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domingo, 16 de março de 2014

Liturgia do 2° domingo da Quaresma



2º DOMINGO DA QUARESMA



ORAÇÃO
                             
Ó Deus, que nos mandastes ouvir o vosso Filho amado, alimentai nosso espírito com a vossa palavra, para que, purificado o olhar de nossa fé, nos alegremos com a visão da vossa glória. Amém!

PRIMEIRA LEITURA (Gn 12,1-4a)

Leitura do Livro do Gênesis:
1Naqueles dias, o Senhor disse a Abrão: “Sai da tua terra, da tua família e da casa do teu pai, e vai para a terra que eu te vou mostrar. 2Farei de ti um grande povo e te abençoarei; engrandecerei o teu nome, de modo que ele se torne uma bênção.3Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão abençoadas todas as famílias da terra!”.

4aE Abrão partiu, como o Senhor lhe havia dito.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!

RESPONSÓRIO (Sl 32)

— Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça,/ venha a vossa salvação!

— Pois reta é a palavra do Senhor,/ e tudo o que ele faz merece fé./ Deus ama o direito e a justiça,/ transborda em toda a terra a sua graça.

— Mas o Senhor pousa o olhar sobre os que o temem,/ e que confiam esperando em seu amor,/ para da morte libertar as suas vidas/ e alimentá-los quando é tempo de penúria.

— No Senhor nós esperamos confiantes,/ porque ele é nosso auxílio e proteção!/ Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça,/ da mesma forma que em vós nós esperamos!

SEGUNDA LEITURA (2Tm 1,8b-10)

Leitura da Segunda Carta de São Paulo a Timóteo:
Caríssimo: 8bSofre comigo pelo Evangelho, fortificado pelo poder de Deus.

9Deus nos salvou e nos chamou com uma vocação santa, não devido às nossas obras, mas em virtude do seu desígnio e da sua graça, que nos foi dada em Cristo Jesus, desde toda a eternidade.

10Esta graça foi revelada agora, pela manifestação de nosso Salvador, Jesus Cristo. Ele não só destruiu a morte, como também fez brilhar a vida e a imortalidade por meio do Evangelho.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!

EVANGELHO (Mt 17,1-9)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, † segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 1Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e os levou a um lugar à parte, sobre uma alta montanha. 2E foi transfigurado diante deles; o seu rosto brilhou como o sol e as suas roupas ficaram brancas como a luz. 3Nisto apareceram-lhe Moisés e Elias, conversando com Jesus.

4Então Pedro tomou a palavra e disse: “Senhor, é bom ficarmos aqui. Se queres, vou fazer aqui três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias”. 5Pedro ainda estava falando, quando uma nuvem luminosa os cobriu com sua sombra. E da nuvem uma voz dizia: “Este é o meu Filho amado, no qual eu pus todo o meu agrado. Escutai-o!”

6Quando ouviram isto, os discípulos ficaram muito assustados e caíram com o rosto em terra. 7Jesus se aproximou, tocou neles e disse: “Levantai-vos e não tenhais medo”.

8Os discípulos ergueram os olhos e não viram mais ninguém, a não ser somente Jesus. 9Quando desciam da montanha, Jesus ordenou-lhes: “Não conteis a ninguém esta visão até que o Filho do Homem tenha ressuscitado dos mortos”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor!

REFLETINDO A PALAVRA
“FEZ BRILHAR A IMORTALIDADE”
Pe. Luiz Carlos de Oliveira, C.Ss.R.

