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sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Divulgado o relatório sobre o Sinodo


Foi divulgado nesta quinta-feira, 16, mais um relatório da 3ª Assembleia Extraordinária do Sínodo dos Bispos sobre a Família. Os padres sinodais, reunidos no Vaticano, desde 5 de outubro, tiveram a oportunidade de avaliar e debater, em grupos menores, os temas encaminhados pela plenária geral.

Em coletiva de imprensa, o porta-voz da Sala de Imprensa do Vaticano, padre Frederico Lombardi, disse que essa decisão de apresentar os textos é um caminho de "transparência" e "participação". Os relatórios trazem o ponto de vista dos vários grupos linguísticos, compostos por bispos de diversos continentes, organizados pelos idiomas: inglês, francês, italiano e espanhol. Confira aqui os relatórios publicados.

Em seu pronunciamento na coletiva, o arcebispo de Viena, cardeal Christoph Schönborn, salientou que o Sínodo dos Bispos sobre a família tem procurado “acompanhar” a história das pessoas no momento atual, seguindo as indicações do papa Francisco.

“Penso que, para além de tantas questões morais, devemos ver o papel fundamentalmente positivo da família. Penso que o papa nos tenha convidado a ver o tema da família não para ver tudo o que não funciona na família (…) mas para mostrar antes de mais a beleza e a necessidade vital da família. Por isso convidou-nos a ter um olhar atento à realidade”, explicou dom Christoph.

O cardeal sublinhou, ainda, que existem “palavras-chave do papa muito importantes para compreender o trabalho que está sendo feito e que as tensões ocorridas na Assembleia Sinodal foram reflexo da dificuldade de conciliar doutrina e acolhimento".

“Se alguns padres do Sínodo dizem: ‘Atenção, não podemos esquecer a doutrina’; do outro lado existe a necessidade do acompanhamento de tantas situações das quais o papa fala de hospital de campanha. Acontece muitas vezes que numa família a mãe diga: ‘É demasiado perigoso’ e que o pai diga: ‘Não, não tenhas medo’. Estamos numa grande família. Assim uns dizem: ‘Atenção! Têm razão, é perigoso!’; e os outros dizem: ‘Não tenhais medo!’”, explicou.

Relatório final do Sínodo

Padre Federico Lombardi disse que as reflexões dos “círculos menores” e as mais de 260 intervenções feitas na Assembleia na Sala do Sínodo, presentes nos relatórios, serão a base para a publicação do chamado Relatio Synodi, ou seja, o Relatório do Sínodo que deve ser aprovado amanhã à tarde, 18, pela Assembleia Sinodal.

Foi comunicada também a decisão do papa Francisco em ampliar a equipe de redação do Relatório do Sínodo, com a nomeação do cardeal sul-africano, dom Wilfrid Fox Napier, e do arcebispo australiano, dom Denis Hart.
CNBB com informações e imagens News.va.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Laboratório Litúrgico com Frei Claudemir

Amigos MeFeCistas,

no próximo sábado (18) contamos com a presença de todos a partir das 14h na Paróquia N. Sra. da Conceição (Rua Omilio Monteiro Soares, 847‚ Fanny) para juntos participarmos do Laboratório Litúrgico com Frei Claudemir.

Nosso objetivo é estar melhorando cada vez mais nossa Liturgia. Convide os membros de suas pastorais e também todos os que desejem participar.

Aos que forem participar pedimos para trazer um lanche para juntos partilharmos.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Correio MFC Brasil

O tema “Sexualidade” é delicado: para uns, fala-se demais sobre ele, para outros, não o bastante. A persistente dificuldade em entender e verbalizar a sexualidade pode esconder uma confusão de conceitos e uma lista de mitos e tabus em relação ao assunto.
A dimensão humana da sexualidade

