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domingo, 25 de janeiro de 2015

Liturgia do 3º Domingo do Tempo Comum - 25/01/2015



 
3º DOMINGO DO TEMPO COMUM





PRIMEIRA LEITURA (Jn 3,1-5.10)


Leitura da Profecia de Jonas:
1A palavra do Senhor foi dirigida a Jonas, pela segunda vez:

2“Levanta-te e põe-te a caminho da grande cidade de Nínive e anuncia-lhe a mensagem que eu te vou confiar”.

3Jonas pôs-se a caminho de Nínive, conforme a ordem do Senhor. Ora, Nínive era uma cidade muito grande; eram necessários três dias para ser atravessada.

4Jonas entrou na cidade, percorrendo o caminho de um dia; pregava ao povo dizendo: “Ainda quarenta dias, e Nínive será destruída”.

5Os ninivitas acreditaram em Deus; aceitaram fazer jejum, e vestiram sacos, desde o superior ao inferior.

10Vendo Deus as suas obras de conversão e que os ninivitas se afastavam do mau caminho, compadeceu-se e suspendeu o mal que tinha ameaçado fazer-lhes, e não o fez.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!


RESPONSÓRIO (Sl 24)


— Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos,/ vossa verdade me oriente e me conduza!

— Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos,/ e fazei-me conhecer a vossa estrada!/ Vossa verdade me oriente e me conduza,/ porque sois o Deus da minha salvação.

— Recordai, Senhor meu Deus, vossa ternura/ e a vossa compaixão que são eternas!/ De mim lembrai-vos, porque sois misericórdia/ e sois bondade sem limites, ó Senhor!

— O Senhor é piedade e retidão,/ e reconduz ao bom caminho os pecadores./ Ele dirige os humildes na justiça,/ e aos pobres ele ensina o seu caminho.


SEGUNDA LEITURA (1Cor 7,29-31)


Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios:
29Eu digo, irmãos: o tempo está abreviado. Então que, doravante, os que têm mulher vivam como se não tivessem mulher; 30e os que choram, como se não chorassem, e os que estão alegres, como se não estivessem alegres; e os que fazem compras, como se não possuíssem coisa alguma; 31e os que usam do mundo, como se dele não estivessem gozando. Pois a figura deste mundo passa.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!


EVANGELHO (Mc 1,14-20)


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, † segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!

14Depois que João Batista foi preso, Jesus foi para a Galileia, pregando o Evangelho de Deus e dizendo: 15“O tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede no Evangelho!”

16E, passando à beira do mar da Galileia, Jesus viu Simão e André, seu irmão, que lançavam a rede ao mar, pois eram pescadores.

17Jesus lhes disse: “Segui-me e eu farei de vós pescadores de homens”.

18E eles, deixando imediatamente as redes, seguiram a Jesus.

19Caminhando mais um pouco, viu também Tiago e João, filhos de Zebedeu. Estavam na barca, consertando as redes;20e logo os chamou. Eles deixaram seu pai Zebedeu na barca com os empregados, e partiram, seguindo Jesus.

Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor!


HOMILIA
Dom Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília


Nos domingos do Tempo Comum, a cada ano, a Igreja proclama um dos três Evangelhos sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas). Neste ano, temos a oportunidade de ler e meditar, com a Igreja, o Evangelho segundo Marcos. O texto, hoje proclamado (Mc 1,14-20), nos apresenta os inícios da pregação de Jesus, anunciando a chegada do Reino. “O tempo já se completou!”.  Por isso, como resposta a essa boa nova, todos são chamados a crer e a converter-se. A fé e a conversão andam juntas. 

 Na primeira leitura, a brevidade do tempo é ressaltada, conforme a expressão “dentro de quarenta dias”, empregada por Jonas (Jn 1,4). O povo de Nínive, cidade que muitos consideravam condenada por seus pecados, se converte e faz penitência diante da pregação do profeta Jonas, obtendo, assim, o perdão de Deus. Nesta perspectiva de urgência, colocam-se também as palavras de São Paulo, afirmando que “o tempo está abreviado” (1Cor 7,29) , exortando ao desapego das coisas passageiras deste mundo.

Deus continua a olhar para o seu povo, hoje, com compaixão, esperando o arrependimento dos pecados e a conversão sincera. A recusa da conversão e do perdão de Deus continua a gerar a violência, a injustiça e a morte. Ao contrário, os que reconhecem seus pecados, buscam o perdão e se dispõem à conversão, fazem a experiência da vida nova dos discípulos de Cristo feita de amor, de alegria e de paz.

