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sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Correio MFC Brasil


Bons propósitos para  o ano novoLeonardo Boff*

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Todo começo de ano é ocasião de se fazerem bons propósitos. São desafios que nos colocamos a nós mesmos para que a vida não seja sempre repetitiva mas criativa e, quem sabe, surpreendente. Alinho aqui alguns propósitos  para alimentar a fantasia criadora de cada um. 
1. Desenvolva em você a inteligência cordial, emocional e sensível. Inflacionamos a inteligência intelectual, sempre necessária, mas insuficiente. Deixada por si, produziu a solução final dos judeus (Shoah) e a Casa da Morte em Petrópolis sob o regime militar. A inteligência cordial enriquece a intelectual com o afeto, o amor e o cuidado, sem os quais perdemos nossa humanidade  e não salvaremos a vida no planeta Terra. 
2. Deus sempre vem misturado em todas as coisas. Onde houver algum gesto de amor, de solidariedade e de reconciliação saiba que Ele está lá infalivelmente. Sem esses valores Deus é apenas um nome. 
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3. De manhã, ao despertar, ou antes de recolher-se, faça uma pequena homenagem a Deus, ou àquela Energia amorosa e poderosa que nos sustenta. Não precisa dizer nada. Reserve aqueles poucos minutos para Ele e só para Ele. Se precisar, chore  pelas demasiadas desgraças que ocorrem ou alegre-se por aquilo de bom que aconteceu. 
4. Cada um é um projeto infinito. Nada nos sacia plenamente. Passe pelas coisas, usufrua-as sem danificá-las mas não se detenha nelas. Vá em frente e sempre além, pois, somos caminhantes da vida, e somente um Infinito sacia nossa sede e fome infinitas. Onde houver um gesto de amor, solidariedade e reconciliação, Deus aí está. Sem esses valores Ele é apenas um nome 
5. Deseje ser águia que voa alto e livremente, quer dizer, tenha ideais e grandes sonhos. Mas não esqueça que deve ser também galinha, concreta e prudente, especialmente quando se trata de administrar os bens materiais e lidar com dinheiro. Aprenda quando deve ser águia e quando galinha. E saiba combinar sabiamente ambas as coisas. 
6. Faça uma terapia em sua linguagem. Dizem-se tantos palavrões no falar cotidiano e nas redes sociais. No começo era a Palavra. Ela tem força criadora e destruidora. Depende de você. Ela é “a ponte onde o amor vai e vem”, como cantam os cristãos das comunidades de base. 
7. Você pode hoje se informar sobre tudo. Praticamente tudo se encontra na internet e no Google. Mas cuide em se formar para ter uma humanidade mais plena. Disse uma sábia filósofa judia: podemos nos informar a vida inteira sem nunca nos educar. 
8. Quando entrar em casa, tome seu banho, descanse um pouco, não ligue logo a televisão ou consulte o facebook ou leia  os e-mails. Retire-se a um canto, fique em silêncio. Agradeça a Deus pela vida. Pois, nos dias atuais com os riscos que corremos em cada esquina ou em cada canto somos todos sobreviventes.

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9. Resista à propaganda. Ela não pensa em você, apenas no seu bolso para fazê-lo um consumidor e não um cidadão consciente.
Assuma como projeto de vida a sobriedade compartida. Podemos ser mais com  menos, por amor àqueles que pouco ou nada têm. Decida
você mesmo o que comprar e quando comprar, com plena liberdade e consciência.  
10. Incorpore a ética do cuidado essencial: cuide de sua saúde, de sua família, de sua casa, de seus amigos, cuide do ambiente inteiro com o mesmo sentimento de São Francisco de Assis, que respeitava e amava a todos os seres como irmãos e irmãs, especialmente a irmã água e a irmã e mãe Terra. Perceberá aos poucos que todos os seres, também as montanhas, possuem um coração que pulsa como o seu.  No fundo, você, sua casa e família, as pessoas, as paisagens, as montanhas, o céu estrelado, a  Lua, o Sol e Deus constituem um único, grande e generoso Coração pulsante. 
* Leonardo Boff, teólogo e escritor, é autor de 'A grande transformação: na economia, na política e na ecologia' (Vozes, 2014).


O ano novo é sempre esperado com otimismo, como oportunidade de recomeço de um tempo de vida que apaga fracassos e decepções vividos no ano velho, ou frustrações por não termos realizado todos os sonhos sonhados nos doze tempos do calendário colorido que irá para o lixo.

