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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma


Fez-Se pobre, para nos enriquecer com a sua pobreza (cf. 2 Cor 8,9)

Queridos irmãos e irmãs!

Por ocasião da Quaresma, ofereço-vos algumas reflexões com a esperança de que possam servir para o caminho pessoal e comunitário de conversão. Como motivo inspirador tomei a seguinte frase de São Paulo: « Conheceis bem a bondade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, Se fez pobre por vós, para vos enriquecer com a sua pobreza » (2 Cor 8,9). O Apóstolo escreve aos cristãos de Corinto encorajando-os a serem generosos na ajuda aos fiéis de Jerusalém que passam necessidade. A nós, cristãos de hoje, que nos dizem estas palavras de São Paulo? Que nos diz, hoje, a nós, o convite à pobreza, a uma vida pobre em sentido evangélico?

1. A graça de Cristo

Tais palavras dizem-nos, antes de mais nada, qual é o estilo de Deus. Deus não Se revela através dos meios do poder e da riqueza do mundo, mas com os da fragilidade e da pobreza: « sendo rico, Se fez pobre por vós ». Cristo, o Filho eterno de Deus, igual ao Pai em poder e glória, fez-Se pobre; desceu ao nosso meio, aproximou-Se de cada um de nós; despojou-Se, « esvaziou-Se », para Se tornar em tudo semelhante a nós (cf. Fil 2,7; Heb 4,15). A encarnação de Deus é um grande mistério. Mas, a razão de tudo isso é o amor divino: um amor que é graça, generosidade, desejo de proximidade, não hesitando em doar-Se e sacrificar-Se pelas suas amadas criaturas. A caridade, o amor é partilhar, em tudo, a sorte do amado. O amor torna semelhante, cria igualdade, abate os muros e as distâncias. Foi o que Deus fez connosco. Na realidade, Jesus « trabalhou com mãos humanas, pensou com uma inteligência humana, agiu com uma vontade humana, amou com um coração humano. Nascido da Virgem Maria, tornou-Se verdadeiramente um de nós, semelhante a nós em tudo, excepto no pecado » (ConC. ECum. Vat. II, Const. past. Gaudium et spes, 22).

A finalidade de Jesus Se fazer pobre não foi a pobreza em si mesma, mas – como diz São Paulo – « para vos enriquecer com a sua pobreza ». Não se trata dum jogo de palavras, duma frase sensacional. Pelo contrário, é uma síntese da lógica de Deus: a lógica do amor, a lógica da Encarnação e da Cruz. Deus não fez cair do alto a salvação sobre nós, como a esmola de quem dá parte do próprio supérfluo com piedade filantrópica. Não é assim o amor de Cristo! Quando Jesus desce às águas do Jordão e pede a João Baptista para O baptizar, não o faz porque tem necessidade de penitência, de conversão; mas fá-lo para se colocar no meio do povo necessitado de perdão, no meio de nós pecadores, e carregar sobre Si o peso dos nossos pecados. Este foi o caminho que Ele escolheu para nos consolar, salvar, libertar da nossa miséria. Faz impressão ouvir o Apóstolo dizer que fomos libertados, não por meio da riqueza de Cristo, mas por meio da sua pobreza. E todavia São Paulo conhece bem a « insondável riqueza de Cristo » (Ef 3,8), « herdeiro de todas as coisas » (Heb 1,2).

Em que consiste então esta pobreza com a qual Jesus nos liberta e torna ricos? É precisamente o seu modo de nos amar, o seu aproximar-Se de nós como fez o Bom Samaritano com o homem abandonado meio morto na berma da estrada (cf. Lc 10,25-37). Aquilo que nos dá verdadeira liberdade, verdadeira salvação e verdadeira felicidade é o seu amor de compaixão, de ternura e de partilha. A pobreza de Cristo, que nos enriquece, é Ele fazer-Se carne, tomar sobre Si as nossas fraquezas, os nossos pecados, comunicando-nos a misericórdia infinita de Deus. A pobreza de Cristo é a maior riqueza: Jesus é rico de confiança ilimitada em Deus Pai, confiando-Se a Ele em todo o momento, procurando sempre e apenas a sua vontade e a sua glória. É rico como o é uma criança que se sente amada e ama os seus pais, não duvidando um momento sequer do seu amor e da sua ternura. A riqueza de Jesus é Ele ser o Filho: a sua relação única com o Pai é a prerrogativa soberana deste Messias pobre. Quando Jesus nos convida a tomar sobre nós o seu « jugo suave » (cf. Mt 11,30), convida-nos a enriquecer-nos com esta sua « rica pobreza » e « pobre riqueza », a partilhar com Ele o seu Espírito filial e fraterno, a tornar-nos filhos no Filho, irmãos no Irmão Primogénito (cf. Rm 8,29).

Foi dito que a única verdadeira tristeza é não ser santos (Léon Bloy); poder-se-ia dizer também que só há uma verdadeira miséria: é não viver como filhos de Deus e irmãos de Cristo.

2. O nosso testemunho

Poderíamos pensar que este « caminho » da pobreza fora o de Jesus, mas não o nosso: nós, que viemos depois d’Ele, podemos salvar o mundo com meios humanos adequados. Isto não é verdade. Em cada época e lugar, Deus continua a salvar os homens e o mundo por meio da pobreza de Cristo, que Se faz pobre nos Sacramentos, na Palavra e na sua Igreja, que é um povo de pobres. A riqueza de Deus não pode passar através da nossa riqueza, mas sempre e apenas através da nossa pobreza, pessoal e comunitária, animada pelo Espírito de Cristo.

