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sexta-feira, 27 de setembro de 2013

O Ano da Fé no Brasil

No próximo dia 24 de novembro, encerra-se o Ano da Fé, convocado pelo Papa Emérito Bento XVI. Os fiéis e toda a Igreja têm aproveitado a ocasião para refletir sobre a Fé Católica. De acordo com Dom Sérgio da Rocha, Arcebispo de Brasília e Presidente da Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé da CNBB, durante este período, houve um esforço geral para valorizar mais a Fé, conhecendo seu conteúdo e vivendo-a mais intensamente. 

Dom Sérgio destacou que “houve uma valorização maior do próprio Catecismo da Igreja Católica” e acredita “que essa renovação missionária da Igreja aconteceu em nível local e paroquial também motivada pelo Ano da Fé”. 

Já Dom Wilson Angotti, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte e membro da Comissão para a Doutrina da Fé, ressaltou a busca da educação na Fé por parte dos jovens como uma das iniciativas mais marcantes. O prelado observou que vários grupos de jovens estão estudando o Catecismo da Igreja Católica e a Doutrina Social da Igreja, fator que “desperta em nós a consciência de que os jovens estão buscando, estão aprofundando e a Fé tende a se tornar sempre mais consciente e mais firme”. 

Sobre os últimos meses de Ano da Fé, Dom Wilson enalteceu três ações: conhecer, viver e transmitir a Fé: “É um compromisso que fica para cada um de nós cristãos mesmo terminando o Ano da Fé, que nos serve apenas de uma motivação para que possamos viver esses compromissos que são parte integrante de toda a nossa vida cristã”. Dom Sérgio, referindo-se a estrutura do próprio Catecismo da Igreja Católica, disse que precisamos entender que o Ano da Fé “continua a sua proposta de uma vivência da Fé, mas da Fé que é professada, da Fé celebrada”, pois, segundo ele, “são esses três momentos que estruturam o próprio Catecismo da Igreja Católica: a Fé que nós professamos, a Fé que nós rezamos ou celebramos e a Fé que nós procuramos vivenciar".


Texto proveniente do site da Rádio Vaticano

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

LITURGIA: UM SERVIÇO DE HUMILDADE COM QUALIDADE


Há um ditado que diz: "A fé remove montanhas". E realmente remove. Quem já vivenciou esta experiência de fé sabe que para Deus tudo se torna possível. Iniciamos assim este artigo para refletir sobre o papel do ministério musical na Liturgia, um trabalho que necessita estar fundamentado essencialmente na fé. 

Para ajudar no desenvolvimento do trabalho deste ministério, a CNBB vem produzindo materiais fundamentados na Sagrada Escritura para orientar os agentes para uma vivência da Liturgia. Neste sentido, alguns pontos merecem destaque sobre a função e o papel do canto na Liturgia. Conforme consta no capítulo II da Fundamentação Litúrgica (CNBB), “pelo canto a oração se exprime com mais suavidade, mais profundamente se atinge a unidade dos corações pela unidade das vozes, e mais facilmente se elevam as almas pelo esplendor das coisas santas até as realidades supraterrenas”. Vemos que o canto não tem papel secundário numa celebração, mas constitui-se numa das expressões mais profundas da própria Liturgia. Por isso, é um trabalho que precisa de preparo e orientação com qualidade, em espírito de humildade e serviço. Pois, para Deus, devemos oferecer o melhor.

Liturgia: letra e música

O que o Concílio orienta quanto às letras na celebração: “Que os textos destinados aos cantos sacros sejam conforme a doutrina católica, e sejam tirados principalmente da Sagrada Escritura e das fontes litúrgicas” (SC 121c). Desta forma, a escolha dos cantos deve ter relação com a Liturgia do dia-a-dia. 
Quanto à música, a orientação que segue é a que “favorece por todos os meios o canto do povo, mesmo sob novas formas adaptadas ao caráter de cada povo e à mentalidade de hoje... 

No entanto, é preciso reconhecer que todos os gêneros de cantos ou de instrumentos não são igualmente aptos a sustentar a oração e a exprimir o mistério de Cristo” (III Instrução da Sagrada Congregação para o Culto Divino, de 5/9/1970, n.3c), ou seja, a escolha de melodias e ritmos tem que levar em conta os momentos da celebração para que ajudem o povo a celebrar cada parte do rito. 