O MISTÉRIO DA TRANSFIGURAÇÃO
Cristo, vivendo a condição humana, sofreu a tentação e foi vítima da maldade que O levou ao sofrimento do Calvário. A Transfiguração vem nos confortar diante do mistério da fragilidade e do sofrimento da Cruz. Ela anuncia a Ressurreição de Cristo e nossa libertação de todo mal para vivermos na Glória de Deus. Nesse momento de glória, Jesus ensina aos discípulos que a Paixão não é o fim, mas a passagem para a glória da Ressurreição e da Glorificação junto do Pai. Jesus foi transfigurado diante dos discípulos manifestando Sua glória divina. Jesus está ladeado por Moisés e Elias, isto é, a Lei e a Profecia. O momento é de um precioso encontro com Deus descrito pela imagem da nuvem que é sinal da presença da Divindade. Da nuvem veio a voz: “Este é o meu Filho Amado, no qual pus todo meu agrado. Escutai-o” (Mt 17,5). Não é mais Moisés ou Elias que falam, mas o Dileto Filho de Deus. É a Ele que se deve ouvir e obedecer e viver Sua Palavra. As palavras de Jesus nos introduzem na Vida. Ao ouvirem a voz do Pai, os discípulos caíram por terra. Jesus é a presença de Deus. Jesus os tocou e os fez levantar. O verbo levantar é o mesmo que se usa para a Ressurreição. Nós participamos de Sua gloriosa Ressurreição. Paulo nos introduz nesta verdade ao ensinar: “Ele não só destruiu a morte, como também fez brilhar a vida e a imortalidade por meio do Evangelho” (2Tm 1,10). Os filhos da Ressurreição, transfigurados pela Palavra, formam o novo povo, como o Povo da Aliança que veio por Abraão. Por ele serão abençoadas todas as nações da terra (Gn 12,3). Esta bênção acontece em Jesus.

É BOM ESTARMOS AQUI
As palavras de Pedro, “é bom estarmos aqui”, revelam também que estar na presença de Deus é muito bom para nós. O tempo que gastamos com Deus é muito frutuoso para nosso bem estar. Alimentar a vida espiritual requer, além da ação, a contemplação. A transfiguração de Jesus mostra o caminho da espiritualidade cristã e seu núcleo. Não somos nós que alcançamos Deus e Nele nos transfiguramos, mas Ele que nos alcança e nos dá o dom de Sua presença que nos diviniza. Voltamos assim aos termos da criação do homem: “Façamos o homem como à nossa imagem, como nossa semelhança” (Gn 1,26). Para que realizemos nossa missão recebemos também a chamada de Abraão: “Sai de tua terra e vai para a terra que Eu te mostrar” (Gn 12,1). A vida cristã é um contínuo caminhar. As formas humanas são passageiras e exigem um renovado esforço para corresponder à Palavra de Deus, como fez Abraão. Somos responsáveis pela Palavra de Deus que nos move a seguir Seu Filho. Abraão ouviu a voz de Deus e seguiu. Ele nos chama a seguir Jesus: “Escutai-o”.

DOM QUE É UM PROJETO
A Transfiguração de Jesus é um dom que recebemos de Sua Páscoa, mas ao mesmo tempo um projeto para a transformação de nossa vida na vida de Cristo e a transformação da realidade em mundo de Deus. Todo mistério celebrado é um projeto de transformação da pessoa e do mundo. O mundo querido por Deus é aquele que se espelha em Seu Filho. Mesmo passando pelas dificuldades, podemos levar as pessoas e a terra a caminhar ao encontro de seu original cujo modelo é o Filho, como diz Paulo, “alcançar o estado do Homem Perfeito à medida da estatura da Plenitude de Cristo” (Ef. 4,13). Ouvindo a Palavra na celebração, continuamos ouvindo a voz do Pai que nos convida a ouvir o Filho.

Leituras: Gênesis 12,1-4a; Salmo 32; 2Timóteo 1,8b-10; Mateus 17,1-9.

ORAÇÃO FINAL
                             
Ó Deus, abençoai vosso povo para que se afaste de todo mal e alcance o que deseja. Por Cristo, nosso Senhor. Amém!

sábado, 15 de março de 2014

Ciência confirma a Igreja

Carlos Magno: busto relicário em Aachen, Alemanha
Cientistas alemães anunciaram que, após quase 26 anos de pesquisa, os ossos contidos há séculos em preciosas urnas e relicários da catedral de Aachen, podem ser tidos com grande certeza como os próprios de Carlos Magno, informou The Local, jornal com noticias em inglês editado na Alemanha.

Os estudos científicos e suas conclusões foram apresentados no dia 28 de janeiro de 2014, 1.200º aniversário da morte do grande imperador.

Os cientistas contabilizaram 94 ossos e fragmentos nos relicários do Rei dos Francos, coroado Imperador do Sacro Império Romano Alemão pelo Papa São Leão III.

Carlos Magno tem direito a culto como bem-aventurado em numerosas dioceses da França, Alemanha e Bélgica, com Missa especial e orações próprias.

