Contato

Ajude-nos a atualizar este espaço. Mande as suas sugestões para luiz.monteiro@mfccuritiba.com.br

domingo, 18 de setembro de 2011

RESULTADO DA RIFA DO NOTEBOOK

CONFORME A CENTENA DO PRIMEIRO PREMIO DA LOTERIA FEDERAL DO DIA 17/09/2011
O NÚMERO SORTEADO FOI O  514
A FELIZ GANHADORA FOI A NOSSA COORDENADORA DO MFC NACIONAL
ISMARI
PARABÉNS........

LITURGIA DO 25º DOMINGO DO TEMPO COMUM - 18/09/2011




SEM INVEJA, ALEGREMO-NOS COM A ALEGRIA DOS IRMÃOS!
Nós sempre nos consideramos melhores e mais merecedores do bem que os demais. Deus não olha nossos méritos. Trata a todos nós, levado unicamente por sua bondade. E Deus anseia que esse seu caminho ou jeito de agir seja sempre mais também o nosso. Na Palavra e na Eucaristia, acolhamos sempre mais essa bondade gratuita de Deus!

25º DOMINGO DO TEMPO COMUM
1ª Leitura: Isaías 55, 6-9
Salmo:  144
2ª Leitura: Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Filipenses 1, 20c-24.27a
Evangelho: Mateus 20, 1-16a
  
EVANGELHO – MATEUS 20, 1-16a
Com efeito, o Reino dos céus é semelhante a um pai de família que saiu ao romper da manhã, a fim de contratar operários para sua vinha.       
Ajustou com eles um denário por dia e enviou-os para sua vinha.
Cerca da terceira hora, saiu ainda e viu alguns que estavam na praça sem fazer nada.         
Disse-lhes ele: - Ide também vós para minha vinha e vos darei o justo salário.  
Eles foram. À sexta hora saiu de novo e igualmente pela nona hora, e fez o mesmo.  
Finalmente, pela undécima hora, encontrou ainda outros na praça e perguntou-lhes: - Por que estais todo o dia sem fazer nada?         
Eles responderam: - É porque ninguém nos contratou. Disse-lhes ele, então: - Ide vós também para minha vinha.           
Ao cair da tarde, o senhor da vinha disse a seu feitor: - Chama os operários e paga-lhes, começando pelos últimos até os primeiros.    
Vieram aqueles da undécima hora e receberam cada qual um denário.  
Chegando por sua vez os primeiros, julgavam que haviam de receber mais. Mas só receberam cada qual um denário.    
Ao receberem, murmuravam contra o pai de família, dizendo:        
- Os últimos só trabalharam uma hora... e deste-lhes tanto como a nós, que suportamos o peso do dia e do calor.       
O senhor, porém, observou a um deles: - Meu amigo, não te faço injustiça. Não contrataste comigo um denário?       
Toma o que é teu e vai-te. Eu quero dar a este último tanto quanto a ti.   
Ou não me é permitido fazer dos meus bens o que me apraz? Porventura vês com maus olhos que eu seja bom?    
Assim, pois, os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos. (Muitos serão os chamados, mas poucos os escolhidos).        

Palavra da Salvação – Glória a vós, Senhor.

HOMILIA –  Dom Henrique Soares da Costa
TRABALHADORES DE ÚLTIMA HORA.

Tomemos como norte de nossa meditação da Palavra que o Senhor nos dirige neste domingo a leitura primeira desta liturgia sagrada, retirada da profecia de Isaías. O profeta convida-nos, dirigi-nos um apelo para que busquemos o Senhor, o invoquemos, voltemos para ele. Eis aqui, caríssimos, um grito tão necessário nesses tempos do homem cheio de si, preocupado consigo, embriagado pelos seus próprios feitos e tão confiado em suas próprias idéias! O profeta grita-nos, quase que nos prevenindo, ameaçando-nos: “Buscai o Senhor; invocai-o! Que volte para o Senhor!”

Mas, isso significa ter a coragem de sair de si mesmo para abraçar os pensamentos e caminhos do Senhor. Pensem bem, caríssimos, que felicidade, que graça: abraçar os desígnios de Deus, entrar no seu projeto, viver a sua proposta! Pensem bem: não seria isso a sabedoria plena, a felicidade verdadeira da humanidade e do mundo? E, no entanto, isso não é possível sem um doloroso e generoso processo de conversão. Porque, infelizmente, os pensamentos do Senhor não são os nossos e os nossos caminhos não são os do Senhor! Que triste desacordo, que desencontro danado! Escutem: “Meus pensamentos não são como os vossos pensamentos, e vossos caminhos não são como os meus caminhos, diz o Senhor!” Isto não é brincadeira: o homem sozinho não pensa como Deus, não caminha no caminho de Deus: nem na ONU nem na Casa Branca nem no Palácio do Planalto nem no Congresso nem mesmo no nosso coração! Somente a conversão pode nos elevar ao pensamento de Deus e fazer com que nossos caminhos sejam os dele: “Abandone o ímpio seu caminho e o homem injusto, suas maquinações; volte para o Senhor!” Voltar para o Senhor! Volte, ó homem do século XXI, para o Senhor! Deixe sua auto-suficiência, seu cinismo, deixe sua ilusão de pensar que sabe tudo, que é maduro o bastante para prescindir de Deus! “Buscai o Senhor, enquanto pode ser achado; invocai-o, enquanto está perto; volte para o Senhor, que terá piedade, volte para o nosso Deus, que é generoso no perdão!”.

