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quarta-feira, 5 de novembro de 2014

O Sínodo e a Família


Dom Alfredo Schaffler 
Bispo de Parnaíba (PI)
O Papa Francisco convocou um sínodo para refletir sobre a família hoje. Isso provocou muitas questionamentos e interrogações.
Muitos esperam que desta assembleia saiam soluções para os vários tipos de problemas que hoje envolvem o casamento e a família.
Será que, depois deste Sínodo, casamento e família ainda serão os mesmos que foram até agora?
O que, por exemplo, deveria mudar?
Será Que o casamento deixe de ser entre duas pessoas de sexos diversos?
Será que os casais deixem de procriar?
Será que a mulher tenha que se virar sozinha com os filhos?
Será que os filhos sejam gerados em laboratórios e entregues à responsabilidade do Estado, sem contato com os pais?
Será que deveríamos resignar-nos e concordar com aqueles que dizem que a família acabou e faz parte de um tempo que já se foi?
Quem olha para as crianças, os idosos, as pessoas com deficiência?
Será que o Estado ou a sociedade deveriam assumir inteiramente o papel da família?
As relações de parentesco deveriam ser ignoradas?
Será que o sonho dos jovens enamorados, que querem ter família, seria apenas ilusão romântica?
Será que deveria a Igreja mudar seu pensamento em relação à família?
O exagero das perguntas é proposital, para ajudar a ver que há coisas essenciais, em relação à família, que não poderiam mudar, sem comprometer seriamente a própria existência da comunidade humana.
As questões relacionadas com a família e a casamento são, ao mesmo tempo, simples e complexas pois dizem respeito aos elementos básicos da existência humana.
Olhamos a afetividade e o amor, o respeito delicado de pessoa a pessoa, a complementariedade, a vida gerada, acolhida e doada, o senso de pertença, de aconchego e de intimidade, a confidência, a aceitação da pessoa, como ela é, a gratuidade e o amor desapegado, a confiança, a alegria simples, a esperança...
São todas coisas boas, e quem não as gostaria de ter?
 A Igreja quer continuar a contribuir para que isso aconteça na vida dos casais e das famílias.
Em que consiste o mal-estar, tão frequente, em relação ao casamento e à família, a ponto de muitos preferirem viver como “singles”?
Tem-se por vezes a impressão de que a família é terra de ninguém, onde qualquer um pode entrar, pegar, arrancar, devastar, levar embora...
Ou como um campo devastado, cheio de destroços e com muitos feridos! Pobre família, tão maltratada e desprestigiada... Ao mesmo tempo, tão cobrada para assistir os órfãos de afeto, os abandonados pela sociedade dos fortes e eficientes, as vítimas do desmantelamento da própria família, esse primeiro bem, que Deus pensou para as pessoas!
O papa Francisco, ao abrir o Sínodo, no dia 05 de outubro, tomou a parábola do Evangelho sobre os “vinhateiros homicidas” (cf Mt 21,33-43), para dizer que a família é um bem precioso, que Deus confiou a todos os “administradores” e responsáveis da sociedade:
Todos devemos tomar conta, com muito carinho, não deixando que seja devastada por invasores e assaltantes mal intencionados...
Será que é a família que tem que mudar, ou são nossas atitudes em relação à família que precisam mudar?
A verdade é que a família vem sendo desconfigurada há muito tempo; atualmente, parece que se chegou num momento crucial, estando em crise a própria identidade da família.
É o caso recomeçar pelo mais essencial no casamento e na família:
o amor sincero e generoso, a confiança nos sentimentos bons, a fidelidade aos propósitos assumidos, a firmeza na edificação do projeto comum, a alegria partilhada, a disciplina da virtude, a fé em Deus...
Para o futuro da família, é bem isso que vai continuar, pois está na própria base da família.
E que Deus continue a abençoar esta obra do seu amor!
Firme na fé e fiquem com Deus.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Correio MFC Brasil

Sínodo Extraordinário

 (mensagem dos Bispos presentes)

Durante a 14ª Congregação Geral na manhã de 18 de outubro, os Padres Sinodais aprovaram a mensagem da III Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos sobre o tema


