deixa de mascar chicletes por um mês, e o valor que gastaria nos doces é usado para o bem de alguém necessitado.
Qual é a relação entre Campanha da Fraternidade e a Quaresma?
A Campanha da Fraternidade é um instrumento para desenvolver o espírito quaresmal de conversão e renovação interior a partir da realização da ação comunitária, que para os católicos, é a verdadeira penitência que Deus quer em preparação da Páscoa. Ela ajuda na tarefa de colocar em prática a caridade e ajuda ao próximo. É um modo criativo de concretizar o exercício pastoral de conjunto, visando a transformação das injustiças sociais.
Desta forma, a Campanha da Fraternidade é maneira que a Igreja no Brasil celebra a quaresma em preparação à Páscoa. Ela dá ao tempo quaresmal uma dimensão histórica, humana, encarnada e principalmente comprometida com as questões específicas de nosso povo, como atividade essencial ligada à Páscoa do Senhor.
Quais são os rituais e tradições associados com este tempo?
As celebrações têm início no Domingo de Ramos, ele significa a entrada triunfal de Jesus, o começo da semana santa. Os ramos simbolizam a vida do Senhor, ou seja, Domingo de Ramos é entrar na Semana Santa para relembrar aquele momento.
Depois, celebra-se a Ceia do Senhor, realizada na quinta-feira Santa, conhecida também como o lava pés. Ela celebra Jesus criando a eucaristia, a entrega de Jesus e portanto, o resgate dos pecadores.
Depois, vem a missa da Sexta-feira da paixão, também conhecida como Sexta-feira Santa, que celebra a morte do Senhor, às 15h00. Na sexta à noite geralmente é feita uma procissão ou ainda a Via Sacra, que seria a repetição das 14 passagens da vida de Jesus.
No sábado à noite, o Sábado de Aleluia, é celebrada a Vigília Pascal, também conhecida como a Missa do Fogo. Nela o Círio Pascal é acesso, resultando as cinzas. O significado das cinzas é que do pó viemos e para o pó voltaremos, sinal de conversão e de que nada somos sem Deus. Um símbolo da renovação de um ciclo. Os rituais se encerram no Domingo, data da ressurreição de Cristo, com a Missa da Páscoa, que celebra o Cristo vivo.
CNBB - Conferência Nacional dos Bispos do Brasil

Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?id=&e=4701

Para Reflexão: 

“ ‘Com teus pecados, trataste-me como servo, cansando-me com tuas maldades. Sou eu, eu mesmo, que cancelo tuas culpas por minha causa e já não me lembrarei de teus pecados’.” Isaías 43,24b-25

“É Deus que nos confirma, a nós e a vós, em nossa adesão a Cristo, como também é Deus que nos ungiu. Foi ele que nos marcou com o seu selo e nos adiantou como sinal o Espírito derramado em nossos corações.”2°Coríntios 1,21-22




Aniversários de Casamento


Que Deus lhes dê saúde, paz, felicidade e amor, conservando-os sempre juntos!


FEVEREIRO

50 anos
Juarez L. dos Santos e Marli L. dos Santos                                               21/02/1963
48 anos
José Gaeski e Maria Ruth Gaeski                                                              06/02/1965

42 anos                                                            
Amauri Bassani e Sueli Bassani                                                                 21/02/1970

36 anos

Antonio Ribeiro Natel e Lindamir F. Natel                                                  19/02/1977

34 anos

Lidio Cipriani e Helenice F. M. Cipriani                                                      10/02/1979
José Ovande Pereira e Terezinha P. de Oliveira                                       24/02/1979

30 anos

Helio R. D. da Silva e Vera Lucia P. Silva                                                  26/021983

 27 anos

Sady T. Lanzoni e Marcia F. Lanzoni                                                           22/02/1986

26 anos

Luiz Antonio Pavim e Ivanir A. G. Pavim                                                     06/02/1987

23 anos

João Carlos do Amaral e Maristela B. A. Amaral                                      17/02/1990

07 anos

Rosemar V. N. Puga e Jociele A. G. Puga                                                 11/02/2006

06 anos

Alexandre I. C. Ferreira e Luciane A. K. Ferreira                                       03/02/2007

MARÇO

47 anos

Cicero Dias e Rosemari Dias                                                                      19/03/1966

28 anos

José Paulo de Faria e Clair T. de Faria                                                       09/03/1985

27 anos

Anisio T. Rezendes e Roseli M. Resendes                                                  05/03/1986
José Maria Wood  e Maria Izabel Wood                                                      08/03/1986

24 anos

Osmar Maciel e Noeliza G. B. Maciel                                                           04/03/1989

16 anos

Hamilton F. Silva e Rachel F. Silva                                                                08/03/1997
Leandro Wiemes e Sylviane S. Wyemes                                                      15/03/1997

14 anos

Lázaro de Pauli e Marina C. de Souza                                                          30/03/1999

10 anos

Jorge Queiroz Neto e Juliana Z. N. Queiroz                                                   29/03/2003

07 anos

Rodrigo C. Bittencourt e Janaina M. A. B. Bittencourt                                 25/03/2006