Neste sentido, a equipe responsável pela organização dos cantos na missa tem que estar bem preparada para combinar letra e música que auxiliem o povo a vivenciar cada momento que compõe a missa, principalmente os de interiorização e de louvor.

Comissão Litúrgica da Arquidiocese de Curitiba

O Papa, os padres e os carros

O apego material impede o encontro profundo com Deus



No dia 6 de julho, pouco antes de iniciar sua viagem ao Brasil, o Papa Francisco se entreteve com um grupo de, aproximadamente, 6 mil candidatos à vida religiosa e ao sacerdócio, que haviam chegado de toda a Itália. Em dado momento, ele confessou que «não se sente bem quando vê padres e religiosos em carros “último modelo”. Não pode ser! O carro é necessário, mas que seja simples! Pensemos em quantas crianças morrem de fome! Num mundo em que as riquezas causam tanto dano, temos que ser coerentes. O dinheiro não pode ser a primeira preocupação da paróquia».

O “carro dos padres”, porém, é apenas a “ponta do iceberg” da grande reforma que o Papa deseja ver abraçada, primeiramente pelos eclesiásticos e, em seguida, por todos os cristãos que almejam um futuro melhor para a Igreja e para a sociedade. Para ele, o apego aos bens materiais impede o encontro íntimo e profundo com Deus, transforma a Igreja numa empresa e corrompe o coração humano, fazendo-o insensível às necessidades e aos sofrimentos dos irmãos. Quando não partilhados, os bens escravizam a quem os detém. Seu lugar deve ser ocupado pela única riqueza que alimenta a esperança da humanidade: a solidariedade.

Foi o que disse no Rio de Janeiro, na visita que fez, no dia 24 de julho, ao Hospital São Francisco de Assis: «Quis Deus que meus passos, depois do Santuário de Nossa Senhora Aparecida, se dirigissem para o santuário do sofrimento humano, que é o Hospital São Francisco de Assis. É bem conhecida a conversão do santo patrono de vocês: o jovem Francisco abandona riquezas e comodidades para fazer-se pobre entre os pobres. Entende que não são as coisas, o ter, os ídolos do mundo, a verdadeira riqueza; não são eles que dão a verdadeira alegria, mas, sim, seguir a Cristo e servir os irmãos».

No dia seguinte, no encontro que manteve com a Comunidade de Varginha, o Papa acrescentou que a conversão e a identidade do cristão se realizam plenamente na atividade por uma sociedade justa e fraterna: «Ninguém pode ficar insensível diante das desigualdades que subsistem no mundo! Não é a cultura do egoísmo e do individualismo que constrói e conduz a um mundo mais habitável, mas a cultura da solidariedade, que faz ver no outro não um concorrente ou um número, mas um irmão.

Nenhum esforço de pacificação será duradouro nem haverá harmonia e felicidade para uma sociedade que ignora, marginaliza e abandona na periferia a parte de si mesma. Uma sociedade que assim age, empobrece a si própria e perde algo de essencial de si mesma. Só quando somos capazes de partilhar é que nos enriquecemos: tudo aquilo que se partilha, se multiplica! A medida da grandeza de uma sociedade é demonstrada pela maneira como trata a quem não tem outra coisa senão a sua pobreza!».

Por fim, no dia 27, ao discursar para bispos, sacerdotes, religiosos e seminaristas, reunidos na catedral metropolitana, Francisco lhes indicou o caminho para a grande obra de renovação eclesial e social por ele almejada: «Em muitos ambientes, ganhou espaço a cultura da exclusão e do descartável. Não há mais lugar para o idoso e para o filho indesejado. Não há mais tempo para se deter com o pobre caído à margem da estrada. As relações humanas parecem regidas por dois dogmas: a eficiência e o pragmatismo. Tenhamos coragem de ir contracorrente! Não renunciemos a este dom de Deus, que é sermos a única família dos seus filhos. O que torna a nossa civilização verdadeiramente humana é o encontro, a acolhida, a solidariedade, a fraternidade. Coloquemo-nos a serviço da cultura da comunhão e do encontro!».