“Os desafios pastorais sobre a família no contexto da evangelização”.
Eis a íntegra da mensagem:
“Nós, Padres Sinodais reunidos em Roma junto ao Santo Padre na Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos, nos dirigimos a todas as famílias dos diversos continentes e em particular àquelas que seguem Cristo, Caminho, Verdade e Vida.
Manifestamos a nossa admiração e gratidão pelo testemunho cotidiano que vocês oferecem a nós e ao mundo com a vossa fidelidade, a vossa fé, esperança e amor.
Também nós, pastores da Igreja, nascemos e crescemos em uma família com as mais diversas histórias e acontecimentos. Como sacerdotes e bispos encontramos e vivemos ao lado de famílias que nos narraram em palavras e nos mostraram em atos uma longa série de esplendores mas também de cansaços.
A própria preparação desta assembleia sinodal, a partir das respostas ao questionário enviado às Igrejas de todo o mundo, nos permitiu escutar a voz de tantas experiências familiares. O nosso diálogo nos dias do Sínodo nos enriqueceu reciprocamente, ajudando-nos a olhar toda a realidade viva e complexa em que as famílias vivem.
A vocês apresentamos as palavras de Cristo: “Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele e ele comigo” (Ap 3,20).
Como costumava fazer durante os seus percursos ao longo das estradas da Terra santa, entrando nas casas dos povoados, Jesus continua a passar também hoje pelos caminhos das nossas cidades.
Nas vossas casas se experimentam luzes e sombras, desafios exaltantes, mas às vezes também provas dramáticas. A escuridão se faz ainda mais densa até se tornar trevas, quando se insinua no coração mesmo da família o mal e o pecado.
Existe, antes de tudo, o grande desafio da fidelidade no amor conjugal, enfraquecimento da fé e dos valores, individualismo, empobrecimento das relações, stress de um frenesi que ignora a reflexão, marcam também a vida familiar.
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Se assiste, assim, a não poucas crises matrimoniais, enfrentadas frequentemente em modo apressado e sem a coragem da paciência, da verificação, do perdão recíproco, da reconciliação e também do sacrifício.
Os fracassos dão, assim, origem a novas relações, novos casais, novas uniões e novos matrimônios, criando situações familiares complexas e problemáticas para a escolha cristã.
Entre estes desafios queremos evocar também o cansaço da própria existência. Pensemos no sofrimento que pode aparecer em um filho portador de deficiência, em uma doença grave, na degeneração neurológica da velhice, na morte de uma pessoa querida.
É admirável a fidelidade generosa de muitas famílias que vivem estas provações com coragem, fé e amor, considerando-as não como alguma coisa que é arrancada ou infligida, mas como alguma coisa que é doada a eles e que eles doam, vendo Cristo sofredor naquelas carnes doentes.
Pensemos nas dificuldades econômicas causadas por sistemas perversos, pelo “fetichismo do dinheiro e pela ditadura de uma economia sem rosto e sem objetivo verdadeiramente humano” (Evangelii gaudium 55), que humilha a dignidade das pessoas.
Pensemos no pai ou na mãe desempregados, impotentes diante das necessidades também primárias de suas famílias, e nos jovens que se encontram diante de dias vazios e sem expectativas, e que podem tornar-se presa dos desvios na droga e na criminalidade.
Pensemos também, na multidão das famílias pobres, naquelas que se agarram em um barco para atingir uma meta de sobrevivência, nas famílias refugiadas que sem esperança migram nos desertos, naquelas perseguidas simplesmente pela sua fé e pelos seus valores espirituais e humanos, naquelas atingidas pela brutalidade das guerras e das opressões.
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Pensemos também nas mulheres que sofrem violência e são submetidas à exploração, no tráfico de pessoas, nas crianças e jovens vítimas de abusos até mesmo por parte daqueles que deveriam protegê-las e fazê-las crescer na confiança e nos membros de tantas famílias humilhadas e em dificuldade.
“A cultura do bem-estar nos anestesia e (…) todas estas vidas decepadas pela falta de possibilidades nos parecem um mero espetáculo que não nos perturba de nenhum modo” (Evangelii gaudium, 54). Fazemos apelo aos governos e às organizações internacionais para promoverem os direitos da família para o bem comum.
Cristo quis que a sua igreja fosse uma casa com a porta sempre aberta na acolhida, sem excluir ninguém. Somos por isso agradecidos aos pastores, fiéis e comunidades prontos a acompanhar e a assumir as dilacerações interiores e sociais dos casais e das famílias.
 