Deonira L. Viganó La Rosa
Terapeuta de Casal e de Família. Mestre em Psicologia.
A família, a escola, a religião e a cultura interferiram para que o conceito de sexualidade fosse deturpado e muitas vezes reduzido à genitalidade, ou a alguma coisa imoral e obscena. Entretanto, sexualidade e genitalidade não são sinônimos. E conversar sobre sexualidade não significa ter de detalhar a relação sexual genital.
genitalidade refere-se à base biológica e reprodutora do sexo e ao exercício dos órgãos adequados para essa finalidade. O prazer que se obtém no encontro carnal de dois corpos será sempre uma forma concreta de viver a sexualidade, mas não a única.
Já a sexualidade é mais que um comportamento, é mais que uma pulsão, ela é um modo de pensar. Falar sobre a “dimensão humana da sexualidade” é discorrer sobre a capacidade que o ser humano tem de pensar e dar sentido à sua própria sexualidade.
A pulsão, no ser humano, não escapa ao universo do sentido conscientemente vivido por cada um. É evidente que a sexualidade se enraíza no corpo, entretanto, se o ser humano fosse apenas máquina biológica, a compreensão da sexualidade obter-se-ia pela análise biológica do seu funcionamento. Mas o ser humano é mais que genética, ele integra valores, cultura, consciência. E o que é específico do ser humano é a possibilidade que ele tem de compreender-se a si próprio e refletir sobre o sentido e o valor da sua ação. O uso reflexivo da inteligência o faz humano.
O desafio está em encontrar um equilíbrio entre a força pulsional e o sentido consciente e interpessoal da sexualidade.
Erotismo
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2.     https://encrypted-tbn3.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSBXK1Fxbi38JTfBtZ11csPnvVJaVc5yk5Th4vAHPzgpuvB-LlCdw
Tratar de sexualidade sem mencionar erotismoseria um empobrecimento. O erotismo é seguramente a dimensão humana da sexualidade. Hoje há entre os estudiosos do assunto uma compreensão mais positiva do erotismo. O campo do “erótico” se despe do obsceno e do pornográfico, e aparece como a carga de atração afetiva que surge da “linguagem” dos corpos .Há “eros” em um caminhar de mãos dadas, em um jantar a velas, no roçar dos pés entrelaçados debaixo dos lençóis... 
O erotismo eleva a pulsão ao nível de valor moral pois cultiva o dom de si para permitir o desejo e o prazer do parceiro. Ele oferece à sexualidade sua dimensão subjetiva e relacional. Ele é feito de atenção, de escuta e de ternura... O erotismo possibilita ao sujeito expressar sua subjetividade. E só o ser humano é capaz disto.
Pulsão sexual e maturidade psicológica
É do conhecimento de todos que a força da pulsão sexual não se deixa tão facilmente apaziguar, sobretudo nos jovens. Na adolescência os hormônios borbulham. Uma espécie de luta instaura-se entre a sexualidade humanizada e socialmente aceita e o vigor da força pulsional, a qual resiste à tranquilidade da reflexão e à norma social. Além disso, é preciso que se tenha sempre em mente que na espécie humana, a sexualidade genital precede a maturidade psicológica. A maturidade da relação afetiva surge com a capacidade de entrar numa relação que respeite o parceiro sexual como pessoa.
Para tanto, o outro não pode limitar-se a ser o objeto da “minha” pulsão, sob pena de ele tornar-se um meio com o fim de me satisfazer.
A união sexual descortina então o seu primeiro sentido autenticamente humano: enquanto união ela é união recíproca, isto é, união com um outro ser humano mediante a linguagem dos corpos; numa palavra, ela é “comunhão” de vida entre dois corpos que possuem um rosto, entre duas pessoas percebidas em sua totalidade, respeitadas em sua singularidade.

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Ao investir em estratégias e dinâmicas que favorecem o crescimento e amadurecimento emocionais, está-se investindo na humanização e na vivência prazerosa e saudável da sexualidade, já que esta afeta todos os gestos e marca todos os nossos comportamentos.
A maioria das dificuldades sexuais, individuais ou de casal, são sustentadas pela ausência de educação. Definitivamente, a “palavra” é indispensável na educação sexual, ela é que vai permitir a expressão das interrogações legítimas, a liberdade de pensar e dizer, o respeito aos valores pessoais. A palavra é uma excelente moeda de troca na relação a dois e nos grupos de conversa. Infelizmente, há muita falta de linguagem para expressar sentimentos relativos à sexualidade. Fácil é falar da sexualidade dos outros, fácil usar a gíria, a anedota. Desenvolver linguagem adequada, eis o desafio.