Os discípulos são os primeiros a acolher a boa nova, fazendo a experiência da conversão e da fé, dispondo-se a seguir a Cristo. No relato do chamado aos primeiros discípulos, Marcos destaca a iniciativa de Jesus, isto é, o discipulado como dom ofertado, como sinal da gratuidade do amor de Deus. É Jesus quem se dirige aos primeiros discípulos e os chama para segui-lo. A resposta dos discípulos ao chamado exprime aquilo que jamais poderá faltar aos discípulos de todos os tempos: a pronta disponibilidade. Eles deixaram “imediatamente” as redes para seguir Jesus. Tal disponibilidade brota da fé, que vai se iluminando e amadurecendo ao longo do caminho. A resposta à conversão, assumindo a condição de discípulo, deve ser motivada pelo reconhecimento de que Deus é “ternura, compaixão, misericórdia e bondade sem limites”, conforme o Salmo 24, hoje meditado.

A missão de anunciar o Evangelho continua na Igreja. Somos chamados a fazer a experiência do discipulado em comunidade. A Igreja necessita de discípulos em comunhão, com o coração missionário, capaz de levar a todos, especialmente aos que mais sofrem, a boa nova da chegada do Reino.


ORAÇÃO

                             
Deus eterno e todo-poderoso, dirigi a nossa vida segundo o vosso amor, para que possamos, em nome do vosso Filho, frutificar em boas obras. Amém!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Carnaval, festa e Religião

Maria Clara Lucchetti Bingemer
Maria Clara Lucchetti Bingemer

 É parte constitutiva da identidade do ser humano o elemento da festa.  A festa interrompe o tempo cotidiano e introduz a diferença do ritual e da celebração, a fim de marcar uma ocasião especial em que é preciso deixar a rotina e voltar os olhos para o extraordinário que irrompe no tempo cronológico.

Todas as festas são eventos pelos quais se entra em ?outra? ordem de coisas, onde a fantasia, a imaginação e o desejo tomam lugar.  Festejar, portanto, é reafirmar nossa condição de ser humano, é sublinhar o fato de que não somos guiados apenas pelos instintos e pelo kronos que implacavelmente passa.  Festejar é demonstrar que temos algum senhorio sobre o tempo, transfigurando-o com o rito da comemoração e da celebração.

Em tempo de preparação e espera do carnaval, as reflexões acima se aplicariam a essa festa. Somos instigados a refletir sobre o sentido e o objetivo da música e da dança, dos espetáculos cheios de luzes e cofres, dos corpos desnudados e fantasiados em desfile, do samba na rua, de tudo isso que compõe os três dias que o povo espera com sofreguidão. Torna-se isto ainda mais importante no Brasil país onde o carnaval ocupa lugar central no imaginário do povo. Chamado com justeza país do Carnaval, o Brasil parece que entra em câmara lenta no Ano Novo para só recuperar seu ritmo e dinamismo depois dos festejos momescos.

Efetivamente, a maioria daqueles e daquelas que ?brincam?o Carnaval conhecem pouco ou nada do seu sentido mais profundo. A primeira dimensão dos folguedos carnavalescos tem a ver com um tempo religioso, cósmico e sagrado, onde a Transcendência mesma é que irrompe e transfigura o kronos.  O antropólogo Roberto da Matta nos chama a atenção em seu conhecido livro ?Carnavais, malandros e heróis? para o fato de que o carnaval fica suspenso entre o Advento (tempo ligado ao nascimento de Cristo que é celebrado no Natal) e os 40 dias da Quaresma, esse período de penitência e mortificação que visa a conversão (metanoia), o qual culmina com a  celebração dos mistérios da paixão,  morte e  ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.

De fato, é como se todo o ritual carnavalesco, tão apaixonadamente preparado e vivido pelo povo e que tantos milhões rende aos bolsos dos donos das festas e desfiles só deixasse brilhar seu verdadeiro sentido quando o silêncio da Quarta feira de cinzas se faz, com seu ritual das cinzas aplicadas em cruz sobre a testa dos penitentes acompanhado das palavras: Convertei-vos e crede no Evangelho. A quarta feira onde tudo se acaba proclama sua morte, que se encontra, agora, assumida pela disciplina da Quaresma que substitui os folguedos e a descontração carnavalesca.