O Senhor nos procura, como o dono da vinha do Evangelho de hoje – e procura-nos com insistência: sai de madrugada à nossa procura, porque o amor tem pressa, o amor anseia encontrar a pessoa amada. E, como o amor é insistente, o Senhor vem sempre, a cada momento, em cada ocasião, sempre à nossa procura: pelas nove, ao meio-dia, pelas três... e até mesmo às cinco da tarde, quando o sol já se esconde, o Senhor vem novamente! Sempre é tempo de conversão, sempre é tempo de voltar para o Senhor! Aí, então, experimentaremos que tudo é graça, que o pensamento de Deus para nós é amor que não é mesquinho, que sabe tratar a todos com generosidade, fazendo primeiro no seu Reino aquele que tem coragem de crer no amor, de ir ao encontro do Senhor mesmo que seja a última hora! Ó mundo, ó humanidade, ó cristão, voltai para o Senhor! A única coisa que vos pede é que acrediteis no seu amor generoso e no seu perdão abundante e vos convertais de todo o coração!

Converter-se, significa entrar na maravilhosa experiência que são Paulo testemunha na segunda leitura de hoje: viver de um modo novo, de um viver diferente: “Para mim, viver é Cristo! Cristo vai ser glorificado no meu corpo, seja pela minha vida, seja pela minha morte!” Para que idéia mais bela do que seja a conversão: viver em Cristo! Notemos os passos do pensamento do apóstolo. Ele é tão unido a Cristo, tão apaixonado por ele, que seja na vida seja na morte sabe que está unido ao seu Senhor e em tudo o Senhor é nele glorificado. Que é a vida para quem voltou para o Senhor? A vida é Cristo! Que é a morte para quem vive mergulhado no Senhor? A morte é estar com Cristo e, por isso, é lucro! Por isso, a vida de Paulo – e a do cristão, com Paulo – é atraída para o seu Senhor: “Tenho o desejo de partir para estar com Cristo!” Eis por que Paulo vive, eis para que vive: para estar com Cristo! Aqui, uma observação: prestem atenção que São Paulo sabe muito bem que assim que morrer vai estar com Cristo. Por isso mesmo ele diz que isso “para mim, seria de longe o melhor!” Jamais o apóstolo compartilharia a afirmação errônea das seitas protestantes, que pensam que os que morrem em Cristo ficam dormindo. Se ficassem, não seria melhor para Paulo partir para estar com Cristo; seria melhor continuar vivendo e trabalhando pelos irmãos. Portanto, nem a vida nem a morte nos podem mais separar do amor de Cristo. É só voltarmos para o Senhor, é só procurá-lo de todo o coração com nosso afeto, com nossos atos, com nosso desejo sincero de a ele nos converter de todo coração!

Buscai o Senhor, voltai para o Senhor, invocai o Senhor! E, lembrai-vos: ele é tão bom, que se deixa encontrar! Primeiro nos atrai e, depois, deixa que o encontremos e, como o senhor da parábola, nos enche de dons, sem levar em conta a hora em que nos convertemos em trabalhadores da sua vinha. Mas, querem saber qual é a hora da conversão? Esta, agora! Voltai para o Senhor!

ORAÇÃO
Ó Pai, que resumistes toda a lei no amor a Deus e ao próximo, fazei que, observando o vosso mandamento, consigamos chegar um dia à vida eterna. Amém!

sábado, 17 de setembro de 2011

COMEÇA A REUNIÃO DO CONDIN EM MACAPÁ-AP



Eduardo - Coordenador Nacional

Desembarca em Macapá – Amapá, dirigentes dos Conselhos Regionais Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Movimento Familiar Cristão  para participarem da 3ª Reunião do Conselho Nacional do MFC – CONDIN da Gestão 2010/2013.

A reunião do Conselho Diretor Nacional do Movimento Familiar Cristão será presidida pelos mefecistas Eduardo e Ismari (Coordenadores Nacionais e CONDIR SUL),Antônio Carlos e Ângela (Vice-Coordenadores Nacionais). Compõe também o Conselho como titulares os coordenadores regionais Alzenir e Nereida (CONDIR NORTE), James e Fátima (CONDIR NORDESTE), Freitas e Alivanir (CONDIR SUDESTE), Moisés e Aparecida (CONDIR CENTRO-OESTE) eJosé Newton e Ariadna (Coordenadores Nacionais da Gestão Anterior).

CONDIR NORDESTE será representado por Jorge(SERCOM) em virtude da impossibilidade do coordenador regional James Magalhães comparecer à Macapá para participar da reunião do CONDIN. Compromissos relacionados ao cargo que ocupa no Tribunal de Justiça de Alagoas inviabilizaram sua participação na reunião do CONDIN.

A reunião teve inicio às 19 horas desta sexta-feira (16) e seu encerramento esta previsto para o meio dia do domingo (18). Neste período os conselheiros tratarão de assuntos pertinentes ao Movimento Familiar Cristão para o restante do triênio.