Papa afirma que crescimento da desigualdade e da pobreza coloca em perigo a democracia
O Papa Francisco recebeu os participantes da assembleia plenária do Pontifício Conselho Justiça e Paz. Refletindo sobre os aspectos do sistema econômico atual, o Papa bateu o pé na exploração do desequilíbrio internacional dos salários dos trabalhadores, que afeta milhões de pessoas que vivem com menos de dois dólares por dia.
''Pleiteia-se aqui - disse - o problema de criar mecanismos de tutela dos direitos trabalhistas e do meio ambiente, frente a uma ideologia consumista, que não se sente responsável nem pelas cidades nem pela natureza. Por outra parte, o crescimento da desigualdade e da pobreza coloca em perigo a democracia inclusiva e participativa, que sempre pressupõe uma economia e um mercado que não exclua e que seja justo''.
http://www.adital.com.br/arquivos2/2014/10/2014_10_papa_desigualdade_pobreza_reproducao.jpg
''Trata-se, pois, de superar as causas estruturais da desigualdade e da pobreza'', continuou, recordando que em sua exortação apostólica Evangelii gaudium assinalou três instrumentos básicos para a inclusão social dos mais necessitados, como a educação, o acesso à atenção sanitária e o trabalho para todos.
''Em outras palavras – explicou – o Estado de direito social não deve ser desmantelado, em particular o direito fundamental ao trabalho. Isso não pode ser considerado como uma variável dependente dos mercados financeiros e monetários. É um bem fundamental por quanto se refere à dignidade, à formação de uma família, à realização do bem comum e da paz.
A educação e o emprego, o acesso ao bem estar para todos são elementos chave para o desenvolvimento a justa distribuição dos bens, tanto para alcançar a justiça social, como para pertencer à sociedade e para participar livre e responsavelmente da vida política, entendida como a gestão da
''res publica''. As ideias que pretendem aumentar a rentabilidade às custas da restrição do mercado de trabalho, que criam novos excluídos, não são conformes com   uma   economia a serviço da humanidade e do bem comum, nem com uma democracia inclusiva e participativa''.
Regressando à encíclica ''Caritas in veritate'', o Papa recordou: ''Um amor cheio de verdade é, efetivamente, a base sobre a   qual construir a paz, hoje tão desejada e tão necessária para o bem de   todos. Permite superar fanatismos perigosos, conflitos pela posse dos recursos, migrações de proporções bíblicas, as pragas perduráveis da fome e da pobreza, o tráfico de pessoas, a injustiça e as desigualdades sociais e econômicas, e o desequilíbrio no acesso aos bens coletivos''. A Igreja – finalizou – está sempre a caminho, em busca de novas formas de anunciar o Evangelho também no âmbito social''.


O Brasil é o 6º país em mortes de jovens no mundo. Aqui eles são mortos pela polícia, por balas "perdidas”, pela guerra entre traficantes e por acidentes de moto ou carro. O dado é da UNICEF.
Mortes precoces
Adital

Em números absolutos, o Brasil teve, em 2012, mais de 11 mil homicídios de pessoas entre 0 e 19 anos de idade, atrás apenas da Nigéria, que teve 13 mil. Aqui ocorrem 17 assassinatos em cada 100 mil jovens. E 10% das meninas com menos de 19 anos já fizeram sexo forçado. Em geral, a pedofilia ocorre no próprio âmbito familiar.
A UNICEF pesquisou 190 países. À frente do Brasil em assassinatos de jovens estão El Salvador (27/100 mil), Guatemala (22), Venezuela (20), Haiti (19) e Lesoto (18).
Jovens negros sofrem o risco três vezes maior de serem assassinados que brancos da mesma faixa etária. Nossa polícia, com raras exceções, não é treinada para agir sem preconceito racial e com respeito à cidadania dos mais jovens.
Segundo o UNICEF, a violência cresceu "dramaticamente” nas grandes cidades brasileiras nos últimos anos. Isso se deve à desigualdade social, ao acesso facilitado às armas de fogo, ao alto consumo de drogas e ao crescimento da população jovem.
"O homicídio é a primeira causa de morte entre homens de 10 a 19 anos no Brasil, no Panamá, na Venezuela, na Guatemala, na Colômbia, em El Salvador e Trinidad y Tobago”, afirma o relatório.
Em 1/5 dos assassinatos no mundo as vítimas têm menos de 20 anos. Em 2012, essas vítimas precoces somaram 95 mil!
Uma em cada 10 meninas em todo o mundo já sofreu algum tipo de ato sexual forçado. Os abusos costumam ser praticados por pais e parentes. E 6, em cada 10 crianças entre 2 e 14 anos, são regularmente agredidas por seus pais. Estes ignoram que criança surrada tende a ser adulto revoltado, capaz inclusive de crimes hediondos. Entre cada dez adultos, três acreditam que castigos físicos são necessários para criar os filhos. Em 58 países, 17% dos menores sofrem "graves formas de castigos físicos”, índice que sobe para 40% em países como Egito e Iêmen.
http://www.adital.com.br/arquivos2/2014/09/2014_09_betto-mortes_precoces.jpg
É urgente os governos adotarem políticas em relação à violência infantil, que não é normal nem tolerável. Em junho, a presidente Dilma Rousseff sancionou o projeto que criou a Lei da Palmada, para punir adultos que submetam menores a castigos que resultem em sofrimento físico. A lei determina que as crianças sejam educadas sem castigos físicos ou "tratamento cruel ou degradante como forma de correção ou educação.”
O relatório do UNICEF, de 206 páginas, indica que cerca de 120 milhões de meninas e adolescentes de menos de 20 anos (ou uma em cada dez) já sofreram violência sexual.
Metade das jovens entre 15 e 19 anos consideram justificável que o marido bata na mulher "em determinadas circunstâncias”. A proporção chega a 80% em países como Afeganistão, Jordânia e Timor Leste. A violência doméstica é encoberta pelo medo das vítimas de denunciarem o agressor, o que agrava o problema.
Quem bate não ama. Quem abusa é tarado. Quem mata merece cadeia.
[Frei Betto é escritor, autor de "Alfabetto – autobiografia infantil” (Ática), entre outros livros.http://www.freibetto.org/> twitter:@freibetto.]