À imitação do nosso Mestre, nós, cristãos, somos chamados a ver as misérias dos irmãos, a tocá-las, a ocupar-nos delas e a trabalhar concretamente para as aliviar. A miséria não coincide com a pobreza; a miséria é a pobreza sem confiança, sem solidariedade, sem esperança. Podemos distinguir três tipos de miséria: a miséria material, a miséria moral e a miséria espiritual. A miséria material é a que habitualmente designamos por pobreza e atinge todos aqueles que vivem numa condição indigna da pessoa humana: privados dos direitos fundamentais e dos bens de primeira necessidade como o alimento, a água, as condições higiénicas, o trabalho, a possibilidade de progresso e de crescimento cultural. Perante esta miséria, a Igreja oferece o seu serviço, a sua diakonia, para ir ao encontro das necessidades e curar estas chagas que deturpam o rosto da humanidade. Nos pobres e nos últimos, vemos o rosto de Cristo; amando e ajudando os pobres, amamos e servimos Cristo. O nosso compromisso orienta-se também para fazer com que cessem no mundo as violações da dignidade humana, as discriminações e os abusos, que, em muitos casos, estão na origem da miséria. Quando o poder, o luxo e o dinheiro se tornam ídolos, acabam por se antepor à exigência duma distribuição equitativa das riquezas. Portanto, é necessário que as consciências se convertam à justiça, à igualdade, à sobriedade e à partilha.

Não menos preocupante é a miséria moral, que consiste em tornar-se escravo do vício e do pecado. Quantas famílias vivem na angústia, porque algum dos seus membros – frequentemente jovem – se deixou subjugar pelo álcool, pela droga, pelo jogo, pela pornografia! Quantas pessoas perderam o sentido da vida; sem perspectivas de futuro, perderam a esperança! E quantas pessoas se vêem constrangidas a tal miséria por condições sociais injustas, por falta de trabalho que as priva da dignidade de poderem trazer o pão para casa, por falta de igualdade nos direitos à educação e à saúde. Nestes casos, a miséria moral pode-se justamente chamar um suicídio incipiente. Esta forma de miséria, que é causa também de ruína económica, anda sempre associada com a miséria espiritual, que nos atinge quando nos afastamos de Deus e recusamos o seu amor. Se julgamos não ter necessidade de Deus, que em Cristo nos dá a mão, porque nos consideramos auto-suficientes, vamos a caminho da falência. O único que verdadeiramente salva e liberta é Deus.

O Evangelho é o verdadeiro antídoto contra a miséria espiritual: o cristão é chamado a levar a todo o ambiente o anúncio libertador de que existe o perdão do mal cometido, de que Deus é maior que o nosso pecado e nos ama gratuitamente e sempre, e de que estamos feitos para a comunhão e a vida eterna. O Senhor convida-nos a sermos jubilosos anunciadores desta mensagem de misericórdia e esperança. É bom experimentar a alegria de difundir esta boa nova, partilhar o tesouro que nos foi confiado para consolar os corações dilacerados e dar esperança a tantos irmãos e irmãs imersos na escuridão. Trata-se de seguir e imitar Jesus, que foi ao encontro dos pobres e dos pecadores como o pastor à procura da ovelha perdida, e fê-lo cheio de amor. Unidos a Ele, podemos corajosamente abrir novas vias de evangelização e promoção humana.

Queridos irmãos e irmãs, possa este tempo de Quaresma encontrar a Igreja inteira pronta e solícita para testemunhar, a quantos vivem na miséria material, moral e espiritual, a mensagem evangélica, que se resume no anúncio do amor do Pai misericordioso, pronto a abraçar em Cristo toda a pessoa. E poderemos fazê-lo na medida em que estivermos configurados com Cristo, que Se fez pobre e nos enriqueceu com a sua pobreza. A Quaresma é um tempo propício para o despojamento; e far-nos-á bem questionar-nos acerca do que nos podemos privar a fim de ajudar e enriquecer a outros com a nossa pobreza. Não esqueçamos que a verdadeira pobreza dói: não seria válido um despojamento sem esta dimensão penitencial. Desconfio da esmola que não custa nem dói.

Pedimos a graça do Espírito Santo que nos permita ser « tidos por pobres, nós que enriquecemos a muitos; por nada tendo e, no entanto, tudo possuindo » (2 Cor 6,10). Que Ele sustente estes nossos propósitos e reforce em nós a atenção e solicitude pela miséria humana, para nos tornarmos misericordiosos e agentes de misericórdia. Com estes votos, asseguro a minha oração para que cada crente e cada comunidade eclesial percorra frutuosamente o itinerário quaresmal, e peço-vos que rezeis por mim. Que o Senhor vos abençoe e Nossa Senhora vos guarde!

Vaticano, 26 de Dezembro de 2013
Festa de Santo Estêvão, diácono e protomártir
FRANCISCUS

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Missa de abertura do MFC Curitiba

Caríssimos MeFeCistas,

Por questões de disponibilidade, alteramos nossa Missa de Abertura de Atividades de  2014 do Movimento Familiar Cristão de Curitiba será no dia 22/02 (sábado), às 18h30, na Paróquia Nossa Senhora da Conceição (Rua Omílio Monteiro Soares, 847, Fanny).

Após a celebração faremos um lanche de confraternização. Cada casal deve levar um prato de doce ou salgado. A bebida serão dadas pelo MFC.

Paz e Bem

Coordenação de Cidade - ECCI
MFC Curitiba

Audiência Geral com o Papa - 05/02/2014


Não obstante a chuva que há dias cai sobre Roma, cerca de 13 mil fiéis e peregrinos compareceram à Praça S. Pedro esta quarta-feira, para a Audiência Geral.

Prosseguindo sua série de catequeses sobre os Sacramentos, Francisco falou hoje da Eucaristia, coração da “iniciação cristã” com o Batismo e a Confirmação.

O que vemos quando nos reunimos para celebrar a Eucaristia nos faz intuir aquilo que estamos para viver. O altar coberto por uma toalha nos faz pensar num banquete: Cristo é o alimento espiritual que recebemos. Ao lado, está o ambão, de onde se proclama a Palavra de Deus.

Palavra e Pão na Missa se tornam uma só coisa, como na Última Ceia, quando todas as suas palavras e os seus sinais se condensaram no gesto de partir o pão e oferecer o cálice.

“O gesto de Jesus realizado na Última Ceia é o extremo agradecimento ao Pai pelo seu amor, pela sua misericórdia. ‘Agradecimento’ em grego se diz ‘eucaristia’. Eis o motivo pelo qual o termo Eucaristia resume todo aquele gesto, que é gesto de Deus e do homem juntos, gesto de Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem”, disse o Papa, explicando que, com aquele gesto, o Senhor Jesus derrama sobre nós toda a sua misericórdia e o seu amor e, deste modo, renova o nosso coração, a nossa vida e o nosso modo de nos relacionarmos com Ele e com os irmãos.