O carnaval, portanto, não tem rosto próprio, já que sua identidade lhe é dada por um outro tempo e uma outra ordem de coisas e de sentido. Figura ele ? ainda seguindo a Roberto da Matta - como um momento sem nome ou vez, escondido que está nas dobras de um calendário sagrado. Situado entre o nascimento e a paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo, a festa que é o reinado de Momo é efêmera como as alegrias e gozos imediatos.  Ela como que assume e resume simbolicamente os momentos crísticos do Natal e da Páscoa, e a numerologia cristã dos três dias de que fala o Novo Testamento. O carnaval em si mesmo, portanto, é um evento relativo.  Com todo o brilho e o ruído que atraem todos os focos de atenção, na verdade está simplesmente resumindo algo de fulgor bem maior e duradouro: os três dias de folia se referem e encontram significação no mistério cristão, já que a festa carnavalesca  nasce, agoniza e morre em três dias.

Sendo um evento sincrônico, repetitivo, prenhe de conteúdos cognitivos e afetivos, o Carnaval tornou-se e passou a ser um tempo social importante, fortemente ligado à experiência vital de uma sociedade, muito especialmente da sociedade brasileira.  .

Em uma leitura informada pela fé, porém, e mesmo aos olhos das Ciências Sociais, o Carnaval só pode ser compreendido no contexto da visão de mundo cristã. Carnaval e Quaresma ? no calendário cristão que rege o mundo após a queda do Império Romano - opõem-se no ciclo anual por seus conteúdos sociais e religiosos implicando comportamentos individuais e coletivos opostos. Porém na verdade, encontram seu ponto luminoso e iluminador na mesma pessoa de Jesus Cristo, Sol que nunca se apaga, Vivente por excelência, sobre quem a efemeridade das coisas e a corrupção da morte não têm poder.

*Maria Clara Lucchetti Bingemer é Teóloga e professora do Departamento de Teologia e Ciências Humanas da PUC-Rio, é autora de vários livros como 'Um rosto para Deus' (Editora Paulus) e 'O mistério e o mundo ? Paixão por Deus em tempo de descrença' (Editora Rocco).

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Correio MFC Brasil


Tanto no casamento como na família ou no trabalho, é comum que as pessoas vivam desencontros ou desentendimentos e, ainda, experimentem contradições dentro de si mesmas, ou com grupos da sociedade. A estas experiências costumamos dar o nome de conflitos.
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Desentendimentos & Conflitos
Deonira L. Viganó La Rosa
Terapeuta de Casal e de Família. Mestre em Psicologia.
O conflito é normal. É neutro. Faz parte de qualquer sistema vivo que cresce e se desenvolve. Ora, a família também é um sistema formado por pai-mãe, filhos, irmãos, avós, sobrinhos... inserido em outro sistema – a sociedade. Da interação entre os membros dentro da família e destes com os grupos fora da família resultam mudanças. Aqueles que mudam vão pressionar os que ainda não mudaram.
Estes vão reagir para conservar-se como estão. Então, surgem forças contrárias: ação-reação. Surgem os conflitos. E quanto mais diversidade, mais conflitos.

casal-sem-crise-não-destrua-a-paz-do-seu-relacionamento
Negação do conflito
Negar o conflito é viver fora da realidade, não encarar os fatos, idealizar a própria vida. É desejar a unanimidade e negar as diferenças. É não permitir a mudança, a evolução. É manter a ordem estabelecida por medo do desconhecido.
Negar o conflito pode indicar que uma das personalidades está se anulando frente à outra, ou uma é dominadora, não permitindo a discordância. É uma maneira de defender-se do questionamento dos outros.
É como ter a paz dos cemitérios, onde não há vida e crescimento, não existe o tempo.
Conflitos trazem vantagens ou desvantagens dependendo de como são administrados.
Como vantagens, podemos dizer que as oposições ajudam a construir a identidade; colaboram para que a pessoa perceba que não é dona da verdade, ajudam-na a reconhecer que o outro é diferente e não é feito de massa de modelar. Oportunizam examinar a própria imagem, assim como o outro a vê. Permitem revelar a face escondida, sobretudo permitem a evolução, o crescimento, a mudança. O outro não poderia revelar-se como é se não houvesse afrontamento e não poderíamos conhecê-lo.
Conflitos mal resolvidos podem levar à fadiga e provocar separação. A violência é um risco: uma das pessoas reage de maneira desmedida e usa todo tipo de palavra violenta e até a violência física. A recusa ao diálogo afasta as pessoas em conflito.
Casal-sem-Crise-Cumplicidade-no-Casamento
Resolver os conflitos
A capacidade de resolver os conflitos é uma capacidade social essencial para a construção da paz e para poder levar uma vida útil, caracterizada por relações sinceras e solidárias.
A prática da tolerância é fundamental. É preciso conhecer e usar alternativas de solução para enfrentar os conflitos. Libertar-se do paradigma ganhar-perder e fortalecer o paradigma cooperar. Controlar as próprias emoções.
Certos comportamentos aguçam ou amenizam os conflitos
Culpar o outro e lembrar seus erros do passado; comandar; ameaçar, assustar; desvalorizar, desconfirmar; guardar ressentimento; ter baixa autoestima; sentir-se ameaçado pelo diferente e inusitado, são comportamentos que aguçam conflitos.
Perguntar-se: o que nos afasta? O que nos aproxima?
Ao invés de gritar, falar o que se sente e ouvir as necessidades do outro; não tentar fazer o outro entender do jeito que você entende; falar sem culpar; não demonstrar desprezo; não fazer chantagem; não interromper o outro e nem discutir em lugares públicos, são posturas recomendadas para que o conflito se torne um aliado e não um acelerador de rompimentos.