AMAI-VOS, COMO EU VOS AMEI


No Evangelho de São João encontramos uma longa passagem em que Jesus se despede de seus apóstolos, fazendo-lhes suas últimas recomendações antes de ser preso, julgado e condenado à morte na cruz. É uma espécie de testamento espiritual deixado aos discípulos, aos quais ele também chama amigos; suas palavras e seus gestos, carregados de profunda emoção e simbolismo, marcaram para sempre a vida dos discípulos e da Igreja, que nascia desse convívio de Jesus com eles. Para os cristãos de todos os tempos, essas palavras e esses gestos de Jesus são sagrados.
Jesus lavou os pés dos apóstolos e ordenou-lhes que fizessem a mesma coisa, pondo-se ao serviço do próximo com toda a humildade e dedicação: "Dei-vos o exemplo para que façais assim como eu vos fiz" (cf João 13,15). Não se trata apenas de um exemplo edificante, mas do sinal de participação no amor e amizade de Jesus. São Pedro relutou a deixar que o Mestre lhe lavasse os pés, mas Jesus lhe explicou: "Se eu não te lavar os pés, não terás parte comigo" (João, 13,6-10). Quem quiser ter parte no amor de Jesus Cristo deve amar o próximo, pondo-se ao seu serviço, como Jesus fez.
Logo em seguida, a narração continua com o mandamento novo e Jesus ordena: "Amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim deveis amar-vos uns aos outros" (João 13,34-35). A novidade desse mandamento consiste na medida do amor: "Como eu vos amei". De fato, as Escrituras Sagradas já registravam uma ordem semelhante de Deus: "Amarás o teu próximo como a ti mesmo" (Levítico 19,18). Jesus coloca um referencial novo - "como eu vos amei" -, inseparável da primeira parte da recomendação - "amai-vos uns aos outros".
No mesmo relato de despedida, na comparação da videira, Jesus explica que a capacidade de amar "como" ele amou vem da união estreita do discípulo com o Mestre. Como o ramo não é capaz de produzir fruto sem estar unido ao tronco da videira, assim também o discípulo, sem uma vinculação estreita com Jesus, não saberá amar como ele amou. E o amor de Jesus se vincula diretamente ao próprio amor de Deus: amar a Jesus Cristo é amar a Deus e ser por Deus amado (cf João 15). Nesse mesmo contexto, Jesus recomenda novamente: "Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros assim como eu vos amei" (João 15,12). Portanto, "como eu vos amei" tem sua origem no próprio amor de Deus, aprendido de Cristo e tornado possível com a ajuda dele. O Papa Bento XVI reflete sobre os vários graus do amor humano na sua primeira encíclica, Deus Caritas Est (Deus É Amor); na nomenclatura cristã, o amor com que Deus nos ama e com o qual devemos retribuir o amor de Deus se chama "ágape".
Jesus não excluiu ninguém do seu amor. Amou pessoas concretas, defendendo e restituindo a dignidade aos humilhados; amou os doentes, os pobres, as crianças, os homens, as mulheres. Em cada pessoa viu e amou um filho de Deus. Acolheu e perdoou os pecadores, mesmo não aprovando todos os seus comportamentos e atitudes, recomendando-lhes que não voltassem a pecar. Ensinou a amar também os inimigos e, ainda no momento extremo de seu suplício na cruz, ele próprio perdoou aos algozes: "Pai, perdoai-lhes; não sabem o que fazem". Amou com amor puro, genuíno, transparente, sem se apossar das pessoas como se fossem objetos de desejo; amou como Deus ama. Sim, amadas por Jesus, as pessoas sentiam-se amadas por Deus, dignificadas, profundamente valorizadas, restituídas à vida, felizes.
Logo após o "mandamento novo", Jesus colocou mais um parâmetro para o amor que praticou e ensinou a viver: "Não há maior amor que dar a vida pelos amigos". Ele próprio o fez: "Tendo amado os seus, que estavam no mundo, amou-os até o fim" (João 13,1). Seu "fim" foram prisão, tortura e injusta condenação à morte na cruz. Suportou tudo por aqueles que amava. E o fez também por toda a humanidade, para que cada ser humano pudesse sentir-se valorizado e amado por Deus: "Tanto Deus amou o mundo que lhe enviou seu Filho único para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna" (João, 3,16).
"Amai-vos uns aos outros" é apenas uma parte do mandamento novo de Jesus; sem a outra parte - "como eu vos amei" -, as belas palavras de Jesus ficam genéricas, ambíguas, expostas à instrumentalização subjetiva e ao deboche desrespeitoso. De fato, várias supostas maneiras de amar não são recomendadas por Jesus: amor possessivo, ciumento, irresponsável diante das consequências, anárquico, promíscuo, violento, sádico, devasso, egoísta, comprado ou vendido, contrário à natureza... Não são expressões de autêntico amor e, no mínimo, não podem pretender-se legitimadas pela recomendação de Jesus: "Amai-vos uns aos outros".
Mas é certo que fazem parte do amor vivido e ensinado por Cristo as qualidades exigentes que lhe atribui São Paulo no belo poema sobre o amor, na sua primeira Carta aos Coríntios (cf 13,4-8): "O amor é paciente, é benfazejo, não é invejoso, não é presunçoso nem se incha de orgulho; não faz nada de vergonhoso, não é interesseiro, não se encoleriza nem leva em conta o mal sofrido; não se alegra com a injustiça, mas fica feliz com a verdade. O amor desculpa tudo, tudo crê, tudo espera, suporta tudo. O amor jamais passará".
Semelhante amor está abrigado inteiramente nas palavras de Cristo: "Amai-vos uns aos outros... Como eu vos amei". Instrumentalizar essas palavras sagradas para justificar o contrário do que elas significam é profundamente desrespeitoso e ofensivo àquilo que os cristãos têm como muito sagrado e verdadeiro.
Cardeal dom Odilo Pedro Scherer
Arcebispo de São Paulo
Publicado em O ESTADO DE SÃO PAULO, em 11/06/2011