Selma Amorim
Art in Natura
Vitral de acrílico com aplicação de ágatas, lápis lazuli, cristais, opalas azuis.
Vidro 520 x 50 cm
Jamais estamos desamparados
Jorge Leão
Professor de Filosofia, MFC - São Luiz - MA
Jamais estamos desamparados...
a luz divina acompanha nossos passos.

O amor é a força que nos move no mundo.
A maravilha da vida é o recomeço...

O céu surge em um dia repleto de oportunidades.
Um abraço, uma palavra abençoada...

Um gesto de paz.
As mãos estendidas para o serviço...

Esta irmandade espiritual que une tudo ao Todo.
Dedicada ao acesso benfazejo do toque sincero...

Mãos dadas, pés em marcha.
Por caminhos nunca antes trilhados.

A força interior...
a chama infinita do Bem.



segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Reunião ECCI - Outubro

Caríssimo MeFeCista,

Amanha será nosso encontro Mensal.
Reunião de ECCI – Outubro

Participe, venha nos ajudar a fazer um MFC melhor.

Paróquia Nsa. Sra. Da Conceição.(Rua Omílio Monteiro Soares, 847, Fanny), às19h45.

domingo, 12 de outubro de 2014

Liturgia de Solenidade a Nossa Senhora Aparecida - 12/10/2014




28º DOMINGO COMUM
“NOSSA SENHORA APARECIDA”





PRIMEIRA LEITURA (Est 5,1b-2;7,2b-3)


Leitura do Livro de Ester:
Ester revestiu-se com vestes de rainha e foi colocar-se no vestíbulo interno do palácio real, frente à residência do rei. O rei estava sentado no trono real, na sala do trono, frente à entrada. Ao ver a rainha Ester parada no vestíbulo, olhou para ela com agrado e estendeu-lhe o cetro de ouro que tinha na mão, e Ester aproximou-se para tocar a ponta do cetro.

Então, o rei lhe disse: “O que me pedes, Ester; o que queres que eu faça? Ainda que me pedisses a metade do meu reino, ela te seria concedida”. Ester respondeu-lhe: “Se ganhei as tuas boas graças, ó rei, e se for de teu agrado, concede-me a vida - eis o meu pedido! - e a vida do meu povo - eis o meu desejo!”.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!


RESPONSÓRIO (Sl 44)


- Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto: que o Rei se encante com vossa beleza!

- Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto: “Esquecei vosso povo e a casa paterna! Que o Rei se encante com vossa beleza! Prestai-lhe homenagem: é vosso Senhor!

- O povo de Tiro vos traz seus presentes, os grandes do povo vos pedem favores. Majestosa, a princesa real vem chegando, vestida de ricos brocados de ouro.