A simplicidade dos carros – acompanhada pela simplicidade de vida – impedirá que os ministros da Igreja se acomodem em seus templos ou lares, como meros prestadores de serviços religiosos. A comunhão e o encontro obrigam a sair, disse Francisco: «Não podemos nos enclausurar em nossas comunidades ou instituições, quando há tanta gente esperando o Evangelho! Não se trata somente de abrir a porta para acolher, mas de sair para procurar e encontrar. Com coragem, pensemos a pastoral a partir da periferia, a partir de quem está afastado e não frequenta a paróquia. Ele também é convidado à mesa do Senhor!».
Dom Redovino Rizzardo, cs
Bispo de Dourados (MS)

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Audiência Geral: "O cristão morda sua língua antes de difamar"


Mais de 80 mil fiéis lotaram a Praça S. Pedro na manhã desta quarta-feira para a Audiência Geral com o Papa Francisco.

Em sua catequese neste Ano da Fé, o Pontífice falou da Igreja “una”, como confessamos no Credo. Se olharmos para a Igreja Católica no mundo, disse o Santo Padre, descobrimos que ela compreende quase 3.000 dioceses espalhadas em todos os continentes. Mesmo assim, milhares de comunidades católicas formam uma unidade – unidade na fé, na esperança, na caridade, nos Sacramentos e no Ministério. 

“Onde quer que estejamos, mesmo na menor paróquia no ângulo mais remoto desta Terra, há uma única Igreja; nós estamos em casa, somos uma família, estamos entre irmãos e irmãs. E este é um grande dom de Deus! A Igreja é uma só para todos. Não há uma Igreja para os europeus, uma para os africanos, uma para os americanos, uma para os asiáticos, uma para quem vive na Oceania, mas é a mesma em todos os lugares.” 

Como exemplo dessa unidade, o Papa então citou a Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro: “Naquela multidão sem fim de jovens na praia de Copacabana, ouviam-se falar tantas línguas, se viam tantos rostos com traços diferentes, e mesmo assim havia uma profunda unidade, se formava uma única Igreja”. 

Devemos nos perguntar, disse ainda Francisco, se sentimos e vivemos esta unidade ou “privatizamos” a Igreja para nosso grupo, nossa nação e nossos amigos. “Quando ouço falar de cristãos que sofrem no mundo, fico indiferente ou sinto-o como se sofresse um da minha família? É importante olhar para fora do próprio recinto, sentir-se Igreja, única família de Deus!”

Às vezes, constatou o Pontífice, surgem incompreensões, conflitos, tensões, divisões que ferem a Igreja. “Somos nós a criar dilacerações! E se olharmos para as divisões que ainda existem entre cristãos, católicos, ortodoxos, protestantes....sentimos a fadiga de tornar plenamente visível esta unidade. É preciso buscar, construir a comunhão, educar-nos à comunhão, a superar incompreensões e divisões, começando pela família, pelas realidades eclesiais, no diálogo ecumênico. O nosso mundo necessita de unidade, de reconciliação, de comunhão e a Igreja é Casa de comunhão. Antes de fazer intrigas, um cristão deve morder a própria língua.”

A unidade da Igreja, porém, não é primariamente fruto do nosso esforço por vivermos de acordo e unidos; o motor desta unidade é o Espírito Santo, que faz a harmonia na diversidade. 

“Por isso é importante rezar”, concluiu Francisco: “Peçamos ao Senhor que nos faça cada vez mais unidos e jamais nos deixe ser instrumentos de divisão. Como diz uma bela oração franciscana, que levemos amor onde há ódio, o perdão onde há ofensa, união onde há discórdia”.


Texto proveniente do site da Rádio Vaticano 

Dom Luiz Fernando toma posse da diocese de Pemba

O novo bispo de Pemba, em Moçambique, dom Luiz Fernando Lisboa tomou posse da diocese no último dia 14. O celebração aconteceu na Universidade Católica de Pemba e contou com a presença do presidente da Conferência Episcopal de Moçambique, dom Lúcio, de arcebispos, bispos, padres e leigos da região.
Do Brasil, estiveram presentes o bispo de Osório (RS), dom Jaime Pedro Kohl; a assessora da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária, Ir. Dirce Gomes; o assessor da Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, padre Deusmar da Silva; e a missionária leiga consagrada, Meromelina Gonzaga.
“A posse foi uma verdadeira celebração do mistério Pascal, uma expressão litúrgica com ritos e cantos próprios da vida do povo africano”, afirmou Ir. Dirce. “Em vários momentos, com cantos, orações, gestos e entrega de ofertas, os diocesanos de dom Luiz Fernando, representando várias comunidades, expressaram sua alegria e acolhida pelo pastor que estavam recebendo agora para ficar”, acrescentou.
Dom Luiz Fernando, natural de Valença (RJ), foi nomeado bispo de Pemba no dia 12 de junho. Até então, era pároco na arquidiocese de Curitiba (PR).
Em 2001, foi superior da comunidade passionista em Pemba, onde também foi pároco até 2004. Foi também nomeado formador do seminário de sua congregação em Moçambique, onde permaneceu até 2008.