Violência inaugura o ano em Paris
Helio Amorim*

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O otimismo deste novo início brota prejudicado nos primeiros dias com a simultaneidade de ações violentas no mundo, logo após a celebração do Dia Mundial da Paz: os atentados na França, em Paris, com cobertura jornalística planetária sem precedentes por se tratar de uma agressão à liberdade de imprensa, embora perpetrada por apenas meia dúzia de fanáticos religiosos, sem o apoio da comunidade árabe numerosa naquele país.
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“No mesmo dia, o Boko Haram assassinou no norte da Nigéria centenas de pessoas incluindo mulheres e crianças e o fato mereceu apenas algumas linhas nas páginas internas da Folha de São Paulo. Também nos mesmos dias no Afeganistão, aviões americanos bombardearam uma festa de casamento, matando 25 pessoas “por engano” e, de novo, o fato mereceu
apenas registro secundário, como se estas não fossem igualmente pessoas e vidas ceifadas insanamente” como destaca o padre e teólogo Oscar Beozzo, em nota de imprensa naqueles dias.
Assim, tudo conspira contra o otimismo das expectativas, próprio do tempo novo já inaugurado. Sofremos com os fatos, mas não podemos calar nossas esperanças afetadas duramente pelos acontecimentos do velho continente.
Vamos arriscar usar este espaço justamente para as coisas do nosso cotidiano menos bélico, ainda marcado pela intensa mobilização das festas natalinas e a ascensão de novos governantes eleitos em novembro.
No Brasil, sem violência, mudanças políticas apontam para austeridade
Nas festas natalinas, a ansiedade de comprar e presentear é compulsiva, estimulada pela propaganda. Na festa política, ao contrário, a palavra de ordem é fechar os cofres, cortar a farra de verbas com o carimbo da austeridade dos centavos. Não houvesse essa disposição firme da nova equipe do governo, continuaria o consumismo desenfreado.
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De fato, a gente vai se deixando envolver sem perceber nessa armadilha. A propaganda é inteligente e sofis­ticada. Técnicos e especialistas, psicólogos sociais — e muito dinheiro! — são mobilizados para nos convencer de que a vida não terá nenhuma graça se não comprarmos aquela parafernália de ar­tigos que seus simpáticos fabricantes precisam vender... E quanto mais inútil ou supérfluo o artigo, mais sofisticada é a propaganda.
Afinal de contas, é preciso criar ne­cessidades falsas e artificiais para que as nossas suadas economias passem pa­ra bolsos alheios, engordando os lucros de empresas poderosas. O pior é que essas empresas são geralmente internacionais, por serem essas as que mais acreditam no poder da propaganda e dispõem de maiores recursos para investir nessa máquina quase irresistível.
Será que vale a pena essa capitula­ção à sociedade do consumo? Ter mais para ser mais: eis o grande equí­voco que nos é vendido em bela emba­lagem de palavras e imagens atraentes. Será preciso redescobrir-se o valor da austeridade e da vida simples, como práticas libertadoras.
Quem só tem ou deseja ter o essen­cial é mais livre que os que se entrega­ram ou sonham com a busca desenfrea­da da posse de bens materiais e ao consumismo.
Estes são geralmente obrigados a trabalhar mais que o necessário, com prejuízo para a vida familiar, para sus­tentar o padrão de consumo que esta­beleceram. E vivem mais preocupados com o risco maior de perder coisas que se habituaram a usufruir — e sem os quais se sentiriam agora carentes ou frustrados.
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Além disso, o consumo exagerado de bens supérfluos configura uma situação de injustiça, já que as riquezas da natureza são limitadas — e muitas já estão se esgotando!
Os que consomem em demasia estão lesando os que se devem contentar com as migalhas que sobram da divisão desigual daquelas riquezas.
A exaltação do pobre e a condena­ção do rico, no Evangelho, têm um
sentido claro que não pode ser obscurecido por ideologizações...
O rico tende realmente a se escravi­zar aos bens materiais e à segurança econômica, que se transformam no seu verdadeiro deus. Com raras e belas exceções...
Aquele que se mantém desapegado das coisas — e se as possui, coloca-as a serviço efetivo dos outros — vive mais plenamente a liberdade.
Assim, estamos dividindo nossas preocupações deste princípio de ano entre estes pequenos cuidados próprios do calendário político doméstico e os insanos acontecimentos criminosos distantes na geografia mas próximos pela globalização acelerada dos nossos destinos.
*Engenheiro. Membro da REDE de Cristãos e do MFC Movimento Familiar Cristão


Infância e Adolescência:
Brasil se destaca na proibição de punições físicas
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Estudo da Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) mostra que muitas crianças no mundo têm contato com a violência, geralmente no próprio lar: em média, 6 em cada 10 crianças ao redor do mundo – quase 1 bilhão – entre as idades de 2 a 14 anos estão sujeitas a punições físicas e corporais por seus cuidadores em frequência regular.
A maioria das crianças está exposta a uma combinação de punições físicas e agressões psicológicas. Segundo o estudo, em 23 países específicos, punições severas são generalizadas, atingindo uma em cada cinco crianças.
Nesse sentido, segundo o estudo, o Brasil se destaca como um dos poucos países do mundo que proíbe totalmente punições físicas no lar, na escola e em outros espaços (creches, instituições penais, etc.). Em todo o mundo, somente 39 países proíbem totalmente punições corporais em casa, sendo, na América Latina, os países: Honduras, Brasil, Venezuela, Uruguai e Bolívia.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Batismo, a porta da Fé

