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quinta-feira, 11 de abril de 2013

O dia em que Maria, mãe de Deus, intercedeu por mim.

Paulo Cesar Rink
Equipe Êxodo - MFC Curitiba


Considero todos os dias e meses vividos como uma benção de Deus. Confesso não ter preferência por determinado mês, ano ou estações deste. 
Porém, neste mês de maio vindouro em 2013, algo será diferente. Para celebrar algo grandioso dar-se-á que voltar no tempo.
Corria o ano de 1982, mais precisamente o mês de novembro, o dia era 26 uma sexta feira. Um lindo dia de um quente verão na cidade de Pedreira, estado de São Paulo.
Com 17 anos e trabalhando com carteira assinada desde os 12 anos – sim naquele tempo era permitido – eu ajudava papai e mamãe no orçamento do lar. Era responsável por 10 garotos e fazíamos engradados de madeira para as indústrias de porcelana. Trabalhávamos numa serraria, um árduo e perigoso trabalho. Os meninos montavam os engradados eu era o responsável pelo corte da madeira na serra circular. Faltando cinco minutos para o termino de nosso expediente sofri um grave acidente, que até hoje trago as sequelas.
Confesso que não me lembro do fato. Lembro-me de um grito e minha mão ensanguentada, três dedos pendurado, ossos, dos dedos, esparramados e uma íngua no braço, proporcionada por tamanha dor. Fui levado ao hospital da cidade. Porém, não havia como ser atendido ali. Faltavam médicos e estrutura.
Fui transferido para o Hospital Irmãos Penteado, em Campinas, conduzido num velho Passat, pois não havia ambulâncias.
Fui atendido na emergência. Lembro-me das anestesias que não “pegaram” e dos pontos sendo dados nos meus dedos a “seco” como disse o médico. Por ironia do destino fui atingido, nos três dedos centrais da mão direita e, nas falanges (Juntas) médias. Ossos foram “arrancados” pela máquina. Um dos dedos ficou preso “apenas” pela pele.
O tempo se passou. Em Fevereiro de 1983 a primeira cirurgia. A esperança no coração de um jovem era que logo pudesse voltar ao labor e ajudar no sustento do lar. Neste ano a crise do petróleo, a segunda, chegou com força ao Brasil e, papai perdeu o emprego. Nossa renda se resumia a uma pequena poupança, ao minguado dinheiro do (inss) e ao trabalho braçal de papai, onde hoje é a cidade de Holambra.
A tão esperada cirurgia não deu o resultado esperado. E o diagnostico veio como um pesadelo. Teria que continuar o tratamento em São Paulo. Lembro bem da expressão de minha mãe no consultório médico. Jamais esquecerei.
Em abril de 1983 lá fomos eu e papai, sem conhecer direito a tão falada Paulicéia desvairada, para São Paulo. Sem conhecer e sem dinheiro. Nosso Almoço? Uma preciosa coxinha. Esperamos por mais de cinco horas pelo médico, no hospital Santa Cruz, bairro do Jabaquara.
O “doutor” nem olhou a minha mão. “quero os raios Xs” disse. Não tínhamos, pois o INSS não liberava. “Voltem outro dia com eles”. Disse-nos.
Somente na terceira ida para São Paulo e com os ditos “raios Xs” não mãos o tal “doutor”, de triste memória, nos atendeu.
Examinou a minha mão e foi direto. “Tem que tirar os três dedos do Rapaz”, bradou. Papai empalideceu e meu chão sumiu. Meu pai, na sua simplicidade de um roceiro e na sua imensurável sabedoria, tentou arguir com o estudado doutor. “O senhor entende alguma coisa de mão”? Perguntou o médico para meu pai.
Não! Exclamou papai. “Mais um pessoa com tamanha falta de educação não vai tirar os dedos de meu filho. Passe bem, doutor”. Levantamo-nos e fomos embora.
Ao chegarmos a nossa casa mamãe, como sempre fazia, veio nos esperar no portão. Certamente, esperançosa por uma boa notícia. Lembro que meus pais conversaram, longamente, no quarto de casal. Desta conversa jamais vou esquecer as cenas que se sucederam. Mamãe sempre teve e, ainda hoje a têm uma “imagem” de Nossa Senhora de Aparecida.
Lembro-me, claramente, como um filme recente, da porta entreaberta, mamãe aos prantos, ajoelhada e uma vela acesa rogava a Maria que intercedesse.  Ao sair e, sem perceber o que eu tinha presenciado me disse. “Filho Deus está com você. Nada vai te acontecer.”
Era uma quinta feira. Na segunda feira seguinte fui à Campinas no INSS. Fui, novamente, encaminhado para São Paulo para outro hospital. Hospital dos defeitos da Face, na LBA.
Fui atendido por um generoso médico. Dr. Marcos. Ele olhou minha mão e me disse. “Quem é o louco que queria tirar seus dedos, menino?” “Vou recuperar grande parte de seus movimentos”! Exclamou.
Fiz a delicada cirurgia no dia 27 de maio de 1983. Tiraram ossos de meu braço e colocaram em meus dedos e com eles escrevo este texto.
Todos os dias a Deus, agradeço, pelo meu amado papai e minhas duas Mães Marias.

Paulo Cesar Rink

domingo, 7 de abril de 2013

LITURGIA DO 2º DOMINGO DA PÁSCOA - 07/04/2013



    


2º DOMINGO DA PÁSCOA

  

PRIMEIRA LEITURA (At 5,12-16)
Leitura dos Atos dos Apóstolos
12Muitos sinais e maravilhas eram realizados entre o povo pelas mãos dos apóstolos. Todos os fiéis se reuniam, com muita união, no Pórtico de Salomão.

13Nenhum dos outros ousava juntar-se a eles, mas o povo estimava-os muito.

14Crescia sempre mais o número dos que aderiam ao Senhor pela fé; era uma multidão de homens e mulheres. 15Chegavam a transportar para as praças os doentes em camas e macas, a fim de que, quando Pedro passasse, pelo menos a sua sombra tocasse alguns deles.