Fonte: CNBB

A VERDADEIRA DEVOÇÃO A NOSSA SENHORA APARECIDA


A verdadeira devoção a Nossa Senhora Aparecida não se reduz ao recurso à sua intercessão para obter de Deus qualquer bem material. É certo que se pode invocar Maria para alcançar isso, mas é necessário ir além. O cristão aprende, sobretudo, a orar com Maria e como Maria.

Maria não teve a vida fácil e cômoda. Viu desencadear-se contra o seu Filho e contra a comunidade cristã as forças do mal, mas jamais duvidou de que Deus se põe ao lado dos justos e que seu Espírito vai conseguir vencer. Maria tornou-se para nós um modelo de fé na providência do Senhor.

A narrativa das Bodas de Caná mostra como a mãe de Jesus foi a primeira a entender que, sem o “vinho novo" (Cf. Jo 2,1-12) trazido pela palavra de Jesus, a prática religiosa produz só tristeza e desconforto. Ser devoto de Nossa Senhora Aparecida significa cultivar a mesma sensibilidade de Maria nos confrontos com o "vinho novo" trazido por Jesus.

A tentação de permanecer sempre agarrados às tradições, mesmo quando estão superadas e se mostram contra o Evangelho, é sempre atual. Quem pretende perpetuar certa religiosidade do passado e não se abre à novidade, aos impulsos do Espírito, certamente não está em sintonia com as disposições do ânimo de Maria. Ela é a Estrela da Evangelização. Continua a sua missão de levar Jesus Cristo a todos os povos, como o fez na visita à sua prima Isabel. Ela é o verdadeiro modelo de missionária para todos nós.

Neste mês de outubro, dedicado às missões, sigamos o exemplo de Maria, anunciando a Jesus Cristo e seu Evangelho, conforme o Papa Francisco lembrou a todos os jovens na JMJ. Todos nós somos chamados a sermos missionários e missionárias: "Ide a todas as nações e fazei meus discípulos"(Cf. Mt 28,19). Que nossa Senhora Aparecida nos ajude nesta missão.

Dom Moacyr José Vitti
Arcebispo da Arquidiocese de Curitiba

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Papa: "Deus caminha conosco e nos espera sempre"

Celebrando a missa da manhã na Casa Santa Marta, o Papa Francisco se inspirou no Salmo do dia e dissertou sobre a presença do Senhor em nossas vidas: “Na história do Povo de Deus – observou – existem momentos belos, que trazem alegria, e momentos ruins, de dor, martírio e pecado”.

Mas seja nos ruins como nos bons, uma coisa não muda: o Senhor está lá e jamais abandona o Seu povo! Porque o Senhor, no dia do primeiro pecado, tomou uma decisão, fez uma escolha: fazer História com o Seu povo. Deus, que não tem História porque é eterno, quis fazer História e caminhar perto de Seu povo: fazer-se um de nós e como um de nós, caminhar conosco, em Jesus. Isto nos fala da humildade de Deus”. 

Francisco continuou a homilia dizendo que Jesus quis caminhar com o Povo de Deus, com os pecadores, com os soberbos. 

Humildade: Deus está ao nosso lado, caminha conosco e nos espera sempre. Também na nossa vida pessoal, nos acompanha sempre com os Sacramentos. O Sacramento não é um rito mágico: é um encontro com Jesus Cristo, com o Senhor”. 

E a Igreja o celebra “com muita alegria, também na Eucaristia, com a quarta oração eucarística, na qual se canta o amor tão grande de Deus que quis ser companheiro de nosso caminho, que quis também ser História conosco”, prosseguiu o Pontífice.

E se Ele entrou na nossa História, entremos nós também na Sua História, ou pelo menos peçamos que Ele escreva a nossa História: é segura”. 



Texto proveniente do site da Rádio Vaticano 

Vaticano lança aplicativo para o Catecismo da Igreja Católica


O presidente do Pontifício Conselho para a Nova Evangelização, Dom Rino Fisichella, anunciou na última quinta-feira, 19, o lançamento de um aplicativo do Catecismo da Igreja Católica (CIC) para tablets e smartphones.O anúncio foi feito durante coletiva de imprensa no Vaticano. O aplicativo estará disponível em algumas semanas. 