Dom Anuar Battisti Arcebispo de Maringá (PR)

Neste domingo na liturgia da Igreja celebramos o Batismo de Jesus. Ele quis ser batizado por João, no Rio Jordão, para testemunhar o caminho que todos nós deveremos fazer, renascer das águas, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Jesus Cristo ordenou aos apóstolos: "Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo"( Mt. 28,19). Pedir o batismo ou ser batizado, não é uma formalidade, um rito apenas. Mesmo às vezes não tendo recordação da celebração destes sacramentos, somos chamados a viver cada dia aspirando à vocação que por ele recebemos, a vida nova, de comunhão com Deus e com os irmãos.
O Papa Francisco recorda: “no Credo, através do qual em cada domingo fazemos a nossa profissão de fé, nós afirmamos: ‘Professo um só batismo para o perdão dos pecados’. Trata-se da única referência explícita a um Sacramento no interior do Credo. Efetivamente o Batismo é a porta da fé e da vida cristã. A porta da fé e da vida cristã é o Batismo e este é o único Sacramento referido no Credo. Quando no Credo dizemos que ‘professo um só Batismo para a remissão dos pecados’, afirmamos que este sacramento é, em certo sentido, o bilhete de identidade do cristão: um novo nascimento, o ponto de partida de um caminho de conversão, que se estende por toda a vida. Neste sentido o dia do nosso Batismo é o ponto de partida de um caminho de conversão que dura toda a vida e que é continuamente sustentado pelo Sacramento da Penitência.”
Muitos dizem: “Queremos que nosso filho seja cristão” ou “não queremos que fique pagão”, ou “a criança não batizada fica facilmente doente”. É costume dos católicos batizar as crianças. O batismo apaga o pecado original e no batismo nos tornamos filhos de Deus e recebemos a vida eterna. Em todas essas respostas tem algo certo, já que o Batismo é essencial para a salvação. Cristo afirmou: "Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado" (Mc. 16,16). Em Atos dos Apóstolos Pedro pregou que o batismo em nome de Jesus Cristo é para a remissão dos pecados (At 2,38). Na primeira carta de Pedro vemos que o batismo é essencial para a salvação (1Pd 3,21). Por isso afirmamos que o batismo é um caminho de fé que nos leva a viver como cristãos o chamado para a eternidade.
Jesus mesmo fala de novo nascimento da água e do Espírito. São Paulo diz que o batismo é um morrer e ser sepultado do velho homem, do homem do pecado, para ressuscitar do banho batismal um homem novo que vive no Espírito, que nos é dado no batismo.
O batismo nos dá, portanto, uma nova vida. Também o batismo de crianças pequenas, por exemplo, quando toda uma casa ou família foi batizada. Em séculos posteriores o batismo de crianças tornou-se sempre mais comum. Mas, então, os pais eram pessoas de fé, e supunha-se que eles transmitissem sua fé a seus filhos e filhas. Ao passo que um adulto é batizado, quando já tem fé, nas crianças que foram batizadas pequenas, ela deve ser despertada e alimentada depois do batismo. Assim, em todo caso, o batismo é sempre sacramento da fé, da fé em Jesus Cristo e na Santíssima Trindade, em cujo nome fomos batizados, para sermos novas criaturas, filhos e filhas do Pai do céu, irmãos e irmãs de Jesus Cristo e templos do Espírito Santo. Vamos também nós celebrar o dia do nosso batismo, fazer festa, pois é o caminho de salvação