 
EDITORIAL
O Sínodo foi o primeiro passo
Terminou em Roma, neste outubro, o Sínodo Extraordinário sobre a Família, convocado pelo papa Francisco. Este importante evento reuniu 200 bispos do mundo inteiro durante duas semanas. Um documento base foi enviado a todos, com antecedência necessária para a preparação de mentes e espíritos para o debate corajoso no Vaticano.
Esse documento resultou de uma ampla e inédita consulta às bases, especialmente aos leigos de todos os continentes, sobre os desafios à Igreja, dentre os quais os novos perfis de família no mundo moderno. O tema será retomado no Sínodo Ordinário de 2015.
Há muitos problemas no campo da família na vida da igreja, destacados no documento de consulta. Transcrevemos apenas um parágrafo do documento:
"Hoje perfilam-se problemáticas até há poucos anos inéditas, desde a difusão dos casais de fato, que não acedem ao matrimônio e, às vezes, excluem esta própria ideia, até as uniões entre pessoas do mesmo sexo, às quais não raramente é permitida a adoção de filhos.
Entre as numerosas novas situações que exigem a atenção e o compromisso pastoral da Igreja, será suficiente recordar: os matrimônios mistos ou interreligiosos; a família monoparental; a poligamia; os matrimônios combinados, com a consequente problemática do dote, por vezes entendido como preço de compra da mulher; o sistema das castas; a cultura do não comprometimento e da presumível instabilidade do vínculo; as formas de feminismo hostis à Igreja; os fenômenos migratórios e a reformulação da própria ideia de família; o pluralismo relativista na noção de matrimônio; a influência dos meios de comunicação sobre a cultura popular na compreensão do matrimônio e da vida familiar; as tendências de pensamento subjacentes a propostas legislativas que desvalorizam a permanência e a fidelidade do pacto matrimonial; a difusão do fenômeno das mães de substituição ("barriga de aluguel”); e as novas interpretações dos direitos humanos.
Mas, sobretudo, no âmbito mais estritamente eclesial, o enfraquecimento ou abandono da fé na sacramentalidade do matrimônio e no poder terapêutico da penitência sacramental.”
Confirmaram-se no Sínodo as divergências profundas entre os bispos, expostas nas duas semanas do evento. Os leigos devem estar preparados para exercer a sua missão na socialização nada tranquila de novas posturas da Igreja sobre família, matrimônio, sexualidade, união estável de pessoas do mesmo sexo e outros temas quentes, em discussões certamente inflamadas, ao longo do ano, na expectativa da Assembleia dos bispos em 2015 que completará o trabalho iniciado neste Sínodo.
 
Que tenhas bom ânimo
Jorge Leão
Por mais que o teu coração insista em permanecer fechado, procura vislumbrar o raio da alvorada que desponta em tua janela.
 
Por mais estreita que seja a fresta de tua janela, lembra que o caminho à frente te espera para a contemplação de um horizonte infinito, ansioso por sentir os teus passos...
 
Por mais nublado que esteja o dia, sabe tu que, além das nuvens, o sol permanece vigoroso, disposto a renovar teu ânimo com a energia de sua luz que não descansa...
 
Acende dentro de ti a lâmpada dos que se colocam à disposição do serviço incondicional do Bem, externado em gestos simples de amor e confiança.
 
Aprende com cada tropeço, permanece vigilante, inunda o teu espírito com a Paz que vem do Alto.
 
Aprende nas adversidades e compreende que a vida não exige de nós nada além do que possamos dar a ela, de modo simples e puro.
 
Levanta-te e anda! Respira e contempla! Medita e age!
 
Namaskar! 
 
Aprendendo com os japoneses na Copa do Mundo
O Japão perdeu um jogo e empatou o outro dentro do campo, mas enquanto torcedores do Brasil e de outros países se retiravam dos estádios, deixando montanhas de lixo, sem sequer olhar para trás, os japoneses recolhiam discretamente garrafas e copos de plástico, papel, bandejinhas de isopor, latas de cervejas e de refrigerantes, canudinhos, restos de alimentos, embalagens usadas, enfim todo lixo produzido por eles.
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Esse gesto civilizatório foi o legado mais eloquente da Copa. Com o exemplo, o japonês ensina ao mundo como tratar com respeito e civilidade o espaço público, como se relacionar com o meio ambiente e com os outros habitantes do planeta.
A coleta do lixo, feita em sacos com a imagem impressa do sol nascente, foi uma lição de ética e de cidadania.
 