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As várias causas e formas atuais de escravidão
Extraído da Mensagem do papa Francisco para a Jornada Mundial da Paz
Sendo o homem um ser relacional, destinado a realizar-se no contexto de relações interpessoais inspiradas pela justiça e a caridade, é fundamental para o seu desenvolvimento que sejam reconhecidas e respeitadas a sua dignidade, liberdade e autonomia.Infelizmente, o flagelo generalizado da exploração do homem pelo homem fere gravemente a vida de comunhão e a vocação a tecer relações interpessoais marcadas pelo respeito, a justiça e a caridade.
Tal fenômeno abominável, que leva a espezinhar os direitos fundamentais do outro e a aniquilar a sua liberdade e dignidade, assume múltiplas formas sobre as quais desejo deter-me, brevemente, para que, à luz da Palavra de Deus, possamos considerar todos os homens, «já não escravos, mas irmãos».
Hoje como ontem, na raiz da escravatura, está uma concepção da pessoa humana que admite a possibilidade de a tratar como um objeto. Quando o pecado corrompe o coração do homem e o afasta do seu Criador e dos seus semelhantes, estes deixam de ser sentidos como seres de igual dignidade, como irmãos e irmãs em humanidade, passando a ser vistos como objetos. Com a força, o engano, a coação física ou psicológica, a pessoa humana – criada à imagem e semelhança de Deus – é privada da liberdade, mercantilizada, reduzida a propriedade de alguém; é tratada como meio, e não como fim.

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Juntamente com esta causa ontológica – a rejeição da humanidade no outro –, há outras causas que concorrem para se explicar as formas atuais de escravatura. Entre elas, penso em primeiro lugar na pobreza, no subdesenvolvimento e na exclusão, especialmente quando os três se aliam com a falta de acesso à educação ou com uma realidade caracterizada por escassas, se não mesmo inexistentes, oportunidades de emprego.
Não raro, as vítimas de tráfico e servidão são pessoas que procuravam uma forma de sair da condição de pobreza extrema e, dando crédito a falsas promessas de trabalho, caíram nas mãos das redes criminosas que gerem o tráfico de seres humanos. Estas redes utilizam habilmente as tecnologias informáticas modernas para atrair jovens e adolescentes de todos os cantos do mundo.
Entre as causas da escravatura, deve ser incluída também a corrupção daqueles que, para enriquecer, estão dispostos a tudo. Na realidade, a servidão e o tráfico das pessoas humanas requerem uma cumplicidade que muitas vezes
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passa através da corrupção dos intermediários, de alguns membros das forças da polícia, de outros atores do Estado ou de variadas instituições, civis e militares.
«Isto acontece quando, no centro de um sistema económico, está o deus dinheiro, e não o homem, a pessoa humana.
Sim, no centro de cada sistema social ou económico, deve estar a pessoa, imagem de Deus, criada para que fosse o dominador do universo.
Quando a pessoa é deslocada e chega o deus dinheiro, dá-se esta inversão de valores».