Imagens do Beato Carlos Magno são cultuadas em igrejas e catedrais dessas dioceses.

Em 1988, a equipe abriu o sarcófago principal exposto ao culto na Catedral de Aachen.

O busto relicário contém parte da calota craniana de Carlos Magno
Porém, os cientistas agiram em segredo, pois se trata de um personagem altamente polêmico, com furiosos inimigos anticristãos. Os resultados do estudo só agora se tornaram públicos.

O professor Frank Rühli, chefe do Centro de Medicina Evolutiva da Universidade de Zurique, Suíça, um dos cientistas responsáveis pelo trabalho, declarou:

“Em virtude dos resultados obtidos desde 1988 até o presente, podemos dizer com grande probabilidade que se trata do esqueleto de Carlos Magno”.

Estudando as dimensões dos restos, os cientistas puderam construir a imagem do homem enterrado em Aachen. Essa imagem bate de modo impressionante com as descrições dos cronistas que conheceram o imperador no fim de sua longa vida.

O prof. Frank Rühli, chefe do Centro de Medicina Evolutiva da Universidade de Zurich, e colegas analisam a tíbia esquerda de Carlos Magno
Segundo os especialistas, os ossos pertencem a um homem alto, magro e idoso.

Sua altura seria de 1,84 metros (seis pés), o que quer dizer que ele era inusualmente elevado para sua época.

A equipe calculou que pesava 78 quilos, dando a ele um corpo esbelto e um índice de massa corpórea por volta de 23.

Esta figura corresponde ao relato do biógrafo francês e contemporâneo do imperador, frei Eginhard (770-840).

O frade relata que Carlos Magno mancava no fim da vida e os cientistas encontraram nas rótulas dos dois joelhos e num calcanhar sinais de feridas que causariam essa manqueira.

Não foi possível verificar se o Imperador morreu de pneumonia, como alguns supunham, pois não foi identificado nenhum sinal nesse sentido.

As análises cientificas correspondem à descrição do imperador no fim de sua vida
A maior parte dos ossos estava no requintado féretro venerado na catedral imperial de Aachen (Aquisgrão em português e Aix-la-Chapelle em francês), na Alemanha.

Algumas partes da calota craniana se encontravam no famosíssimo busto-relicário, também conservado em Aachen.

Supõe-se que a ausência de alguns ossos se deve ao fato de que foram doados a outras catedrais e igrejas para receberem culto oficial católico.

O Beato Carlos Magno reinou como Rei dos Francos desde o ano 768 sobre territórios que hoje fazem parte da França, da Alemanha e da Itália.

Coroado imperador pelo Papa São Leão III no Natal do ano 800, ele estendeu o domínio imperial da Cruz até a Espanha, no oeste, e até as fronteiras da Alemanha no sul e no leste.

Sua obra civilizadora e ordenadora do caos medieval lhe valeu o reconhecimento universal de “Pai da Europa”. De fato, foi ele quem voltou a reunir o continente e organizar os povos após o desfazimento do Império Romano, relembrou o jornal britânico “The Mail online”.

Urna que contém a maioria das relíquias de Carlos Magno, na catedral de Aachen, Alemanha.
Todos os ossos foram estudados e catalogados, e correspondem à mesma pessoa
A era de seu reinado fiou conhecida como Renascimento Carolíngio porque foi um período de atividade cultural e intelectual até então inigualado. Ele tirou a Europa do caos e promoveu a Igreja Católica até a alta dignidade que lhe é devida na ordem espiritual e restaurou sua influência proporcionada na ordem temporal.

As monarquias francesas e alemãs sempre se consideraram herdeiras do império de Carlos Magno.

E até a atual União Europeia, instituição democrática, confere como máxima distinção a comenda de Carlos Magno.

Embora não soubesse ler, falava correntemente o franco, o teutônico, o latim e o grego. Ele ordenou o ensino gratuito fundamental em todo o império.

Carlos Magno deixou imensa fama como guerreiro a serviço do cristianismo.

Empreendeu sua primeira campanha militar aos 27 anos, para auxiliar os Papas ameaçados pela tribo dos longobardos. Ele os derrotou e eles acabaram se convertendo à religião verdadeira.

