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sábado, 7 de junho de 2014

O que é o batismo no Espírito Santo?


“Chegando o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído, como se soprasse um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados. Apareceu-lhes então uma espécie de línguas de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Ficaram todos cheios do Espírito Santo e começaram a falar em línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem. Achavam-se então em Jerusalém judeus piedosos de todas as nações que há debaixo do céu. Ouvindo aquele ruído, reuniu-se muita gente e maravilhava-se de que cada um os ouvia falar na sua própria língua. Profundamente impressionados, manifestavam a sua admiração: Não são, porventura, galileus todos estes que falam? Como então todos nós os ouvimos falar, cada um em nossa própria língua materna? Partos, medos, elamitas; os que habitam a Macedônia, a Judeia, a Capadócia, o Ponto, a Ásia, a Frígia, a Panfília, o Egito e as províncias da Líbia próximas a Cirene; peregrinos romanos, judeus ou prosélitos, cretenses e árabes; ouvimo-los publicar em nossas línguas as maravilhas de Deus! Estavam, pois, todos atônitos e, sem saber o que pensar, perguntavam uns aos outros: Que significam estas coisas? Outros, porém, escarnecendo, diziam: Estão todos embriagados de vinho doce. Pedro então, pondo-se de pé em companhia dos Onze, com voz forte lhes disse: Homens da Judeia e vós todos que habitais em Jerusalém: seja-vos isto conhecido e prestai atenção às minhas palavras” (Atos 2, 1-4). 

Para muitos de nós, essa Palavra já está na ponta da língua, decorada, é quase que um hino! Temos de permitir que o Espírito faça a obra d'Ele em nós! Mas o que é o batismo no Espírito Santo? Nós, que estamos em uma caminhada de conversão, poderíamos resumi-lo como um encontro pessoal com Deus, uma experiência transformadora de vida. Ele atualiza o batismo e o crisma em nós, Ele vem nos renovar!

Esse batismo no Espírito Santo serve para quê? Esse intercâmbio entre Céu e Terra acontece para que possamos ser plenos. É a plenitude de Deus em nós, pois o Espírito age de forma imanente. Antigamente, o batismo no Espírito Santo acontecia apenas para pessoas especiais. Ele agia nos reis, nos profetas, mas, com a vinda de Jesus, isso mudou. Hoje, todos nós podemos ser plenos do Espírito de Deus!

Entendamos a palavra "pleno" como aquele que é "cheio" do Espírito. E estar cheio d'Ele é como ser um copo transbordando água.

O batismo no Espírito é um despertar para aqueles que querem ter uma vida cheia de Deus. Vivemos essa efusão no Espírito para testemunhar Jesus, para testemunhar ao mundo que somos batizados e crismados pelo fogo de Cristo. Precisamos saber quem é Ele e o que Ele faz. O Espírito Santo é uma necessidade para a nossa vida! 

Quando crianças, passamos pela catequese, mas muitos, ainda hoje, não sabem responder o que é o Espírito Santo. O que importa é tentarmos mudar esse jogo, e o Senhor nos dá uma nova esperança. Só precisamos acreditar em Sua Palavra!

Você já foi batizado no Espírito Santo? Precisamos ter um encontro com o Cristo, Ele precisa ser orante, ativo em nossa vida! O Paráclito é consolador, é Aquele que nos defende! Jesus morreu, ressuscitou e, em breve, voltará para continuar a promessa de Deus no meio de nós.

Deus nos deu Jesus para nos resgatar, para salvar a nossa vida. O Paráclito mora em nós! A vidência do Pentecostes deveria ser para todos os católicos, porque não dizer para todas as pessoas? Nós não conseguimos colocar limites no Espírito Santo, pois Ele entra onde quer!

Precisamos nos arrepender e receber os dons do Espírito Santo. Esses dons são para hoje, para agora! Temos de sair da mesmice e testemunharmos o Cristo, pois o Espírito de Deus descerá sobre todos nós! O Espírito Santo é alegria!

Nós, que queremos ser santos, precisamos, em primeiro lugar, ser batizados no Espírito de Deus, precisamos ter sede do Senhor, acreditar n'Ele para que a transformação aconteça em nós!