Por isso, explicou o Pontífice, a celebração eucarística é muito mais do que um simples banquete: é o memorial da Páscoa de Jesus, o mistério central da salvação. Quando nos aproximamos deste sacramento, é costume dizer que vamos “receber a Comunhão”. Na potência do Espírito Santo, a participação na eucaristia nos conforma de modo único e profundo a Cristo, fazendo-nos saborear desde já a plena comunhão com o Pai que caracterizará o banquete celeste, onde com todos os Santos teremos a alegria inimaginável de contemplar Deus face a face.

“Queridos amigos, nunca agradeceremos suficientemente ao Senhor pelo dom que nos fez com a Eucaristia! É um dom muito grande e por isso é importante ir à missa aos domingos, não somente para rezar, mas para receber a Comunhão. É o dia da ressurreição do Senhor. E jamais conseguiremos colher todo o seu valor e a sua riqueza. Peçamos então que este Sacramento possa continuar a manter viva na Igreja a sua presença e a plasmar as nossas comunidades na caridade e na comunhão, segundo o coração do Pai. E isso se faz durante toda a vida, mas se começa no dia da Primeira Comunhão. É importante que as crianças se preparem bem para este dia, porque é o primeiro passo desta pertença a Jesus Cristo.”

No final da Audiência, o Papa dirigiu um pensamento especial às muitas pessoas, “nossos irmãos e irmãs”, que sofrem a consequência das chuvas na região da Toscana e em Roma. “Rezemos todos e nos mantenhamos próximos com o nosso esforço, com a nossa solidariedade e com o nosso amor.”

Devido à chuva, Francisco cumprimentou os doentes antes da Audiência, na Sala Paulo VI.


Texto proveniente do site da Rádio Vaticano

É na família que nos conhecemos


Todos nós precisamos do amor puro uns dos outros; precisamos do amor de nosso pai. Como é importante a presença, o carinho, a segurança, a firmeza, as correções, as ordens e, até mesmo, as broncas do pai! Tudo isso é essencial para nosso crescimento, nosso equilíbrio, nossa maturidade e formação.

Como é bom ser família! Como é bom ter a presença de homens e mulheres, de adultos, jovens e crianças! Como é bom ter diferenças de temperamentos, de opiniões, de pontos de vista! Que bom conviver com o diferente! É na família que nos conhecemos, nos descobrimos, nos aproximamos. É nela que nos corrigimos, nos desentendemos e nos perdoamos.

Na família, nem tudo é 100%, mas nela nós nos amamos, nos perdoamos e nos reconciliamos. Aí está o essencial: a família é um “oásis de amor!”

Monsenhor Jonas Abib

Fundador da Comunidade Canção Nova

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Uma juventude bem motivada não para


Caros párocos e demais responsáveis pela evangelização da juventude no Brasil.
“O menino foi crescendo, ficando forte e cheio de sabedoria.
E a graça de Deus estava com ele”
(Lc 2, 40)
Uma juventude bem motivada, não para! Nessas férias muitas expressões juvenis reservaram um pouco de seu tempo para retiros, encontros, evangelização nas praias, experiências missionárias, formação; as Pastorais da Juventude realizaram seus Congressos, Assembleia, Ampliada. É a vida que continua; é a força da missão que as empolga e as convida para uma formação permanente em vista de uma atuação cada vez mais adequada aos novos tempos. Como adultos responsáveis pela juventude, não podemos deixar de parabenizar estes jovens, reconhecendo-lhes sua beleza, significatividade e singularidade na missão da Igreja na história!
Como já foi mencionado na Carta anterior, o Encontro de Revitalização da Pastoral Juvenil no Brasil, acontecido em dezembro, retomou as 8 Linhas de Ação do Documento 85. A partir delas, foram destacadas, então, aquelas principais Pistas de Ação que necessitam ser potencializadas pelas expressões juvenis (Congregações Religiosas, Novas Comunidades, Movimentos, Pastorais da Juventude) e pelas instâncias eclesiais (comunidades, paróquias, dioceses, regionais).
Seis expressões juvenis e Regionais da CNBB presentes no Encontro assumiram a 1ª. Linha de Ação, que aborda a questão da FORMAÇÃO INTEGRAL, como uma de suas duas prioridades para os próximos anos. As duas PISTAS DE AÇÃO referentes a esta Linha, ficaram assim redigidas:
1º. INVESTIR na Formação Integral permanente,
articulando a Rede de Institutos de Juventude e demais experiências.
2º. Aproximar e ligar a Pastoral Juvenil à CATEQUESE,
em vista da Formação Integral. 
Em síntese, esses dois pontos nos convocam ao “investimento” na proposta pedagógica de uma formação que seja integral e à atenção para que ela esteja presente na “Catequese” oferecida aos nossos adolescentes e jovens. Eles têm direito de receber de nossos ambientes e projetos, elementos que os ajudem em sua vida global e não somente em um dos aspectos dela. Bem nos recordou o Documento 85, n. 96 e 97: “O conceito de formação integral é importante paraconsiderar o jovem como um todo, evitando assim reducionismos que distorcem a proposta de educação na fé, reduzindo-a a uma proposta psicologizante, espiritualista ou politizante. [...] Quem trabalha na formação de jovens necessita estar atento às cinco dimensões: psico-afetiva, psicossocial, mística, sócio-político-ecológica e capacitação”.
Não estaríamos exagerando ao afirmar que, se nosso acompanhamento aos jovens fosse sempre adequado a todas as suas dimensões e houvesse harmonia entre elas, tudo o mais estaria praticamente resolvido. Muita coisa já se faz, mas ainda há muito chão. Eis abaixo algumas sugestões para se colocar em prática o princípio da Formação Integral, colhidas de nossos documentos, orientações eclesiais, partilhas realizadas no Encontro de dezembro, subsídios formativos, experiências de evangelização:
  1. Conhecer (ler, estudar, debater) mais profundamente o que vem a ser a “Formação Integral” com suas várias dimensões;
  2. Averiguar quais dimensões da “Formação Integral” estão menos contempladas nos projetos e subsídios juvenis e ver como suprir esta carência;
  3. Conversar com os responsáveis pela Catequese e insistir na implantação do Processo de Iniciação à Vida Cristã, cujo conteúdo programático e dinâmica propõem falar de maneira mais clara e provocante à vida das novas gerações em suas diversas relações: consigo, com o outro, com Deus, com a Igreja, com a Sociedade, com o Mundo;
  4. Analisar se os temas “vocação” e “afetividade” vêm sendo realmente explorados na sua beleza e profundidade junto aos adolescentes e jovens, principalmente na catequese e nos grupos juvenis, e buscar formas atraentes de envolvê-los nestes assuntos contribuindo, assim, com a maturidade das relações e das opções de vida;
  5. Favorecer-lhes materiais, orientações e ocasiões que contribuam concretamente para a elaboração do Projeto Pessoal de Vida, a partir das dimensões da Formação Integral;
  6. Fazer um levantamento e usufruir de materiais e cursos disponíveis, oferecidos por organizações como Institutos de Juventude e Congregações Religiosas, que, sintonizadas com a realidade juvenil atual e as orientações da Igreja, possam contribuir com o amadurecimento das dimensões da Formação Integral;
  7. Investir em Escolas Jovens e Cursos de Liderança que trabalhem as dimensões da Formação Integral;
  8. Utilizar das redes sociais para iluminar, aprofundar e questionar os jovens que vivem neste universo midiático auxiliando-os na compreensão, acolhida e desenvolvimento das várias dimensões de sua vida;
  9. Favorecer reflexões bíblicas, principalmente passagens da vida de Jesus Cristo, que possam iluminar os jovens na sua busca de felicidade, de prazer em viver, de servir;
  10. Cuidar para que a Formação Integral seja regada tanto de aprofundamento teóricoquanto de experiência prática, que toquem à vida;
Em síntese, a orientação sobre a “Formação Integral” diz respeito a todos os ambientes e projetos eclesiais que se propõem à educação e à evangelização dos adolescentes e jovens. No fundo, todos nós deveríamos nos comprometer em avaliar nossas estruturas e propostas formativas, revitalizando-as para que sejam capazes de acolher e responder a todas as dimensões da vida desta parcela da sociedade que Deus nos confia para amar e servir, em vista de seu Reino. Neste processo, os jovens não são considerados somente destinatários de nossa missão, mas sujeitos capazes de entenderem e contribuírem com a própria formação.
Jesus, que “crescia, ficando forte e cheio de sabedoria” nos pede que oportunizemos condições de Formação Integral aos seus jovens discípulos missionários que estão sob nossos cuidados.
Maria, que contando com a graça divina acompanhou Jesus em todos os seus passos, nos auxilie nesta missão de educadores e evangelizadores das novas gerações que passeiam pelos nossos ambientes, olhos, mãos e corações.
Dom Eduardo Pinheiro da Silva, sdb
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Pensamentos do Papa Francisco