- Em vestes vistosas ao Rei se dirige, e as virgens amigas lhe formam cortejo; entre cantos de festa e com grande alegria, ingressam, então, no palácio real.


SEGUNDA LEITURA (Ap 12, 1.5.13a.15-16a)


Leitura do Livro do Apocalipse de São João:
Apareceu no céu um grande sinal: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos pés e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas. E ela deu à luz um filho homem, que veio para governar todas as nações com cetro de ferro. Mas o filho foi levado para junto de Deus e do seu trono. Quando viu que tinha sido expulso para a terra, o dragão começou a perseguir a mulher que tinha dado à luz o menino. A serpente, então, vomitou como um rio de água atrás da mulher, a fim de a submergir. A terra, porém, veio em socorro da mulher.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!

EVANGELHO (Jo 2,1-11)


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, † segundo João.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, houve um casamento em Caná da Galiléia. A mãe de Jesus estava presente. Também Jesus e seus discípulos tinham sido convidados para o casamento. Como o vinho veio a faltar, a mãe de Jesus lhe disse: “Eles não têm mais vinho”. Jesus respondeu-lhe: “Mulher, por que dizes isto a mim? Minha hora ainda não chegou”. Sua mãe disse aos que estavam servindo: “Fazei o que ele vos disser”.

Estavam seis talhas de pedra colocadas aí para a purificação que os judeus costumam fazer. Em cada uma delas cabiam mais ou menos cem litros. Jesus disse aos que estavam servindo: “Enchei as talhas de água”. Encheram-nas até a boca. Jesus disse: “Agora tirai e levai ao mestre-sala”. E eles levaram. O mestre-sala experimentou a água que se tinha transformado em vinho. Ele não sabia de onde vinha, mas os que estavam servindo sabiam, pois eram eles que tinham tirado a água.

O mestre-sala chamou então o noivo e lhe disse: “Todo mundo serve primeiro o vinho melhor e, quando os convidados já estão embriagados, serve o vinho menos bom. Mas tu guardaste o vinho bom até agora!” Este foi o início dos sinais de Jesus. Ele o realizou em Caná da Galiléia e manifestou a sua glória, e seus discípulos creram nele.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor!

REFLETINDO A PALAVRA
“NAS CURVAS DE UM RIO”
Padre Luiz Carlos de Oliveira, C.Ss.R.

VELAS QUE SE ACENDEM
Celebramos festa de N. Senhora Aparecida. É um momento muito importante, como diz a oração da missa: “Concedei que o povo brasileiro, fiel a sua vocação e vivendo na paz e na justiça, possa chegar um dia à pátria definitiva”. A paz e a justiça conduzem à vida eterna. Vamos procurar entender essa celebração com a simbologia dos primeiros milagres. Além do encontro, que já foi um milagre comprovado pela pesca abundante, nós conhecemos o milagre das velas que se acendiam e se apagavam sem intervenção das pessoas.  No meio das dificuldades do tempo, cercados de pobreza e de vida trabalhosa, a veneração da imagem da Imaculada Conceição, foi um estímulo à vida daqueles pobres pescadores. A devoção lhes fez reconhecer um tempo novo que iluminava seus olhos. O sofrimento não apaga a fé de um povo simples e devoto. Deus se recordou de sua humildade. Deus escolhe os humildes para confundir os fortes. O Conde de Assumar comeu os peixes e se foi. Os pescadores foram alimentados de esperança. Ester, a rainha teve a ousadia de crer que a oração poderia mudar os planos do rei. A oração do povo dobra o coração de Deus. O Espírito Santo acendeu a luz nos corações que se apagavam no sofrimento. A pesca infrutífera foi vencida pela rede que mais uma vez ia ao fundo do rio. Numa destas encheu o barco de vida e as redes de peixes. Aquele objeto tosco e enegrecido acendeu a esperança. A intercessão de Maria continua no meio do povo. Benditas curvas do rio Paraíba que nos deram tal presente. A esperança iluminou os olhos.