Desde Aachen, que foi sua capital, ele empreendeu 53 campanhas militares destinadas à expansão da Fé e a manutenção da ordem do Sacro Império.

Carlos Magno defendeu a Europa cristã das invasões dos muçulmanos no sul do continente e dos saxões pagãos no leste, até falecer com 72 anos, uma idade excepcional na Idade Média.

A tarefa científica não foi fácil, pois o corpo do venerado imperador foi objeto de diversas mudanças de local, esclareceu “Discovery News”.

Ele foi enterrado numa cripta sentado em seu trono. No ano 1000 o imperador Otto III mandou abrir o local e, segundo as crônicas contemporâneas, ficou impressionadíssimo à vista de Carlos Magno entronizado, portando a coroa de ouro, segurando o cetro imperial com as mãos revestidas de luvas rituais.

“Ele não tinha perdido nenhum de seus membros, salvo uma parte do nariz. O imperador Otto substituiu a parte faltante com uma peça de ouro, levou consigo um dente de Carlos como relíquia e mandou lacrar a entrada da câmara”, segundo a Crônica de Novalesia, escrita por volta de 1026.

Trono de Carlos Magno, teria sido feito com pedras do palácio de Pilatos, ou da igeja do Santo Sepulcro.
Em 1165, Frederico I Barbarossa reabriu a câmara, exibiu os restos como relíquias e mandou enterrar Carlos num sarcófago de mármore no chão de catedral.

Meio século depois, o imperador Frederico II depositou os restos numa urna de ouro e prata.

Em 1349, alguns ossos foram retirados pelo imperador Carlos IV para serem cultuados como relíquias. O imperador de tantas guerras não conheceu a paz nem no sepulcro.

Ele voltou a ser desenterrado em 1861 com objetivos de pesquisa científica. E o mesmo aconteceu agora.

Análises com raios X e scanners especializados confirmaram que ele mereceu também o nome de Magno (Grande), pois media 1,84 metros (6 pés) de altura.

“Ele devia ser como uma torre que se destacava sobre o 98% das pessoas de seu tempo”, observou o professor Rühli.

Rühli e seu colega australiano Maciej Henneberg, professor Anatomia e Patologia da Universidade de Adelaide, constataram que ele deve ter sido esbelto. Nenhuma doença séria foi identificada em seus ossos.

Estão previstos também exames de DNA que, entretanto, não se espera venham a introduzir modificações relevantes no quadro já cuidadosamente elaborado durante mais de um quarto de século, segundo “Scientific American”.

José e seus planos

José julgou-se indigno e pecador diante de tão grande mistério

José e seus planos! Como todos nós, José possuía seus planos. Casar-se, constituir uma família, preparar para ela um lar e pensar nos filhos que viriam.

Como pai, compreendo com exatidão o que significa um filho. Como nos realiza! Lembro-me de que, quando meu filho era menor, eu gostava de fazer uma brincadeira (que, aliás, não recomendo a ninguém, pois é perigosa) com ele. Levantando-o por baixo, erguia-o somente com uma mão e lhe dizia: “Equilibre-se, filho!” Sempre fiz isso com grande satisfação! Olhava para ele e convidava-o a pular, jogando-se em meus braços. Uma vez, ao repetir a cena, Eliana comentava comigo que eu mais parecia um campeão, erguendo “meu troféu”, meu filho, minha vitória!

Se nós homens somos assim, é natural imaginar que José quisesse gerar seus próprios filhos. No entanto, ele deparou-se com Deus, que mudou seus planos, sua vida, seu senso de realização. Tudo com uma clareza, às vezes, despercebida.

No Evangelho segundo Mateus, está escrito assim:
“O anúncio a José. Eis qual foi a origem de Jesus Cristo. Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José. Ora, antes de terem coabitado, achou-se ela grávida por obra do Espírito Santo” (Mt 1,18).

Naquele tempo, os casamentos aconteciam assim. Maria já havia sido prometida a José e, como noivos, assumiram aquele compromisso como um casamento. Estavam praticamente casados. No entanto, Deus executa e propõe Seus planos. Observe, no versículo 18, que, antes de terem morado juntos, acha-se Maria grávida pela ação do Espírito Santo. José, que era justo, perfeito em grau altíssimo em suas virtudes, resolve repudiá-la secretamente.