16A multidão vinha até das cidades vizinhas de Jerusalém, trazendo doentes e pessoas atormentadas por maus espíritos. E todos eram curados.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!

RESPONSÓRIO (Sl 117)

— Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! “Eterna é a sua misericórdia!”
— A casa de Israel agora o diga:/ “Eterna é a sua misericórdia!’/ A casa de Aarão agora o diga:/ “Eterna é a sua misericórdia!”/ Os que temem o Senhor, agora o digam:/ “Eterna é a sua misericórdia!”
— “A pedra que os pedreiros rejeitaram/ tornou-se agora pedra angular./ Pelo Senhor é que foi feito tudo isso:/ Que maravilhas ele fez a nossos olhos!/ Este é o dia que o Senhor fez para nós,/ Alegremo-nos e nele exultemos!
— Ó Senhor, dai-nos a vossa salvação, /ó Senhor, /dai-nos também prosperidade!”/ Bendito seja, /em nome do Senhor, /aquele que em seus átrios vai entrando! /Desta casa do Senhor vos bendizemos. / Que o Senhor e nosso Deus nos ilumine!

SEGUNDA LEITURA (Ap 1,9-11a.12-13.17-19)

Leitura do Livro do Apocalipse de São João:
9Eu, João, vosso irmão e companheiro na tribulação, e também no reino e na perseverança em Jesus, fui levado à ilha de Patmos, por causa da Palavra de Deus e do testemunho que eu dava de Jesus.

10No dia do Senhor, fui arrebatado pelo Espírito e ouvi atrás de mim uma voz forte, como de trombeta, 11aa qual dizia: “O que vais ver, escreve-o num livro”.

12Então voltei-me para ver quem estava falando; e ao voltar-me, vi sete candelabros de ouro. 13No meio dos candelabros havia alguém semelhante a um “filho de homem”, vestido com uma túnica comprida e com uma faixa de ouro em volta do peito.

17Ao vê-lo, caí como morto a seus pés, mas ele colocou sobre mim sua mão direita e disse: “Não tenhas medo. Eu sou o Primeiro e o Último, 18aquele que vive. Estive morto, mas agora estou vivo para sempre. Eu tenho a chave da morte e da região dos mortos.

19Escreve pois o que viste, aquilo que está acontecendo e que vai acontecer depois”.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!

EVANGELHO (Jo 20,19-31)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo † segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

19Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e, pondo-se no meio deles, disse: “A paz esteja convosco”.

20Depois dessas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado. Então os discípulos se alegraram por verem o Senhor.

21Novamente, Jesus disse: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, também eu vos envio”.

22E, depois de ter dito isso, soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo. 23A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos”.

24Tomé, chamado Dídimo, que era um dos doze, não estava com eles quando Jesus veio. 25Os outros discípulos contaram-lhe depois: “Vimos o Senhor!”

Mas Tomé disse-lhes: “Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos e não puser a mão no seu lado, não acreditarei”.

26Oito dias depois, encontravam-se os discípulos novamente reunidos em casa, e Tomé estava com eles. Estando fechadas as portas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: “A paz esteja convosco”.

27Depois disse a Tomé: “Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado. E não sejas incrédulo, mas fiel”.
28Tomé respondeu: “Meu Senhor e meu Deus!”                

29Jesus lhe disse: “Acreditaste, porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!”

30Jesus realizou muitos outros sinais diante dos discípulos, que não estão escritos neste livro. 31Mas estes foram escritos para que acrediteis que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais a vida em seu nome.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor!

REFLEXÃO
“RESSURREIÇÃO E AMOR”
Pe. Luiz Carlos de Oliveira, C.Ss.R.

O RESSUSCITADO É O SENHOR
Os 50 dias do Tempo Pascal são um grande domingo, como diz S. Atanásio. Páscoa é uma festa na qual refletimos e vivemos a Paixão e a Glória de Jesus. Viver significa celebrar e deixar atuar a força salvadora de Jesus em nós. O Ressuscitado não é um santo a mais. É o Senhor glorioso. O Ressuscitado é o mesmo que foi crucificado, pois traz as marcas dos cravos e o buraco que fez a lança em seu peito. Essa foi a prova que Tomé pediu: “Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos e não puser o meu dedo na marca dos pregos e não puser a mão no seu lado, não acreditarei” (Jo 20,25). O fato da Ressurreição não é só um fato histórico, mas é um acontecimento de fé. Não basta ver, é preciso crer. Os que viram dão testemunho do fato. Os que não puderam ver, crêem, e por isso se salvam. João encerra Seu evangelho com esta declaração: “Estes fatos foram escritos para que acrediteis que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus e, para que crendo, tenhais a Vida em seu nome” (Jo 20.31).  Jesus, naquela noite deu o Espírito Santo aos apóstolos para o perdão dos pecados. Estes pecados não são só os individuais, secretos, mas são todas as forças do mal presentes no mundo. Ele morreu e ressuscitou para todo o Universo de todos os tempos e não só para um grupinho de seguidores. Com a Ressurreição iniciou-se a reconciliação universal já presente no Cristo Homem-Deus. Na Cruz Jesus realiza a reconciliação morrendo por todos. E Ele é o Senhor. “Ele é a pedra que os construtores rejeitaram e  que se tornou pedra angular” (Sl 117,22). Jesus é o Senhor, não por opção das pessoas, mas porque todos foram escolhidos por Ele… e destinados a ser filhos adotivos por Jesus Cristo (Ef 4,4). Deus O constituiu Senhor e Cristo, diz Pedro no dia de Pentecostes (At 2,36). Na força do Ressuscitado e conduzidos pelo Espírito, os apóstolos deram um forte testemunho que suscitou a fé. A mesma força de cura que estava em Jesus agiu nos apóstolos. O Espírito desperta em nós a fé, como despertou nos discípulos.