 

domingo, 2 de novembro de 2014

Liturgia da Comemoração dos Fiéis Defuntos - 02/11/2014

  
COMEMORAÇÃO DOS
FIÉIS DEFUNTOS
  

PRIMEIRA LEITURA (Jó 19,1.23-27a)

Leitura do Livro de Jó:
1Jó tomou a palavra e disse:

23”Gostaria que minhas palavras fossem escritas e gravadas numa inscrição24com ponteiro de ferro e com chumbo, cravadas na rocha para sempre! 25Eu sei que o meu redentor está vivo e que, por último, se levantará sobre o pó; 26e depois que tiverem destruído esta minha pele, na minha carne, verei a Deus. 27aEu mesmo o verei, meus olhos o contemplarão, e não os olhos de outros”.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!

RESPONSÓRIO (Sl 26)

— O Senhor é minha luz e salvação.

— O Senhor é minha luz e salvação;/ de quem eu terei medo?/ O Senhor é a proteção da minha vida;/ perante quem eu tremerei?

— Ao Senhor eu peço apenas uma coisa,/ e é só isto que eu desejo:/ habitar no santuário do Senhor/ por toda a minha vida;/ saborear a suavidade do Senhor/ e contemplá-lo no seu templo.

— Ó Senhor, ouvi a voz do meu apelo,/ atendei por compaixão!/ É vossa face que eu procuro./ Não afasteis em vossa ira o vosso servo,/ sois vós o meu auxílio!

— Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver/ na terra dos viventes./ Espera no Senhor e tem coragem,/ espera no Senhor!

SEGUNDA LEITURA (Rm 6,3-9)

Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos:
Irmãos: 3Será que ignorais que todos nós, batizados em Jesus Cristo, é na sua morte que fomos batizados?

4Pelo batismo na sua morte, fomos sepultados com ele, para que, como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, assim também nós levemos uma vida nova. 5Pois, se fomos, de certo modo, identificados a Jesus Cristo por uma morte semelhante à sua, seremos semelhantes a ele também pela ressurreição.

6Sabemos que o nosso velho homem foi crucificado com Cristo, para que seja destruído o corpo de pecado, de maneira a não mais servirmos ao pecado. 7Com efeito, aquele que morreu está livre do pecado. 8Se, pois, morremos com Cristo, cremos que também viveremos com ele.

9Sabemos que Cristo ressuscitado dos mortos não morre mais; a morte já não tem poder sobre ele.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!

EVANGELHO (Jo 11, 17-27)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, † segundo João.
— Glória a vós, Senhor!

17Quando Jesus chegou a Betânia, encontrou Lázaro sepultado havia quatro dias. 18Betânia ficava a uns três quilômetros de Jerusalém. 19Muitos judeus tinham vindo à casa de Marta e Maria para as consolar por causa do irmão. 20Quando Marta soube que Jesus tinha chegado, foi ao encontro dele. Maria ficou sentada em casa.

21Então Marta disse a Jesus: “Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido. 22Mas mesmo assim, eu sei que o que pedires a Deus, ele te concederá”.

23Respondeu-lhe Jesus: “Teu irmão ressuscitará”.

24Disse Marta: “Eu sei que ele ressuscitará na ressurreição, no último dia”.

25Então Jesus disse: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, mesmo que morra, viverá. 26E todo aquele que vive e crê em mim não morrerá jamais. Crês isto?”

27Respondeu ela: “Sim, Senhor, eu creio firmemente que tu és o Messias, o Filho de Deus, que devia vir ao mundo”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor!

HOMILIA
“DAI-LHES, O DESCANSO ETERNO”
Pe. Luiz Carlos de Oliveira – CSsR

LEMBRAI-VOS DE MIM NO ALTAR
Santo Agostinho narra os últimos momentos de sua bem-aventurada mãe, Santa Mônica. Numa simplicidade muito grande diante da morte, vendo a dor dos filhos, pediu: Lembrai-vos de mim no altar de Deus”. Naquele momento Agostinho relatava o cotidiano da vida. Estas palavras de sua mãe no momento da morte são uma prova de que a Igreja, desde os primórdios, rezava pelos mortos. Era uma prática já enraizada na vida do povo de Deus. Por que negar que podemos rezar pelos mortos, se pedimos às pessoas vivas que rezem por nós? Podemos rezar pelos mortos porque todos fazemos parte do Corpo de Cristo. Somos membros uns dos outros. Paulo é claro: Se um membro sofre, todos os membros compartilham seu sofrimento” (1Cor 12,26).