Transcrição e adaptação: Karina Aparecida

Onazir Conceição 
Membro da Renovação Carismática Católica

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Jovens protagonistas e questionadores


O espírito inquieto deve acompanhar a juventude em sua caminhada. Jovens atuantes, com conteúdo crítico, diante das mais diversas formas de autoritarismo ideológico, político, religioso, cultural em que vivemos.

Uma juventude consciente de seu papel transformador. Que busque solidificar sua vida na união conjunta das forças. Jovens autênticos que anunciem um mundo justo, alimentado pelas utopias do pão partilhado.

Entretanto, o jovem autêntico sabe que não será nada fácil caminhar na corda bamba do caldeirão diário do mundo. Assim também como exigente será reagir com o olhar profundo diante das superfícies. Ousar o risco da existência autêntica na travessia do rio caudaloso. Ser mais. Estar a serviço do bem. Não temer a morte.

Jovens que lutam por uma causa não podem se contentar com verdades prontas, inquestionáveis. Tudo precisa ser pensado com a criticidade que enxerga em perspectiva a parede de pedras que se apresenta em frente. O mundo precisa ser recriado pela visão autêntica da crítica e ser debatido em espaço de comunidade.

Os jovens questionadores são aqueles que se encontram em comunidade para pensarem soluções plausíveis para o mundo atual. Diante das inúmeras armadilhas, eles rompem com o silêncio submisso e amedrontado, não se contentando com a versão ideológica da mídia capitalista que vende a imagem de um mundo pronto, único, ideal do mercado materialista, consumista e individualista.

O medo diante dos desafios em nada contribui, pois não avança a jornada. Para superar essa barreira, a juventude precisa abastecer-se no alicerce do conhecimento filosófico. Ele amplia os horizontes, pois busca os fundamentos da vida política. Abastecer a prática, para que ela se torne um dia “práxis”. Isso acontece com o olhar atento à leitura de textos críticos, de filmes com conteúdo filosófico e no engajamento político nos movimentos sociais, culturais e religiosos, que tenham o olhar conjunto – não dicotomizado - entre “leitura de texto e leitura de mundo” (ver Paulo Freire).

Um jovem autêntico não foge do debate político. Ele sabe que o crescimento na comunidade exige o confronto ideológico. Um grupo que tende para a unanimidade cai mais cedo ou mais tarde na inclinação para a uniformidade, condição indispensável para a ruína de qualquer grupo. Somente pela crítica amadurecemos. Quem não está preparado para o embate dialético dificilmente amadurece em grupo.

Com as diferenças e divergências ínsitas ao debate, o jovem amadurece, e compreende a importância da troca de experiências. Ele passa a questionar a si mesmo, enquanto agente de transformação social. Ele revê constantemente seu modo de ser e de pensar em grupo, tornando-se desse modo mais atento diante de seu protagonismo.

Não é possível mais aceitar receitas e convenções pelo simples fato de estarem aí. Uma norma não deve ser cumprida se ela impedir a permanência da liberdade dos sujeitos históricos em comunidade. Uma lei injusta precisa ser desobedecida, como nos ensina Mahatma Gandhi e Martin Luther King Jr.

Assim cresce a liderança da juventude que questiona com argumentos sólidos, não por que acha que simplesmente deve ser de outro modo, mas por que compreende que há outras razões mais amplas e plausíveis para tanto. Ela sabe por isso que o mundo não está bom, mas que é preciso saber o porquê disso e como fazer para sair dessa condição dada.

Uma juventude questionadora é, portanto, uma porta que se abre para os movimentos sociais de base. Ela não se contenta com o mal, e por isso aponta para a liberdade, que não se sacia com o diagnóstico da maldade. Uma juventude que faz e refaz o seu protagonismo atuante no mundo não se contenta com as injustiças, proclamando novos tempos a partir de seu ardor profético no tempo de agora.

Uma voz que não se cala, pois questiona ao mundo e a si mesma a cada passo dado, a cada fracasso, a cada crescimento conjunto. Uma voz que não se alheia ao mundo, ao contrário, está presente no mundo, de dentro da realidade do mundo, sem fazer-se prisioneira dos ditames da morte e da escravidão mental. Uma juventude que clama e proclama o reinado da paz, fruto da justiça.