SACRAMENTOS PASCAIS
A Páscoa não é uma mera lembrança de um fato passado, mas proclamação de uma presença de Cristo que continua agindo no meio de Seu povo. Cristo ressuscitado continua agindo na Igreja e nos sacramentos que proclamam Sua presença e agem em nós para a salvação. Na Páscoa celebramos solenemente o Batismo, a Crisma que é a unção do Espírito e a Eucaristia. O Espírito permanece na Igreja para a realização dos sacramentos. Como na Encarnação deu vida humana ao Filho de Deus no seio de Maria, agora, no seio da comunidade, dá vida divina aos que recebem os sacramentos. Por isso a Páscoa é um grande hino: Dai graças ao Senhor porque Ele é bom, eterna é sua misericórdia.

COMUNIDADE DE VIDA
Não podemos nos sentir menores que os Apóstolos que viram o Ressuscitado, pois diz Jesus: “Felizes os que creram ser ter visto” (Jo 20,29). Desde os primeiros momentos, a primeira percepção sobre os que creram é a união: “Todos os fiéis se reuniam, com muita união” (At 5,12). Os Apóstolos continuavam a missão de Jesus com Seu vigor de cura e transformação. A nós que cremos, somos chamados a nos renovar pela profissão de fé e pelo Batismo (Oferendas) que nos unem num só corpo, e conservar em nossa vida o sacramento pascal que recebemos (pós-comunhão). A Páscoa é uma vida, um novo modo de viver  e não uma celebração que passa.

ORAÇÃO
                             
Ó Deus de eterna misericórdia, que reacendeis a fé do vosso povo na renovação da festa pascal, aumentai a graça que nos destes e fazei que compreendamos melhor o batismo que nos lavou, o espírito que nos deu nova vida e o sangue que nos redimiu. Amém!

Editado por Jorge – MFC ALAGOAS

terça-feira, 2 de abril de 2013

Atividades MFC Curitiba em 2013

ABRIL

Dia 06                                             Risoto com galeto MFC jovem
Dia 28                                             Café da manhã de formação dos jovens

MAIO

Dias 03,04 e 05                              95º Conselho Estadual e 4º Conselho MFC Jovem
Dia 07                                            Reunião  ECCI

JUNHO

Dia 04                                            Reunião ECCI
Dia 29                                            Feijoada

JULHO

Dia 02                                           Reunião ECCI
De 06 a 11                                    ENA - Vitória da Conquista
Dia a definir                                  Festa Junina MFC Jovem

AGOSTO

Dia 06                                          Reunião ECCI
Dia 11                                          Café da manhã de formação dos jovens
Dia 17                                          Noite das sopas

SETEMBRO

Dia 03                                          Reunião ECCI
Dias 06, 07 e 08                           Encontro de Corações
Dia 29                                          Café da manhã de formação

OUTUBRO

Dia 01                                         Reunião ECCI
Dia 05                                         Baile com tema a definir

NOVEMBRO

Dia 05                                         Reunião ECCI
Dia 09                                         Noite do espetinho MFC Jovem
Dia 24                                         Almoço da partilha

DEZEMBRO

Dia 03                                        Reunião ECCI
Dia 15                                        Missa de Encerramento das atividades do ano

EDITAL




EDITAL DE CONVOCAÇÃO.
PARA A ASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA DO MOVIMETO FAMILAR CRISTÃO DE CURITIBA A SER REALIZADA NO DIA 07 DE MAIO DE 2013 ÀS 20h00min, NO SANTUÁRIO NOSSA SENHORA DE SALETTE SITO A RUA LANGE DE MORRETES, 691, JARDIM SOCIAL, CURITIBA, PARANÁ.
O PRESENTE EDITAL TEM COMO FINALIDADE PRIMEIRA, CONVOCAR TODOS OS MEMBROS ATIVOS DO MOVIMENTO FAMILAR CRISTÃO, PARA QUE SE APRESENTEM E REGISTREM SUA VONTADE, EM ATA DA AGO DE 07 DE MAIO DE 2013, DE CONCORRER A ELEIÇÃO DOS CASAIS QUE ASSUMIRÃO A COORDENAÇÃO DO MFC NO PERIODO DE 08 DE MAIO DE 2013 ATÉ 08 DE MAIO DE 2016. LEMBRAMOS DO COMPROMETIMENTO DE TODOS MEMBROS ATIVOS PARA O BOM TERMOS DOS COMPRIMENTOS DOS ESTATUTO E REGIMENTO INTERNO DO MFC.
O PRESENTE EDITAL TEM TAMBÉM A FINALIDADE DE CONVOCAÇÃO TODOS OS COORDENADORES DE EQUIPE BASE DE CURITIBA PARA, A ELEIÇÃO E POSSE, DOS CASAIS QUE ASSUMIRÃO A COORDENAÇÃO DO MOVIMENTO FAMILIAR CRISTÃO DE CURITIBA, PARA O PERÍODO DE 08 DE MAIO DE 2013 ATÉ 08 DE MAIO DE 2016, NOS TERMOS DO ARTIGO 10 LETRA “B” DO ESTATUTO DO MOVIMENTO FAMILIAR CRISTÃO DE CURITIBA E ARTIGO 88 DO REGIMENTO INTERNO. LEMBRAMOS DO COMPROMETIMENTO DE TODOS OS COORDENADORES DAS EQUIPES BASES PARA O BOM TERMOS DOS COMPRIMENTOS DOS ESTATUTO E REGIMENTO INTERMO DO MFC.
A PRIMEIRA CHAMADA DA AGO OCORRERÁ AS 20h00min, DO DIA 07 DE MAIO DE 2013, EM NÃO HAVENDO O NÚMERO SUFICIENTE DE MEMBROS ATIVOS E COORDENADORES DE EQUIPES BASES, SE FARÁ A SEGUNDA CHAMADA ÀS 20h30min DO MESMO DIA, COM QUALQUER NÚMERO DE PARTICIPANTES ATIVOS E COORDENADORES DE EQUIPE BASE.
A PAUTA SEGUIRÁ O SEGUINTE RITUAL, REGISTRO DA VONTADE, EM ATA DO CASAL OU CASAIS QUE QUEIRÃO CONCORRER A ELEIÇÃO DOS CASAIS QUE ASSUMIRÃO A COORDENAÇÃO DO MOVIMENTO FAMILIAR CRISTÃO DE CURITIBA, PARA O PERIODO DE 08 DE MAIO DE 2013 ATÉ 08 DE MAIO DE 2016. EM ATO CONTINUO OS COORDENADORES DE EQUIPE BASE, PRESENTES, ELEGERÃO OS CASAIS COORDENADORES DA CIDADE DE CURITIBA.
OS ELEITOS TOMARÃO POSSE DOS SEUS MANDATOS PARA O PERIODO DE 08 DE MAIO DE 2013 A 08 DE MAIO DE 2016.
OUTROS ASSUNTOS PODERÃO SER TRATADOS  PELA ASSEMBLÉIA REUNIDA, SEM PREJUÍZO AOS ESTATUTOS E REGIMENTO INTERNO.
CURITIBA 02 DE ABRIL DE 2013.
SERGIO ELOY MILANI E ELIZABETH CANESTRARO MILANI
CASAL COORDENADOR DO COLEGIADO DA ECCI DE CURITIBA