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Uma Igreja eletrônica


Cada vez mais pessoas estão conectadas às redes sociais em várias partes do mundo. Destaque para o Brasil que, segundo pesquisa realizada pelo Instituto Nielsen Company, é o país com maior taxa de internautas utilizando algum tipo de rede social.
Diante de seres humanos cada vez mais conectados pelas novas mídias e tecnologias, resolvi construir uma reflexão pensando nas redes sociais e na evangelização, que se faz tão necessária no mundo em que vivemos.
Jesus Cristo gostava de compartilhar seus ensinamentos utilizando parábolas: “o reino dos céus é ainda semelhante a uma rede que, lançada ao mar, recolhe peixes de toda espécie” (Mt 13, 47-50). Ensinamentos que estimulam nossas imaginações.
Penso no que passava pela cabeça de quem ouvia sábios ensinamentos: um "filme" que ilustrava as parábolas, mexendo com a imaginação de discípulos e curiosos. Os quem ouviam as parábolas narradas por Cristo pareciam ver, no imaginário, vídeos daquilo que era narrado, semelhante, por exemplo, a quando sonhamos ou assistimos a um vídeo enviado via e-mail por um amigo.
Cristo, há dois mil de anos, na sua missão de propagar a boa notícia, escolheu na sua imensa e já populosa “rede social”: doze discípulos, a quem chamou de apóstolos (Lc 6,12-19).
Disse Jesus: “por onde andardes anunciai que o Reino dos Céus está próximo” (Mt 10-7). O Reino está próximo, porque está dentro de nós. É nossa a responsabilidade de conexão, e implantação desse Reino.
Diante da missão deixada por Jesus, mesmo diante das dificuldades e perseguições, os apóstolos começaram a evangelizar e a propagar os ensinamentos do mestre, atraindo novos seguidores para o Reino de Deus, criando uma imensa rede de novos evangelizados.
Juntos, (em comunhão) e conectados, podemos ampliar ainda mais o anúncio da boa notícia. "E será pregado este evangelho do Reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações”. (Mt 24-14).
Seguindo o exemplo dos discípulos, podemos hoje, agora, com um clique, pescar, adicionar, ir em busca de seres humanos para as “redes sociais” do Reino de Deus da justiça e paz. O conectado servo de Deus Beato João Paulo II, disse: “a evolução é compatível com a fé cristã”.
YouTube, Orkut, Facebook, Twitter, MSN, blogs, sites, e outras linguagens eletrônicas, são ferramentas importantes (atraentes) que aliadas aos dons individuais de cada cristão, podem contribuir para estimular ações virtuais na construção do Reino dos Céus. Basta que o “cristoconectividade” inspire você! Vídeos, correios eletrônicos, postagens, blogs, ferramentas que podem ajudar a transformar vidas de seres humanos internautas.
Jesus de Nazaré tem um incalculável número de seguidores, suas “postagens” são lembradas, lidas, seguidas, “curtidas”, até nos confins da terra, poderíamos afirmar seguramente, em uma analogia, que seu “Twitter” tem o maior número de seguidores do mundo.
Mas é preciso seguir, curtir, estar conectado a Jesus de verdade, na “orAÇÃO” em plena comunhão com uma Igreja missionária, evangelizadora, profética, e, inevitavelmente, eletrônica. Sinal de Deus na terra, luz e conexão para construir uma sociedade mais humana.
“O desenvolvimento é o novo nome da paz.” (Beato João Paulo II)
Dado Galvão
Documentarista, bacharel em Administração em Marketing, pós-graduando em marketing, novas mídias e redes sociais, coordenador do projeto “A Casa Caiu! O Alerta que Vem do Cárcere”, da Pastoral Carcerária da Bahia

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Homem e mulher Ele os criou

silhouette of pregnant woman and her husbandO pensamento cristão procura compreender e explicar o ser humano à luz do desígnio de Deus sobre o homem e a mulher; esse desígnio pode ser conhecido pela natureza das coisas e pela revelação divina, recolhida na Sagrada Escritura. Assim, a antropologia cristã afirma que o ser humano é composto de dois gêneros: masculino e feminino. “Homem e mulher Deus os criou” (Gn 1,27), constata o autor sagrado, depois de relatar de maneira poética que Deus decidiu criar o ser humano à sua imagem e semelhança.
Afirma ainda a antropologia cristã que o ser humano não é fruto de uma evolução caótica, mas de um querer divino, sábio e bom, que não é difícil de ser reconhecido na própria natureza humana: na sua corporeidade, sua inteligência, vontade e capacidades naturais, orientadas não apenas para a sobrevivência, mas também para a busca da verdade e da plenitude do viver. O homem é dotado de liberdade e tem a capacidade de discernir e de decidir-se pelo bem ou pelo mal. No exercício da liberdade está uma das bases da grandeza e da dignidade do homem.
O ser humano, portanto, não é ‘esta metamorfose ambulante’, que segue vagando pela vida sem saber quem é, o que quer, para quê vive, por que é aquilo que é; nem está preso a um determinismo cego, que o acorrenta aos acontecimentos, sem que ele possa fazer-se senhor das próprias decisões. Cabe-lhe tomar conta de si mesmo e viver de forma responsável, conforme sua dignidade e sua natureza.
Um aspecto importante desse “viver conforme a sua natureza” consiste em assumir a própria identidade sexual. Há muita confusão sobre isso na cultura atual e a sexualidade já não é levada a sério, como um fato de natureza, mas é tida como um fenômeno cultural. Nem mesmo a diferenciação sexual entre masculino e feminino é levada a sério; corre muito a idéia de que a identidade sexual é moldada pela cultura e pela subjetividade e que cada um “constrói” a sua identidade sexual; a diferenciação sexual no corpo humano seria apenas um “fato secundário” e contaria mais aquilo que o sujeito decide ser. Identidade sexual seria uma questão de opção.
A consequência disso é que aumentam os comportamentos sexuais pouco definidos, nem masculinos, nem femininos. Sempre mais se fala de homossexuais, bissexuais, transexuais... Em tal contexto, ser heterossexual, com identidade definida de homem (masculino) e de mulher (feminina) aparece apenas como uma entre as tantas possibilidades e opções quanto à identidade sexual. A pergunta que fica no ar é se não há um grave equívoco nisso? Vai ficar assim daqui por diante? Aonde vai levar isso?!
Para a antropologia cristã, a confusão quanto à identidade sexual, que se espalha sempre mais na cultura, não deixa de levantar uma séria preocupação. Para o pensamento cristão, a diferenciação sexual (homem e mulher) deve ser levada plenamente a sério; a sexualidade afeta todos os aspectos da pessoa humana, na sua unidade de alma e corpo. Ela diz respeito à afetividade, à capacidade de amar e de procriar; de maneira mais geral, diz respeito à aptidão de criar vínculos serenos de comunhão com os outros.
Cabe a cada homem e mulher reconhecer e aceitar a própria identidade sexual. As diferenças e complementariedades físicas, morais e espirituais estão orientadas para os bens do casamento e da família. A harmonia do casal e da sociedade depende, em parte, da maneira como se vivem entre os sexos a complementariedade e o apoio recíprocos. A pretensão de mexer nessa harmonia que Deus estabeleceu entre os sexos e de submeter a identidade sexual ao arbítrio da vontade, tão influenciável por fatores culturais e dinâmicas sócio-educativas (ou ‘deseducativas’...), é uma temeridade, que não promete bons frutos para o futuro da humanidade.
A Igreja Católica, portanto, vê com preocupação a crescente ambiguidade quanto à identidade sexual, que vai tomando conta da cultura. Antes de ser um problema moral, é um problema antropológico. Evidentemente, isso não justifica qualquer tipo de violência e agressão contra homossexuais ou quem quer que seja, mas é um convite a uma reflexão séria. Não é possível que a natureza tenha errado ao moldar o ser humano como homem e mulher. Isso tem um significado e é preciso descobri-lo e levá-lo a sério.
Para quem deseja a verdade e busca conformar sua vida ao desígnio de Deus, permanece o convite a se deixar conduzir pela luz da Palavra de Deus e pelo ensinamento da Igreja também no tocante à moral sexual. O 6º mandamento da Lei de Deus (“não pecar contra a castidade”) não foi abolido e significa, positivamente, viver a sexualidade de acordo com o desígnio de Deus.
Por Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Creio, mas não pratico