Jorge Leão
Coordenador Senjov/MFC

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Missa mensal do MFC Curitiba

Caríssimos MeFeCistas,

No próximo sábado (07) acontecerá a Missa mensal do Movimento Familiar Cristão de Curitiba, na Paróquia Nossa Senhora da Conceição (Rua Omílio Monteiro Soares, 847, Fanny).

Devido a celebração do dia de Pentecostes, excepcionalmente a Santa Missa deste sábado será às 19 horas.

Contamos com a presença de toda a família mefecista. Convide seus familiares e amigos, evangelize.


Paz e Bem
Coordenação de Cidade - ECCI
MFC Curitiba

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Síntese do 97° Conselho Estadual


Iniciou-se com a abertura feita pelo casal coordenador da cidade de Mandaguari, Ângela e Alvino. Com as boas vindas e cânticos, e uma paraliturgia preparada para o momento.

Após, tivemos a palavra do Padre local, Pe Antonio, e logo após, a palavra do Diretor Espiritual do MFC-PR, Pe Henrique.

Leandro da comunidade Bom Pastor de Mandaguari, nos falou sobre a importância da família e sua vocação.

Logo, Alvino e Ângela passam a palavra para Silvano e Lenir, coordenadores estaduais, para iniciarem os trabalhos.

Padre Henrique de Telêmaco Borba fala sobre "Voto Consciente na visão da Igreja". Formação que será disponibilizada em breve neste site.

"Que tenhamos o voto consciente em políticos que promovam o bem comum. Essa é a unica finalidade." E que quanto mais nos ausentarmos, mais o mal vencerá. Disse Papa João Paulo ll.

Na sequencia, Jael e Andreia, da cidade de Maringá, nos falaram sobre "Motivação e Nucleação". Com alguns questionamentos ... "Por que estamos aqui? " " Por que somos chamados?" " Qual o projeto de Deus?" "Ajudamos a construir o Reino? "

"Sal da terra e luz do mundo' Mateus 5, 13-16

O Reino de Deus é para todos, mas alguns precisam de ajuda para isso. Aí entramos nós! Busquemos o encontro pessoal com o amor de Jesus. Vamos fazer a diferença!

Após o almoço, o casal Formação Estadual, Junior e Márcia, nos falaram sobre os Valores da Família, Valores Morais e Éticos. E sobre as principais influencias que cercam nossas famílias: Aborto, Homossexualismo, Eutanásia, Drogas e Corrupção.

Após, separadas as cidades, juntamente com um representante estadual, conversaram sobre ações à serem feitas em suas respectivas cidades, relacionados ao tema. Logo, fizemos uma conclusão dos grupos com a plenária.

Encerrando a tarde com um momento de oração.

E logo após, fomos todos para a missa na Igreja Matriz São Vicente Palotti as 19:00 hrs.

Jantamos ao som ao vivo de um artista local. Encerrando assim o nosso dia, fomos para casa de hospedeiros.

NO DOMINGO:

Iniciou com uma bela dinâmica com o terço Mariano, realizado pela cidade de Mandaguari.
Seguindo com a Formação Estadual apresentando-nos o tema: "Famílias Cristãs responsáveis por resgatar as verdades tão desprezadas em nosso tempo."

Os valores da família : Amizade, amor, solidariedade, honestidade, compromisso, responsabilidade, generosidade, respeito, tolerância.

Precisamos ser o diferencial na sociedade. A família se resume em amo, carinho, felicidade.

Logo, o casal financeiro Camilo e Ana, juntamente com outros membros da equipe estadual, fizeram uma sátira do Programa do Jo. Com muita criatividade falaram sobre o compromisso com a pertença.

Em seguida o casal financeiro administrativo fez a apresentação das planilhas das receitas e despesas, e os recebimentos mensais das cidades.

Silvano falou sobre as informações vindas do Condir e Condin. Também sobre o dia D, e a comemoração dos 59 anos do MFC no Brasil.

Telêmaco Borba fez o convite para o próximo Conselho que se realizará la em Novembro.

Os jovens fizeram uma apresentação sobre o 6º Conselho Jovem que aconteceu paralelo ao 97º Conselho Estadual.