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Boletim Informativo de Março


COLEGIADO ANO III NR°28 MOVIMENTO FAMILIAR CRISTÃO - CURITIBA/PR Março 2013
 No dia 05/03/2013 foi realizada na Paróquia Nossa Senhora de Salette a nossa primeira Reunião da ECCI do ano de 2013, estavam presentes representantes das Equipes: Felicidade, Caminhando, Âncora, Morada, Santa Maria Goretti, Corações de Atitude, MFC Jovem e Caminhando com Cristo. Após as Boas Vindas por parte do Colegiada, a secretaria comunicou estar disponível as revistas Fato e Razão e o Informativo Atuação para que fossem entregues aos representantes das equipes. Os carnês da pertênça para 2013 também foram distribuidos, o valor foi atualizado para R$10,00 por pessoa. Este ano não foram adiquiridas agendas através da Coordenação do Estado, as mesmas foram compradas pelo Colegiado de Curitiba e disponibilizadas uma por casal. Foi comunicado que no dia 06/04/2013 acontecerá a primeira Noite do Risoto do MFC Jovem, onde teremos um delícioso risoto acompanhado de frango assado no espeto e salada, o valor será de R$18,00 por pessoas e o mesmo será realizado na Paróquia Nossa Senhora de Salette, contamos com a presença de todos, vamos prestigiar nossos jovens. Houve também a confirmação de que todos estajam conseguindo acessar as notícias bem como o Boletim Informativo no Blog do MFC Curitiba, na sequencia foram apresentados os dados financeiros de encerramento do ano de 2012 , entradas e despesa e saldo do mês de fevereiro de 2013, Nosso potêncial de pertença para 2012 era de R$29.160,00 com 19 equipes e 243 integrantes, porém atingimos apenas 70% deste número, por parte da tesouraria na pessoa do nosso amigo Zico, pois nosso tesoureiro não pôde participar desta reunião. A Equipe de Nucleação não tinha nenhuma novidade, pois ainda não havia iniciado as suas atividades. Foi anunciado para o dia 24/03 às 09h da manhã, neste mesmo local o Café da Manhã de Formação que terá como tema Pais Analógicos x Filhos Digitais. Foi colocado para todos os presentes a situação da nossa mudança que tem prazo até o final do mês de março, a Paróquia ganhou o título de Santuário e desta forma deve realizar uma grande reforma, precisando assim que desocupemos o espaço locado, colocamos esta situação para que se alguém tivesse conhecimento de um local para onde levar todas as coisas do MFC Curitiba, mesmo que temporariamente, até o final das obras que acontecerão nesta Paróquia. No momento ninguém se posicionou com alguma ideia, mas ficamos na expectativa de uma solução. Devido a esta mudança, separamos alguns itens que foram votados em assembléia pela doação dos mesmos, sendo que o material didático ficou definida a doação para o Mosteiro Monte Carmelo, onde temos livre acesso para que se no futura seja necessária a consulta ou empréstimo de algum material o mesmo esteja disponível. Nesta reunião foi lançada oficialmente a candidatura dos casais Paulo Cezar e Bernadete e Hélcio e Lenis para a nova coordenação da cidade de Curitiba. O amigo Hélcio utilizando do espaço da Palavra Livre solicitou doações de itens para casa, principalmente de cozinha para as mulheres acompanhadas na Casa Edith Stein para dependentes químicos, que estão se mudando para a chácara que foi comprada em Contenda. Nos dias 04 e 05 de maio estaremos recebendo em nossa cidades por volta de 150 pessoas para participação no 95º Conselho Estadual do 4º Conselho do MFC Jovem, bem como do CONDIR Sul com representantes dos três estados do sul do país e a grata presença de representantes do MFC para a América Latina. O evento acontecerá na casa de retiros do Mossunguê, mas se necessário precisaremos da colaboração de mefecistas para hospedar alguns participantes, contamos também com o apoio de todos para os serviços necessários para que o evento aconteça, como apoio copa e limpeza, cozinha, secretaria, lojinha, entre outros. A equipe Âncora já se candidatou ao trabalho da secretaria. Para este conselho solicitamos também empresas que possam patrocinar, a compra das sacolas e brindes, tendo em vista que o valor em caixa não deve cobrir as despesas necessárias. Na noite de sábado dia 05 deverá haver a apresentação de alguma atividade cultural, também contamos com a indicação por parte dos mefecistas para este momento. Para aqueles que nunca participaram de um Conselho, ou já fizeram parte e tem vontade de estar conosco basta realizar a inscrição que para os Mefecistas de Curitiba e Região Metropolitana terá um custo de R$35,00 que será destinado ao pagamento das refeições.


PRÓXIMA REUNIÃO DA ECCI:
Data: 02/04/2013
Hora:19:45h
Local: Santuário Nossa Senhora de Salette


- Reforçamos o convite para a participação no primeiro Risoto com frango no espeto do MFC Jovem, dia 06/04 às 20h no Santuário Nossa Senhora de Salette.
- Nos dias 04 e 05/05 teremos o prazer de sediar o 95º Conselho Estadual, 4º Conselho do MFC Jovem, bem como o CONDIR Sul
- Dia 28/04/2013 acontecerá o Café da Manhã de Formação para os Jovens.