Aproveitando o embalo das mensagens anteriores, achei que podemos ser enriquecidos por alguns outros pensamentos do Papa Francisco que encontramos na revista “Mundo e Missão”. Eis o cardápio:

“Eu sou um pecador. Fui escolhido por misericórdia. Deus olhou para mim com amor. Sou alguém olhado pelo Senhor. Deus tem paciência comigo”.

“Desejo uma Igreja pobre, com os pobres, nas periferias. A Igreja precisa curar todas as feridas, aquecer os corações dos fiéis, estar próxima do povo e com os pobres e ser como o bom samaritano”.

“Deus nos ama por primeiro, com antecipação. Ele chega antes, vem primeiro, está sempre antes, tem a iniciativa de vir a nossa procura. Deus nos procura antes que nós o procuremos. Deus antecede, precede, vem primeiro. Deixemo-nos amar, acreditemos no amor de Deus”.

“Entremos pela porta da fé. Abri as portas do coração a Jesus Cristo. Há portas fechadas para Deus e abertas para o shopping, o estádio de futebol, os motéis. Nossas casas não podem ter portas fechadas aos pobres. Jesus bate à nossa porta. As portas do inferno não vencerão. Jesus nos abriu as portas do Paraíso”.

“Livremo-nos do veneno do vazio interior e da ilusão do consumismo”.

“A opção por Jesus requer: desapego dos bens, fé na providência do Pai, vigilância interior e esperança na salvação”.

“A alegria não vem das sensações, nem da moda, nem do divertimento, nem do sucesso. A alegria nasce do encontro com Deus e da amizade com os outros”.

“A misericórdia é o DNA de Deus. É o remédio para as nossas feridas, é a resposta de Deus ao nosso pecado. Deus lava e apaga nossa culpa, nos recria”.

“Quem toca no pobre, no doente, no aflito, toca a carne de Cristo. Jesus se fez carne no pobre”.

“Salvemo-nos da curiosidade doentia e da deusa lamentação. Sejamos profetas da alegria e da coragem para superar a amargura, a lamúria e o desânimo. Coração ao alto, coragem, não tenhais medo”.

“A Igreja deve despojar-se de vestes e revestir-se de Cristo Jesus, e estar a serviço do reino. Despojar-se da vaidade, do carreirismo, da mesmice e da mundanização. Prepotência, orgulho, mundaneidade são ídolos, especialmente o dinheiro, a aparência e a vaidade”.

“A Igreja é uma mãe corajosa, que leva seus filhos ao encontro com Jesus... Precisamos de uma Igreja que volte a dar calor, a inflamar o coração, paciente, misericordiosa e compreensiva”.

“Na Igreja existem escândalos, mas também tanta santidade e esta é maior. Esta ‘santidade cotidiana’, escondida, de tantas mulheres e homens que trabalham o dia todo pela família”.

“A falta de trabalho é pecado contra o reino. O desemprego faz a pessoa sentir-se sem dignidade. O centro do mundo é o dinheiro, que é um ídolo que sacrifica vidas, gero o desemprego e a tragédia da crise econômica. O dinheiro é a raiz da exclusão dos anciãos e dos jovens. Somos vítimas da cultura do descarte. No centro da economia deve estar a pessoa, não o lucro”.