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Correio MFC Brasil


Muita gente acha que "o desajustamento sexual é a causado esvaziamento conjugal". Seria este o motivo mais frequente da desagregação familiar. Outros acham o contrário: "o desencontro sexual no casamento é consequência do esvaziamento e vivência do amor conjugal". Também estes costumam admitir que pode acabar se formando um círculo vicioso: a frustração sexual e o esfriamento da vida afetiva do casal vão se alimentandoreciprocamente. Com quem estará a razão? O que surgiu antes o ovo ou a galinha?
A alegria do encontro
Helio Amorim*
As pessoas de antigamente usariam a velha expressão: “isto dá pano para mangas...”. Uma coisa, entretanto, parece ser muito aceita: a conexão entre a sexua­lidade e a vida afetiva conjugal. Esta conexão pertence ao mundo dos simbolismos, que só o ser humano é capaz de construir.
Porque só o homem é capaz de fa­zer de uma simples refeição em co­mum, o símbolo e a celebração da amizade. Ou de eleger um objeto qual­quer como sinal de realidades maiores: a flor seca guardada dentro de um li­vro, presente antigo que pode simboli­zar o nascimento do amor do casal; um ve­lho banco de madeira,
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conservado des­de a infância, e que fala de tantas ale­grias e infortúnios vividos em família, usado por parentes queridos que já se foram: será um símbolo da coesão fa­miliar que se construiu ao longo de tantos anos de vida em que aquele só­lido assento de madeira, já desgastado pelo uso, era uma presença e utilidade sempre aceitas distraidamente.
Assim, também, a sexualidade con­jugal, com todas as suas ricas e varia­das formas de expressão, torna-se um símbolo muito especial do amor conju­gal.
A sexualidade, é claro, não se re­duz ao ato conjugal, mas engloba to­dos os impulsos e manifestações de doação e comunhão, de ajuda e acei­tação mútuas no encontro de pessoas, na vida quotidiana do casal. Ela é essencialmente espiritual. Alimenta e celebra o entusiasmo de viver e a alegria de estar juntos.
Só dentro deste contexto de comu­nhão de vidas, na preocupação pelo bem do outro, a sexualidade se expri­me e transborda num ato conjugal íntegro e rico de simbolismo. Torna-se sinal sensível e eficaz do amor-doação. Eficaz porque ajuda a construir, reforça, alimenta e fecunda o próprio amor que ele exprime.
É assim o dinamismo da profunda relação de pessoas que o casamento constrói, numa linha de totalidade: doação no ser e no agir, intimidade ao mesmo tempo física e espiritual, comunhão integral de duas pessoas no amor.
Muitos ainda perseguem o ajusta­mento sexual por complicados e acro­báticos mecanismos e "técnicas de de­sempenho" aprendidos em aulas de sexologia ou em consultórios especia­lizados — e fazem do ato conjugal uma sessão de ginástica... Esquecem que tais recursos terão sempre uma eficácia duvidosa se o ato não irrompe naturalmente do arrebatamento amoroso da vida compartilha­da.
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O casal que vive o seu amor de forma adulta sabe exprimir sua relação afetiva, com entusiasmo e frequência, em atos se­xuais harmoniosos e profundamente amorosos.
A alegria dessa intimidade total aumenta a capacidade de doação, comu­nicação e comunhão — que por sua vez predispõem o casal, ainda mais, para novas relações mais íntegras e transbordantes de alegria e prazer. É o inverso daquele círculo vicioso.
Esse dinamismo construtivo enri­quece a vida conjugal e familiar, pois dele decorre a tranquilidade, a paciên­cia e a ternura com que o casal irá su­perando as dificuldades e os desafios do dia-a-dia.
Quem vive esse dinamismo, tem condições melhores para criar e manter uma teia de relações familiares, que se refle­tem em relações sociais ampliadas e mais fraternas.
*Membro do Movimento Familiar Cristão (MFC) e Instituto da Família (INFA)


Tolerância / Intolerância / Rigidez
Deonira L. Viganó La Rosa
Terapeuta de Casal e de Família. Mestre em Psicologia.
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A tolerância não é uma atitude espontânea nos seres humanos: poderíamos dizer que o instinto fundamental de auto conservação e de defesa pessoal, que caracteriza todo vivente, o conduz a considerar com desconfiança tudo o que poderia ameaçar o que lhe pertence: sua vida, sua família, sua propriedade, mas também seus hábitos, costumes, convicções, em resumo, tudo o que faz parte da complexa constituição de sua identidade.
Por esta razão os intolerantes veem como negativo tudo o que é diferente daquilo que diz respeito aos fatores constitutivos de sua identidade, veem tudo como hostil e devem combater para se defender.
Uma pessoa intolerante tende a perceber e interpretar as situações ambíguas (indefinidas e obscuras) como se fossem fontes de ameaça. Ela se sente ameaçada frente a informações vagas e incompletas, inconsistentes, contraditórias, ou mesmo com sentido duvidoso. Ela necessita que as questões sejam sempre fechadas como sendo certas ou erradas, boas ou ruins, pretas ou brancas, verdadeiras ou falsas. Não percebe que os fatos são complexos, e que, muitas vezes precisa aceitar que as questões fiquem abertas para novas possíveis respostas.
A pessoa intolerante não suporta a dúvida. O intolerante faz de tudo para desqualificar e desprezar aqueles que pensam ou agem de maneira diferente da sua. Esquece que é a si mesmo que desqualifica, pois com este ato revela seu próprio interior, sua própria rigidez de personalidade. E nada pior do que essa rigidez para sua saúde mental e para uma boa convivência consigo mesmo e com os outros.
Significação da tolerância
- segundo a UNESCO
“A tolerância é o respeito, a aceitação e a apreciação da diversidade das culturas do nosso mundo, e de nossos modos de expressão... Ela é encorajada pelo conhecimento, pela abertura de espírito, pela comunicação e liberdade de pensamento, de consciência e de crença. A tolerância é a harmonia na diferença. Ela não é somente uma obrigação de ordem ética; ela é igualmente uma necessidade política e jurídica. A tolerância é uma virtude que traz a paz possível e contribui para substituir uma cultura de guerra por uma cultura de paz.
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A tolerância não é nem concessão, nem condescendência, nem complacência. A tolerância é, antes de tudo, uma atitude ativa animada pelo reconhecimento dos direitos universais da pessoa humana e das liberdades fundamentais do outro.
Em nenhum caso a tolerância será evocada para justificar os atentados a estes valores fundamentais...” “No mundo moderno a tolerância é mais necessária do que nunca.
Ela é também necessária entre os indivíduos e no seio da família e da comunidade. A educação é o meio mais eficaz de prevenir a intolerância. A primeira etapa a este respeito consiste em ensinar aos indivíduos quais são seus direitos e suas liberdades a fim de assegurar o respeito e igualmente promover a vontade de proteger os direitos e liberdades dos outros.”
Tolerância não significa conformismo
A tolerância tem uma característica que lhe é inerente: ela implica ao mesmo tempo uma atitude de rejeição e uma atitude de aceitação, porque não haveria tolerância se o que estamos dispostos a aceitar não fosse uma coisa sobre a qual não estamos de acordo.
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A aceitação se entende pela noção de respeito devido à pessoa que exprime suas ideias, ou tem certas formas de vida que não cremos aceitáveis, sem que isto nos obrigue a acolher ou partilhar estas mesmas ideias ou práticas: a tolerância não comporta pois em primeira análise a coexistência de ideias ou doutrinas opostas, mas a coexistência pacífica entre as pessoas que as sustentam.
A tolerância exige que estejamos dispostos a respeitar as diferenças que estão em
contradição com aquilo de que estamos verdadeiramente convencidos.
Portanto, indivíduo tolerante é aquele que possui convicções, que as considera verdadeiras, mas, ao mesmo tempo é capaz de respeitar o outro e por causa disto chega a respeitar suas convicções. Sem ser cética a pessoa tolerante está consciente de que toda verdade é parcial, que ela não está em condições de possuí-la inteiramente, que outras opiniões são possíveis e legítimas, que ela pode enriquecer-se considerando sem preconceito as ideias dos outros e que a confrontação com estas pode lhe servir para melhor compreender as próprias convicções.