Os decendentes de Abraão, Isaque e Jacó passaram mais de quatrocentos anos escravizados no Egito, assim, Deus decidiu libertá-los dessa escravidão. Moisés foi o escolhido por Deus para libertar o povo, sendo então, o líder do êxodo.
Moisés, atendendo ao chamado de Deus, foi ter com o Faraó, transmitindo-lhe a mensagem divina: "Deixa ir meu povo para que me sirva". A fim de provar ao Faraó a vontade divina, Moisés invocou pragas contra o Egito. As pragas começaram a ser lançadas, mais assim que cessavam o Faraó continuava a pecar, mantendo-se contra a vontade de Deus. Assim, a décima e última praga fora lançada - Deus enviou um Anjo destruidor através da terra do Egito a fim de ceifar a vida de todo primogênito: "E Eu passarei pela terra do Egito esta noite e ferirei todo primogênito na terra do Egito, desde homes até animais, e sobre todos os deuses do Egito farei juízo. Eu sou o Senhor." (Ex. 12.12).
Contudo, como os israelitas também habitavam o Egito, o Senhor Deus enviou uma ordem a seu povo. Cada família deveria tomar um cordeiro macho de um ano de idade, sem defeito, e sacrificá-lo ao entardecer do dia quatrorze do mês de Abibe, as famílias menores poderiam dividir um único cordeiro. Parte do sangue do cordeiro sacrificado deveria ser passada na ombreiras e na verga da porta de cada casa. Assim o Anjo, ao passar por aquela terra, passaria por cima daquelas casas que tivessem o sangue sobre elas - daí o temo PÁSCOA, do hebreu pesah, que significa "pular além da marca", "passar por cima" ou "poupar". Assim, os israelitas foram protegidos da morte, através do sangue do cordeiro morto. É importante ressaltar que Deus ordenou o sinal de sangue não porque Ele não era capaz de identificar seu povo, mas porque queria ensinar a eles sobre a importância da obediência e da redenção pelo sangue, preparando-se para o advento do "Cordeiro de Deus", que séculos mais tarde tiraria o pecado do mundo - "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo" Jo 1,29b.
Naquela noite s israelitas deveriam estar preparados para viajar. Eles deveriam assar o cordeiro, preparar ervas amargas e pães sem fermento (na Bíblia, o fermento simboliza, normalmente, o pecado e a corrupção, esse pães asimos simbolizavam a separação entre israelitas redimidos e o Egito). O povo deveria estar pronto para a refeição ordenada ao anoitecer, a fim de partir apressadamente. Assim se fez, tal como o Senhor dissera.
O povo de Deus, a partir desse momento da história, passou a celebrar a Páscoa em toda primavera, já que as instruções divinas relatavam ser essa celebração um "estatuto perpétuo", conforme o livro do Exôdo 12.14: "E este dia vos será por memória, e celebrá-lo-ei por festa do Senhor, nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo". Assim, em cada Páscoa, os israelitas, juntamente com suas famílias, sacrificavam o cordeiro, retiravam de suas casas todo fermento e comiam ervas amargas e contavam a história de seus ancestrais, de como viveram o exôdo na terra do Egito e a libertação da escravidão ao Faraó - era dever dos pais usar a Páscoa para ensinarem aos filhos a verdade sobre a redenção da escravidão e do pecado, que Deus efetuara em seu louvor e que através disso fez deles um povo especial sob seus cuidados.
Nos tempos do Novo Testamento, os judeus (israelitas) observavam a Páscoa da mesma maneira. Jesus, aos doze anos de idade, foi levado a Jerusalém por seus pais para a celebração da Páscoa (lc 2.41-50), posteriormente Jesus participou dessa celebração em Jerusalém a cada ano. A última ceia de que Jesus participou com seus discípulos em Jerusalém, pouco antes da cruz, foi a refeição da Páscoa.
Para os cristãos, a Páscoa tem o propósito de lembrar a salvação em Cristo e da redenção do pecado e da escravidão, pois Jesus foi crucificado na Páscoa como cordeiro pascal (1 Co 5.7), que liberta do pecado e da morte todos aqueles que NELE creem.
A Páscoa cristã celebra a ressurreição de Jesus Cristo, que de acordo com a Bíblia ocorreu três dias após a sua crucificação. É comum em todas as igrejas cristãs, o domingo ser um dia destinado à comemoração da ressurreição de Cristo, realizada através da Eucarístia, porém o domingo de Páscoa é diferenciado dos outros, neste é celebrado o aniversário da ressurreição, a Festa da Vida.

Para Reflexão: Deixemos para reflexão os trechos da Bíblia citados neste texto.

     ANIVERSÁRIOS DE CASAMENTO

Que Deus lhes dê saúde, paz, felicidade e amor, conservando-os sempre juntos.

ABRIL

39 Anos
Paulino Karan e Loris Karam                                                                                     20/04/1974

36 Anos
Antonio Carlos O. Aguiar e Angela C. S. Aguiar                                                        29/04/1977
Luiz Renato Suchevicz e Dirce C. S. Suchevicz                                                          30/04/1977

33 Anos
Roberto Guimarães Pilatti e Maria Sonia S. Pilatti                                                       14/04/1980 

28 Anos
Devanil R. dos Santos e Sonia Ana dos Santos                                                           20/04/1985

09 Anos
Anderson L. Rattmann e Elisangela D. Rattmann                                                         16/04/2004

08 Anos
Nilson Vernália e Cristina Karam Vernália                                                                   30/04/2005

06 Anos
Luis Marcelo A. M. Correia e Priscila Trevisan                                                            21/04/2007

05 Anos
Paulino Karam Filho e Roberta M. T. A. Karam                                                          12/04/2008



Dia 02/04 terça-feira reunião da ECCI

O horário será, 19:45 no Santuário Nossa Senhora de Sallete


Haverá segurança para os veículos.