As expressões da sexualidade são formas múltiplas de comunicação e linguagem do amor conjugal. Certos aspectos físicos e psicológicos dessas expressões da sexualidade não podem ser desprezados. São, mesmo, capazes de influir sobre o dinamismo das relações afetivas, que se vai desenvolvendo ao longo da vida conjugal.
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O diálogo da sexualidade
Helio Amorim*
Muitos casais não têm conseguido viver, em toda a sua amplitude, a ale­gria transbordante que poderiam en­contrar em suas relações sexuais. O amor que procuram exprimir não foi capaz de resolver algumas dificul­dades, muitas vezes nem identificadas com nitidez. Talvez nunca tenham chegado a se conhecer o suficiente para compreen­der e aceitar as peculiaridades psicoló­gicas do outro e as características de sua sexualidade.
Porque estas coisas são muito pes­soais e não obedecem a modelos, esse conhecimento profundo do outro é essencial. Às vezes, as diferenças de educação e as cargas hereditárias — com seus preconceitos e condicionamentos — criaram barreiras e bloqueios mais for­tes do que a boa vontade de vencê-los.
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Ou, quem sabe, mentalidades diferentes os levem a interpretar muitas vezes de modo errôneo, o sentido e o simbolismo dos gestos, das atitudes e dos comportamentos do outro, no ato sexual ou na sua preparação.
Por isso, a importância do diálogo do casal, para expressões mais perfei­tas da sexualidade. Um diálogo tranquilo e descontraí­do, aberto e sincero, levaria à supera­ção progressiva dessas dificuldades. Na medida em que ambos se revelassem mutuamente, com naturalidade, seus anseios ou frustrações, alegrias ou de­cepções. O silêncio conformista e o mutismo amargo são imperdoáveis, nessas situa­ções de desencontros sexuais.
Muitos que viveram essa alegria, em plenitude, numa fase gratificante de suas vidas, se perguntam hoje, perple­xos, o que lhes terá acontecido, tantas são as dificuldades que encontram para restabelecer a harmonia abalada ou perdida.
Talvez descubram que deixaram suas relações amorosas se desgastarem pela rotina, pelo cansaço dos gestos repetidos e pela falta de atenção. Ou por excesso de preocupações e pela dispersão de suas vidas entre tan­tos compromissos sociais e profissio­nais que não souberam dosar ou hierarquizar.
Mas, vamos reconhecer: as pressões que se exercem sobre o homem e a mulher são muito poderosas! Essas pressões podem condicionar o homem, por exemplo, a viver uma se­xualidade empobrecida, que reduz o ato sexual a uma fria e apressada rela­ção, comandada, precipitadamente, pelo simples mecanismo dos sentidos e desligada de qualquer conteúdo afetivo.
Não se sentindo envolvida por um clima densamente amoroso, a esposa se sente manipulada, reduzida a simples objeto sexual! E se mantém desinteressada e distante. Não é capaz de viver intensamente a sua sexualidade sem conexão com a sua vida afetiva.
Por isso, espera dele uma prolonga­da preparação psicológica e espiritual, marcada pela ternura e pelos gestos que exprimem afeto e dedicação. E cujo clímax natural será a expressão física sexual do amor conjugal.
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Estas e tantas outras possibilidades de desencontros, são fruto de pressões psicológicas, sociais e condicionamentos culturais que dificultam a construção de um autêntico encontro interpessoal. Suas causas devem ser identificadas e analisadas, com humildade, pelos que desejam, sinceramente, manter ou reconstruir o entusiasmo de viver e a alegria de estarem juntos.
Naturalmente, o diálogo é um grande instrumen­to nesta busca, talvez desgastado pela rotina da convivência, portanto imperioso resgatá-lo para recuperar esse entusiasmo do começo. Nunca é tarde para recomeços...

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Papa reúne 7 milhões de fiéis nas Filipinas





“A família deve ser protegida contra ataques insidiosos e programas contrários à verdade”, pediu o papa Francisco durante missa de encerramento de sua visita pastoral às Filipinas. A concentração ocorreu no Rizal Park, em Manila, no domingo, 18.

De acordo com dados da organização, a cerimônia reuniu o maior número de participantes da história, desde a visita de São João Paulo II, em 1995, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude (JMJ). Quase 7 milhões de peregrinos participaram da missa campal.

Em sua homilia, Francisco pediu a multidão de fiéis que sejam promotores do Evangelho no país e na Ásia, “para que a beleza do mundo criado por Deus não seja marcada por injustiças, corrupção e abusos”.

Dois jovens, uma menina e um menino, saudaram o papa com mensagem. No momento em que lia o texto, a jovem ficou emocionado e não conteve as lágrimas. Francisco abraçou a menina e agradeceu pelo seu testemunho. Deixando de lado o discurso que tinha preparado, o papa justificou: “A realidade que vocês apresentaram é superior a todas as respostas que eu tinha preparado”


Agradecimentos

Durante cerimônia de despedida oficial na Base Aérea de Villamor, o cardeal Luis Antonio Tagle, arcebispo de Manila, acompanhou o papa Francisco durante toda a viagem, agradeceu a visita pastoral do pontífice.

"Os meninos da rua, os órfãos, os sem-teto, os empregados, os agricultores, os pescadores, os doentes, os idosos esquecidos, as famílias de pessoas desaparecidas, todos lhe querem dizer ‘obrigado Santo Padre!’, disse o cardeal.

O cardeal Tagle também expressou o reconhecimento dos trabalhadores filipinos, os sobreviventes de desastres, daqueles que não são católicos e de todos os promotores de paz que foram tocados pela visita.