(Traduzido e resumido de Evandro Agazzi, Président de l'Institut International de Philosophie).

O atentado em Paris
José Maurício Guedes
Editor de Fato e Razão do Movimento Familiar Cristão

O mundo está chocado com o atentado criminoso em Paris contra os jornalistas do semanário “Charlie Hebdo”.
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A imprensa internacional é uníssona em condenar o bárbaro acontecimento e multiplicam-se em todo o mundo manifestações vigorosas de líderes de diferentes matizes políticos lamentando a tragédia.
O que surpreende é a imprensa não ter um procedimento tão homogêneo e enfático diante de tantos outros acontecimentos igualmente chocantes e condenáveis. Atentados terroristas anteriores que provocaram número de vítimas muito maior não mereceram da imprensa internacional cobertura tão exaltada. Para a imprensa, ao que parece, a vida de jornalistas vale muito mais do que a de centenas de cidadãos anônimos. 
O episódio embora doloroso e abominável nos provoca a refletir até que ponto o corporativismo jornalístico não reproduz o sectarismo que julga condenar. No eterno conflito que se desenrola no Oriente Médio, por exemplo, a grande imprensa divulga e condena amplamente a violência muçulmana, mas demonstra uma certa complacência com a desproporção das retaliações.
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No Brasil, episódio mais ou menos recente em que um bando de playboys cariocas resolveu justiçar um meliante “pé-de-chinelo” mereceu aplausos de uma apresentadora de TV que esquecendo-se de suas responsabilidades como formadora de opinião utilizou um veículo de concessão pública para fazer a apologia do crime, sem uma reprimenda à altura por parte de outros órgãos.
A escandalosa divulgação de episódios que despertam interesse, em busca da audiência, já provocou inúmeras sequelas e difamações irreversíveis. Para ficar num só exemplo basta lembrar o “caso da Escola Base de São Paulo”.
Tudo isto nos provoca refletir sobre a responsabilidade da imprensa e até que ponto deve ser defendida a publicação de tudo baseando-se no indiscutível direito à liberdade de expressão.
Não é demais lembrar que o slogan do jornal atingido era “um jornal irresponsável”. Será que o jornalismo está acima do bem e do mal? Será certo que jornais e jornalistas devam ser mesmo irresponsáveis?  Ferimentos e mortes não são causados apenas por armas - palavras também ferem e matam.
Bom jornalismo, para nós, exige bom senso, responsabilidade e, acima de tudo, respeito às crenças religiosas que são professadas por milhões de pessoas.
Um pedido aos cartunistas: façam humor mas não provoquem guerras.