                                                      Esperamos por vocês!

domingo, 31 de março de 2013


LITURGIA DO DOMINGO DE PÁSCOA - 31/03/2013



    
  

DOMINGO DE PÁSCOA
    
  

PRIMEIRA LEITURA (At 10,34a.37-43)
  
Leitura dos Atos dos Apóstolos
Naqueles dias, Pedro tomou a palavra e disse: Vós sabeis o que aconteceu em toda a Judeia, a começar pela Galileia, depois do batismo pregado por João: como Jesus de Nazaré foi ungido por Deus com o Espírito Santo e com poder. Ele andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os que estavam dominados pelo demônio; porque Deus estava com ele. E nós somos testemunhas de tudo o que Jesus fez na terra dos judeus e em Jerusalém. Eles o mataram, pregando-o numa cruz.

Mas Deus o ressuscitou no terceiro dia, concedendo-lhe manifestar-se não a todo o povo, mas às testemunhas que Deus havia escolhido: a nós, que comemos e bebemos com Jesus, depois que ressuscitou dos mortos. E Jesus nos mandou pregar ao povo e testemunhar que Deus o constituiu Juiz dos vivos e dos mortos. Todos os profetas dão testemunho dele: Todo aquele que crê em Jesus recebe, em seu nome, o perdão dos pecados”.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!

RESPONSÓRIO (Sl 117)
   
— Este é o dia que o Senhor fez para nós: alegremo-nos e nele exultemos!
— Dai graças ao Senhor, porque ele é bom!/ ‘Eterna é a sua misericórdia!”/ A casa de Israel agora o diga:/ “Eterna é a sua misericórdia!”
— A mão direita do Senhor fez maravilhas,/ a mão direita do Senhor me levantou./ Não morrerei, mas, ao contrário, viverei/ para cantar as grandes obras do Senhor!
— A pedra que os pedreiros rejeitaram/ tornou-se agora a pedra angular./ Pelo Senhor é que foi feito tudo isso:/ Que maravilhas ele fez a nossos olhos!

SEGUNDA LEITURA (Cl 3,1-4)
   
Carta de São Paulo apóstolo aos Colossenses:
Irmãos: 1Se ressuscitastes com Cristo, esforçai-vos por alcançar as coisas do alto, 2onde está Cristo, sentado à direita de Deus; aspirai às coisas celestes e não às coisas terrestres. 3Pois vós morrestes, e a vossa vida está escondida, com Cristo, em Deus.
4Quando Cristo, vossa vida, aparecer em seu triunfo, então vós aparecereis também com ele, revestidos de glória.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!

EVANGELHO (Jo 20,1-9)
   
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo † segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

1No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus, bem de madrugada, quando ainda estava escuro, e viu que a pedra tinha sido tirada do túmulo.

2Então ela saiu correndo e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo, aquele que Jesus amava, e lhes disse: “Tiraram o Senhor do túmulo, e não sabemos onde o colocaram”.

3Saíram, então, Pedro e o outro discípulo e foram ao túmulo. 4Os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais depressa que Pedro e chegou primeiro ao túmulo. 5Olhando para dentro, viu as faixas de linho no chão, mas não entrou.

6Chegou também Simão Pedro, que vinha correndo atrás, e entrou no túmulo. Viu as faixas de linho deitadas no chão 7e o pano que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não posto com as faixas, mas enrolado num lugar à parte.

8Então entrou também o outro discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo. Ele viu, e acreditou.

9De fato, eles ainda não tinham compreendido a Escritura, segundo a qual ele devia ressuscitar dos mortos.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor!

REFLEXÃO
“RESSUSCITEMOS PARA A VIDA NOVA”
Pe. Luiz Carlos de Oliveira, C.Ss.R.
   
SOMOS TESTEMUNHAS
Na celebração da Vigília Pascal recebemos um profundo ensinamento das leituras da Palavra de Deus que proclamaram a presença do Ressuscitado e nos deram o sentido de sua Ressurreição. Diversos foram os símbolos usados como o fogo, a luz, a água, o canto e a comunidade, para nos introduzir neste mistério. Fomos envolvidos pela renovação das promessas do Batismo e pela celebração da Eucaristia. Neste Domingo de Páscoa podemos cantar o “Aleluia”, pois o Pai ressuscitou Seu Filho e a nós que cremos Nele. Cristo, morrendo, destruiu a morte, ressurgindo deu-nos a vida (prefácio). Nós somos testemunhas do acontecimento da Ressurreição porque acolhemos o testemunho dos Apóstolos como Pedro afirma na casa de Cornélio: “E nós somos testemunhas de tudo o que Jesus fez na terra dos judeus e em Jerusalém. Eles O mataram, pregando-O numa cruz. Mas Deus o ressuscitou no terceiro dia, concedendo-lhe manifestar-se às testemunhas que Deus havia escolhido: a nós que comemos e bebemos com Jesus, depois que ressuscitou dos mortos” (At 10,40-41). São testemunhas de um Vivo. O contato com Jesus vivo, depois de ter passado pela morte e ressuscitado, deu aos apóstolos e aos discípulos força de anúncio e libertação de todos os males, como o fora o próprio Jesus que “ungido pelo Espírito e com poder, andou por toda parte fazendo o bem e curando a todos que estavam dominados pelo demônio” (38). Assim Pedro reconhece a presença do Espírito na casa de Cornélio, centurião romano. Ali mesmo reconheceu que a boa notícia é para todos. O Espírito é dado também aos pagãos. Por isso podem também receber o batismo. A Ressurreição é obra de Deus.

NÃO BASTA VER, É PRECISO CRER
Os discípulos Pedro e João, ao anúncio de Madalena, correm ao túmulo. Pedro entrou no túmulo e viu. João viu e creu. É a fé na Ressurreição que garante o testemunho. É o Espírito que vai abrir a mente para que entendam. Ele está vivo. A mulher é a primeira testemunha, como a Igreja é a primeira a testemunhar que Cristo está vivo e a garantia de sua presença no meio de nós. O Espírito ensina que a fé na Ressurreição é garantia de vida eterna. Morrendo destruiu a morte, ressurgindo deu-nos a vida (prefácio). A nós também cabe não somente saber, mas crer, isto é, transformar a vida a partir dos frutos da Ressurreição que é a Vida Nova. Paulo insiste: “Se ressuscitastes com Cristo, esforçai-vos por alcançar as coisas do alto; ... Aspirai às coisas celestes e não às coisas terrestres” (Cl 3,1-2). Crer significa um novo modo de viver. Não há fé só intelectual, mas gera o modo de vida. Ela conduz também ao anúncio da certeza da Ressurreição.