Quando, num encontro de amigos, a conversa gira em torno de assuntos religiosos, é comum alguém declarar, com naturalidade e segurança: “Creio, mas não pratico!” Trata-se de uma afirmação que parece ser tão bem formulada, tão lógica, que, normalmente, ninguém a contesta. Assim, dias depois, em outro grupo, se a discussão for também sobre questões religiosas, é possível que alguém volte a fazer a mesma afirmação. Mais do que uma afirmação isolada, essa idéia de que se pode acreditar sem colocar em prática aquilo em que se acredita é tão comum que já se tornou uma mentalidade em muitos ambientes.
A justificativa desse comportamento varia de pessoa para pessoa. Há aquela que deixou de lado a prática religiosa pela decepção com um líder da comunidade; outra, sem perceber, abandonou, pouco a pouco, sua vida de fé: passou tanto tempo sem ler a Palavra de Deus, sem rezar e sem assistir à missa dominical que, quando notou, já havia organizado sua vida de tal maneira que não havia mais espaço para expressões religiosas; outras pessoas tinham um conhecimento tão superficial de sua religião que, sem grandes questionamentos, a abandonaram. Há, também, as que procuram o batismo dos filhos, a missa de formatura ou de sétimo dia, tão somente como atos sociais.
Afinal, é possível crer sem praticar? Algumas pessoas deixam a prática religiosa com o argumento de que buscam uma maior autenticidade. Dizem não gostar de normas e ritos: preferem uma religião “mais espiritual”, sem estruturas. Esquecem-se de que somos seres humanos, não anjos. Os anjos não precisam de sinais, gestos e palavras para se relacionarem. Nós, ao contrário, usamos até nosso corpo como meio de comunicação. Traduzimos nossos sentimentos com um sorriso ou um aperto de mão, uma palavra ou um tapinha nas costas; fazemos questão de nos reunir com a família nos dias de festa e telefonamos para o amigo, cumprimentando-o no dia de seu aniversário; damos uma rosa para nossa mãe e nos encantamos com o gesto da criança que abre seus braços para acolher o pai que chega. Como, pois, relacionar-nos com Deus tão somente com a linguagem dos anjos, que nem conhecemos?
A fé nos introduz na família dos filhos e filhas de Deus; nela, é essencial a prática do amor a Deus e ao próximo. Nossa família cristã tem uma história, uma rica tradição e belíssimas celebrações. Pode ser que alguém não as entenda. Mas, antes de simplesmente ignorá-las ou, pior, de desprezá-las, não seria mais prudente procurar conhecê-las, penetrar em seu significado e descobrir seus valores? O essencial, já escreveu alguém, é invisível aos nossos olhos.
Não se pode querer uma fé sem gestos, com a desculpa da busca de maior autenticidade. O Pai eterno, quando nos quis demonstrar seu amor, levou em conta nosso jeito de ser, de pensar e agir. Mais do que expressar “espiritualmente” seu amor, concretizou-o: enviou-nos seu Filho, que habitou entre nós. Algumas Bíblias, em vez de traduzirem o ato descrito pelo evangelista João, na forma clássica – “e o Verbo se fez carne, e habitou entre nós” (Jo 1,14) –, preferem a expressão: “e armou sua tenda no meio de nós”, para expressar a idéia de que Deus, em Jesus Cristo, passou a morar em uma tenda ao lado da nossa. Em sua primeira carta, S. João dá um testemunho concreto dessa experiência de proximidade: “O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e o que as nossas mãos apalparam da Palavra da Vida (...) isso que vimos e ouvimos, nós vos anunciamos, para que estejais em comunhão conosco” (1Jo 1,1.3). Ele considerou ter sido uma graça especial ter podido ouvir, ver e tocar o Filho de Deus. Jesus, por seu lado, tendo assumido a natureza humana, submeteu-se a ritos: passou noites em oração, foi ao Templo de Jerusalém e frequentou sinagogas.
“Creio, mas não pratico”. A fé (“creio”) e a vida (“não pratico”) não podem estar assim separadas. Por sua própria natureza, devem estar unidas. Uma fé sem obras é morta; obras, mesmo que piedosas, sem fé tornam-se vazias.
Por Dom Murilo Krieger, arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Igreja no Brasil celebra o Mês da Bíblia 2011 com o estudo do Livro do Êxodo