Assim conta a partir do versículo 19:
“José, seu esposo, que era um homem justo e não queria difamá-la publicamente, resolveu repudiá-la secretamente. Tal era o projeto que concebera, mas eis o Anjo do Senhor lhe apareceu em sonho e lhe disse: 'José, filho de Davi, não temas receber em tua casa Maria, tua esposa: o que foi gerado nela provém do Espírito Santo, e ela dará à luz um filho a quem porás o nome de Jesus, pois é ele que salvará o seu povo dos seus pecados'” (Mt 1, 19-21)
Confira
:: Celebrar a festa de São José, esposo da Virgem Maria:: São José, um homem humilde e justo, “viveu pela fé”

José tinha um plano! Por que pensou em deixar Maria? Duvidou de sua pureza? Nunca! Não compreendia o que estava acontecendo? De forma alguma, pois tinha conhecimento de que o Messias deveria vir de uma virgem. Mas, então, por que José pensou em a deixar?

É exatamente nesse ponto em que se nota o maior brilho de toda a humildade desse santo homem. É verdade que muitos interpretam como se houvesse uma suspeita, um julgamento...

Nada disso! José se enche de temor diante daquilo que era absolutamente claro e compreensível para ele. O que, na verdade, o move a deixar Maria é sua humildade, por não se achar digno de a acompanhar em tamanho mistério!

Grandes teólogos josefinos explicam, apoiados por santos doutores como São Basílio, São Bernardo e nas revelações a Santa Brígida, que José, mesmo antes de o Anjo do Senhor lhe ter carnação e, por humildade, quis deixar Maria.

São Bernardo, referindo-se a esse fato atesta: “Por que razão José quis abandonar Maria?” E responde: “Ouçamos não a minha própria opinião, mas a dos Santos Padres: Foi pela mesma razão por que São Pedro quis afastar de si o Mestre: 'Afasta-te de mim, Senhor, pois sou um homem pecador’. Pelo mesmo motivo que o Centurião dizia a Jesus: 'Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha casa!'”

José julgou-se indigno e pecador diante de tão grande mistério; julgou-se pequeno demais para ser companheiro de Maria. Cheio de santo temor, sofreu sozinho a solidão de sua incapacidade de considerar-se, ainda, esposo da Mãe do Salvador.

José duvida de si mesmo. Exclui-se! De certa forma, José pensa em retirar-se da vida de Maria para dar lugar a Deus. Há nisso uma humildade perfeita: o sacrifício de si mesmo!

Com a revelação do Anjo, José decide-se pelos planos de Deus. Torna-se pai de Jesus, não porque lhe gera a vida, mas porque dá sua própria vida para que Jesus viva.

Obediente, é mais santo que todos. Na verdade, é a obediência a base da santidade desse homem que nos ensina que, na verdade, nunca somos donos de nada; nada a nós pertence; administramos, gerenciamos os dons que são unicamente de Deus. Por isso, nossa vida é serviço. Somente isso. Nada mais.

Provavelmente, como carpinteiro, executou grande parte dos móveis da casa, tudo bem a seu jeito. Tudo por causa de Maria! Tudo por Jesus! Esse é outro tesouro do quanto José nos quer ensinar: tornar-nos, cada vez mais, devotos de Maria; cada vez mais seguidores de Jesus, cada vez dedicados aos dois.

Compreendemos, agora, o significado dos planos de José diante das descobertas daquilo que Deus esperava dele. Tudo tomou novo rumo. Tudo com muito sofrimento.

“Ao despertar, José fez o que o Anjo do Senhor lhe prescrevera: acolheu, em sua casa, a sua esposa, mas não a conheceu até quando ela deu à luz um filho, ao qual deu o nome de Jesus” (Mt 1,24-25).

Vale a pena lembrar que José acreditou num sonho! Provavelmente, ele precisasse ser provado com frequência para alcançar, a todo instante, os méritos de santidade necessários ao comprimento de sua missão. Também deve ficar bem claro que, segundo o versículo 25 acima citado, José “não a conheceu até quando ela deu à luz um filho...”, não quer dizer, de forma alguma, que José e Maria tiveram outros filhos depois que Jesus nasceu. Assim está escrito, de acordo com a tradução que mais se aproxima do original, pois era o que se sabia a respeito de José, Maria e Jesus até então.