Anunciada a inflação de 2014 abaixo do teto da meta
Ao acumular alta de 6,41% em 2014, a inflação brasileira medida pelo IPCA superou a verificada no ano de 2013 (quando encerrou o ano com alta de 5,91%), inferior ao teto da meta de 6,5%.
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    Já pode ser acrescentada a inflação de 2014 = 6,41%
O IPCA de dezembro teve alta de 0,78% (após alta de 0,51% em novembro, porém abaixo dos 0,92% registrados no mesmo mês de 2013), influenciado principalmente pela alta no preço do grupo transportes (1,38%) e alimentos (1,08%).
No ano, estes dois grupos representaram 67% da alta de preços, com o grupo alimentação puxando a inflação para cima (refletindo reajustes cambiais e quebras de safra devido a mudanças no regime hidrológico) enquanto o grupo transportes puxou a inflação para baixo (devido à política comedida de reajustes de preços da Petrobras e ao adiamento do reajuste de preços nos transportes públicos).

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Correio MFC Brasil

Já não escravos, mas irmãos
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Reprodução parcial da primeira mensagem do papa Francisco, para a Jornada Mundial da Paz, na chegada do ano novo.

1.    No início de um novo ano, que acolhemos como uma graça e um dom de Deus para a humanidade, desejo dirigir, a cada homem e mulher, bem como a todos os povos e nações do mundo, aos chefes de Estado e de Governo e aos responsáveis das várias religiões, os meus ardentes votos de paz, que acompanho com a minha oração a fim de que cessem as guerras, os conflitos e os inúmeros sofrimentos provocados quer pela mão do homem quer por velhas e novas epidemias e pelos efeitos devastadores das calamidades naturais.
Rezo de modo particular para que, respondendo à nossa vocação comum de colaborar com Deus e com todas as pessoas de boa vontade para a promoção da concórdia e da paz no mundo, saibamos resistir à tentação de nos comportarmos de forma não digna da nossa humanidade.
As múltiplas faces da escravatura, ontem e hoje
3. Desde tempos imemoriais, as diferentes sociedades humanas conhecem o fenômeno da sujeição do homem pelo homem. Houve períodos na história da humanidade em que a instituição da escravatura era geralmente admitida e regulamentada pelo direito. Este estabelecia quem nascia livre e quem, pelo contrário, nascia escravo, bem como as condições em que a pessoa, nascida livre, podia perder a sua liberdade ou recuperá-la. Por outras palavras, o próprio direito admitia que algumas pessoas podiam ou deviam ser consideradas propriedade de outra pessoa, a qual podia dispor livremente delas; o escravo podia ser vendido e comprado, cedido e adquirido como se fosse uma mercadoria qualquer.
Hoje, na sequência de uma evolução positiva da consciência da humanidade, a escravatura – delito de lesa humanidade 64 – foi formalmente abolida no mundo. O direito de cada pessoa não ser mantida em estado de escravidão ou servidão foi reconhecido, no direito internacional, como norma inderrogável.
Mas, apesar de a comunidade internacional ter adotado numerosos acordos para pôr termo à escravatura em todas as suas formas e ter lançado diversas estratégias para combater este fenómeno, ainda hoje milhões de pessoas – crianças, homens e mulheres de todas as idades – são privadas da liberdade e constrangidas a viver em condições semelhantes às da escravatura.
Foto sobre escravidão no nordeste
Penso em tantos trabalhadores e trabalhadoras, mesmo menores, escravizados nos mais diversos sectores, a nível formal e informal, desde o trabalho doméstico ao trabalho agrícola, da indústria manufatureira à mineração, tanto nos países onde a legislação do trabalho não está conforme às normas e padrões mínimos internacionais, como – ainda que ilegalmente – naqueles cuja legislação protege o trabalhador.
Penso também nas condições de vida de muitos migrantes que, ao longo do seu trajeto dramático, padecem a fome, são privados da liberdade, despojados dos seus bens ou abusados física e sexualmente. Penso em tantos deles que, chegados ao destino depois duma viagem duríssima e dominada pelo medo e a insegurança, ficam detidos em condições às vezes desumanas.
Penso em tantos deles que diversas circunstâncias sociais, políticas e económicas impelem a passar à clandestinidade, e naqueles que, para permanecer na legalidade, aceitam viver e trabalhar em condições indignas, especialmente quando as legislações nacionais criam ou permitem uma dependência estrutural do trabalhador migrante em relação ao dador de trabalho como, por exemplo, condicionando a legalidade da estadia ao contrato de trabalho... Sim! Penso no «trabalho escravo».
Redes de combate à exploração sexual infantil não coibem aliciadores
Penso nas pessoas obrigadas a prostituírem-se, entre as quais se contam muitos menores, e nas escravas e escravos sexuais; nas mulheres forçadas a casar-se, quer as que são vendidas para casamento quer as que são deixadas em sucessão a um familiar por morte do marido, sem que tenham o direito de dar ou não o próprio consentimento.
Não posso deixar de pensar em quantos, menores e adultos, são
objeto de tráfico e comercialização para remoção de órgãos, para ser recrutados como soldados, para servir de pedintes, para atividades ilegais como a produção ou venda de drogas, ou para formas disfarçadas de adoção internacional.
Penso, enfim, em todos aqueles que são raptados e mantidos em cativeiro por grupos terroristas, servindo aos seus objetivos como combatentes ou, especialmente no que diz respeito às meninas e mulheres, como escravas sexuais. Muitos deles desaparecem, alguns são vendidos várias vezes, torturados, mutilados ou mortos.
(Continua no próximo número)