Desconhecer as Escrituras é desconhecer o Cristo”, com essa frase, de São Jerônimo, que a Igreja celebra, nesse mês de setembro, o Mês da Bíblia. Neste ano, o estudo proposto pela Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-catequética, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), será o Livro do Êxodo, capítulos 15,22 a 18,27, que é conhecido como o “Livro da Travessia”.
O Mês da Bíblia tem como tema “Travessia, passo a passo, o caminho se faz”, e o lema “Aproximai-vos do Senhor”.
O presidente da Comissão para a Animação Bíblico-catequética e arcebispo de Pelotas (RS), dom Jacinto Bergmann, escreveu uma mensagem para toda a comunidade cristã que celebra o Mês da Bíblia.
Dom Jacinto pede que todos procurem viver intensamente o esse mês, em todas as comunidades cristãs espalhadas pelo território nacional. “Que bom que temos um Subsídio elaborado pela Comissão para a Animação Bíblico-catequética, que, usado em nossos Grupos Bíblicos, nos ajudará a conhecer e interpretar, a comungar e orar, a evangelizar e proclamar a Palavra de Deus e assim caminharmos sempre mais para uma verdadeira animação bíblica da pastoral, formando entusiastas discípulos missionários de Jesus Cristo”, destacou.
O Subsídio
O Subsídio apresenta vários textos para estudo, reflexão, oração e prática para o Mês da Bíblia de 2011. Não pretende dizer tudo, mas apontar pistas para o trabalho individual e comunitário. Foi pensado como material de apoio, isto é, traz elementos informativos a serem desenvolvidos posteriormente e indica também roteiros práticos, que podem orientar grupos de reflexão e leitura orante sobre o assunto.
Leia abaixo a íntegra da mensagem de dom Jacinto Bergmann, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-catequética da CNBB.


Mês da Bíblia
Mês de Setembro para a nossa Igreja no Brasil já é, por uma bonita tradição, sinônimo de MÊS DA BÍBLIA. O grande São Jerônimo, presbítero e doutor, cuja memória celebramos no final do mês de setembro, dia 30, nos motivou desde o início e motiva ainda hoje para a dedicação do mês de setembro inteiro para ser o da Bíblia. Sabemos da importância do trabalho bíblico de São Jerônimo realizando a tradução da Vulgata; e sua frase é emblemática: “Desconhecer as Escrituras é desconhecer o Cristo”.
Também já é uma bonita tradição, a CNBB, através da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética, oferecer um tema para o Mês da Bíblia para o estudo, a reflexão, a oração e a vivência da Palavra de Deus. O tema pode girar ou em torno de trechos bíblicos, ou de um Livro bíblico, ou até de um conjunto de Livros bíblicos. A escolha do tema para o Mês da Bíblia deste ano de 2011, concentrou-se no trecho do Livro do Êxodo, capítulos 15,22 a 18,27, que é conhecido como o “Livro da Travessia”. É necessário olharmos as etapas da travessia desértica do Povo de Deus, saindo do Egito e buscando a Terra Prometida: as dificuldades enfrentadas pelo Povo de Deus, tanto os problemas da natureza, quanto os desafios oriundos pela convivência humana, criaram a necesidade de enraizar e vivenciar a fé, a esperança e o amor em Deus. Queremos aprender com o Povo de Deus a realizarmos a nossa travessia de discipulado e missão. Eis, pois, o tema tão propício para o Mês da Bíblia de 2011: “Travessia, passo a passo, o caminho se faz”. Mas, o fundamental em tudo isso, é estar próximo ao Senhor Deus. Assim, do capítulo 16, versículo 9, é tirado também o lema: “Aproximai-vos do Senhor”.
Vamos viver intensamente o Mês da Bíblia em todas as nossas comunidades cristãs espalhadas pelo território nacional. Que bom que temos um Subsídio elaborado pela Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética, que, usado em nossos Grupos Bíblicos, nos ajudará a conhecer e interpretar, a comungar e orar, a evangelizar e proclamar a Palavra de Deus e assim caminharmos sempre mais para uma verdadeira ANIMAÇÃO BÍBLICA DA PASTORAL, formando entusiastas discípulos missionários de Jesus Cristo.
Dom Jacinto Bergmann,
Arcebispo de Pelotas e Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-catequética
 Fonte: CNBB

domingo, 11 de setembro de 2011

LITURGIA DO 24º DOMINGO DO TEMPO COMUM - 11/09/2011



PERDÃO PARA QUEBRAR A CORRENTE DE ÓDIO!
Estamos no mês da Bíblia: a Palavra de Deus a nós revelada. Ela é luz para nosso caminho. Neste domingo, a Palavra do Senhor nos questiona e nos exorta a viver na dimensão do perdão sem limites, como forma de quebrar a corrente do ódio, geradora de tanta violência em nossa sociedade. Que possamos levar a sério a Palavra de Deus em nossa vida de cristãos.