O papa embarcou para Roma no início da manhã de hoje, 19. Deve chegar ao Vaticano por volta das 14h40 (horário de Brasília). Nesta semana, Francisco prosseguirá com atividades previstas. Na quarta-feira, 21, participa da audiência geral.

Leia a íntegra da homilia do papa Francisco:

«Um menino nasceu para nós, um filho nos foi dado» (Is 9, 5).

Sinto uma alegria particular por celebrar convosco o domingo do «Santo Niño». A imagem do Santo Menino Jesus acompanhou a difusão do Evangelho neste país desde o início. Vestido com os trajes reais, coroado e ornado com o ceptro, o globo e a cruz, recorda-nos continuamente a ligação entre o Reino de Deus e o mistério da infância espiritual. Disto mesmo nos fala Ele no Evangelho de hoje: «Quem não receber o Reino de Deus como um pequenino, não entrará nele» (Mc 10, 15). O «Santo Niño» continua a anunciar-nos que a luz da graça de Deus brilhou sobre um mundo que habitava nas trevas, trazendo a Boa-Nova da nossa libertação da escravidão e guiando-nos pela senda da paz, do direito e da justiça. Além disso, recorda-nos que fomos chamados para espalhar o Reino de Cristo no mundo.

Ao longo da minha visita, ouvi-vos cantar: «Somos todos filhos de Deus». Isto é o que o «Santo Niño» nos vem dizer. Recorda-nos a nossa identidade mais profunda. Todos nós somos filhos de Deus, membros da família de Deus. São Paulo disse-nos hoje que, em Cristo, nos tornamos filhos adotivos de Deus, irmãos e irmãs em Cristo. Isto é o que nós somos. Esta é a nossa identidade. Vimos uma belíssima expressão disto, quando os filipinos se uniram em torno dos nossos irmãos e irmãs atingidos pelo tufão.

O Apóstolo diz-nos que fomos abundantemente abençoados porque Deus nos escolheu: «no alto do Céu [Ele] nos abençoou com toda a espécie de bênçãos espirituais em Cristo» (Ef 1, 3). Estas palavras têm uma ressonância especial nas Filipinas, porque é o maior país católico na Ásia. E isto é já um dom especial de Deus, uma bênção; mas é também uma vocação: os filipinos estão chamados a ser exímios missionários da fé na Ásia.

Deus escolheu-nos e abençoou-nos com uma finalidade: ser santos e irrepreensíveis na sua presença (cf. Ef 1, 4). Escolheu cada um de nós para ser testemunha, neste mundo, da sua verdade e da sua justiça. Criou o mundo como um jardim esplêndido e pediu-nos para cuidar dele. Todavia, com o pecado, o homem desfigurou aquela beleza natural; pelo pecado, o homem destruiu também a unidade e a beleza da nossa família humana, criando estruturas sociais que perpetuam a pobreza, a ignorância e a corrupção.

Às vezes, vendo os problemas, as dificuldades e as injustiças, somos tentados a desistir. Quase parece que as promessas do Evangelho não são realizáveis, são irreais. Mas a Bíblia diz-nos que a grande ameaça ao plano de Deus a nosso respeito é, e sempre foi, a mentira. O diabo é o pai da mentira. Muitas vezes, ele esconde as suas insídias por detrás da aparência da sofisticação, do fascínio de ser «moderno», de ser «como todos os outros». Distrai-nos com a miragem de prazeres efémeros e passatempos superficiais. Desta forma, desperdiçamos os dons recebidos de Deus, entretendo-nos com apetrechos fúteis; gastamos o nosso dinheiro em jogos de azar e na bebida; fechamo-nos em nós mesmos. Esquecemos de nos centrar nas coisas que realmente contam. Esquecemo-nos de permanecer interiormente como crianças. Na realidade, estas – como nos ensina o Senhor – têm uma sabedoria própria, que não é a sabedoria do mundo. É por isso que a mensagem do «Santo Niño» é tão importante. Fala profundamente a cada um de nós; recorda-nos a nossa identidade mais profunda, aquilo que somos chamados a ser como família de Deus.

O «Santo Niño» recorda-nos também que esta identidade deve ser protegida. Cristo Menino é o protetor deste grande país. Quando Ele veio ao nosso mundo, a sua própria vida esteve ameaçada por um rei corrupto. O próprio Jesus viu-Se na necessidade de ser protegido. Ele teve um protector na terra: São José. Teve uma família aqui na terra: a Sagrada Família de Nazaré. Desta forma, recorda-nos a importância de proteger as nossas famílias e a família mais ampla que é a Igreja, a família de Deus, e o mundo, a nossa família humana. Hoje, infelizmente, a família tem necessidade de ser protegida de ataques insidiosos e programas contrários a tudo o que nós consideramos de mais verdadeiro e sagrado, tudo o que há de mais nobre e belo na nossa cultura.