“Não deixeis que vos roubem a esperança. Vamos remar contra a corrente, ir adiante, procurar juntos as soluções, crer no diálogo, fazer-se próximo uns dos outros. Ter esperança é ser criativo, corajoso, audaz e esperto”.

“Jesus é nosso intercessor no céu, é nosso advogado e defensor. Ele nos atende, defende, guia, orienta, sustenta. O mal não vencerá. Deus é maior e mais forte. Seu reino não terá fim”.

“Peço licença para entrar no coração de cada pessoa brasileira... Não tenho ouro nem prata, mas trago o que de mais precioso me foi dado: Jesus Cristo!”

“A juventude é a janela pela qual o futuro entra no mundo... Saiam de vocês mesmos, de todo fechamento para levar a luz e o amor do Evangelho a todos, até as extremas periferias da existência!... Não deixemos entrar em nosso coração a cultura do descartável”.

“O mistério da Cruz é um grande mistério para o homem e do qual se pode aproximar somente através da oração e das lágrimas”.

“Chegamos a ser plenamente humanos, quando somos mais do que humanos, quando permitimos a Deus que nos conduza para além de nós mesmos a fim de alcançarmos o nosso ser mais verdadeiro. Aqui está a fonte da ação evangelizadora”.

“A vida se alcança e amadurece à medida que é entregue para dar vida aos outros. Isto é, definitivamente a missão. Consequentemente, um evangelizador não deveria ter constantemente uma cara de funeral. Recuperemos e aumentemos o fervor de espírito, a suave e reconfortante alegria de evangelizar, mesmo quando for preciso semear com lágrimas!”

Convido todo cristão, em qualquer lugar ou situação em que se encontre, a renovar hoje mesmo o seu encontro pessoal com Jesus Cristo ou, pelo menos, a tomar a decisão de se deixar encontrar por Ele, de procurá-lo dia a dia sem cessar”.

Edificados por esses apelos à fé e à confiança em Deus Pai, sigamos os passos de Jesus na perfeita alegria e esperança cristã.

Dom Jaime Pedro Kohl
Bispo de Osório (RS)

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Momento do Angelus - 02/02/2013

O Papa Francisco rezou a oração mariana do Angelus deste domingo, 02 de fevereiro, da janela da residência pontifícia, no Vaticano, com milhares de fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro.

A Igreja celebra neste domingo a Festa da Apresentação de Jesus no Templo e o 18° Dia Mundial da Vida Consagrada "que recorda a importância para a Igreja daqueles que acolheram a vocação de seguir Jesus no caminho dos conselhos evangélicos".

O Evangelho de hoje relata que quarenta dias depois do nascimento de Jesus, Maria e José levam o menino ao templo para oferecê-lo e consagrá-lo a Deus. "Este episódio do Evangelho é um ícone da doação daqueles que, por um dom de Deus, adquirem os traços típicos de Jesus casto, pobre e obediente, o Consagrado do Pai", frisou o Santo Padre que acrescentou:

"Esta oferta de si a Deus cabe a todo cristão, porque todos nós somos consagrados a Ele mediante o Batismo. Somos todos chamados a nos oferecer ao Pai com Jesus e como Jesus, fazendo de nossa vida uma generosa doação na família, no trabalho, no serviço à Igreja e nas obras de misericórdia." 

"As pessoas consagradas são um sinal de Deus sinal nos vários ambientes da vida. Os consagrados são fermento para o crescimento de uma sociedade mais justa e fraterna, são profecia de partilha com os pequenos e pobres. Toda pessoa consagrada é um dom de Deus. Um dom de Deus à Igreja, um dom de Deus ao seu povo", disse o Papa acrescentando:

"Toda pessoa consagrada é um dom para o Povo de Deus a caminho. Há tanta necessidade dessas presenças que fortalecem e renovam o compromisso da difusão do Evangelho, da educação cristã, da caridade para com os necessitados e da oração contemplativa. O compromisso da formação humana e espiritual dos jovens, das famílias; o compromisso com a justiça e a paz na família humana".

"O que aconteceria se não existissem as religiosas nos hospitais, nas missões e nas escolas? São grandes essas mulheres que consagram suas vidas e levam a mensagem de Jesus. A Igreja e o mundo precisam desse testemunho de amor e da misericórdia de Deus. Os consagrados, os religiosos e as religiosas são também o testemunho de que Deus é bom, de que Deus é misericordioso", frisou ainda o Papa.

O Papa Francisco recordou que 2015 é o Ano dedicado à Vida Consagrada e convidou os fiéis reunidos na Praça São Pedro a circundarem de apoio e estima os religiosos.

"É necessário valorizar com gratidão as experiências de vida consagrada e aprofundar o conhecimento dos diferentes carismas e espiritualidade. Devemos rezar para que muitos jovens respondam sim ao Senhor que os chama a consagrar-se inteiramente a Ele no serviço aos irmãos."

Após a oração mariana do Angelus, o Papa recordou as pessoas que estão sofrendo nesses dias na parte central da Itália, por causa das chuvas incessantes que provocaram inundações: 

"Penso carinhosamente nas populações de Roma e Toscana, afetadas pelas chuvas que causaram inundações. Que não falte a esses nossos irmãos, que passam por essa provação, a nossa solidariedade concreta e nossa oração. Queridos irmãos e irmãs, estou com vocês."
O Dia Mundial da Vida Consagrada coincide com a celebração, na Itália, do 36° Dia pela Vida que tem como tema "Gerar o futuro". O Papa Francisco agradeceu as associações, movimentos e centros culturais engajados na defesa e promoção da vida. 

"Uno-me aos bispos italianos em reiterar que cada filho é querido pelo Senhor, dom para a família e para a sociedade. Cada um, em sua função e âmbito, se sinta chamado a amar e servir a vida, a acolhê-la, respeitá-la e promovê-la, especialmente quando é frágil e precisa de atenção e cuidado, desde a concepção até a morte", concluiu o Papa Francisco que concedeu a todos sua bênção apostólica. 