24º DOMINGO DO TEMPO COMUM
1ª Leitura: Leitura do Livro do Eclesiástico 27,33 - 28,9
Salmo:  102
2ª Leitura: Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Romanos 14, 7-9
Evangelho: Mateus 18, 21-35
  
EVANGELHO – MATEUS 18, 21-35
Naquele tempo, Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou-Lhe: «Se meu irmão me ofender, quantas vezes deverei perdoar-lhe? Até sete vezes?» Jesus respondeu: «Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. Na verdade, o reino de Deus pode comparar-se a um rei que quis ajustar contas com os seus servos. Logo de começo, apresentaram-lhe um homem que devia dez mil talentos. Não tendo com que pagar, o senhor mandou que fosse vendido, com a mulher, os filhos e tudo quanto possuía, para assim pagar a dívida. Então o servo prostrou-se a seus pés, dizendo: ‘Senhor, concede-me um prazo e tudo te pagarei’. Cheio de compaixão, o senhor daquele servo deu-lhe a liberdade e perdoou-lhe a dívida. Ao sair, o servo encontrou um dos seus companheiros que lhe devia cem denários. Segurando-o, começou a apertar-lhe o pescoço, dizendo: ‘Paga o que me deves’. Então o companheiro caiu a seus pés e suplicou-lhe, dizendo: ‘Concede-me um prazo e pagar-te-ei’. Ele, porém, não conseguiu e mandou-o prender, até que pagasse tudo quanto devia. Testemunhas desta cena, os seus companheiros ficaram muito tristes e foram contar ao senhor tudo o que havia sucedido. Então, o senhor mandou-o chamar e disse: ‘Servo mau, perdoei-te, porque me pediste. Não devias, também tu, compadecer-te do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?’
E o senhor, indignado, entregou-o aos verdugos, até que pagasse tudo o que lhe devia. Assim procederá convosco meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar a seu irmão de todo o coração».

Palavra da Salvação – Glória a vós, Senhor.

HOMILIA –  Dom Henrique Soares da Costa
PERDOAR PARA SER PERDOADO

Caríssimos, no Evangelho ouvimos a parábola do devedor implacável. Recordemos que estamos terminando o capítulo 18 de São Mateus, no qual Jesus trata da vida da Igreja, a Comunidade dos seus discípulos. No Domingo passado, o Senhor Jesus nos mandava corrigir o caso o irmão nos fizesse o mal. Corrigir para salvar, corrigir para dar o perdão. Hoje, Pedro pergunta quantas vezes se deve dar o perdão a quem nos fez mal na Comunidade. Jesus responde: Perdoa sempre! Mas, aprofundemos esta Palavra de Deus que nos é dirigida como luz e caminho da nossa vida.

Uma coisa que a humanidade atual, tão cheia de si, não compreende é que a verdadeira liberdade nossa, a autêntica maturidade, somente é possível se formos abertos para Deus na nossa vida. O homem fechado em si é presa de suas paixões, de sua tendência à auto-afirmação, à amargura, ao rancor, à vingança... Quando nos abrimos para Deus e temos a coragem de nos deixar medir por ele, aí sim, somos obrigado a nos deixar a nós mesmos e nos sentimos compelidos a ver, sentir e agir conforme o coração de Deus.

Tomemos a primeira leitura da Missa. Observemos como Deus nos coloca freio, como nos educa, como nos serve de medida e modelo: “Quem se vingar encontrará a vingança do Senhor, que pedirá severas contas dos seus pecados. Perdoa a injustiça cometida por teu próximo: assim, quando orares, teus pecados serão perdoados. Lembra-te do teu fim e deixa de odiar; pensa na destruição e na morte, e persevera nos mandamentos. Pensa na aliança do Altíssimo, e não leves em conta a falta alheia!” Eis, irmãos, Deus no colocando freio e rédeas às paixões! E por quê? Porque, como diz o Salmo: “Ele te perdoa toda culpa, e te cerca de carinho e compaixão. Não fica sempre repetindo as suas queixas, nem guarda eternamente o seu rancor. Não nos trata como exigem nossas faltas nem nos pune em proporção às nossas culpas...” É esta a grande diferença entre quem crê e não crê, entre quem é aberto para Deus e para ele se fecha. Para quem crê, a medida é Deus, é o coração do Pai do céu, tal qual Jesus no-lo revelou!

Esta idéia aparece muito clara na segunda leitura de hoje. O Apóstolo nos recorda que a vida não nos pertence de modo fechado, absoluto; a vida é um dom e como dom deve ser vivida: “Ninguém dentre nós vive para si mesmo ou morre para si mesmo. Se estamos vivos, é para o Senhor que vivemos; se morremos, é para o Senhor que morremos. Vivos ou mortos, pertencemos ao Senhor”. Ele, portanto, é nossa medida, nosso critério e nossa realização; ele, que por nós morreu e ressuscitou, para ser o nosso Senhor.