Encerrando o Conselho com um delicioso almoço.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Correio MFC Brasil







Artista analisa programação da TV e gera polêmica ao criticar BBB e outros desvios




O artista plástico Antonio Veronese virou alvo de retaliações e polêmica após criticar conteúdo transmitido na TV brasileira, bem como a cultura nacional contemporânea.
Clique o link abaixo e ligue o som.        






http://www.decoraclube.com.br/media/catalog/product/cache/1/image/5e06319eda06f020e43594a9c230972d/O/V/OV567.jpg
Internamente livre para amar
Deonira L. Viganó La Rosa
Terapeuta de casal e de família. Mestre em Psicologia

Amarras interiores costumam dificultar o engajamento amoroso. Acontece muitas vezes que a grande dificuldade de convivência no casamento está embutida na imaturidade emocional de um dos parceiros, mais do que na relação marital em si.
Conhecer-se e buscar tratamento, quando necessário, é condição para viver uma relação amorosa.
Parece que estamos dedicando tempo de menos para a reflexão, o auto conhecimento, a meditação, o esforço para a libertação interior e, como consequência disto, vamos facilmente buscar nos outros a responsabilidade de nosso desastre na convivência amorosa.
Amar a si mesmo
“Ama teu próximo como a ti mesmo”. Amar a si mesmo é ter uma justa imagem de si. É saber reconhecer lucidamente o que há de bom em nós, e isto se chama humildade. Em que sou eu maravilhoso para os outros?
Rebaixar-se ou desprezar-se não está longe do pecado de orgulho: “Estou decepcionado de não corresponder a uma imagem ideal de mim, eu gostaria de ser Lucila, Geraldo, Francisco ...”. Ter um certo escrúpulo por não ser o que se idealiza ser, gera um sentimento de culpa do qual podemos até não ter consciência. Esta culpa se torna uma espécie de juiz interior que nos persegue a ponto de impedir que sejamos pessoalmente felizes. Eis aí uma das amarras que tira a liberdade interior necessária para amar.
Tomar conhecimento de seus limites e qualidades é o ponto de partida para uma justa estima de si.

http://www.decoraclube.com.br/media/catalog/product/cache/1/image/5e06319eda06f020e43594a9c230972d/O/V/OV589.jpg
É nos braços dos outros que muitas vezes encontramos a coragem para amar a nós mesmos. Pode-se até dizer que amar é ajudar o outro a descobrir suas qualidades. Entretanto, é necessário aceitar a própria finitude para chegar a dar o passo em direção ao outro. Amar a si mesmo é essencial.
Para poder amar-nos, às vezes é preciso tomar distância da própria finitude e reconhecer tudo o que há de bom em nós mesmos e só depois olhar para as próprias fraquezas. O que é certo é que o amor e o desejo do outro brotam deste encerrar-se sobre si mesmo, estudar-se e encher-se de coragem para amar aquilo que em nós reflete uma parcela de Humanidade.
O amor é relação entre duas pessoas! Não construímos esta relação sobre defeitos! Nós construímos sobre aquilo que faz nossa solidez, nossas potencialidades. De fato, quanto mais sou eu-mesmo, mais ajudo o outro a tornar-se ele mesmo. Amar a si mesmo é participar da construção do casal e é permitir ao outro de existir.
Como posso dizer  “Eu me engajo” se o “Eu” não existe? Simplesmente preciso aceitar a bela imagem de mim mesmo. Não é este um critério do amor?
O amor incondicional do outro e seu amor sem julgamentos me ajudam a desenvolver o que eu sou profundamente. Então, cada um dos dois sendo mais ele-mesmo criará a condição para o casal começar a construir um verdadeiro projeto de Vida. O projeto do “Nós”, o projeto da conjugalidade, um projeto a dois.
Reconhecer nossas dúvidas, nossos medos
Podemos ter medo de ver o outro tal qual é. Reconhecer no outro a parte que me inquieta ou me desgosta e dizer-lhe isto, é um elemento importante da construção do casal. Temos a tendência em dizer: ‘Falar do que me desagrada quando temos tanta coisa agradável para dizer, arriscando ficar mal, é realmente necessário?’ -  O risco está em esperar mudar o outro conforme meu desejo. O amor não muda o outro e não tem o poder de curá-lo. A melhora de comportamentos patológicos como o alcoolismo, a violência, a instabilidade ou outros supõe uma tomada de consciência daquilo que se espera e a partir dai vem a decisão de cuidar-se, sempre com o consentimento real do interessado.
Tentando colocar em prática o que o texto sugere, teremos a chance de uma maior libertação interior, o que nos tornará capazes de amar.