VIDA ESCONDIDA EM CRISTO
Fazemos parte da História da Salvação. A Ressurreição nos une a Cristo, como disse Paulo: “Vós morrestes e a vossa vida está escondida, com Cristo, em Deus” (Cl 3,3). Estar com a vida em Deus é o novo nascimento. A fé nos gera para Deus. Celebrando os mistérios pascais, chegamos à luz da Ressurreição. E a Igreja se renova e renasce (Oferendas). A mudança de conduta acontece quando nos abrimos à caridade. Tiramos as pedras da porta do sepulcro de nosso coração e manifestamos o Resuscitado. A Páscoa não é um acontecimento passado. Acontece em cada ato de amor. A festa da Páscoa acenda sempre em nós o desejo do Céu (Vigília). Não desanimar quando tudo parece perdido. Ninguém está perdido. A todos, em Cristo foram escancaradas as portas do Céu. Cada Eucaristia torna presente a Ressurreição. Por isso dizemos: fazendo memória da Ressurreição.

ORAÇÃO
                             
Ó Deus, por vosso Filho Unigênito, vencedor da morte, abristes hoje para nós as portas da eternidade. Concedei que, celebrando a ressurreição do Senhor, renovados pelo vosso Espírito, ressuscitemos na luz da vida nova. Amém!

Editado por Jorge – MFC ALAGOAS

sábado, 30 de março de 2013

CORREIO MFC BRASIL Nº 317



  
DE POBREZA E COMPAIXÃO
NEI ALBERTO PIES
PROFESSOR E ATIVISTA EM DIREITOS HUMANOS

“Se eu dou comida a um pobre, chamam-me de santo, mas se eu pergunto por que ele é pobre,
chamam-me de comunista” (Dom Helder Câmara)

A defesa das causas dos pobres é uma tarefa muito árdua. Exige-nos mais do que compreensão, discursos e teorias sobre a pobreza, mas, sobretudo, compromisso e compaixão. Somos muito preconceituosos para com o sofrimento e a situação indigna como vivem os pobres. Desconhecemos a sua realidade e não queremos mexer na raiz dos nossos problemas: a nossa forma de organizar o mundo.


É
 muito forte entre a gente a ideia de que pobres são coitados, por isso desprovidos de sorte e de bens. Se não lutam, são preguiçosos. Se lutam e exigem mudanças tornam-se perigosos. Mesmo quando passam fome, insistimos em dizer que eles ainda deveriam ser capazes de sonhar.

Só a lucidez da razão e a sensibilidade podem tratar bem das questões da existência e convivência humanas. Na visão ocidental, desenvolvemos a ilusão de que só a razão nos dará respostas aos problemas humanos. Nem a razão ornamental (que serve de ornamento), nem a razão instrumental (ferramenta para transformar a realidade) são capazes de justificar o sofrimento e a realidade daqueles que excluímos socialmente (os pobres). Os pobres não são invenção, não são uma ideia. Os pobres são reais. Os pobres existem, e sofrem a violação da sua vida e dignidade.

Leonardo Boff, defensor incansável das causas dos pobres e oprimidos, afirma que são três as compreensões que se tem da pobreza. Uma primeira, clássica, é a ideia de que o pobre é aquele que não tem. A estratégia então é mobilizar quem tem para ajudar a quem não tem, através de ações assistencialistas, sem reconhecer a potencialidade dos mesmos. A segunda ideia, moderna, é aquela que descobre os potenciais do pobre e compreende que o Estado deve fazer investimentos para que ele seja profissionalizado e potencializado, com vista à inserção no mundo produtivo. Ambas as posições desconsideram, na visão de Boff, que a pobreza é resultado de mecanismos de exploração, que sempre geram enormes conflitos sociais. Boff acredita que é preciso reconhecer as potencialidades dos pobres não apenas para engrossarem a força de trabalho, mas principalmente para transformarem o sistema social. Os pobres, organizados e articulados com outros atores da sociedade, são capazes de construir uma democracia participativa, econômica e social. “Essa perspectiva não é nem assistencialista nem progressista. Ela é libertadora”.

Só a compaixão se reveste de libertação. A compaixão não é sofrer pelos outros, mas sofrer com eles. O sofrer com os outros permite colocarmo-nos no seu lugar. Ver a partir dos seus pontos de vista e das suas realidades. É também deixar-se transformar, permitindo que os nossos mais nobres sentimentos se traduzam em ações concretas a favor dos pobres, fracos e marginalizados.

Poucos vivem a compaixão. Muitos perderam a sensibilidade, o que os impossibilita de viver a caridade e o amor ao próximo. Outros preferem atribuir aos pobres a culpa pela sua situação de miséria e vulnerabilidade. Outros discursam democracia, não perguntando se esta propicia as mesmas condições e oportunidades a todos, como ponto de partida. Porque o ponto de chegada depende de cada um de nós. E muitos, em grande número, tratam como crime a atitude de quem luta por causas humanitárias, quando estas exigem uma mudança na estrutura e organização da sociedade. “As pessoas são pesadas demais para serem levadas nos ombros. Leve-as no coração”, disse Dom Hélder Câmara. Este é o sentido maior da compaixão para com os pobres: não os defendemos por serem bons ou anjos, mas porque são parte de uma sociedade desigual, que não sabe lidar com eles.

O recém eleito Papa Francisco anuncia o seu desejo: “como eu gostaria de uma igreja pobre, para os pobres”. Desejemos também nós praticar a compaixão para erradicar a pobreza no Brasil e no mundo.
  