Thiago de Mello, poeta nosso do Amazonas, em tempos de chumbo, atos institucionais, exílios, prisões, tortura e mortes, proclamou corajosamente...

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Os Estatutos do Homem
(Ato Institucional Permanente)Thiago de Mello
Artigo I 
Fica decretado que agora vale a verdade.
agora vale a vida,
e de mãos dadas,
marcharemos todos pela vida verdadeira.

Artigo II 
Fica decretado que todos os dias da semana,
inclusive as terças-feiras mais cinzentas,
têm direito a converter-se em manhãs de domingo. 

Artigo III  
Fica decretado que, a partir deste instante,
haverá girassóis em todas as janelas,
que os girassóis terão direito
a abrir-se dentro da sombra;
e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro,
abertas para o verde onde cresce a esperança. 

Artigo IV  
Fica decretado que o homem
não precisará nunca mais
duvidar do homem.
Que o homem confiará no homem
como a palmeira confia no vento,
como o vento confia no ar,
como o ar confia no campo azul do céu. 

        Parágrafo único:  
        O homem confiará no homem
        como um menino confia em outro menino. 

Artigo V  
Fica decretado que os homens
estão livres do jugo da mentira.
Nunca mais será preciso usar
a couraça do silêncio
nem a armadura de palavras.
O homem se sentará à mesa
com seu olhar limpo
porque a verdade passará a ser servida
antes da sobremesa. 

Artigo VI  
Fica estabelecida, durante dez séculos,
a prática sonhada pelo profeta Isaías,
e o lobo e o cordeiro pastarão juntos
e a comida de ambos terá o mesmo gosto de aurora. 

Artigo VII  
Por decreto irrevogável fica estabelecido 
o reinado permanente da justiça e da claridade, 
e a alegria será uma bandeira generosa 
para sempre desfraldada na alma do povo. 

Artigo VIII   
Fica decretado que a maior dor
sempre foi e será sempre
não poder dar-se amor a quem se ama
e saber que é a água
que dá à planta o milagre da flor. 

Artigo IX  
Fica permitido que o pão de cada dia
tenha no homem o sinal de seu suor.  
Mas que sobretudo tenha 
sempre o quente sabor da ternura. 

Artigo X  
Fica permitido a qualquer  pessoa,
qualquer hora da vida,
uso do traje branco. 

Artigo XI  
Fica decretado, por definição,
que o homem é um animal que ama 
e que por isso é belo,
muito mais belo que a estrela da manhã. 

Artigo XII   
Decreta-se que nada será obrigado 
nem proibido,
tudo será permitido, 
inclusive brincar com os rinocerontes 
e caminhar pelas tardes 
com uma imensa begônia na lapela. 

        Parágrafo único: 
        Só uma coisa fica proibida:
        amar sem amor. 

Artigo XIII  
Fica decretado que o dinheiro
não poderá nunca mais comprar
o sol das manhãs vindouras.
Expulso do grande baú do medo,
o dinheiro se transformará em uma espada fraternal
para defender o direito de cantar
e a festa do dia que chegou. 

Artigo Final.   
Fica proibido o uso da palavra liberdade, 
a qual será suprimida dos dicionários 
e do pântano enganoso das bocas.
A partir deste instante
a liberdade será algo vivo e transparente
como um fogo ou um rio,
e a sua morada será sempre 
o coração do homem.

Este poema de Thiago de Mello foi declamado no plenário durante o Encontro Nacional do MFC em Curitiba, em julho de 1977, presente o delegado designado pelo governo para monitorar eventuais manifestações contrárias ao regime militar, conforme se apresentou aos responsáveis na abertura do evento, em vista do tema do Encontro: “Desenvolvimento, opção de fé”.