"Estamos satisfeitos por termos alcançado este objetivo (...) que permitirá ter em mãos o Catecismo da Igreja Católica  e o seu Compêndio", declarou o arcebispo.  A versão disponibilizará também a consulta aos textos bíblicos presentes no Catecismo, através da Bíblia editada pela Conferência Episcopal Italiana (CEI).

Segundo Dom Fisichella, o dispositivo será um auxílio para os que desejam aprender mais sobre a fé transmitida ao longo dos séculos, o patrimônio da doutrina e espiritualidade "contidas nas páginas do Catecismo".

O presidente explicou também como se desenvolverá o Congresso Internacional de Catequese, que ocorrerá no Vaticano, nos dias 26 a 28 de setembro próximo. Participarão do evento cerca de 1.600 pessoas, provenientes de 50 países, divididas em 104 delegações. 

O Congresso proporcionará uma reflexão sobre a primeira parte do Catecismo da Igreja Católica, a respeito da transmissão da fé. Serão oferecidos aos participantes métodos de formação para os catequistas, a fim de impulsionar a comunidade cristã à redescoberta da fé. 

Na programação, após o encerramento do Congresso, serão realizadas peregrinações aos túmulos dos apóstolos e catequeses com 14 bispos de diferentes idiomas. No dia 29, o Papa Francisco presidirá a Celebração Eucarística às 10h30 na Praça São Pedro, no Vaticano. Está  prevista a participação de 100 mil peregrinos. 


Fonte: Canção Nova

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Escapulário de Nossa Senhora do Carmo


A Virgem Maria entrega a São Simão Stock o escapulário (Sec. XIX; Igreja de Santa Maria da Vitória, Roma).

O Escapulário do Carmo é definido como sendo uma "tira de pano que os frades e freiras de certas ordens trazem sobre o peito" (Dicionário Aurélio). Normalmente, quando se fala de um escapulário costuma referir-se ao escapulário da Ordem do Carmo, que é reconhecido pela Igreja Católica e que todos os Papas do século XX usaram.

O Escapulário do Carmo é um sinal externo de devoção mariana. Os seus utilizadores (quer sejam religiosos quer sejam leigos) pertencem automaticamete à Ordem Carmelita e consagram-se à Virgem Maria, na esperança de obter a sua especial proteção e intercessão. O distintivo externo desta pertença ou consagração/devoção é precisamente o pequeno escapulário marrom, que é constituído por duas peças de tecido marrom de lã atadas entre si por uma corda. O escapulário recorda aos seus utilizadores o compromisso da Ordem Carmelita e o seu modo de vida e a dimensão mariana do carisma carmelita (que
se caracteriza por uma vida de familiaridade com Maria, impregnada de oração, imitação, presença e prática de virtude). Para os leigos carmelitas, hoje em dia, o escapulário pode até ser uma medalha metálica (com uma das faces a ostentar uma imagem de Maria e a outra com uma imagem do Sagrado Coração de Jesus).
O escapulário só pode ser começado a usar após uma singular cerimônia de imposição.

O escapulário do Carmo é um sacramental, ou seja, é "um sinal sagrado segundo o modelo dos sacramentos, por meio do qual se significam efeitos, principalmente espirituais, obtidos pela intercessão da Igreja" . Concretamente, como meio de consagração, o escapulário fala - como dizia o Papa Pio XII - de humildade, de castidade, de oração contínua e de todas as virtudes da Mãe, das quais o devoto
se deve revestir e é convidado a uma íntima união com Deus e ao serviço humildedo próximo na Igreja.

A devoção dos católicos afirma que, com seu materno amor, Maria cuida dos irmãos de Seu Filho que ainda peregrinam, vivendo no meio de perigos e dificuldades, até que cheguem à Pátria Celeste. A doutrina católica mariana afirma: «um verdadeiro devoto de Maria salva-se». O Escapulário do Carmo, assim entendido, concretiza a maternidade espiritual de Maria que protege na vida, salva na morte e intercede depois a morte.

• História

O Escapulário do Carmo está ligado a uma venerável tradição carmelita, a saber, à "visão" de São Simão Stock. Segundo esta tradição, Nossa Senhora do Carmo teria aparecido a São Simão Stock, em 1251, trazendo o escapulário na mão e dizendo: «Hoc tibi et tuis privilegium: in hoc moriens salvabitur». Por outras
palavras: «aquele que fizesse parte da Ordem (recebesse e usasse o escapulário como sinal dessa pertença) seria salvo definitivamente». 