Com tudo o que vimos, torna-se urgente para todos nós a necessidade de submetermos a Deus nossos planos. Não é tão fácil assim! Não podemos nos apegar às grandes realizações, tampouco desprezar as pequenas oportunidades. Se sou fiel no pouco...

Peçamos sabedoria. São José a tem e quer dá-la a nós.

Ricardo Sá
Missionário da Comunidade Canção Nova

Trecho tirado do livro: A imitação de José

sexta-feira, 14 de março de 2014

Noite do Pastel no Santuário Nossa Senhora Salette


Amanhã (15) acontece a 1ª Noite do Pastel do ano de 2014. O evento acontece no Santuário Nossa Senhora Salette (Rua Lange de Morretes, 691, Jardim Social), a partir das 17 horas. Cada pastel será vendido a R$ 2,50 (Dois Reais e cinquenta centavos). Serão oferecidos quatro sabrores (carne, palmito, queijo e banana)

A organização da noite do pastel é dos Leigos Saletinos e toda sua arrecadação será utilizada no encontro dos leigos que acontece em Curitiba.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Bazar da Patoral da Pessoa Idosa

A Pastoral da Pessoa Idosa promove nos dia 14 (sexta-feira) e 15 (sábado) de março um bazar com produtos apreendidos pelo Receita Federal. O Horário de funcionamento será das 9 às 17 horas, no Asilo São Vicente de Paulo (Rua Manoel Eufrásio, 78, Juvevê).

Para a realização das compras no bazar será necessário a apresentação da Identidade e do CPF. Os gastos estão limitados em R$ 700,00 (Setecentos Reais) por pessoas e o pagamento será apenas em dinheiro. Também deverão ser respeitadas as normas da Receita Federal, que serão divulgadas no Local.

Um ano do pontificado de Bergoglio

O papa Francisco celebra seu primeiro ano como pontífice da Igreja Católica. O então cardeal Jorge Mario Bergoglio, arcebispo de Buenos Aires, foi eleito papa em 13 de março do ano passado. Com 77 anos, o papa tem escolhido um novo jeito de conduzir a Igreja, uma de suas marcas é a simplicidade. O papa João Paulo II o nomeou cardeal e primaz da Argentina, em 2001. Bergoglio ocupou a presidência da Conferência Episcopal durante dois períodos.
Para o arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da CNBB, cardeal Raymundo Damasceno Assis, neste pouco tempo, o papa tem causado admiração nas pessoas com seu jeito simples. “Sua simpatia tem conquistado todo o mundo. Não apenas fiéis da Igreja Católica, mas de outras igrejas e ainda aqueles que pertencem a outras religiões como os muçulmanos, os judeus, budistas”, disse dom Damasceno.
Sobre as caraterísticas do pontificado de Francisco, dom Damasceno destaca a forma que ele vem conduzindo a Igreja e seu jeito de se relacionar com os bispos, padres e com o povo. “Pela primeira vez um papa escolheu o nome de Francisco e com isso quis marcar uma maneira de conduzir a Igreja na simplicidade, no despojamento, na pobreza, por meio de uma aproximação muito grande com o povo”, ressalta.
Ainda de acordo com dom Damasceno, a primeira encíclica do papa, “Alegria do Evangelho”, indica caminhos de como serão os próximos anos do pontificado de Francisco. “O papa convida para ser discípulos e missionários de Jesus Cristo com esse espírito de alegria, de confiança em Deus”, disse.
Visita ao Brasil
Neste trajetória do pontificado de Francisco, o Brasil foi o primeiro país visitado por ele em viagem como papa na América Latina. De acordo com o cardeal Raymundo Damasceno, os brasileiros foram privilegiados com a visita de FRancisco. “Tivemos a honra de receber neste primeiro ano, a visita do papa ao Brasil por ocasião da Jornada Mundial da Juventude e a alegria de sua peregrinação até o Santuário Nacional de Aparecida”, relembra o bispo.
Fonte: CNBB

quarta-feira, 12 de março de 2014

Nota de falecimento

Amigos mefecistas,

Comunicamos o falecimento de Stephanie Schneider, sobrinha do casal Alceu e Guadalupe, da equipe base Êxodo. O velório acontece no cemitério do Santa Candida e o sepultamento será às 16 horas no mesmo local.