No ano que termina, houve êxitos reconhecidos do governo federal no cenário social, capitaneados pelo nível de empregos em nível elevado e o desempenho econômico modesto mas estável, em pleno cenário internacional de debacle de economias até então sólidas.
O que esperar no ano novo
Helio Amorim*
1.      
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O ponto de fervura do ano passado foi a campanha eleitoral em setembro que bateu na marca de 100 graus centígrados com muito vapor na atmosfera midiática e respingos quentes nas bases partidárias.
Os três candidatos líderes nas pesquisas disputaram com empenho feroz voto a voto e houve segundo turno. A democracia madura é excitante.
O cenário eleitoral se misturou a uma gigantesca tentativa de demolição da empresa-orgulho dos brasileiros. Uma catarata de denúncias de maracutaias petroleiras no coração do gigante tomou conta da mídia e cada cidadão brasileiro foi sendo entorpecido pelas manchetes graúdas e diárias dos veículos que dominam o cenário midiático do país.
O resultado superou o esperado, desmascarando e prendendo dezenas de executivos e funcionários da petroleira e das principais empresas fornecedoras de serviços e obras, responsáveis por sobrepreços nos contratos e prejuízo bilionário para a Petrobras. 
Já seria adequado considerar vitoriosa a mobilização política e judicial para recolocar a locomotiva nos trilhos. Doravante seria conveniente para o país deslocar o episódio para as páginas internas da mídia e esfriar o clima que gerou uma queda sem precedentes do valor da empresa e perdas substanciais para seus acionistas no país e no exterior. O desafio passa a ser a lenta recuperação, prejudicada pela queda da demanda e de preços do petróleo no mercado internacional.
Para o ano que começa, surgem ameaças previsíveis pela redução da atividade econômica no planeta com efeitos perniciosos sobre os países exportadores dependentes do mercado internacional. O esfriamento desse fluxo comercial afetará a economia brasileira, especialmente na exportação de minerais e produtos primários agrícolas e pecuários, com preços em baixa.
Estes setores têm demonstrado capacidade produtiva apreciável e competitiva, mesmo prejudicados por uma infraestrutura de transportes e logística insuficientes que exigirão investimentos substanciais nos próximos anos: rodovias, ferrovias, aquavias, portos - e menos burocracia aduaneira.
Para gerir essas “espadas de Dámocles” sobre nossas cabeças, o novo governo começará com atores inesperados. Na agricultura, uma liderança indiscutível do agronegócio, visada criticamente por bases conservadoras de apoio ao governo que sempre apostaram na agricultura tradicional ameaçada pelos pesados investimentos na mecanização das lavouras. Resulta a desocupação maciça de mão de obra nos cenários de trabalho agrícola. Um problema social mal resolvido.
Veremos como esse desafio será tratado neste quadriênio, com ministra combativa e políticas mal recebidas - até mesmo por lideranças religiosas que apelaram à presidente, frente a frente, em entrevista recente no Planalto, em defesa dos agricultores, pouco valorizados pelo governo.
Na outra mudança mais nevrálgica, a economia será regida por um expert de outra linha de economistas que “tem à frente a árdua missão de sanear as contas e recuperar a credibilidade do governo na economia”. Haverá choques inevitáveis com essa mudança de políticas e métodos, embora todas as alternativas, como bússolas, sempre apontem o norte.

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Outras mudanças significativas já provocam reações de partidos que se sentem mal servidos com essa postura de comando da presidente. Disputa por cargos é no mínimo indecente.
Loteamentos de ministérios e empresas públicas entre partidos são a causa mais comum da corrupção endêmica. É absurdo o número de cargos e funções gratificadas em cada ministério, empresa pública ou agência para atender a eleitores e familiares ávidos por empregos
folgados que duram quatro anos. Temos que estudar e debater com cuidado e prudência sobre limites razoáveis para esse carnaval de nomeações que explica a profusão de partidos fisiológicos, uma espécie de agências de empregos e negócios.
Mesmo com tantas dúvidas e inquietudes, sobra esperança para superar pessimismos: o povo brasileiro espera e merece um feliz ano novo. Assim seja!

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Arquidiocese de Curitiba tem novo arcebispo


O Papa Francisco comunicou a Nunciatura Apostólica do Brasil, que Don José Antonio Peruzzo é o novo Arcebispo Metropolitano da Arquidiocese de Curitiba.

Peruzzo era o responsável pela diocese de Palmas- Francisco Beltrão - PR. O novo líder da Igreja  Catolica da capital paranaense assumirá o seu novo posto no dia 19 de março.

Histórico

Dom José Antônio Peruzzo é natural de Cascavel (PR). Foi nomeado bispo de Palmas/Francisco Beltrão pelo papa Bento XVI, em 24 de agosto de 2005. Tem como lema episcopal “Fazei discípulos… Ensinai”. Possui mestrado e doutorado em Ciências Bíblicas pela Pontifícia Universidade de Santo Tomás de Aquino, em Roma. Atualmente, dom José Peruzzo exerce a função de bispo referencial da Pastoral da Pessoa Idosa da CNBB.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Agendas 2015

Amigos MFCistas,

Imformamos aos coordenadores de equipe-base que já estão disponíveis com a coordenação as agendas 2015 do Movimento Familiar Cristão.

Será destinada uma agenda para cada casal MFCista. Os interessados basta entrar em contato com coordenação do MFC Curitiba pelos telefones 99727253 (Helcio) ou 99914813 (Paulo Cezar)  para combinar a entrega.