O ESCRAVO E AS CORRENTES
A imagem de Nossa Senhora Aparecida é uma síntese das três raças: negra de cor, branco de tipo, cabelo de índia. É a mulher grávida que aparece no Apocalipse sempre pronta a dar à luz para que haja a libertação de todos os sofredores. O escravo Zacarias que fugira e fora capturado, deve ter sofrido muito. Ao passar diante da capela da Senhora Aparecida, pediu para fazer uma oração. Que terá pedido? Mais que atender a súplicas, ela lhe deu a liberdade. As correntes caíram. Ela, Mãe do Senhor do mundo, liberta o escravo sofrido, já sem esperanças em meio aos sofrimentos. É um símbolo maravilhoso que sintetiza os ensinamentos sobre Maria que socorre os escravos do mal. Intercede diante de seu Filho pelos filhos sofredores. Este milagre anima a transformar a devoção em um meio de libertação de todos os tipos de escravidão. Não há escravidões que não tenham solução. O que há é falta de libertadores. A devoção será vazia se não vai ao encontro dos acorrentados da vida. As curvas do rio nos trouxeram a alegria.

A CEGA E O CAVALEIRO
Há dois milagres que se parecem: A ceguinha que veio de longe e ao chegar perto do santuário recebe a cura e vê a igreja. O cavaleiro cego pela falta de fé e pelo desrespeito às pessoas e lugares santos, recebe um milagre. Queria entrar na Igreja a cavalo. Este se recusa e sua ferradura se prende à pedra da entrada. O homem orgulhoso é abre os olhos à fé. Diante do amor de Maria, manifestado nesta bela imagem, nossos olhos se abrem para ver a grandeza de Deus e a desgraça que o orgulho provoca em nós. Os milhões de romeiros que por ali passam podem ter os olhos abertos para conhecer as coisas de Deus e das pessoas como um caminho de fé. Um cientista ateu, vindo a Aparecida, viu a longa fila dos romeiros que queriam passar diante da imagem, disse: Não podem todos eles estar errados e eu certo. Abriram-se seus olhos.


ORAÇÃO

                             
Ó Deus, todo - poderoso, ao rendermos culto à Imaculada Conceição de Maria, mãe de Deus e senhora nossa, concedei que o povo brasileiro, fiel à sua vocação e vivendo na paz e na justiça, possa chegar um dia à pátria definitiva. Amém!


quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Cardeais comentam os trabalhos no Sínodo

Para cardeais brasileiros, a 3ª Assembleia Extraordinária do Sínodo dos Bispos prossegue em um clima fraterno e de diálogo. No quarto dia do evento, 8, os padres sinodais refletiram sobre temas como casais de segunda união e a união de pessoas do mesmo sexo.

Em seu discurso, dom Damasceno, que é também presidente delegado do Sínodo, pediu para que a Igreja ampare as “situações familiares difíceis”. “A Igreja tem de ter um olhar de compreensão para todos os dramas que vivem, hoje, muitos casais e famílias. É preciso atitudes de misericórdia, aproximação e compreensão para com essas pessoas”, afirmou. Sobre os casais de segunda união, o cardeal disse ser importante avaliar cada caso e encontrar um caminho que possa levar a paz, também, a esses casais.

Diálogo e clareza

Sobre os andamentos do trabalho da Assembleia do Sínodo, o prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica, cardeal João Braz de Avis, recorda que o papa Francisco tem incentivado o diálogo aberto nas sessões. “Ficamos admirados com a liberdade com que o papa Francisco nos colocou. Percebemos nos trabalhos dos Sínodo um equilíbrio nas várias posições que cada um tem. O que o papa deseja é que se fale com transparência, que escute com humildade e que se fale com clareza”, acrescentou.

O Instrumento de Trabalho, que trata dos “Desafios pastorais da família no contexto da evangelização”, tem norteado as reflexões. Na avaliação do arcebispo de São Paulo (SP), cardeal Odilo Pedro Scherer, o método de trabalho nesta Assembleia Sinodal está evitando a repetição dos mesmos temas. “O Santo Padre convocou o Sínodo para ouvir. Ele, o tempo todo, ouve e pediu aos padres sinodais para que sejam livres em suas intervenções e falem abertamente. O clima do Sínodo está muito fraterno”.

A reunião conta com a presença de 191 padres sinodais e 62 participantes entre especialistas, auditores e delegados fraternos. Na opinião do arcebispo do Rio de Janeiro (RJ), cardeal Orani João Tempesta, o Sínodo tem proporcionado uma discussão valiosa sobre a importância da família, levando em consideração as mudanças culturais.

