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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Missa de abertura das atividades de 2015

Amigos Mefecistas,

Lembramos que a data da Missa de abertura das atividades do Movimento Familiar Cristão de Curitiba se aproxima. A nossa primeira celebração de 2015 será no dia 28/02 (sábado), às 18h30, na Paróquia Nossa Senhora da Conceição (Rua Omílio Monteiro Soares, 847, Fanny). Todos os mefecistas estão convidados.

Convide os seus amigos e familiares para colocar mais um ano do MFC Curitiba como intensão. 2015 será com muitas atividades.

Após a celebração faremos um lanche de confraternização no salão paroquial do Igreja. Cada casal deverá levar um prato de doce ou salgado. As bebidas serão por conta do MFC Curitiba.

Paz e Bem
Coordenação de Cidade - ECCI
MFC Curitiba

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Mudança de conta bancária

Amigos MFCistas,

Comunicamos que a conta do Movimento Familiar Cristão de Curitiba, registrada no Banco Itaú, foi cancelada e os depósitos de pertenças não devem ser efetuados na mesma.

A partir de agora qualquer transação bancária, referente ao MFC Curitiba deverá ser efetuada em nosso nova conta registrada no Banco do Brasil.

Para mais informações entrar em contato com o nosso tesoureiro, Arildo, pelo email arildoms1@yahoo.com.br.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

2º Carnaval da Família


O carnaval vai chegar mais cedo na Paróquia Nossa Senhora da Conceição. No próximo sábado (07), no Salão Paroquial, acontece o 2º Carnaval da Família.

Os convites já estão a venda na secretaria da paróquia no valor de R$5,00 (Cinco Reais).

Venha comemorar a chegada de uma das festas mais populares do mundo em um biente familiar e ao som das tradicionais marchinhas.


domingo, 1 de fevereiro de 2015

Liturgia do 4º Domingo do Tempo Comum - 01/02/2015


   
 4º DOMINGO DO TEMPO COMUM
   
  
PRIMEIRA LEITURA (Dt 18,15-20)

Leitura do Livro do Deuteronômio:
Moisés falou ao povo, dizendo: 15“O Senhor teu Deus fará surgir para ti, da tua nação e do meio de teus irmãos, um profeta como eu: a ele deverás escutar.16Foi exatamente o que pediste ao Senhor teu Deus, no monte Horeb, quando todo o povo estava reunido, dizendo: ‘Não quero mais escutar a voz do Senhor meu Deus, nem ver este grande fogo, para não acabar morrendo’.

17Então o Senhor me disse: ‘Está bem o que disseram. 18Farei surgir para eles, do meio de seus irmãos, um profeta semelhante a ti. Porei em sua boca as minhas palavras e ele lhes comunicará tudo o que eu lhe mandar. 19Eu mesmo pedirei contas a quem não escutar as minhas palavras que ele pronunciar em meu nome. 20Mas o profeta que tiver a ousadia de dizer em meu nome alguma coisa que não lhe mandei, ou se falar em nome de outros deuses, esse profeta deverá morrer’”.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!

RESPONSÓRIO (Sl 94)

— Não fecheis o coração, ouvi hoje a voz de Deus!

— Vinde, exultemos de alegria no Senhor,/ aclamemos o Rochedo que nos salva!/ Ao seu encontro caminhemos com louvores,/ e com cantos de alegria o celebremos!

— Não fecheis o coração, ouvi hoje a voz de Deus!

— Vinde, adoremos e prostremo-nos por terra,/ e ajoelhemos ante o Deus que nos criou!/ Porque ele é o nosso Deus, nosso Pastor,/ e nós somos o seu povo e seu rebanho,/ as ovelhas que conduz com sua mão.

— Oxalá ouvísseis hoje a sua voz:/ “Não fecheis os corações como em Meriba,/ como em Massa, no deserto, aquele dia,/ em que outrora vossos pais me provocaram,/ apesar de terem visto as minhas obras”.

SEGUNDA LEITURA (1Cor 7,32-35)

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios:
Irmãos: 32Eu gostaria que estivésseis livres de preocupações. O homem não casado é solícito pelas coisas do Senhor e procura agradar ao Senhor.