Texto proveniente do site da Rádio Vaticano

Liturgia da Solenidade da Apresentação do Senhor - 02/02/14 (Ano a)

  

APRESENTAÇÃO DO SENHOR

  

PRIMEIRA LEITURA (Ml 3,1-4)


Leitura da Profecia de Malaquias:
Assim diz o Senhor: 1Eis que envio meu anjo, e ele há de preparar o caminho para mim; logo chegará ao seu templo o Dominador, que tentais encontrar, e o anjo da aliança, que desejais. Ei-lo que vem, diz o Senhor dos exércitos; 2e quem poderá fazer-lhe frente, no dia de sua chegada? E quem poderá resistir-lhe, quando ele aparecer?

Ele é como o fogo da forja e como a barrela dos lavadeiros; 3e estará a postos, como para fazer derreter e purificar a prata: assim ele purificará os filhos de Levi e os refinará como ouro e como prata, e eles poderão assim fazer oferendas justas ao Senhor.

4Será então aceitável ao Senhor a oblação de Judá e de Jerusalém, como nos primeiros tempos e nos anos antigos.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!


RESPONSÓRIO (Sl 23)


— O Rei da glória é o Senhor onipotente!

— “Ó portas, levantai vossos frontões! Elevai-vos bem mais alto, antigas portas, a fim de que o Rei da glória possa entrar!”

— Dizei-nos: “Quem é este Rei da glória?”. “É o Senhor, o valoroso, o onipotente, o Senhor, o poderoso nas batalhas!”

— “Ó portas, levantai vossos frontões! Elevai-vos bem mais alto, antigas portas, a fim de que o Rei da glória possa entrar!”

— Dizei-nos: “Quem é este Rei da glória?”. “O Rei da glória é o Senhor onipotente, o Rei da glória é o Senhor Deus do universo.”


SEGUNDA LEITURA (Hb 2,14-18)


Leitura da Carta de São Paulo aos Hebreus:
Irmãos: 14visto que os filhos têm em comum a carne e o sangue, também Jesus participou da mesma condição, para assim destruir, com a sua morte, aquele que tinha o poder da morte, isto é, o diabo, 15e libertar os que, por medo da morte, estavam a vida toda sujeitos à escravidão. 16Pois, afinal, não veio ocupar-se com os anjos, mas com a descendência de Abraão. 17Por isso devia fazer-se em tudo semelhante aos irmãos, para se tornar um sumo sacerdote misericordioso e digno de confiança nas coisas referentes a Deus, a fim de expiar os pecados do povo. 18Pois, tendo ele próprio sofrido ao ser tentado, é capaz de socorrer os que agora sofrem a tentação.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!


EVANGELHO (Lc 2,22-40)


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, † segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!

22Quando se completaram os dias para a purificação da mãe e do filho, conforme a lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, a fim de apresentá-lo ao Senhor.23Conforme está escrito na lei do Senhor: “Todo primogênito do sexo masculino deve ser consagrado ao Senhor”.

24Foram também oferecer o sacrifício — um par de rolas ou dois pombinhos — como está ordenado na Lei do Senhor. 25Em Jerusalém, havia um homem chamado Simeão, o qual era justo e piedoso, e esperava a consolação do povo de Israel. O Espírito Santo estava com ele 26e lhe havia anunciado que não morreria antes de ver o Messias que vem do Senhor.

27Movido pelo Espírito, Simeão veio ao Templo. Quando os pais trouxeram o menino Jesus para cumprir o que a Lei ordenava, 28Simeão tomou o menino nos braços e bendisse a Deus: 29“Agora, Senhor, conforme a tua promessa, podes deixar teu servo partir em paz; 30porque meus olhos viram a tua salvação, 31que preparaste diante de todos os povos: 32luz para iluminar as nações e glória do teu povo Israel”.

33O pai e a mãe de Jesus estavam admirados com o que diziam a respeito dele.34Simeão os abençoou e disse a Maria, a mãe de Jesus: “Este menino vai ser causa tanto de queda como de reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição. 35Assim serão revelados os pensamentos de muitos corações. Quanto a ti, uma espada te traspassará a alma”.

36Havia também uma pro­fe­tisa, chamada Ana, filha de Fa­nuel, da tribo de Aser. Era de idade muito avançada; quando jovem, tinha sido casada e vivera sete anos com o marido. 37Depois ficara viúva, e agora já estava com oitenta e quatro anos. Não saía do Templo, dia e noite servindo a Deus com jejuns e orações. 38Ana chegou nesse momento e pôs-se a louvar a Deus e a falar do menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém.

39Depois de cumprirem tudo, conforme a Lei do Senhor, voltaram à Galileia, para Nazaré, sua cidade. 40O menino crescia e tornava-se forte, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava com ele.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor!


REFLEXÃO

“DIREITO DE CONSAGRADO”

Pe. Luiz Carlos de Oliveira, C.Ss.R.


ACOLHER EM SEU TEMPLO
A festa da Apresentação de Jesus no Templo, dia 2 de fevereiro, está em união com a festa do Natal, pois, pela Lei, “depois da purificação da mãe e do menino, todo primogênito masculino deveria ser consagrado ao Senhor” (Ex 13,2). Jesus cumpriu todas as leis e costumes de seu povo. A festa de hoje não pretende descrever o fato, mas dizer que Jesus é consagrado ao Pai. A Apresentação de Jesus relata, como cantamos no salmo 23, a gloriosa entrada de Deus no Seu templo: “Ó portas, levantai vossos frontões! Elevai-vos bem mais alto antigas portas, a fim de que o Rei da glória possa entrar!”. Esta é a glória predita pelo profeta quando se reconstruía o templo: “A glória futura deste Templo será maior do que a passada, disse Javé dos Exércitos, e neste lugar eu darei a paz, oráculo do Senhor dos Exércitos”  (Ageu 2,9). Jesus veio trazer a paz (Lc 19,42). Jesus é levado ao Templo para ser apresentado ao Senhor. O verbo apresentar tem conotação sacrifical. Como o primogênito pertencia Deus e deveria ser entregue em sacrifício, é resgatado (Ex 13,11-15), por ser pobre, por dois pombinhos. O Menino é oferecido a Deus, por Lhe pertencer. Por que o primogênito pertencia a Deus? No Egito, no momento da morte dos primogênitos, os filhos dos hebreus foram poupados. Como passaram a pertencer a Deus, deviam ser adquiridos através do sacrifício. Para Lucas Jesus não é resgatado, pois continua pertencendo a Deus. Na festa de hoje temos a continuação do símbolo da luz do Natal e dos Magos como lemos no cântico de Simeão: “Luz para iluminar as nações, glória de Israel vosso povo” (Antífona de entrada). Esta luz vai irromper na madrugada da Ressurreição. Vir a Seu templo significava restabelecer o povo. Ele vem para a purificação. Assim serão aceitos por Deus. O mensageiro que vem preparar o caminho é João.