“Cardeais, bispos, padres, leigos e casais juntos com o papa Francisco estão buscando encontrar o melhor para incentivar as famílias a contrair o matrimônio. Ao mesmo tempo, também, pensam em possibilidades para ir ao encontro daqueles que estão na Igreja e querem participar mais”, disse dom Orani.

O Sínodo tem duas sessões diárias, em que são tratados os temas indicados pelo Instrumento de Trabalho. A reunião prosseguirá até o dia 19 de outubro.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Correio MFC Brasil

http://www.adital.com.br/arquivos2/2014/10/2014_10_papa_desigualdade_pobreza_reproducao.jpg
Papa afirma que crescimento da desigualdade e da pobreza coloca em perigo a democracia
O Papa Francisco recebeu os participantes da assembleia plenária do Pontifício Conselho Justiça e Paz. Refletindo sobre os aspectos do sistema econômico atual, o Papa bateu o pé na exploração do desequilíbrio internacional dos salários dos trabalhadores, que afeta milhões de pessoas que vivem com menos de dois dólares por dia.
''Pleiteia-se aqui - disse - o problema de criar mecanismos de tutela dos direitos trabalhistas e do meio ambiente, frente a uma ideologia consumista, que não se sente responsável nem pelas cidades nem pela natureza. Por outra parte, o crescimento da desigualdade e da pobreza coloca em perigo a democracia inclusiva e participativa, que sempre pressupõe uma economia e um mercado que não exclua e que seja justo''. ''Trata-se, pois, de superar as causas estruturais da desigualdade e da pobreza'', continuou, recordando que em sua exortação apostólica Evangelii gaudium assinalou três instrumentos básicos para a inclusão social dos mais necessitados, como a educação, o acesso à atenção sanitária e o trabalho para todos.
''Em outras palavras – explicou – o Estado de direito social não deve ser desmantelado, em particular o direito fundamental ao trabalho. Isso não pode ser considerado como uma variável dependente dos mercados financeiros e monetários. É um bem fundamental por quanto se refere à dignidade, à formação de uma família, à realização do bem comum e da paz.A educação e o emprego, o acesso ao bem estar para todos são elementos chave para o desenvolvimento a justa distribuição dos bens, tanto para alcançar a justiça social, como para pertencer à sociedade e para participar livre e responsavelmente da vida política, entendida como a gestão da ''res publica''.
“As ideias que pretendem aumentar a rentabilidade às custas da restrição do mercado de trabalho, que criam novos excluídos, não são conformes com uma economia a serviço da humanidade e do bem comum, nem com uma democracia inclusiva e participativa''.
Regressando à encíclica ''Caritas in veritate'', o Papa recordou: ''Um amor cheio de verdade é, efetivamente, a base sobre a qual construir a paz, hoje tão desejada e tão necessária para o bem de todos. Permite superar fanatismos perigosos, conflitos pela posse dos recursos, migrações de proporções bíblicas, as pragas perduráveis da fome e da pobreza, o tráfico de pessoas, a injustiça e as desigualdades sociais e econômicas, e o desequilíbrio no acesso aos bens coletivos''. A Igreja – finalizou – está sempre a caminho, em busca de novas formas de anunciar o Evangelho também no âmbito social''.


O Brasil é o 6º país em mortes de jovens no mundo. Aqui eles são mortos pela polícia, por balas "perdidas”, pela guerra entre traficantes e por acidentes de moto ou carro. O dado é da UNICEF.

Mortes precoces           http://www.adital.com.br/arquivos/autor/aj_frei_betto_150.jpg Frei Betto