33O casado preocupa-se com as coisas do mundo e procura agradar à sua mulher 34e, assim, está dividido. Do mesmo modo, a mulher não casada e a jovem solteira têm zelo pelas coisas do Senhor e procuram ser santas de corpo e espírito. Mas a que se casou preocupa-se com as coisas do mundo e procura agradar ao seu marido.

35Digo isto para o vosso próprio bem e não para vos armar um laço. O que eu desejo é levar-vos ao que é melhor, permanecendo junto ao Senhor, sem outras preocupações.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!

EVANGELHO (Mc 1,21-28)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, † segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!

21Na cidade de Cafarnaum, num dia de sábado, Jesus entrou na sinagoga e começou a ensinar.

22Todos ficavam admirados com o seu ensinamento, pois ensinava como quem tem autoridade, não como os mestres da Lei.

23Estava então na sinagoga um homem possuído por um espírito mau. Ele gritou:24“Que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus”. 25Jesus o intimou: “Cala-te e sai dele!”

26Então o espírito mau sacudiu o homem com violência, deu um grande grito e saiu. 27E todos ficaram muito espantados e perguntavam uns aos outros: “O que é isto? Um ensinamento novo dado com autoridade: Ele manda até nos espíritos maus, e eles obedecem!” 28E a fama de Jesus logo se espalhou por toda a parte, em toda a região da Galileia.

Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor!

HOMILIA
Dom Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília

Neste quarto domingo do Tempo Comum, continuamos a ler e a meditar, com a Igreja, o Evangelho segundo Marcos. Deus nos fala por meio de Jesus Cristo, a plenitude da Revelação, a Palavra que se faz carne e vem habitar entre nós. Conforme o Evangelho anunciado (Mc 1,21-28), os que ouviram Jesus na sinagoga ficaram admirados pelo seu modo de ensinar, resumido na expressão “um ensinamento novo dado com autoridade” (Mc 1,27). A sua autoridade vem de Deus e se manifesta através de ações concretas, como a cura de “um homem possuído por um espírito mau”. Jesus anuncia e realiza a Palavra. A sua pregação é confirmada por sinais que manifestam a chegada do Reino

Deus falou também por meio dos profetas. A primeira leitura (Dt 18,15-20) destaca a figura de Moisés, considerado modelo de profeta pelo Deuteronômio. O profeta ideal deveria ser parecido com Moisés. Daí, a promessa do surgimento de um profeta semelhante a Moisés, que se tornou, com o passar do tempo, imagem do Messias esperado. O texto, hoje proclamado, nos mostra o que Deus quer dos seus profetas e o que Deus espera do seu povo. O verdadeiro profeta deve ser fiel a Deus, devendo anunciar tudo o que ele mandar. O povo deve escutar as suas palavras. O Salmo 94 é um convite permanente a ouvir a voz de Deus: Não fecheis o coração; ouvi hoje a voz de Deus!

Quem ouve a Palavra de Deus e a põe em prática, vai sendo transformado num novo homem, com um novo coração. O chamado à vida nova, em Cristo, encontra-se enfatizado por São Paulo. Ele exorta a Comunidade de Corinto a viver a santidade no matrimônio ou na vida celibatária (1Cor 7,32-35). No texto proclamado, S. Paulo destaca a importância de “permanecer junto ao Senhor, sem outras preocupações”, através da opção de vida celibatária, sendo “solícito pelas coisas do Senhor”.

Recordo a todos que estamos para celebrar a importante festa da Apresentação do Senhor, que sempre ocorre no dia 02 de fevereiro. Nas missas, é prevista a benção das velas, recordando que Jesus é “a luz para iluminar as nações”, conforme as palavras de Simeão. Por isso, essa festa litúrgica tornou-se popularmente conhecida como festa de Nossa Senhora das Candeias, da Candelária ou da Luz. Na mesma ocasião, a cada ano, comemora-se o Dia Mundial da Vida Consagrada, celebrado pela primeira vez em 1997, por São João Paulo II. Neste Ano da Vida Consagrada, proclamado pelo Papa Francisco, temos ocasião privilegiada para valorizar a vocação à vida consagrada.  Aos irmãos e irmãs na vida consagrada, a nossa profunda gratidão e a nossa fraterna estima, assegurando-lhes as nossas preces.