CONSAGRADOS PARA DEUS
A Carta aos Hebreus dedica-se a mostrar que Jesus… “devia fazer-se em tudo semelhante aos irmãos, para se tornar um Sumo Sacerdote misericordioso… pois tendo Ele próprio sofrido ao ser tentado, é capaz de socorrer os que agora sofrem a tentação” (Hb 2,17-18). A entrega de Cristo ao Pai, por Lhe pertencer, leva consigo todos seus irmãos que “tem em comum a carne e o sangue” (14). Somos consagrados ao Pai em Jesus, por isso participamos também de sua entrega aos irmãos. Consagração exige crescimento como em Jesus. A luz é recordada na vela do Batismo, da Crisma e dos funerais. É o símbolo de estar vigilante, como na parábola das 10 virgens que levavam lâmpadas acesas (Mt 25,1ss).

ENVELHECER NA FÉ
A narrativa da Apresentação se encerra com uma curiosa presença de dois anciãos. Simeão é justo e piedoso. Ana servia a Deus com jejuns e orações. Simeão era cheio do Espírito Santo e pôde identificar em Jesus, o Messias. Maria, José e os dois anciãos representam o “resto fiel – os pobres de Javé” que mantiveram a fé na esperança do Messias e O acolhem. A festa, em sua conclusão, mostra a necessidade de envelhecer vivendo a fé, deixar-se guiar pelo Espírito Santo, ouvi-Lo e distingui-Lo no meio dos rumores e saber entregar a vida após ter visto a salvação.  Como Ana, contar a todos a alegria de ter encontrado o Messias. A Igreja é convidada a dar proteção e saber aproveitar-se dos bens espirituais que acumularam. Todos são convidados a crescer como Jesus em todas as dimensões. Só assim poderemos amadurecer na fé como consagrados a Deus. 


ORAÇÃO

                             
Deus, fonte e origem de toda luz, que hoje mostraste ao justo Simeão a luz que ilumina as nações, nós vos pedimos humildemente: santificai e atendei as preces do vosso povo para que cheguem à luz que não se apaga. Amém!

Editado por JorgeMJorgeMacielNews
  

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Correio MFC Brasil #351











Papa almoça com líderes judeus no Vaticano
... come kosher, participa do kidush - benção do vinho, e canta música em hebraico.
 


A imagem teve um grande impacto nas redes sociais em poucos segundos. O ex-cardeal Jorge Bergoglio realizou um almoço com 15 líderes da comunidade judaica da Argentina, que desfrutaram de uma refeição KOSHER e cantaram em hebraico, na própria residência do Papa em Santa Marta, no Vaticano. Uma simples mesa redonda simbolizava um marco na história do diálogo inter-religioso. 

Algo diferente aconteceu na residência do Papa Francisco. Os quinze líderes da comunidade judaica argentina, que tiveram a oportunidade de participar de uma reunião com o líder maior da Igreja Católica ficaram simplesmente entusiasmados. 

O Papa recebeu-os como seus "irmãos" e tornou o almoço um momento "histórico". O ex-cardeal Jorge Bergoglio sentou-se amigavelmente em uma mesa cercada por rabinos e líderes da comunidade judaica. 
“Nada mais será igual. Na minha vida é algo inesquecível", disse o presidente de uma entidade israelita que participou da reunião. " Teve um significado global da presença da comunidade judaica com o Papa."
Alguns dos participantes disseram ter a certeza de que foi a primeira vez que a comida Kosher foi servida, e que foi cantado em hebraico, no Vaticano. Uma mesa simples e redonda simbolizava um marco na história do diálogo inter-religioso.

"Hine ma tov Uma Naim shevet ahim gam Yahad" a música que foi cantada com o Papa, é o fragmento de um Salmo de David que diz "como agradável e bonito é irmãos se sentarem juntos." 

Talvez o momento mais emocionante, e que causou a espontaneidade que reflete esta fotografia tão cativante, foi quando o vinho de mesa Kosher foi compartilhado e fez com que todos brindassem um  l'chaim (um brinde à vida). 
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Todos os cidadãos e cidadãs têm o direito de dizer algo sobre sua cidade. As Câmaras de Vereadores, também chamadas "Casas do Povo”, instaladas em todos os municípios de nosso país, com raras exceções garantem espaços para que a comunidade possa expressar, livremente, os problemas que afligem a sua vida na cidade. Os obstáculos à cidadania e à manifestação popular que as casas legislativas impõem a seu povo não constituem importante contradição da própria democracia?

A comunidade deseja dizer-se!
Nei Alberto Pies*
"O que nos falta é a capacidade de traduzir em proposta aquilo que ilumina a nossa inteligência e mobiliza nossos corações: a construção de um novo mundo”
(Herbert de Souza, Betinho)
 
A cidadania precisa de um lugar de fala e de escuta pública. Ao falar do seu lugar, do seu bairro, da sua realidade, dos seus problemas e de suas conquistas, o povo diz-se a si mesmo. Deste modo, elabora um jeito de viver a cidade e conviver socialmente. Na medida em que os agentes políticos oferecem oportunidades para a população dizer-se, maiores serão as possibilidades de integração social e de resolução dos problemas que envolvem a coletividade.

Vivemos sob o regime da democracia representativa, mas felizmente uma parcela significativa da população vê também as Câmaras de Vereadores como um espaço que, por excelência, deveria acolher as suas demandas, sugestões e reclamações. As Câmaras de Vereadores, por acolherem a pluralidade das diferentes ideologias partidárias, poderiam organizar-se para oportunizar espaços de discussão sobre os destinos de uma cidade. Sem uma interlocução permanente com a população, o legislativo não cumpre com a sua finalidade de representar as demandas e os interesses desta mesma população.