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Nota da Comissão Brasileira Justiça e Paz

Misericórdia e fidelidade se encontram,
justiça e paz se abraçam.
 (Sl 85,11)

A Pastoral Carcerária, em recente nota, referiu-se à Justiça Criminal como um “moinho de gastar gente” por causa de decisões judiciais que levam a “condenações sem provas” e “negam a letra da lei” com “interpretações jurídicas absurdas”. Inseriu, neste contexto, a situação dos presos da Ação Penal 470 ao denunciar o conjunto do sistema penitenciário, violento e perverso, que priva os apenados “dos cuidados de saúde e de higiene mais básicos” e carece de políticas públicas para sua inserção no mercado de trabalho.
A Comissão Brasileira Justiça e Paz, organismo vinculado à CNBB, soma-se à Pastoral Carcerária e “repudia” o conteúdo destas decisões, bem como a política de encarceramento em massa, que penaliza especialmente negros e pobres, com inúmeras práticas cruéis, estendidas aos familiares e amigos dos presos, como a “revista vexatória”, atentado direto à dignidade humana.
A independência do Poder Judiciário somente realiza a necessária segurança jurídica em sua plenitude, quando viabiliza sem obstáculos o amplo direito de defesa e a completa isenção na análise objetiva das provas. Ela é imprescindível na relação do Judiciário com os meios de comunicação, não se podendo confundir transparência nos julgamentos com exposição e execração pública dos réus.

CB Justiça e Paz tem a firme convicção de que as instituições não podem ser dependentes de virtudes ou temperamentos individuais. Não é lícito que atos políticos, administrativos e jurídicos levem a insuflar na sociedade o espírito de vingança e de “justiçamento”. Os fatos aqui examinados revelam a urgência de um diálogo transparente sobre a necessária reforma do Judiciário e o saneamento de todo o sistema prisional brasileiro.

Brasília, 22 de maio de 2014

Pedro GontijoSecretário Executivo da Comissão Brasileira Justiça e Paz da CNBB


Frases para ler e pensar


“Estou sempre alegre. Essa é a melhor maneira de resolver os problemas da vida.”
– Charles Chaplin
“Nunca devemos nos envergonhar das nossas próprias lágrimas.”
– Charles Dickens
“O amor é um ato de fé. Quem tiver pouca fé também terá pouco amor.”
– Erich Fromm
“Se você encontrar um caminho sem obstáculos, ele provavelmente não leva a
lugar nenhum.”
– Frank Clark
“Quando o sorriso de um amigo lhe fizer feliz, você saberá que tornou-se amigo
de verdade.”
– Autor Desconhecido
“Não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho.”
– Mahatma Gandhi
“Pessoas, muito mais que coisas, devem ser restauradas, revividas, resgatadas
e redimidas: jamais jogue alguém fora.”
– Audrey Hepburn




segunda-feira, 2 de junho de 2014

Aconteceu o Conselho Estadual e Conselho Jovem do MFC




Entre os dias 31/05 e 01/06, as cidades do Paraná, onde o Movimento Familiar Cristão se faz presente se reuniram em Mandaguari, para o 97° Conselho Estadual e 6° Conselho Jovem do MFC. Os participantes tiveram belos momentos de formação e discutiram o futuro para o próximo semestre Mefecista.

O MFC Curitiba esteve representado por 15 pessoas, sendo seis jovens e nove adultos, que foram buscar novos conhecimentos e discutiram metas a serem trabalhadas na cidade durantes os próximos meses.

As atividades tiveram início na manhã de sábado com uma pequena formação sobre a harmonia entre o casal. Na sequência os coordenação estadual abriu oficialmente o Conselho, seguido de uma palestra ministrada pelo Diretor Espiritual do MFC Paraná, Padre Henrique, sobre as questões Políticas na Igreja Católica.