Vastíssima foi a difusão da devoção do Escapulário do Carmo entre os fiéis a partir do século XV. Houve vários Papas que eram devotos do Escapulário, tais como Inocêncio IV, João XXII, Alexandre V, Bento XIV, Pio VI, Clemente VII, Urbano VII, Nicolau V, Sixto IV, Clemente VII, Paulo III, São Pio V, Leão XI, Alexandre VII, Pio IX, Leão XIII, São Pio X, Bento XV, o Pio XI, Pio XII e João Paulo II.1 Além de usarem o Escapulário, estes Papas estimularam e aconselharam os católicos a usá-lo e premiaram esta devoção, aprovando os seus privilégios e cumulando de favores as Confrarias do Carmo.

Houve também inúmeros santos que usaram o Escapulário, como por exemplo o Santo Afonso de Ligório, São Pedro Claver, São Carlos Borromeu, São Francisco de Sales, São João Maria Batista Vianney, Beato Batista Mantovano, São Pompílio Pirrotti, São João Bosco, Santa Teresa de Ávila, Santa Terezinha do Menino Jesus, São João da Cruz, Santa Maria de Jesus e Edith Stein. Deste modo, o escapulário tem servido de instrumento para estender a família Carmelita para além do círculo dos frades e freiras, com a ampla agregação de leigos devotos do Escapulário.

Privilégios e benefícios

Quem usar o Escapulário e ser devoto a ele, obtém vários privilégios, tais como:

• proteção e intercessão especiais da Virgem Maria em todos os momentosda vida, da morte e mais além;
• a saída do Purgatório o quanto antes possível para quem morrer devotamente com ele;
• várias indulgências plenárias e parciais.

domingo, 22 de setembro de 2013

CORREIO MFC BRASIL Nº 337


Há alguns anos em Caracas uma editora lançou um jornal de boas notícias. Não seriam omitidas as más notícias naturalmente, mas estas sem muita extensão e alarde, apenas registros sucintos sem exploração da maldade humana ou demasiado derramamento de sangue. As manchetes e os espaços mais generosos seriam reservados a noticiar acontecimentos construtivos e ações de promoção humana, incentivando seus leitores a sempre maior envolvimento em organizações e atividades humanizadoras. O jornal não durou muito a jogar a toalha e sair de circulação. Faltaram leitores interessados em boas notícias... 


 A mídia “faz a verdade”...


 
Helio Amorim 

Para vender jornalismo é preciso uma alta dose de tragédia, degradação humana e social, guerras e atentados sádicos, crimes e desastres pictóricos da natureza ou de trânsito com muitos mortos e feridos. Especial destaque se envolvidas pessoas famosas ou muito ricas em bairros charmosos. Se além da importância social os atores forem políticos, a imprensa dos partidos adversários vão gastar mais tinta e papel para repercutir e faturar os efeitos dos acontecimentos. 
Voluntários levam alegria aos internos do INCA Hospital do Câncer, principalmente às crianças
Essa infeliz orientação editorial aumenta as vendas mas passa aos leitores uma visão destorcida da realidade. Mundo afora, em nosso país ou cidade predominam, acreditem, boas ações, bom comportamento, generosidade de amplo espectro, solidariedade, trabalhos múltiplos de promoção humana, de educação, de apoio nas situações de sofrimento e perigo. 

São incontáveis as pessoas, os movimentos e organizações dedicados a essas atividades assistenciais e promocionais, diversificadas e de proporções pouco conhecidas.

Ou conhecidas demais se alguma pessoa ou grupo promoveu na sua entidade atividades menos nobres como desvios de dinheiro ou práticas ilícitas finalmente denunciadas nestes dias com destaque nas colunas policiais da mídia.

Mirando o vasto mundo, o noticiário é especialmente sangrento e localizado na geografia de cada momento de estresse, logo esquecido, como se perfeitamente superada aquela situação política ou social extrema.

Recordamos algumas tragédias mais recentes que marcaram em vermelho as páginas de nossas leituras. O que estará acontecendo no Congo, em Ruanda, depois das guerras que ocuparam nossa atenção? Acampamentos de refugiados assistidos pela Cruz Vermelha no centro da África: estão todos bem? Voltaram para casa depois de contar seus mortos? Não nos mandam notícias há dois anos. Na Líbia, depois dos lances emocionantes da derrubada de Kaddafi por exércitos estranhos, está tudo bem, todos felizes? Há mais de um ano não temos notícias.