ORAÇÃO
                             
Concedei-nos, Senhor nosso Deus, adorar-vos de todo o coração e amar todas as pessoas com verdadeira caridade. Amém!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Correio MFC Brasil

EDITORIAL
Transição complicada como esperado

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/8/84/Palacio_do_Planalto.jpeg
Nomeações  ministeriais surpreendentes para atender parcerias pouco consistentes. Mais tortuosas, como já é tradição, são as centenas de nomeações para o segundo e terceiro escalões da república federativa, adjetivo que aponta para um universo de demandas de cargos federais por governadores e até prefeitos que amam as suas famílias, nas quais, asseguram, se
escondem modestamente personagens anônimos de excepcional talento para funções públicas.
Há também compromissos de campanha a levar em conta para retribuir a generosidade espontânea e desinteressada dos apoiadores. São amigos do peito e parentes talentosos que pleiteiam quatro anos de dedicação patriótica nos cargos em disputa. Dispõem de cacifes que consideram decisivos para o bom desempenho do governo reeleito, agradecido este pela inegável fidelidade dos parceiros, agora, candidatos a um quadriênio de poderes ou funções para os quais esbanjam talentos e currículos raros. Se tão especiais qualificações de seus postulantes não forem levadas em conta... não contem com apoios futuros porque “estou até aqui de mágoa, ... pode ser a gota d’água”...
Ora, os cargos nesses escalões operativos são estratégicos, de confiança, reservados a funcionários reconhecidamente honestos, de comprovada disposição e experiência para o trabalho, conhecedores das engrenagens que movem pessoas e ferramentas disponíveis em cada espaço em que devem atuar, contando com o apoio e fidelidade de seus colegas, independentemente de suas opções políticas ou compromissos partidários.
Desmontar esse quebra-cabeças exige talento e madura personalidade da presidente e ministros. Este é o momento propício, um kayrós a ser aproveitado nestas semanas iniciais da nova gestão, para uma mudança corajosa de paradigmas tradicionais. (H. A.)