No período da tarde os participantes tiveram uma formação com a equipe estadual e participaram de reuniões em grupos para a discussão de metas a serem trabalhadas até o próximo semestre. As cidades presentes também tiveram uma apresentação do projeto de Maringá, para receber o 19° ENA em 2016.

No encerramento do 97° Conselho Estadual, foram discutidas as questões voltadas para a parte administrativas do MFC.

Conselho Jovem




Paralelamente aconteceu o 6° Conselho Jovem do MFC, que contou com a participação de sete cidades, com presença do MFC Jovem/ Movimento Jovem Cristão (MJC). momentos de animação e de espiritualidade foi a marca registrada do encontro dos jovens mefecistas paranaense.

Curitiba contribuiu com o evento e preparou uma paraliturgia intitulada "O verdadeiro amigo", baseado na passagem bíblica do "Lava pés", em um momento de muita emoção.

No encerramento, os jovens traçaram metas para serem trabalhadas até o próximo Conselho.

Os mefecistas de todo o Paraná já tem data marcada para se encontrarem novamente. Será nos dias 21, 22 e 23 de novembro, em Telêmaco Borba.

domingo, 1 de junho de 2014

LITURGIA DO DOMINGO DA ASCENSÃO DO SENHOR - 01/06/2014




DOMINGO DA

ASCENSÃO DO SENHOR

  



PRIMEIRA LEITURA (At 1,1-11)


Leitura dos Atos dos Apóstolos:
1No meu primeiro livro, ó Teófilo, já tratei de tudo o que Jesus fez e ensinou, desde o começo, 2até o dia em que foi levado para o céu, depois de ter dado instruções pelo Espírito Santo, aos apóstolos que tinha escolhido. 3Foi a eles que Jesus se mostrou vivo, depois de sua paixão, com numerosas provas. Durante quarenta dias, apareceu-lhes falando do Reino de Deus.

4Durante uma refeição, deu-lhes esta ordem: “Não vos afasteis de Jerusalém, mas esperai a realização da promessa do Pai, da qual vós me ouvistes falar: 5‘João batizou com água; vós, porém, sereis batizados com o Espírito Santo, dentro de poucos dias’”.

6Então os que estavam reunidos perguntaram a Jesus: “Senhor, é agora que vais restaurar o Reino de Israel?”

7Jesus respondeu: “Não vos cabe saber os tempos e os momentos que o Pai determinou com a sua própria autoridade. 8Mas recebereis o poder do Espírito Santo que descerá sobre vós, para serdes minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e na Samaria, e até os confins da terra”.

9Depois de dizer isso, Jesus foi levado ao céu, à vista deles. Uma nuvem o encobriu, de forma que seus olhos não podiam mais vê-lo.

10Os apóstolos continuavam olhando para o céu, enquanto Jesus subia. Apareceram então dois homens vestidos de branco, 11que lhes disseram: “Homens da Galileia, por que ficais aqui parados, olhando para o céu? Esse Jesus que vos foi levado para o céu virá do mesmo modo como o vistes partir para o céu”.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!


RESPONSÓRIO (Sl 46)


— Por entre aclamações Deus se elevou,/ o Senhor subiu ao toque da trombeta.

— Povos todos do universo, batei palmas,/ gritai a Deus aclamações de alegria!/ Porque sublime é o Senhor, o Deus Altíssimo,/ o soberano que domina toda a terra.

— Por entre aclamações Deus se elevou,/ o Senhor subiu ao toque da trombeta./ Salmodiai ao nosso Deus ao som da harpa,/ salmodiai ao som da harpa ao nosso Rei!

— Porque Deus é o grande Rei de toda a terra,/ ao som da harpa acompanhai os seus louvores!/ Deus reina sobre todas as nações,/ está sentado no seu trono glorioso.


SEGUNDA LEITURA (Ef 1,17-23)


Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios:
Irmãos: 17O Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai a quem pertence a glória, vos dê um espírito de sabedoria que vo-lo revele e faça verdadeiramente conhecer.18Que ele abra o vosso coração à sua luz, para que saibais qual a esperança que o seu chamamento vos dá, qual a riqueza da glória que está na vossa herança com os santos, 19e que imenso poder ele exerceu em favor de nós que cremos, de acordo com a sua ação e força onipotente.