Todos nós fazemos parte deste corpo de Cristo: Nós, os que estão na Glória e os que estão no Purgatório. Diz o Catecismo: Desde os primórdios, a Igreja honrou a memória dos defuntos e ofereceu sufrágios (Orações) por eles, em especial o sacrifício eucarístico (Dz 856). Está em pleno acordo com a Palavra de Deus em 2º Macabeus 12,46. Por que rezamos? Para exercer a maior caridade que é auxiliar com as preces a purificação que não podem mais merecer por si. É bom rezar pelos outros agora, por que um dia rezarão por nós. Como parte deste Corpo Místico, podemos merecer por eles que não podem merecer por si essa reparação dos pecados que não levam à morte. Um membro doente do corpo é recuperado pela saúde dos outros. A doutrina do Purgatório faz parte de nossa fé. Não sabemos como é. É um estado espiritual. Quando estivermos por lá, vamos entender.

PARTICIPANDO DA VIDA DE CRISTO
Rezar pelos mortos é mostrar nossa fé na Ressurreição. Esta fé nos garante a vida: Eu sou a Ressurreição e a vida. Quem crê em mim, mesmo que morra viverá. E todo o que vive e crê em mim não morrerá jamais. Crês nisso? Sim, Senhor, eu creio firmemente que Tu és o Messias, o Filho de Deus que deve vir ao mundo (Jo 11,25-27). Ter fé é, no ensinamento de João, ter a Vida Eterna: Ninguém pode vir a mim se o Pai que me enviou, não o atrair; e eu o ressuscitarei no último dia… Aquele que crê tem a Vida eterna (Jo 6,44.47). Ter a Vida Eterna é participar de Cristo que é a vida. A celebração dos mortos mostra com clareza que acreditamos na Vida de Cristo em nós. A narrativa da ressurreição de Lázaro vai além de um caso de amizade que termina numa ressurreição, mas é a demonstração da garantia de nossa ressurreição. Na oração da missa pedimos a Deus: aumentai nossa fé no Cristo ressuscitado para que seja mais viva a nossa esperança na Ressurreição dos vossos filhos e filhas”. Queremos, com a celebração de hoje celebrar o sacramento pascal, a Eucaristia, para que os falecidos cheguem à luz e à paz da casa do Pai (pós-comunhão).

CERTEZA DA RESSURREIÇÃO
Podemos não admitir muitos ritos que celebramos na lembrança dos mortos, como flores, velas, visita aos cemitérios e outros elementos de outras culturas. Não os faríamos se não acreditássemos na vida que vai além da morte. Não acredito que alguém possa dizer que não crê na vida eterna se realiza tantos atos em favor dos mortos. Se rezamos, é porque cremos que a oração e em sua força purificadora. Não só a oração é útil, mas também a caridade, as boas obras e santa Missa. Não podemos perder a memória de nossos falecidos, pois eles são nossos intercessores junto de Deus. Eles vivem no amor de Deus e nos levam a Deus através de sua oração. Toda missa é também para todos os defuntos.

ORAÇÃO
                             
Ó Deus, escutai com bondade as nossas preces e aumentai a nossa fé no Cristo ressuscitado, para que seja mais viva a nossa esperança na ressurreição dos vossos filhos e filhas. Amém!

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Missa mensal do MFC Curitiba - Novembro


Amigos Mefecistas,

Lembramos que no próximo sábado (01/11), às 18h30, acontece a Missa organizada pelo Movimento Familiar Cristão do mês de novembro, na Paróquia Nossa Senhora da Conceição  (Rua Omílio Monteiro Soares, 847, Fanny).

A liturgia da celebração será conduzida pela Coordenação do MFC Curitiba.

Convide seus familiares e amigos para mais um momento de oração e espiritualidade do MFC Curitiba. Vamos mais uma vez mostrar a força da família mefecista.

Paz e Bem
Coordenação de Cidade - ECCI
MFC Curitiba

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Audiência geral com o Papa - 29/10/2014

Nesta quarta-feira de outono romano, o Papa Francisco foi à Praça São Pedro receber os fiéis e turistas que o aguardavam para a audiência pública semanal. Atendendo, como sempre, às expectativas dos presentes, o Pontífice deu a volta na Praça com o papamóvel cumprimentando e sorrindo a todos, retribuindo o carinho e o entusiasmo da multidão. 
Em sua catequese, Francisco hoje explicou a questão das ‘duas Igrejas’: aquela que conhecemos – paróquias, comunidades, dioceses, movimentos – e a institucional, ou seja, as pessoas que a governam. “Como podemos entender a relação entre a realidade espiritual da Igreja e a visível?”, perguntou.