Um depoimento passados 50 anos
Meu 1º de abril de 1964
Frei Betto e o Golpe de 64
Na data do golpe militar, eu participava em Belém (PA) do congresso latinoamericano de estudantes. Nunca havia vivido um golpe e, muito menos, uma ditadura. Meu pai, no entanto, sofrera sob o Estado Novo de Vargas, padecera prisão, e se vira obrigado a deixar o Rio e retornar a Minas ao assinar o Manifesto dos Mineiros.
Na capital paraense as notícias chegavam confusas e difusas. Pelas ruas, viaturas militares. Lideranças estudantis de outros países do Continente, já acostumadas a quarteladas, preferiram dissolver o congresso. Foi o salve-se quem puder...
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Como membro da direção nacional da Ação Católica, eu estava hospedado na residência do arcebispo Dom Alberto Ramos, a convite de seu bispo auxiliar, Dom Milton Pereira. Este era progressista; o outro, conservador.
Na noite do 1º de abril, vi na TV o arcebispo dar loas à Virgem de Nazaré por livrar o Brasil do comunismo, e sugerir que entre seu
clero havia quem sofresse influência marxista... Dom Milton aconselhou-me buscar refúgio fora dali. Fui para a casa de Lauro Cordeiro, militante da JEC (Juventude Estudantil Católica). Ali, de ouvidos colados ao rádio, tentávamos avaliar o que ocorria no Sudeste do país. Jango fora deposto e buscara exílio no Uruguai.
Ranieri Mazzilli, presidente da Câmara dos Deputados, assumira a presidência da República sob tutela dos militares. Estes impunham novas eleições presidenciais a 11 de abril, pelo voto apenas de membros do Congresso Nacional que ainda não haviam sido cassados.
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Mas... cadê a resistência de toda aquela multidão que aplaudira Jango no megacomício de 13 de março, no Rio? E a militância do Partidão, onde se enfiara? A esquerda não bradava ser capaz de mobilizar milhares de trabalhadores em caso de ameaça de golpe? Por que as tropas comandadas pelo general Olímpio Mourão Filho vieram de Minas ao Rio sem se deparar com nenhum empecilho?
Nossos sonhos libertários se derretiam como os saborosos sorvetes da Tip Top, a mais famosa sorveteria da capital paraense. Após nove dias esperando a poeira baixar, decidi retornar ao Rio, onde morava.
Minha passagem aérea tinha sido cedida por Betinho, então chefe de gabinete do ministro da Educação, Paulo de Tarso dos Santos. Deparei-me com a agência da Varig repleta de pessoas afoitas por viajarem. Ao ser atendido, fui informado de que "estão canceladas todas as passagens de cortesia emitidas pelo governo anterior”. Sem dinheiro, me senti desamparado.
Na capa da passagem (outrora os bilhetes aéreos vinham encadernados) havia o carimbo de "Cancelado”. Rasguei a capa e estendi-a ao funcionário que avisava não ter mais assento vago em voos diretos para o Rio, a menos que o passageiro fizesse escala no Recife. Consegui embarcar.
dom helder câmara 02
Cheguei à capital pernambucana a 10 de abril, dia da posse de Dom Helder Câmara como arcebispo de Olinda e Recife. Ele havia sido o responsável pela minha transferência de Minas para o Rio e cuidava da manutenção do apartamento das direções da JEC e da JUC (Juventude Universitária Católica).
Talvez por captar minha aflição, Dom Helder, após a missa de
posse, deixou a recepção por alguns minutos para ouvir o relato do que eu presenciara em Belém. Em seguida, embarquei para o Rio, tomando assento ao lado de Dom Cândido Padin, bispo auxiliar do Rio e assessor nacional da Ação Católica.
Ao aterrissar no aeroporto Santos Dumont, o piloto avisou que todos deveriam permanecer a bordo, pois a Polícia Federal entraria para conferir a identidade de cada passageiro. Passei a Dom Padin todos os documentos do congresso de estudantes, temendo que fossem considerados subversivos. Ele os escondeu dentro do hábito beneditino.
Ao ingressar na aeronave, os policiais avistaram a figura episcopal: "O bispo pode desembarcar”, disseram. Todos os demais fomos identificados e revistados. Desembarquei ileso.
Na madrugada de 5 para 6 de junho de 1964, o apartamento da direção da Ação Católica foi invadido por agentes do CENIMAR (Centro de Informações da Marinha). Fomos todos arrastados para o Comando Naval, no centro do Rio, e depois encarcerados no quartel dos fuzileiros navais, na Ilha das Cobras.
A ditadura me atingira na pele, pela primeira vez, para mais tarde me prender por quatro anos (1969-1973) e cassar por dez meus direitos políticos.
Frei Betto é escritor, autor de "Diário de Fernando – nos cárceres da ditadura militar brasileira” (Rocco), entre outros livros.