20Ele manifestou sua força em Cristo, quando o ressuscitou dos mortos e o fez sentar-se à sua direita nos céus, 21bem acima de toda a autoridade, poder, potência, soberania, ou qualquer título que se possa mencionar, não somente neste mundo, mas ainda no mundo futuro.

22Sim, ele pôs tudo sob seus pés e fez dele, que está acima de tudo, a Cabeça da Igreja, 23que é o seu corpo, a plenitude daquele que possui a plenitude universal.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!


EVANGELHO (Mt 28,16-20)


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, † segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 16os onze discípulos foram para a Galileia, ao monte que Jesus lhes tinha indicado. 17Quando viram Jesus, prostraram-se diante dele. Ainda assim alguns duvidaram.

18Então Jesus aproximou-se e falou: “Toda a autoridade me foi dada no céu e sobre a terra. 19Portanto, ide e fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, 20e ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei! Eis que estarei convosco todos os dias, até o fim do mundo”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor!


HOMILIA
Dom Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília


Na solenidade da Ascensão do Senhor, celebramos o mistério da fé que professamos ao rezar o Creio: “Jesus subiu aos Céus, está sentado à direita de Deus Pai Todo-Poderoso”. O Catecismo da Igreja Católica, ao falar da Ascensão do Senhor, ressalta a atitude da esperança que deve nos animar sempre, especialmente diante da morte: “Jesus Cristo, Cabeça da Igreja, nos precede no Reino glorioso do Pai para que nós, membros de seu Corpo, vivamos na esperança de estarmos um dia eternamente com Ele”. O fundamento da nossa esperança é Cristo Ressuscitado, vencedor da morte. Quem crê na ressurreição e na vida eterna, jamais se desespera diante da morte; ao contrário, permanece firme na esperança.

Ao mesmo tempo, a esperança que brota da fé no Ressuscitado, se completa com a atitude de responsabilidade diante da vida presente. No relato da Ascensão, conforme os Atos dos Apóstolos, os anjos perguntam aos apóstolos: “Homens da Galileia, por que ficais aqui parados, olhando para o céu?” (At 1,11). Os discípulos de Jesus não podem “ficar parados”, olhando para o céu. O olhar para o céu deve nos levar a caminhar, cumprindo a missão que Jesus deixou, conforme o Evangelho: “Ide e fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo e ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei”(Mt 28, 19).

Em resposta ao mandato missionário de Jesus Cristo, os discípulos saíram para anunciar o Evangelho por todo o mundo. Hoje, somos nós, os discípulos que devem continuar a anunciar e a testemunhar a fé em Cristo, em casa, no trabalho, na escola e nos diversos ambientes. Nesta missão, não estamos sozinhos. Jesus prometeu estar sempre com os discípulos enviados em missão: “Eis que estarei convosco todos os dias, até o fim do mundo” (Mt 28,20). As nossas comunidades devem estar em estado permanente de missão. Devemos ir ao encontro de todos, especialmente das ovelhas sofridas ou dispersas do rebanho. Para tanto, é preciso valorizar os meios de comunicação social. Por isso, celebra-se, a cada ano, neste Domingo, o Dia mundial das Comunicações Sociais. Em sua mensagem para este dia, o Papa Francisco aborda o tema: “Comunicação a serviço de uma autêntica cultura do encontro”.

Iniciamos a preparação para Pentecostes, a ser celebrado no próximo domingo, e a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, que neste ano tem como tema “Acaso Cristo está dividido?”, extraído da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios (1Cor 1,1-17)  Preparando Pentecostes, somos convidados a superar as divisões, orando pela  unidade dos cristãos, segundo o desejo do próprio Jesus: “Que todos sejam um!” (Jo 17,21).


ORAÇÃO

                             
Ó Deus todo-poderoso, a Ascensão do vosso Filho já é nossa vitória. Fazei-nos exultar de alegria e fervorosa ação de graças, pois, membros de seu corpo, somos chamados na esperança a participar da sua glória. Amém!