Em números absolutos, o Brasil teve, em 2012, mais de 11 mil homicídios de pessoas entre 0 e 19 anos de idade, atrás apenas da Nigéria, que teve 13 mil.Aqui ocorrem 17 assassinatos em cada 100 mil jovens. E 10% das meninas com menos de 19 anos já fizeram sexo forçado. Em geral, a pedofilia ocorre no próprio âmbito familiar.
A UNICEF pesquisou 190 países. À frente do Brasil em assassinatos de jovens estão El Salvador (27/100 mil), Guatemala (22), Venezuela (20), Haiti (19) e Lesoto (18).
Jovens negros sofrem o risco três vezes maior de serem assassinados que brancos da mesma faixa etária. Nossa polícia, com raras exceções, não é treinada para agir sem preconceito racial e com respeito à cidadania dos mais jovens.
https://encrypted-tbn3.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRmLq3xRJij6YybwZ3kbHM-gTNRGDip91FWhQlg_XED56xW01i8
Segundo o UNICEF, a violência cresceu "dramaticamente” nasgrandes cidades brasileiras nos últimos anos. Isso se deve à desigualdade social, ao acessofacilitado às armas de fogo, ao alto consumo de drogas e ao crescimento da população jovem”, afirma o relatório.
"O homicídio é a primeira causa de morte entre homens de 10 a 19 anos no Brasil, no Panamá, na Venezuela, na Guatemala, na Colômbia, em El Salvador e Trinidad y Tobago.
Em 1/5 dos assassinatos no mundo as vítimas têm menos de 20 anos. Em 2012, essas vítimas precoces somaram 95 mil!
Uma em cada 10 meninas em todo o mundo já sofreu algum tipo de ato sexual forçado. Os abusos costumam ser praticados por pais e parentes. E 6, em cada 10 crianças entre 2 e 14 anos, são regularmente agredidas por seus pais. Estes ignoram que criança surrada tende a ser adulto revoltado, capaz inclusive de crimes hediondos.
Entre cada dez adultos, três acreditam que castigos físicos são necessários para criar os filhos. Em 58 países, 17% dos menores sofrem "graves formas de castigos físicos”, índice que sobe para 40% em países como Egito e Iêmen.
É urgente os governos adotarem políticas em relação à violência infantil, que não é normal nem tolerável. Em junho, a presidente Dilma Rousseff sancionou o projeto que criou a Lei da Palmada, para punir adultos que submetam menores a castigos que resultem em sofrimento físico. A lei determina que as crianças sejam educadas sem castigos físicos ou "tratamento cruel ou degradante como forma de correção ou educação.”
O relatório do UNICEF, de 206 páginas, indica que cerca de 120 milhões de meninas e adolescentes de menos de 20 anos (ou uma em cada dez) já sofreram violência sexual.
Metade das jovens entre 15 e 19 anos consideram justificável que o marido bata na mulher "em determinadas circunstâncias”. A proporção chega a 80% em países como Afeganistão, Jordânia e Timor Leste. A violência doméstica é encoberta pelo medo das vítimas de denunciarem o agressor, o que agrava o problema.
Quem bate não ama. Quem abusa é tarado. Quem mata merece cadeia.
Frei Betto é escritor, autor de "Alfabetto – autobiografia infantil” (Ática), entre outros livros. http://www.freibetto.org/> twitter:@freibetto.


Finalmente, está acontecendo no Brasil. Corruptos denunciados e presos denunciam comparsas. O papa Francisco tem um recado.
“A única saída para os corruptos é pedir perdão e restituir o que roubou”
Os corruptos matam e a única saída possível é o arrependimento – esta a mensagem da homilia do Papa Francisco na Missa em Santa Marta na manhã desta terça-feira. Partindo da Leitura do Livro dos Reis o Santo Padre anota o que diz o profeta Elias sobre o rei Acab denunciando que ele vendeu-se. É como se se tornasse numa mercadoria – afirmou o Papa Francisco: “Esta é a definição: é uma mercadoria!...
“O corrupto vende-se para fazer o mal, julgando que apenas o faz para ter mais dinheiro”. “O corrupto é um escândalo para a sociedade, é um escândalo para o povo de Deus” – com estas frases fortes e duras o Papa Francisco apresentou três aspetos que definem o corrupto:

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“A primeira coisa na definição de corrupto é que é alguém que rouba, alguém que mata. A segunda coisa: o que acontece aos corruptos? ... porque exploraram os inocentes, aqueles que não podem defender-se e fizeram-no com luvas brancas, à distância, sem sujarem as mãos. A terceira coisa: há uma saída para os corruptos? Sim! ‘Quando ouviu tais palavras, Acab rasgou as suas vestes e vestiu um saco sobre o seu corpo e jejuou’... Começou a fazer penitência.”
Na conclusão da sua homilia o Papa Francisco evidenciou que a única saída para um corrupto é pedir perdão, tal como fez Zaqueu, restituindo quatro vezes daquilo que roubou.O Papa Francisco disse ainda que quando lemos nos jornais que esta ou aquela pessoa é corrupta mesmo até quando são prelados da Igreja, devemos rezar por eles e pedir ao Senhor para que se arrependam e se convertam - “e que não morram com o coração corrupto”.