O amor nos toca a alma
Jorge Leão*
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É o único termômetro capaz de medir a temperatura do coração. Ao iniciar a sua jornada, ele nos convida ao toque mais sutil que podemos receber: a entrega gratuita.
Não incita à culpa, muito menos ao abandono. É aconchegante o seu ritmo, e suave o seu olhar. Quem se nutre com o tempero do amor, sabe que a vida não passa em vão. Todo mínimo movimento faz sentido, pois penetra fundo no vazio deixado pela noite mal dormida.
Como nos traços do artista, sua tela se renova a cada contorno. Sente-se bem por partilhar os momentos simples da vida: um abraço, uma palavra oportuna, um aperto de mão. Procura sintonia na melodia do silêncio, e confessa sua chegada como um beija-flor, discreto e belo.
Nada o afasta de seus sonhos. Alimenta-se com o néctar das flores do tempo. Sabe que precisa acalmar a tempestade do vazio deixado pela inconstância das marés. A todo momento permanece atento aos tormentos das enchentes, e sabe o momento de recuar para dar vazão à solitude.
Percebe-se aprendiz na escalada da vida e da morte. Encontra seu deleite no dar-se incondicional. Não receia esquecimento, pois sabe que a memória lembra o que desde o começo é eterno.
Ele toca a alma, e por isso nos conecta com a morada do que não pode caber em nenhum espaço. Pois morar é ser, e ser é um modo de respirar. Conforme a tua respiração, lá é a tua morada.
Rever o toque a cada dia é também aprender novamente a amar. E amar é não perder a magia da reconquista. Quem se permite rever seus passos, anda com mais serenidade na estrada da vida. Não há fim para quem inicia novos caminhos.
Há no reino do amor apenas uma perda: a entrega. Mas, quando se entrega por amor, nada se perde, pois a dádiva do amor é tocar o outro sem esperar retribuição. Por isso, a entrega amorosa, na verdade, não significa perda alguma. A não ser que chamemos de amor alguma coisa que precisa ser recompensada, o que já não seria mais amor.
Amar é, portanto, tocar além da medida. É andar com segurança sem precisar dizer que chegou. Amar é segredar ao outro o que mora no espaço da entrega. Amar é entregar o tesouro da alma, que não se mede, não se possui, apenas se dá, sem nada pedir em troca. Amar é sorrir com os lábios de Deus.
*Professor de Filosofia, MFC São Luiz – MFC

Frases para ler e guardar

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Quando vires um homem bom, tenta imitá-lo; quando vires um homem mau, examina-te a ti mesmo.
Tente mover o mundo - o primeiro passo será mover a si mesmo.
Para ver muita coisa é preciso despregar os olhos de si mesmo
Tente mover o mundo - o primeiro passo será mover a si mesmo.
Mesmo desacreditado e ignorado por todos, não posso desistir, pois para mim, vencer é nunca desistir.
Para ver muita coisa é preciso despregar os olhos de si mesmo
Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, no que respeita ao universo, ainda não adquiri a certeza absoluta.
Há uma inocência na admiração: é a daquele a quem ainda não passou pela cabeça que também ele poderia um dia ser admirado.
A alegria que se tem em pensar e aprender faz-nos pensar e aprender ainda mais.

domingo, 25 de janeiro de 2015

Liturgia do 3º Domingo do Tempo Comum - 25/01/2015



 
3º DOMINGO DO TEMPO COMUM





PRIMEIRA LEITURA (Jn 3,1-5.10)


Leitura da Profecia de Jonas:
1A palavra do Senhor foi dirigida a Jonas, pela segunda vez:

2“Levanta-te e põe-te a caminho da grande cidade de Nínive e anuncia-lhe a mensagem que eu te vou confiar”.

3Jonas pôs-se a caminho de Nínive, conforme a ordem do Senhor. Ora, Nínive era uma cidade muito grande; eram necessários três dias para ser atravessada.

4Jonas entrou na cidade, percorrendo o caminho de um dia; pregava ao povo dizendo: “Ainda quarenta dias, e Nínive será destruída”.

5Os ninivitas acreditaram em Deus; aceitaram fazer jejum, e vestiram sacos, desde o superior ao inferior.

10Vendo Deus as suas obras de conversão e que os ninivitas se afastavam do mau caminho, compadeceu-se e suspendeu o mal que tinha ameaçado fazer-lhes, e não o fez.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!


RESPONSÓRIO (Sl 24)


— Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos,/ vossa verdade me oriente e me conduza!

— Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos,/ e fazei-me conhecer a vossa estrada!/ Vossa verdade me oriente e me conduza,/ porque sois o Deus da minha salvação.

— Recordai, Senhor meu Deus, vossa ternura/ e a vossa compaixão que são eternas!/ De mim lembrai-vos, porque sois misericórdia/ e sois bondade sem limites, ó Senhor!

— O Senhor é piedade e retidão,/ e reconduz ao bom caminho os pecadores./ Ele dirige os humildes na justiça,/ e aos pobres ele ensina o seu caminho.