O MFC Curitiba se solidariza com o Alceu, Guadalupe e Maria Fernanda e toda a sua família neste momento difícil. E que Deus conforte a todos que estavam ao seu lado.

Paz e Bem
Coordenação de Cidade - ECCI
MFC Curitiba

terça-feira, 11 de março de 2014

A sensibilização para a preservação da dignidade humana


A Campanha da Fraternidade no Brasil vem apresentar para toda a sociedade um problema social e teológico, com seu lema: “É para a liberdade que Cristo nos libertou (Gl. 5, 1) Por que ainda perdura a escravidão? E como identificá-la e tratá-la para seu fim para que o ser humano tenha dignidade? Como a Igreja Católica faz todo o ano, lança na Quarta-feira de cinzas esta campanha para uma sensibilização e para uma ação eficaz, não somente paliativa, mas com objetivo de transformação e promoção de uma cultura distante da opressão, do engando e da ilusão. Para a preservação da dignidade humana, dom de Deus ao serviço da vida.

Nos chama atenção que o comércio do tráfico geram lucros estimados em 30 bilhões por ano. Um lucro com manchas de sangue e exploração de muitas vítimas em todo o mundo. São várias rotas de tráfico no Brasil e no mundo, que revelam crimes silenciosos, aliciamentos e ofertas irrecusáveis. São realidades de exploração opressoras que geram vítimas para a prostituição, tráfico de órgãos, exploração no trabalho e tráfico de crianças. São vítimas exploradas nos sonhos de uma vida melhor e que acabam caindo em teias de mentira, ilusão e sofrimento.

A Declaração dos Direitos Humanos em 1948 apresenta o reconhecimento da dignidade inerente a todos os seres humanos e seus direitos inalienáveis, na liberdade, e para paz no mundo. “O Direito ao exercício da liberdade é uma exigência inesperável da dignidade humana”.

Cada pessoa é singular e é chamada a exercer sua vocação pessoal no mundo, no desejo de busca da verdade, no professar suas ideias religiosas, manifestando suas próprias opiniões, assumindo seu trabalho. E todo esse contexto em um ambiente criado de acordo com as leis nos limites de cada um e do bem comum, da ordem pública sob a tutela da responsabilidade.

O que a CF-2014 deve provocar na Igreja e em toda a sociedade? Acreditamos que seja o dever de todos os cristãos denunciar todas as formas de exploração solicitando uma ação de combate mais eficaz por todos os poderes públicos de nosso país. Outro objetivo é promover ações de prevenção e cidadania principalmente entre crianças e jovens vulneráveis a essas atividades criminais.

A motivação tem origem na Palavra de Deus, que leva a conversão e ao interesse de melhorar nossa sociedade diante do caos em que se encontra. José foi vendido e traficado para o Egito (Gn. 37, 12-28), hoje muitos Josés e Marias, mais próximos de nós continuam sendo vendidos e enganados. Fiquemos atentos a toda essa exploração principalmente no que se refere ao turismo sexual, nesses meses que antecedem a Copa 2014 e Olimpíadas em 2016. Deus seja nossa força para superação da miséria, da ganância, fatores determinantes que ceifam vidas e deixam campos minados no meio da existência humana.

Pe. Rivael de Jesus Nascimento

Hoje, primeira reunião da ECCI de 2014

Amigos Meficstas,

Hoje faremos a nossa primeira reunião da ECCI de 2014. Como ocorre desde o ano passado, nosso encontro será na Paróquia Nossa Senhora da Conceição (Rua Omílio Monteiro Soares, 847, Fanny), às 19h45. Contamos com a presença dos coordenadores e de mais um casal das equipes base.

O trabalho de formação desta nossa primeira reunião será muito especial. Ela será conduzida pelo Frei Gentil, diretor espiritual do Movimento Familiar Cristão (MFC) de Curitiba. Também vamos discutir sobre as nossas atividades em 2014 e assuntos importantes para o MFC Curitiba.

Lembramos também que teremos seguranças para cuidarem dos carros de todos que forem participar do nosso encontro.