Pensando nisso, detenhamo-nos, agora, no Evangelho. Como já disse, a questão aqui é ainda a vida na Igreja. Quantas vezes perdoar? Até quando conservar um coração aberto, disponível, sem deixar-se levar pela tristeza e a amargura, o rancor e o fechamento? Até quando manter a doçura, filha da esperança, fruto da certeza da vitória do Senhor? O Senhor Jesus nos adverte que o perdão deve ser dado sempre porque o coração do Pai, como o do rei da parábola, é assim: cheio de compaixão, capaz de perdoar toda a dívida. Observem, caríssimos, que Jesus começa dizendo que o Reino dos Céus é assim: o reinado de um rei que é Pai e perdoa. Ora, o Pai somente reina no coração de quem perdoa como ele mesmo perdoa, como ele mesmo nos perdoou e acolheu em Jesus, que morreu e ressuscitou para ser o perdão de Deus para nós! Eis o que é a Igreja: o espaço, o ambiente no qual o reinado de Deus deve manifestar-se no mundo; lugar da misericórdia, do acolhimento, do amor, do perdão mil vezes, da esperança que não desiste, da doçura aprendida e bebida daquele Coração aberto na cruz. A Igreja deve ser assim, Não porque sejamos bonzinhos, mas porque aprendemos assim do coração do Pai de Jesus. Com efeito, como experimentará o perdão de Deus quem tem o coração fechado para os outros? Quem reconhecerá de verdade que tudo deve a Deus e nunca pagará o bastante quem não perdoa as dívidas dos irmãos? É preciso que compreendamos ser impossível experimentar Deus como amor e doçura – e nosso Deus é assim; Jesus no-lo revelou assim! – se não nos deixar inundar pelo amor e doçura de Deus, inundar nosso coração, até transbordar para os irmãos!

Caríssimos, no Senhor, que o silêncio da oração, que a contemplação persistente do Cristo e de seus gestos e palavras, que a participação piedosa, recolhida e devota da Eucaristia, faça o nosso coração aprender do Coração do Pai de Jesus. Eis aqui como a Comunidade chamada Igreja – esta Comunidade reunida para a Eucaristia – será sinal do Reino, início do Reino, semente do Reino. Somente assim, poderemos dizer ao mundo sedento de Deus: Vinde e vede! Que o Senhor no-lo conceda. Amém!

ORAÇÃO
Ó Deus, criador de todas as coisas, volvei para nós o vosso olhar e, para sentirmos em nós a ação do vosso amor, fazei que vos sirvamos de todo coração. Amém!

sábado, 10 de setembro de 2011

A Jornada Mundial da Juventude no Brasil



A Igreja sempre acreditou nos jovens. Muitos de seus santos e mártires foram jovens que viveram profundamente o amor a Deus e a Igreja nos fundamentos dos Evangelhos. O jovem beato Frederico Ozanam, ainda estudante da Sorbonne, fundou a Sociedade de São Vivente de Paulo. São Domingos Sávio foi santo aos 14 anos de idade e Santa Maria Goretti foi mártir aos 12 anos.
Paul Claudel disse que “a juventude não foi feita para o prazer, mas para o desafio”. Ela ama o desafio, não se contenta com uma vida medíocre, quer algo mais. E a Igreja tem esse algo mais para lhe oferecer: Jesus Cristo, o céu, o infinito de Deus. O jovem sabe que seguir o Cristo é um caminho árduo, mas que nunca decepciona.
Quando se apresenta ao jovem um belo ideal ele o abraça com coragem. A Igreja sabe disso, por isso acredita nos jovens e os busca para levá-los a Deus e transformar a sociedade. Assim, o grande beato João Paulo II colocava suas esperanças nos jovens. Aqui no Brasil, em sua primeira viagem, em 1980, ele disse em Belo Horizonte para a juventude: “Vocês são o belo horizonte desse país”; e em outra oportunidade disse-lhes: “Vocês são o futuro do mundo, vocês são a esperança da Igreja, e a minha esperança”.
Mais uma vez, o papa – agora Bento XVI - se encontrou com uma multidão de jovens de todo o planeta em Madri, nesta Espanha hoje marcada por um forte laicismo. Com a sabedoria e a bondade de sempre, o Vigário de Cristo na Terra alentou os seus filhos mais jovens, não só os de Espanha, mas de todo o mundo, a viver segundo o Evangelho. Ele vem para “apascentar as ovelhas do Senhor”, como Cristo lhe pediu.
A Jornada Mundial da Juventude nunca é uma simples experiência de massa, sempre há algo novo, diverso e belo. O Espírito Santo não se contradiz e não se repete, é sempre novo. De forma nova, Ele fez os jovens refletirem sobre suas vidas e as grandes escolhas que devem fazer. Sem dúvida, o foco foi a pessoa viva de Jesus Cristo e a de sua presença através dos Sacramentos. Estar com Ele como um grande amigo e com Ele contribuir na transformação do mundo.
Sabemos agora que a próxima JMJ será no Rio de Janeiro, em 2013. O grande Pastor das almas virá se Deus quiser “confirmar nossos jovens” na fé do Cristo e da Igreja, certamente repetindo o que João Paulo II já lhes tinha pedido: não construir as suas vidas em cima de outro alicerce que não seja Jesus Cristo, para não desperdiçá-las.
A Jornada no Brasil será um marco para a evangelização da juventude brasileira, que necessita urgentemente dessa voz divina que a alente contra tantos maus exemplos e descaminhos que lhe são hoje apresentados: corrupção institucionalizada, drogas, sexo vazio, violência, desrespeito à vida desde a concepção até a morte natural, pornografia desenfreada, individualismo e um consumismo doentio que não sacia sua sede de felicidade. Nossa juventude está enfastiada de tantos enganos de falsos pastores; quer ouvir a voz de Deus.
Se nosso Brasil jovem está na meta da Igreja é porque se concentra aqui uma grande esperança para ela e para o mundo. Milhares de jovens brasileiros hoje partem como missionários pelo mundo anunciando Jesus Cristo. Renova-se aqui a esperança da Igreja; o papa sabe disso, por isso tem o desejo de vir confirmar seus irmãos menores na fé inabalável do Cristo Redentor, que estende seus braços sobre o Rio de Janeiro e sobre o Brasil. Temos certeza de que o próprio Cristo falará aos jovens do Brasil e do mundo que aqui se reunirem, pela boca de seu Vigário na Terra. Seja bem-vindo Bento de Deus.
Por Professor Felipe Aquino, da Comunidade Canção Nova
Fonte: Jovens Conectados