SEGUNDA LEITURA (1Cor 7,29-31)


Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios:
29Eu digo, irmãos: o tempo está abreviado. Então que, doravante, os que têm mulher vivam como se não tivessem mulher; 30e os que choram, como se não chorassem, e os que estão alegres, como se não estivessem alegres; e os que fazem compras, como se não possuíssem coisa alguma; 31e os que usam do mundo, como se dele não estivessem gozando. Pois a figura deste mundo passa.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!


EVANGELHO (Mc 1,14-20)


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, † segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!

14Depois que João Batista foi preso, Jesus foi para a Galileia, pregando o Evangelho de Deus e dizendo: 15“O tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede no Evangelho!”

16E, passando à beira do mar da Galileia, Jesus viu Simão e André, seu irmão, que lançavam a rede ao mar, pois eram pescadores.

17Jesus lhes disse: “Segui-me e eu farei de vós pescadores de homens”.

18E eles, deixando imediatamente as redes, seguiram a Jesus.

19Caminhando mais um pouco, viu também Tiago e João, filhos de Zebedeu. Estavam na barca, consertando as redes;20e logo os chamou. Eles deixaram seu pai Zebedeu na barca com os empregados, e partiram, seguindo Jesus.

Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor!


HOMILIA
Dom Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília


Nos domingos do Tempo Comum, a cada ano, a Igreja proclama um dos três Evangelhos sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas). Neste ano, temos a oportunidade de ler e meditar, com a Igreja, o Evangelho segundo Marcos. O texto, hoje proclamado (Mc 1,14-20), nos apresenta os inícios da pregação de Jesus, anunciando a chegada do Reino. “O tempo já se completou!”.  Por isso, como resposta a essa boa nova, todos são chamados a crer e a converter-se. A fé e a conversão andam juntas. 

 Na primeira leitura, a brevidade do tempo é ressaltada, conforme a expressão “dentro de quarenta dias”, empregada por Jonas (Jn 1,4). O povo de Nínive, cidade que muitos consideravam condenada por seus pecados, se converte e faz penitência diante da pregação do profeta Jonas, obtendo, assim, o perdão de Deus. Nesta perspectiva de urgência, colocam-se também as palavras de São Paulo, afirmando que “o tempo está abreviado” (1Cor 7,29) , exortando ao desapego das coisas passageiras deste mundo.

Deus continua a olhar para o seu povo, hoje, com compaixão, esperando o arrependimento dos pecados e a conversão sincera. A recusa da conversão e do perdão de Deus continua a gerar a violência, a injustiça e a morte. Ao contrário, os que reconhecem seus pecados, buscam o perdão e se dispõem à conversão, fazem a experiência da vida nova dos discípulos de Cristo feita de amor, de alegria e de paz.

Os discípulos são os primeiros a acolher a boa nova, fazendo a experiência da conversão e da fé, dispondo-se a seguir a Cristo. No relato do chamado aos primeiros discípulos, Marcos destaca a iniciativa de Jesus, isto é, o discipulado como dom ofertado, como sinal da gratuidade do amor de Deus. É Jesus quem se dirige aos primeiros discípulos e os chama para segui-lo. A resposta dos discípulos ao chamado exprime aquilo que jamais poderá faltar aos discípulos de todos os tempos: a pronta disponibilidade. Eles deixaram “imediatamente” as redes para seguir Jesus. Tal disponibilidade brota da fé, que vai se iluminando e amadurecendo ao longo do caminho. A resposta à conversão, assumindo a condição de discípulo, deve ser motivada pelo reconhecimento de que Deus é “ternura, compaixão, misericórdia e bondade sem limites”, conforme o Salmo 24, hoje meditado.

A missão de anunciar o Evangelho continua na Igreja. Somos chamados a fazer a experiência do discipulado em comunidade. A Igreja necessita de discípulos em comunhão, com o coração missionário, capaz de levar a todos, especialmente aos que mais sofrem, a boa nova da chegada do Reino.


ORAÇÃO

                             
Deus eterno e todo-poderoso, dirigi a nossa vida segundo o vosso amor, para que possamos, em nome do vosso Filho, frutificar em boas obras. Amém!