Antes de tudo, quando falamos da realidade visível, não devemos pensar apenas no Papa, nos Bispos, nos padres, nas freiras e nas pessoas consagradas. Ela abriga também muitos irmãos e irmãs batizados que no mundo crêem, esperam e amam e que em nome de Jesus, se aproximam dos mais sofredores e últimos para lhes oferecer alívio, conforto e paz. Assim, é difícil compreender toda a dimensão da Igreja visível, já que não podemos medir o bem que ela faz"

Improvisando, Francisco que é difícil também calcular as obras de amor, a infidelidade nas famílias, o trabalho cotidiano dos pais ao transmitir a fé aos filhos, o sofrimento dos doentes... “Como conhecer todas as maravilhas que, por meio de nós, Cristo consegue atuar no coração e na vida das pessoas?”, questionou.

O Bispo de Roma continuou afirmando que o único modo que existe para compreender a relação entre a realidade visível e a espiritual da Igreja é olhar para Cristo. 

Assim como em Cristo, a natureza humana completa plenamente a divina, e se põe ao seu serviço, o mesmo acontece na Igreja: a Igreja também é um mistério no qual aquilo que não se vê é mais importante do que se vê e pode ser reconhecido somente com os olhos da fé”. 

No caso da Igreja, no entanto, como a realidade visível pode se colocar a serviço da espiritual?”, perguntou o Papa, mais uma vez. E a resposta está mais uma vez em Cristo, que é o modelo da Igreja e de todos nós. Podemos compreender lendo o Evangelho de Lucas, que narra a primeira pregação de Jesus na sinagoga de Nazaré. O trecho mostra que lhe foi dado o Espírito do Senhor que estava sobre Ele e lhe conferiu a unção para uma obra de libertação, de luz e de misericórdia.

Consequentemente, disse o Papa, “assim como Jesus se serviu da sua humanidade para anunciar e realizar o desígnio divino da redenção, assim também a Igreja, através da sua realidade visível, dos sacramentos e do seu testemunho, é chamada a aproximar-se de todo o ser humano começando por quem é pobre, por quem sofre e por quem vive marginalizado, para continuar a fazer sentir a todos o olhar compassivo e misericordioso de Jesus”.

Concluindo sua reflexão, Francisco admitiu que muitas vezes, a Igreja faz experiência de sua fragilidade e de seus limites: “Isto nos causa um profundo desgosto, principalmente quando damos o mau exemplo e nos tornamos motivo de escândalo. Todos somos pecadores – acrescentou – todos somos pecadores”. O Papa pediu a quem não fosse pecador que levantasse a mão, e nenhum dos presentes na Praça o fez.

O Papa insistiu no conceito que “falar mal dos outros é um pecado”, e reiterou que nós, ao invés de sermos maus exemplos, devemos ser testemunhas, “como Jesus quer que sejamos”. 

Por isso, pedimos ao Senhor o dom da fé, para que entendamos como – não obstante a nossa pequenez e nossa pobreza – o Senhor fez de nós instrumento de graça e sinal visível de seu amor por toda a humanidade”.

Antes de terminar o encontro, o Papa se dirigiu aos grupos presentes na Praça São Pedro, e saudou especialmente o grupo de sacerdotes do Rio de Janeiro e os membros das Comunidades “Canção Nova”, em festa pelo reconhecimento eclesial, e “Doce Mãe de Deus” e “Copiosa Redenção”, pelo jubileu de fundação

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

MFC promove rifa de um leitão recheado

O MFC – Curitiba, lançou em nossa última reunião mensal da ECCi Outubro, uma rifa de um leitão limpo, temperado, recheado pesando aproximadamente 15 quilos (não assado).

O diferencial é que poderá ser retirado quando desejar, podendo ser utilizado nas festividades de Natal e Ano Novo como desejar o ganhador.

A data do sorteio será dia 30 de Novembro, em nosso Almoço da Partilha.

Sr. Coordenador, caso ainda tenha retirado os  talões de sua equipe, por favor entre em contato com a coordenação de Cidade para providenciar.

O objetivo desta rifa é a contribuição no Encontro Nacional do MFC (ENA), que acontecerá em nosso Estado, na cidade de Maringá.

Amigo MFCista, colabore, contribua.