FRASES PARA LER E PENSAR
Antoine de Saint-Exupéry
(de “O Pequeno Príncipe”)                
Disse a flor para o pequeno príncipe: “É preciso que eu suporte duas ou três lagartas, se eu quiser conhecer as borboletas”.
Foi o tempo que dedicastes à tua rosa que fez tua rosa tão importante
Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos.
Não chores por ter perdido o pôr do sol, pois as lágrimas te impedirão de contemplar as estrelas.
Se alguém ama uma flor da qual só existe um exemplar em milhões de estrelas, isso basta para que seja feliz quando a contempla.
Quando você dá de si mesmo, você recebe mais do que dá.
Determinada flor é, em primeiro lugar, uma renúncia a todas as outras flores. E, no entanto, só com esta condição é bela.
O verdadeiro homem mede a sua força, quando se defronta com o obstáculo.
Eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E serei para ti única no mundo.
O verdadeiro amor nunca se desgasta. Quanto mais se dá mais se tem.
Foi o tempo que investiste em tua rosa que fez tua rosa tão importante
Si vous venez à quatre dans l'après-midi, puisque les trois, je commence à être heureux.
  
DE-CISÃO...
JORGE LEÃO – MFC MARANHÃO

Ao longo da vida, somos levados a de-cidir sobre os rumos de nossa trajetória. Dia após dia, o tempo nos cobra posturas de-cisivas. Escolhas profissionais, valores pessoais, conflitos afetivos, relações interpessoais, frequentemente surgem como fantasmas, assombrando o universo mental da humanidade.

O
 ensinamento da sabedoria milenar dos mestres iluminados traz, no entanto, um simples e singelo provérbio, bem atual: “faz de tua boca um canal de água pura”. De-cidir pela pureza das palavras...

Por conseguinte, várias serão as consequências desta de-cisão. A mudança de espaço (não propriamente físico) é o primeiro sinal. Ou seja, a presença de uma atitude mental renovada. Isso nos ajuda a refletir mais acuradamente sobre os pontos de conflito entre hábitos, valores e atitudes. Quando eu opto, por exemplo, por beber água, em vez de refrigerante, estabeleço uma cisão, isto é, uma separação ou quebra no percurso até então estabelecido.

Como sabemos, adentrar no caminho desta jornada não é fácil, pois nos cobra responsabilidade, e isso tem implicações pessoais profundas no cotidiano. Não se trata apenas de uma “mudança de hábitos”, mas de olhar o mundo com os olhos da cisão.

Como de-cidimos pelo deslocamento do antigo espaço habitado, então passamos a buscar outros modos de habitação. Somos com isso lançados no terreno da escassez. Sentimo-nos como abandonados em um deserto. O deserto da de-cisão.

Por isso, caminhar ao longo de uma estrada com pedras, repleta de árida presença de plantas contorcidas e gafanhotos, água escassa, calor escaldante durante o dia e frio intenso à noite, pode gerar medo e desconforto. O deserto, então, torna-se uma realidade à nossa frente.

De-cidimos, contudo, atravessá-lo...

Nesta travessia, uma constante sensação de perda parece dilacerar a alma, a cada passo, a cada de-cisão. Ir por um caminho é optar não ir por outro. Um jogo de-cisivo, mas profundamente transformador.

Após esta longa e sofrida jornada, renascemos para a adesão, a fim de sermos renovados pela água cristalina da renovação interior. Surge assim o caminho da pureza, pois a aridez do deserto foi ultrapassada. O novo caminho a seguir vislumbra os primeiros sinais de mudança, agora compreendida como fruto de uma adesão.

A adesão prepara o terreno para a práxis, isto é, a ação livre e consciente. Quando assumimos os riscos de nossas de-cisões, e aderimos ao projeto incondicional da luta pela vida, nossas ações tornam-se translúcidas como as palavras do Mestre: “nem só de pão vive o homem”...

A ação toma agora a dimensão da livre adesão, ao que chamamos de “liberdade dos filhos de Deus”. Ao sairmos da situação aprisionada pelo horizonte limitado do egoísmo, respiramos a ternura dos lírios do campo, oxigenados pela simplicidade dos gestos de paz.

É um caminho árduo, mas ele nos aponta para a plenitude. Por isso, a cada dia, nossa de-cisão nos aponta uma adesão, livre e consciente, fundada na alegria duradoura do espírito sereno e transformador do amor.

O amor, sereno e benfazejo, translúcido auspicioso a nos dizer: de-cide.

Nota da Comissão Brasileira Justiça e Paz, vinculada à CNBB, sobre a eleição da Presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados

A eleição da nova Presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM) suscitou questionamentos de amplas parcelas da sociedade civil que atuam, historicamente, na defesa e promoção dos direitos humanos e das minorias.

A Comissão Brasileira Justiça e Paz (CBJP), organismo vinculado à CNBB, manifesta sua solidariedade a estas mobilizações da sociedade civil, responsável por tornar a CDHM órgão permanente do Legislativo. À CDHM cabe enfrentar as inúmeras violações à dignidade da pessoa humana e estimular os debates e reflexões que favoreçam a criação e efetivação de políticas de Estado em favor da dignidade humana.

Os justos questionamentos à eleição desta Presidência expressam a indignação diante de “acordos políticos” que desconsideraram a essencialidade da CDHM, reduzindo a sua grandeza. O episódio deixa transparecer a frágil e incompreendida pauta dos direitos humanos entre alguns partidos políticos que, ao colocá-la em segundo plano, retrocederam nas suas escolhas e prioridades.

A imediata reação contrária à nova Presidência da CDHM reforça a convicção de que a atuação da Comissão no parlamento não pode retroceder e que sua missão transcende os interesses particulares, tendo em vista que os objetivos da CDHM presumem uma interação constante com a sociedade civil.

Brasília, 22 de Março de 2013

Pedro Gontijo
Secretário Executivo da CBJP

NOTA DESTE CORREIO
O presidente eleito pelos parlamentares da Comissão Parlamentar de Direitos Humanos tem feito declarações racistas e antiéticas, tornando seu nome incompatível com a presidência dessa Comissão e mesmo da sua condição de deputado federal.