Depois de eleitos, os vereadores e vereadoras passam a representar toda a população de uma cidade. Infelizmente, muitos destes adotam posicionamentos direcionados somente àqueles grupos ou pessoas que tiveram interesse na sua eleição, deixando de cumprir sua missão de homens públicos, eleitos para legislar, acolher e encaminhar as demandas da comunidade, fiscalizar e acompanhar todas as obras públicas executadas pelo poder executivo.

Por sua condição de homens públicos, suas atitudes, falas e intervenções públicas sempre são passíveis de questionamento, explicações e responsabilização, por mais que gozem de "imunidade parlamentar”.

A socióloga Maria Alice Canzi Ames, ao comentar sobre a impossibilidade de manifestação pública numa das casas legislativas do Rio Grande do Sul afirma que "as ideias e as opiniões, mesmo sendo divergentes devem circular de forma livre. As pessoas têm direito dentro de um estado democrático de manifestar livremente a sua palavra”. Manifesta ainda que a atitude de barrar manifestações numa Câmara de Vereadores fere os princípios da democracia, que significa a autoridade e a força do povo.

A cidadania preconiza que tenhamos asseguradas possibilidades de todos viverem e dizerem a cidade da qual são parte. O que nos une, na democracia, são os interesses coletivos. Na sua cidade há espaços para o povo dizer-se? Os espaços sociais de sua cidade permitem a construção de uma nova sociedade?
Quando espaços de democracia e participação se abrem, que sejam verdadeiros!

*Nei Alberto Pies, professor e ativista de direitos humanos.
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Frases do Padre Arnaldo

*       "Todo ato amoroso é uma oração".
*       "O que vale não é o muito rezar, mas o muito amar"
*       "O ser humano é o sacrário de Deus. Não adianta o sacrário da igreja ser de ouro..."
*       "A bondade é o grande guia para a salvação"
*       "Tudo é ocasião para servir"
*       "O que é bonito é patrimônio da humanidade"
*       "Quem se tranca não vive, se prende..."
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Ao Povo de Deus e a todas as pessoas de boa vontade

“Justiça e paz se abraçarão” (Sl 85,11)

Ainda estão vivas em nós a forte emoção e dor, provocadas pelos últimos acontecimentos no Estado do Maranhão – a morte violenta da Ana Clara, criança de seis anos que faleceu após ter seu corpo queimado nos ataques a ônibus; os cruéis assassinatos no Complexo Penitenciário de Pedrinhas; o clima de terror e medo vivido na cidade de São Luís.

A nossa sociedade está se tornando cada vez mais violenta. É nosso parecer que essa violência é resultado de um modelo econômico-social que está sendo construído.
 
A agressão está presente

·         na expulsão do homem do campo;
·         na concentração das terras nas mãos de poucos;
·         nos despejos em bairros pobres e periferias de nossas cidades;
·         nos altos índices de trabalhadores que vivem em situações de exploração extrema;
·         no trabalho escravo;
·         no extermínio dos jovens;
·         na auto-destruição pelas drogas;
·         na prostituição e exploração sexual;
·         no  desrespeito aos territórios de indígenas e quilombolas;
·         no uso predatório da natureza.

Esta cultura da violência, aliada à morosidade da Justiça e à ausência de políticas públicas, resulta em cárceres cheios de jovens, em sua maioria negros e pobres. O nosso sistema prisional não reeduca estes jovens. Ao contrário, a penitenciária transformou-se em uma universidade do crime. Não nos devolve cidadãos recuperados, mas pessoas na sua maioria ainda mais frustradas que veem na vida do crime a única saída para o seu futuro.

Vivemos num Estado que erradicou a febre aftosa do gado, mas que não é capaz de eliminar doenças tão antigas como a hanseníase, a tuberculose e a leishmaniose.

É verdade que a riqueza no Maranhão aumentou. Está, porém, acumulada em mãos de poucos, crescendo a desigualdade social. Os índices de desenvolvimento humano permanecem entre os mais baixos do Brasil.
Não é este o Estado que Deus quer. Não é este o Estado que nós queremos! Como discípulos missionários de Jesus, estamos comprometidos, junto a todas as pessoas de boa vontade, na construção de uma sociedade fraterna e solidária, sem desigualdades, sem exclusão e sem violência, onde a “justiça e a paz se abraçarão” (Sl 85,11 ) .

A cultura do amor e paz, que tanto almejamos, é um dom de Deus, mas é também tarefa nossa. Nós, bispos do Maranhão, convocamos aos fieis católicos e a todas as pessoas que buscam um mundo melhor a realizarem um gesto concreto no próximo dia 2 de fevereiro, como expressão do nosso compromisso com a justiça e a paz.

Neste dia – Festa da Apresentação do Senhor, Luz do mundo, e de Nossa Senhora das Candeias –, pedimos que se realize em todas as comunidades uma caminhada silenciosa à luz de velas, por ocasião da celebração. Às pessoas comprometidas com esta causa e às que não puderem participar da celebração sugerimos que acendam uma vela em frente à sua residência, como sinal do seu empenho em favor da paz.
Invocando a proteção de Nossa Senhora, Rainha da Paz, rogamos que o Espírito nos oriente no sentido de assumirmos nossa responsabilidade social e política para construirmos uma sociedade de irmãs e irmãos que convivam na igualdade, na fraternidade e na paz.

Centro de Formação de Mangabeiras-Pinheiro – MA, 15 de janeiro de 2014

Dom Armando Martin Gutierrez - Dom Carlo Ellena - Dom Élio Rama – Dom Enemésio Lazzaris - Dom Franco Cuter - Dom Gilberto Pastana de Oliveira - Dom José Belisário da Silva - Dom José Soares Filho - Dom José Valdeci Santos Mendes - Dom Sebastião Bandeira Coêlho - Dom Sebastião Lima Duarte - Dom Vilsom Basso - Dom Xavier Gilles de Maupeou d’Ableiges