O Afeganistão e o Iraque seguem vivos no noticiário porque o morticínio continua violento, mas a realidade é nublada pelos interesses em jogo, pintado de negro pelo petróleo e pela brutalidade das intervenções externas de potências equivocadamente “ameaçadas” por mísseis fantasmas, “fotografados” e transmitidos urbi et orbi. Nunca se saberá o número de mortos desarmados dessa guerra insana com cheiro de óleo. 

Tampouco no Egito: um ditador sanguinário foi derrubado depois de décadas de maldades. Governo livre assume com respaldo de potências ocidentais mas logo também é derrubado por militares. Mais mortes. Agora na Síria e no Líbano, cem mil mortos, destruição ciclópica de cidades inteiras reduzidas a escombros, uso criminoso de gases mortíferos matando mais de mil e trezentas pessoas, crianças e bebês, um milhão de refugiados na Jordânia, em disputa sangrenta entre duas facções, ambas sedentas de sangue e nada confiáveis, mas já se esboçando intromissão ocidental tomando partido de um dos lados como o menos pior, dúvidas à parte, também cheirando a petróleo.

Chegamos então ao tema do intróito: por distração da mídia, especialmente da televisiva, surgem flashes de espaços pacíficos nesses países, muita gente trabalhando, curtindo praias, fazendo compras, indo ao teatro, passeando no parque, como se pouco perigo existisse e a vida seguisse quase normal. Passam a ideia de um status relativamente administrável nas porções geográficas maiores de seus países. Mas esses flashes de certa normalidade não são captados e difundidos pela imprensa ávida de sangue, o que abrandaria o ímpeto salvacionista das potências externas.

O que desejamos, portanto, é conhecer melhor a realidade desses países de população sofrida que a mídia apresenta como em estado terminal, na esperança de que este seja o de conflitos políticos localizados que não devem mobilizar intervenções externas, sempre desastradas.

Em nosso país, o cenário é pacífico mas foi criado um falso teatro midiático de guerra entre passeatas construtivas de pura cidadania e vandalismo gratuito, ainda que sem mortos e feridos. Já produziram efeitos políticos importantes. Sigam, mas dominem os impulsos destruidores infiltrados que os enfraquecem.


“ O Celibato não é um Dogma”


Pietro Parolin, recém nomeado Secretário de Estado do Vaticano, fala sobre o celibato e reclama que a Igreja mostre um "espírito democrático”, no sentido de "escutar atentamente” os fiéis e o mundo
O celibato obrigatório "não é um dogma de fé e pode ser discutido, porque é uma tradição eclesiástica”. Assegura o recém nomeado Secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin, atual Núncio Apostólico na Venezuela. Ele, a segunda autoridade do Vaticano depois do papa Francisco, em uma entrevista ao Universal, da Venezuela, revelou qual será o talante do novo governo da Igreja nesse pontificado recém estreado.

Juan Arias 

Porém, além de recordar uma verdade da doutrina da Igreja, que muitos teólogos conservadores têm dificuldade em admitir, como o celibato obrigatório não faz parte de um dogma, que não possa ser mudado, Parolin adentrou-se em outro tema delicado e polêmico: o da "democracia” na Igreja. 

Pietro Parolin.
Jorge Silva (Reuters)
Segundo o próximo Secretário de Estado, mesmo que "sempre se disse que a Igreja não é uma democracia”, é necessário que, hoje, como "abertura aos sinais dos tempos”, mostre um "espírito democrático”, no sentido de "escutar atentamente” aos fiéis e ao mundo. E mais: antecipou que esse é um dos "objetivos do pontificado” do papa Francisco. 

As novas reformas que a Igreja empreenderá e das quais, devido à importância de seu cargo, Parolin

participará ativamente, deverão levar, segundo ele, o selo desse "espírito democrático”, em vez de ser tomadas, como no passado, no silêncio dos palácios apostólicos, sem escutar a voz da Igreja universal. Seriam decisões colegiadas, confirmadas depois pelo papa.