No Evangelho, Jesus acolhe as crianças, abraça-as e abençoa-as. Também nós temos o dever de proteger, guiar e encorajar os nossos jovens, ajudando-os a construir uma sociedade digna do seu grande patrimônio espiritual e cultural. Especificamente, temos necessidade de ver cada criança como um dom que deve ser acolhido, amado e protegido. E devemos cuidar dos jovens, não permitindo que lhes seja roubada a esperança e sejam condenados a viver pela estrada.

Uma criança frágil trouxe ao mundo a bondade de Deus, a misericórdia e a justiça. Resistiu à desonestidade e à corrupção, que são a herança do pecado, e triunfou sobre elas com o poder da cruz. Agora, no final da minha visita às Filipinas, entrego-vos a Jesus que veio estar entre nós como criança. Que Ele torne todo o amado povo deste país capaz de trabalhar unido, de se proteger mutuamente a começar pelas vossas famílias e comunidades, na construção dum mundo de justiça, integridade e paz. O «Santo Niño» continue a abençoar as Filipinas e a sustentar os cristãos desta grande nação na sua vocação de ser testemunhas e missionários da alegria do Evangelho, na Ásia e no mundo inteiro.

Por favor, rezai por mim. Deus vos abençoe a todos!

PAPA FRANCISCO

CNBB com informações e fotos da Rádio Vaticano.

domingo, 18 de janeiro de 2015

Liturgia Dominical - 2º Domingo do Tempo Comum



 
2º DOMINGO DO TEMPO COMUM





PRIMEIRA LEITURA (1Sm 3,3b-10.19)


Leitura do Primeiro Livro de Samuel:
Naqueles dias, 3bSamuel estava dormindo no templo do Senhor, onde se encontrava a arca de Deus.

4Então o Senhor chamou: “Samuel, Samuel!” Ele respondeu: “Estou aqui”.

5E correu para junto de Eli e disse: “Tu me chamaste, aqui estou”. Eli respondeu: “Eu não te chamei. Volta a dormir!” E ele foi deitar-se.

6O Senhor chamou de novo: “Samuel, Samuel!” E Samuel levantou-se, foi ter com Eli e disse: “Tu me chamaste, aqui estou”. Ele respondeu: “Não te chamei, meu filho. Volta a dormir!”

7Samuel ainda não conhecia o Senhor, pois, até então, a palavra do Senhor não se lhe tinha manifestado.

8O Senhor chamou pela terceira vez: “Samuel, Samuel!” Ele levantou-se, foi para junto de Eli e disse: “Tu me chamaste, aqui estou”. Eli compreendeu que era o Senhor que estava chamando o menino. 9Então disse a Samuel: “Volta a deitar-te e, se alguém te chamar, responderás: ‘Senhor, fala, que teu servo escuta!’” E Samuel voltou ao seu lugar para dormir.

10O Senhor veio, pôs-se junto dele e chamou-o como das outras vezes: “Samuel, Samuel!” E ele respondeu: “Fala, que teu servo escuta”.

19Samuel crescia, e o Senhor estava com ele. E não deixava cair por terra nenhuma de suas palavras.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!


RESPONSÓRIO (Sl 39)


— Eu disse: Eis que venho, Senhor!/ Com prazer faço a vossa vontade.

— Esperando, esperei no Senhor,/ e, inclinando-se, ouviu meu clamor./ Canto novo ele pôs em meus lábios,/ um poema em louvor ao Senhor.

— Sacrifício e oblação não quisestes,/ mas abristes, Senhor, meus ouvidos;/ não pedistes ofertas nem vítimas,/ holocaustos por nossos pecados.

— E então eu vos disse: Eis que venho!/ Sobre mim está escrito no livro: Com prazer faço a vossa vontade,/ guardo em meu coração vossa lei!

— Boas-novas de vossa justiça/ anunciarei numa grande assembleia;/ vós sabeis: não fechei os meus lábios!


SEGUNDA LEITURA (1Cor 6,13c-15a.17-20)


Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios:
Irmãos: 13cO corpo não é para a imoralidade, mas para o Senhor, e o Senhor é para o corpo; 14e Deus, que ressuscitou o Senhor, nos ressuscitará também a nós, pelo seu poder.15aPorventura ignorais que vossos corpos são membros de Cristo?