Paz e Bem

Coordenação de Cidade - ECCI

MFC Curitiba

domingo, 9 de março de 2014

Momento do Angelus - 09/03/2014


O Papa Francisco rezou a oração mariana do Angelus deste domingo, 9 de março, da janela da residência pontifícia, no Vaticano, com milhares de fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro, num lindo dia de sol. 

"O Evangelho deste I Domingo da Quaresma apresenta a cada ano o episódio das tentações de Jesus, quando o Espírito Santo, que desceu sobre Ele depois do Batismo no Rio Jordão, o impeliu a enfrentar abertamente Satanás no deserto, por quarenta dias, antes de iniciar a sua missão pública", frisou o pontífice.

"O tentador procurou desviar Jesus do projeto do Pai, ou seja, do caminho do sacrifício, do amor que oferece si mesmo em expiação, para fazê-lo tomar um caminho fácil, de sucesso e poder. O duelo entre Jesus e Satanás se realiza através de citações das Sagradas Escrituras. O diabo para desviar Jesus do caminho da cruz, lhe mostra as falsas esperanças messiânicas", disse ainda Francisco que acrescentou:

"O bem-estar econômico, indicado pela possibilidade de transformar as pedras em pão; o estilo espetacular e mirabolante, com a ideia de jogar-se do ponto mais alto do templo de Jerusalém e ser salvo pelos anjos. Enfim, o caminho curto do poder e do domínio, em troca de um ato de adoração a Satanás."

Jesus rejeita decididamente todas essas tentações e reitera a decidida vontade de seguir o caminho estabelecido pelo Pai, sem nenhum compromisso com o pecado e com a lógica do mundo. 

"Observem bem como Jesus responde: Ele não dialoga com Satanás como fez Eva no paraíso terrestre. Jesus sabe muito bem que com Satanás não se pode dialogar, porque ele é muito astuto. Por isso Jesus, ao invés de dialogar, como fez Eva, escolhe refugiar-se na Palavra de Deus e responde com a força desta palavra. Devemos recordar isso no momento da tentação, de nossas tentações: não argumentar com Satanás, mas sempre defendidos pela Palavra de Deus e isso nos salvará."

O Santo Padre destacou que "em suas respostas a Satanás, o Senhor nos recorda primeiramente que «não só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus»".

"E isto nos fortalece, nos sustenta na luta contra a mentalidade mundana que abaixa o homem ao nível das necessidades primárias, fazendo-lhe perder a fome do que é verdadeiro, bom e belo; a fome de Deus e seu amor. Jesus recorda por outro lado o que também está escrito: « não tente o Senhor seu Deus », porque o caminho da fé passa também através da escuridão, da dúvida e se alimenta de paciência e espera perseverante. Recorda, enfim, o que está escrito: «Só ao Senhor teu Deus adorarás e só a Ele renderás culto», ou seja, devemos nos desfazer dos ídolos, das coisas vãs, e construir a nossa vida sobre o essencial". 

"Estas palavras de Jesus são confirmadas através de suas ações. A sua absoluta fidelidade ao projeto de amor do Pai o conduzirá depois de cerca de três anos ao confronto final com o «príncipe deste mundo», na hora da paixão e da cruz, e Jesus resgatará a sua vitória definitiva, a vitória do amor."

O Papa Francisco disse ainda aos fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro "que o tempo da Quaresma é ocasião propícia para todos nós realizarmos um caminho de conversão, confrontando-nos sinceramente com esta página do Evangelho. Renovemos a promessa de nosso Batismo, renunciando a Satanás e a todas as suas obras e seduções para caminhar nas sendas de Deus e chegar à Páscoa na alegria do Espírito". 

Após a oração mariana do Angelus, o Papa saudou os fiéis de Roma e de outras cidades italianas, e demais peregrinos. Francisco convidou a aderir à campanha da Caritas Internacional contra a fome no mundo e desejou a todos um caminho quaresmal fecundo. 

Na tarde deste domingo, tem início em Ariccia, nas proximidades de Roma, os Exercícios Espirituais para o Papa e a Cúria Romana. O Santo Padre pediu aos fiéis para que rezem por ele e seus colaboradores.

Texto proveniente do site da Rádio Vaticano