Comentando o tema do celibato, afirmou que a possível mudança em um tema tão delicado supõe um "desafio” para o papa e que, ao tomar uma decisão, Francisco o fará colegialmente, escutando a todos os pastores e que deverá servir "para unir a Igreja e não para dividi-la”. É evidente que Parolin não teria abordado um tema tão candente antes de tomar posse de seu cargo se não tivesse uma segurança de que seu pensamento não diverge do pensamento do papa, que já havia recordado o rabino argentino Abraham Skorka, que a Igreja Ortodoxa, que não se separou de Roma, "admite sacerdotes casados”.

Apesar da afirmação do próximo Secretário de Estado de que o celibato não é um dogma, mas uma normativa da Igreja e, portanto, pode ser abolido, poderia parecer óbvia: somente o fato de tê-lo recordado e de colocar esse possível desafio nas mãos do papa Francisco, como algo que será estudado, supõe uma revolução. A Igreja primitiva não conhecia o celibato. A maioria dos apóstolos eram casados. Jesus, dizem os evangelhos "curou a sogra de Pedro”, que seria o primeiro papa da Igreja.

Ao explicar São Paulo, na Primeira Epístola a Timóteo, como deveria ser a conduta de quem aspirasse a ser bispo, escreve: "Convém que seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honrado, acolhedor (...) não baderneiro, nem avaro” (Tim 3,1). E agrega: "Que governe bem sua própria casa, tenha seus filhos sob obediência, com toda modéstia. Porque se alguém não sabe governar sua própria família, como poderá cuidar da Igreja?” (Tim 3, 4-5).


São Paulo não fala sobre os sacerdotes; para ele, até os bispos deveriam estar casados e ter filhos. A única restrição é que sejam marido "de uma mulher”; ou seja, que não caiam na tentação do adultério. A imposição do celibato sacerdotal obrigatório foi instituído em 390 depois de Cristo, pelo que tem razão Parolin, em que não se pode tampouco menosprezar o fato de que se trata de 

uma longa tradição da Igreja. No entanto, segundo ele, hoje a Igreja vive em um mundo muito distinto e tem que estar atenta aos "novos sinais dos tempos”.

A cada dia, parece mais claro que Francisco está determinado a fazer mudanças mais do que cosméticas na Igreja, como acaba de demonstrar, com suas afirmações, o nomeado novo Secretário de Estado, uma figura na hierarquia da Igreja que sempre foi determinante para os rumos de um pontificado.

Tradução: ADITAL. 
12 setembro 2013 


O que pensa e ensina Francisco


Este espaço nos próximos Correios estará reservado para difundir o pensamento do papa, revelado em longa entrevista concedida ao Padre Antonio Spadaro, SJ, para o jornal “Civittà Cattolica” (Itália) neste mês de setembro. Para refletir e aprender.

“Como estamos tratando o povo de Deus?” 


“Sonho com uma Igreja Mãe e Pastora. Os ministros da Igreja devem ser misericordiosos, tomar a seu cargo as pessoas, acompanhando-as como o bom samaritano que lava, limpa, levanta o seu próximo. Isto é Evangelho puro.

Deus é maior que o pecado. As reformas organizativas e estruturais são secundárias, isto é, vêm depois. A primeira reforma deve ser a da atitude.

Os ministros do Evangelho devem ser capazes de aquecer o coração das pessoas, de caminhar na noite com elas, de saber dialogar e mesmo de descer às suas noites, na sua escuridão, sem perder-se. O povo de Deus quer pastores e não funcionários ou clérigos de Estado. Os bispos, em particular, devem ser capazes de suportar com paciência os passos de Deus no seu povo, de tal modo que ninguém fique para trás, mas também para acompanhar o rebanho que tem o faro para encontrar novos caminhos.”


Pensamentos
A Verdade


“Amigos são amigos, não importa o quanto durou ou quanto durará, porque amigo de verdade fica pra sempre mesmo que apenas nas boas lembranças.”
―Ana Carolina


“Sabe o que eu quero de verdade? Jamais perder a sensibilidade, mesmo que às vezes ela arranhe um pouco a alma. Porque sem ela não poderia sentir a mim mesma...”
―Clarice Lispector


“Cada um tem de mim exatamente o que cativou, e cada um é responsável pelo que cativou, não suporto falsidade e mentira, a verdade pode machucar, mas é sempre mais digna.”
―Charles Chaplin


“Só as pessoas que nos amam de verdade são capazes de nos dizerem as mais duras verdades. Obrigado por me amar tanto assim, mas bem que você pode pegar mais leve de vez em quando!”
―Augusto Branco