17Quem adere ao Senhor torna-se com ele um só espírito.

18Fugi da imoralidade. Em geral, qualquer pecado que uma pessoa venha a cometer fica fora do seu corpo. Mas o fornicador peca contra seu próprio corpo. 19Ou ignorais que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que mora em vós e que vos é dado por Deus? E, portanto, ignorais também que vós não pertenceis a vós mesmos?

20De fato, fostes comprados, e por preço muito alto. Então, glorificai a Deus com o vosso corpo.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!


EVANGELHO (Jo 1,35-42)


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, † segundo João.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 35João estava de novo com dois de seus discípulos 36e, vendo Jesus passar, disse: Eis o Cordeiro de Deus!

37Ouvindo essas palavras, os dois discípulos seguiram Jesus.

38Voltando-se para eles e vendo que o estavam seguindo, Jesus perguntou: O que estais procurando? Eles disseram: Rabi (que quer dizer: Mestre), onde moras?

39Jesus respondeu: Vinde ver. Foram pois ver onde ele morava e, nesse dia, permaneceram com ele. Era por volta das quatro da tarde.

40André, irmão de Simão Pedro, era um dos dois que ouviram a palavra de João e seguiram Jesus. 41Ele foi encontrar primeiro seu irmão Simão e lhe disse: Encontramos o Messias (que quer dizer: Cristo).

42Então André conduziu Simão a Jesus. Jesus olhou bem para ele e disse: Tu és Simão, filho de João; tu serás chamado Cefas (que quer dizer: Pedra)

Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor!


HOMILIA
Dom Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília


No dia seguinte à festa do Batismo do Senhor, celebrada no último domingo, teve início o Tempo Comum, caracterizado pela cor litúrgica verde.  Por isso, celebra-se hoje a liturgia do 2º Domingo deste novo tempo litúrgico. A denominação Tempo Comum não implica em menor importância, mas ao fato de se tomar o conjunto da pregação e das ações de Jesus, ao invés de se deter num aspecto específico do mistério de Cristo, como nos outros tempos litúrgicos.

O Evangelho nos chama a seguir a Cristo, imitando os seus primeiros discípulos. Eles aceitaram o testemunho de João Batista e se dispuseram a seguir a Jesus, ‘o Cordeiro de Deus’, respondendo sim ao convite: ‘Vinde e vede’ (Jo 1,35-42). O discípulo se dispõe a caminhar, a dar passos (vinde), com a visão da fé (vede). O ver do discípulo pressupõe o olhar da fé. Estar com Jesus e permanecer com Ele é a atitude fundamental do discípulo. Contudo, quem tem a graça de seguir a Cristo partilha com os outros o dom do encontro com Jesus e a vida nova que Ele nos traz, como fez André. Ele conta a sua experiência ao seu irmão Simão Pedro, conduzindo-o a Jesus. Um irmão ajuda o outro a seguir a Cristo. Isso nos faz pensar na importância do testemunho cristão, a começar da própria família. Necessitamos hoje de discípulos missionários de Jesus Cristo dispostos a viver o Evangelho nos diversos ambientes e situações da sociedade. Ao seguir a Cristo, o discípulo tem a sua vida transformada, conforme nos mostra o Evangelho, referindo-se a mudança do nome de ‘Simão’ para Pedro, indicando a transformação radical por ele vivida, que o tornou o grande apóstolo capaz de dar a vida por Jesus.

Na segunda leitura (1Cor 6,13-20), S. Paulo destaca a vida nova em Cristo, a ser vivida na pureza, convidando-nos a glorificar a Deus em tudo o que somos e fazemos. ‘Glorificai a Deus em vosso corpo’, afirma o apostolo aos coríntios. A vida toda do discípulo de Cristo, todo o seu agir, deve ser um grande louvor a Deus. Não se louva a Deus apenas com a alma ou somente pela oração. O viver do discípulo no dia a dia deve prolongar a sua oração e testemunhar a fé que celebra.

Na raiz do discipulado está a atitude resumida pelo Salmo 39: ‘Eis que venho, Senhor! Com prazer, faço a vossa vontade’. Esta palavra realizada plenamente por Jesus se atualiza na vida dos seus discípulos, tendo sido vivida também por tantos profetas. Assim como Samuel, possamos dizer, a cada dia: ‘Fala, Senhor, que o teu servo escuta’ (1Sm 3,18). Neste novo ano, possamos cultivar sempre essa atitude de escuta e discipulado!

ORAÇÃO

                             
Deus eterno e todo-poderoso, que governais o céu e a terra, escutai com bondade as preces do vosso povo e dai ao nosso tempo a vossa paz. Amém!