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domingo, 9 de março de 2014

Liturgia do 1° Domingo da Quaresma - 09/03/2014


  


1º DOMINGO DA QUARESMA

  



PRIMEIRA LEITURA (Gn 2,7-9; 3,1-7)


Leitura do Livro do Gênesis:
7O Senhor Deus formou o homem do pó da terra, soprou-lhe nas narinas o sopro da vida e o homem tornou-se um ser vivente. 8Depois, o Senhor Deus plantou um jardim em Éden, ao oriente, e ali pôs o homem que havia formado. 9E o Senhor Deus fez brotar da terra toda sorte de árvores de aspecto atraente e de fruto saboroso ao paladar, a árvore da vida no meio do jardim e a árvore do conhecimento do bem e do mal.

3,1A serpente era o mais astuto de todos os animais dos campos que o Senhor Deus tinha feito. Ela disse à mulher: “É verdade que Deus vos disse: ‘Não comereis de nenhuma das árvores do jardim?’”

2E a mulher respondeu à serpente: “Do fruto das árvores do jardim nós podemos comer. 3Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, Deus nos disse: ‘Não comais dele, nem sequer o toqueis, do contrário, morrereis’”.

4A serpente disse à mulher: “Não, vós não morrereis. 5Mas Deus sabe que, no dia em que dele comerdes, vossos olhos se abrirão e vós sereis como Deus, conhecendo o bem e o mal”.

6A mulher viu que seria bom comer da árvore, pois era atraente para os olhos e desejável para se alcançar o conhecimento. E colheu um fruto, comeu e deu também ao marido, que estava com ela, e ele comeu. 7Então, os olhos dos dois se abriram; e, vendo que estavam nus, teceram tangas para si com folhas de figueira.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!


RESPONSÓRIO (Sl 50)


— Piedade, ó Senhor, tende piedade,/ pois pecamos contra vós.

— Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia!/ Na imensidão do vosso amor, purificai-me!/ Lavai-me todo inteiro do pecado,/ e apagai completamente a minha culpa!

— Eu reconheço toda a minha iniquidade,/ o meu pecado está sempre à minha frente./ Foi contra vós, só contra vós, que eu pequei,/ e pratiquei o que é mau aos vossos olhos!

— Criai em mim um coração que seja puro,/ dai-me de novo um espírito decidido./ Ó Senhor, não me afasteis de vossa face,/ nem retireis de mim o vosso Santo Espírito!

— Dai-me de novo a alegria de ser salvo e confirmai-me com espírito generoso!/ Abri meus lábios, ó Senhor, para cantar, e minha boca anunciará vosso louvor!


SEGUNDA LEITURA (Rm 5,12.17-19)


Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos:
Irmãos: 12Consideremos o seguinte: O pecado entrou no mundo por um só homem. Através do pecado, entrou a morte. E a morte passou para todos os homens, porque todos pecaram...

17Por um só homem, pela falta de um só homem, a morte começou a reinar. Muito mais reinarão na vida, pela mediação de um só, Jesus Cristo, os que recebem o dom gratuito e superabundante da justiça. 18Como a falta de um só acarretou condenação para todos os homens, assim o ato de justiça de um só trouxe, para todos os homens, a justificação que dá a vida.

19Com efeito, como pela desobediência de um só homem a humanidade toda foi estabelecida numa situação de pecado, assim também, pela obediência de um só, toda a humanidade passará para uma situação de justiça.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!


EVANGELHO (Mt 4,1-11)


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, † segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 1o Espírito conduziu Jesus ao deserto, para ser tentado pelo diabo.2Jesus jejuou durante quarenta dias e quarenta noites, e, depois disso, teve fome.3Então, o tentador aproximou-se e disse a Jesus: “Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães!” 4Mas Jesus respondeu: “Está escrito: ‘Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus’”.

5Então o diabo levou Jesus à Cidade Santa, colocou-o sobre a parte mais alta do Templo, 6e lhe disse: “Se és Filho de Deus, lança-te daqui abaixo! Porque está escrito: ‘Deus dará ordens aos seus anjos a teu respeito, e eles te levarão nas mãos, para que não tropeces em alguma pedra’”. 7Jesus lhe respondeu: “Também está escrito: ‘Não tentarás o Senhor teu Deus!’”

8Novamente, o diabo levou Jesus para um monte muito alto. Mostrou-lhe todos os reinos do mundo e sua glória, 9e lhe disse: “Eu te darei tudo isso, se te ajoelhares diante de mim, para me adorar”. 10Jesus lhe disse: “Vai-te embora, Satanás, porque está escrito: ‘Adorarás ao Senhor, teu Deus, e somente a ele prestarás culto’”.11Então o diabo o deixou. E os anjos se aproximaram e serviram a Jesus.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor!


REFLEXÃO DA PALAVRA

“É PARA A LIBERDADE QUE

CRISTO NOS LIBERTOU”

Pe. Luiz Carlos de Oliveira, C.Ss.R.


TENTADOS PARA SER FORTE
Celebramos o tempo favorável no qual nos preparamos para a Páscoa. É como um sacramento que realiza em nós aquilo que fizermos através da Palavra e das atitudes que tomarmos. A oração da missa ensina a meta deste tempo: “Progredir no conhecimento de Jesus Cristo e corresponder a Seu amor por uma vida santa”. Tudo que fizermos nos levará a participar da Morte e Ressurreição do Senhor. Iniciamos a Quaresma meditando sobre as tentações de Jesus, e nelas, nossas tentações. Somos frágeis e pecadores, isto é, nem sempre correspondemos ao projeto de vida que nos foi oferecido desde o Paraíso. O mal é uma torrente avassaladora que só perde a força na obediência de Jesus. Nesse primeiro domingo, todos os anos, temos a reflexão sobre as tentações de Jesus. Não podemos ficar pensando só em Suas tentações, mas também que estamos envolvidos pela mesma situação. S. Agostinho insiste: Em Cristo fomos tentados e em Cristo vencemos. O pecado não é um beco sem saída, pois é “para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5,1). A narrativa do pecado de Adão e Eva não é só a narração de um fato, mas a realidade que existe em todos nós. Escolhemos o Mal e deixamos a Vida. Jesus sofre três tentações. Estas resumem todo o mal que é raiz dos males do mundo. Jesus, como homem, passou pela tentação. Celebrar a Páscoa será vencer a tentação com a força de Jesus.

TRÊS CAMINHOS DE LIBERDADE
Deus põe diante de nós uma escolha: Se escolhermos obedecer, venceremos. A primeira tentação é o pão pois significa viver para os bens temporais como o mais importante da vida. O pão é bom, mas precisa usar a receita do Pão da Palavra. “Não só de pão vive o homem, mas de toda a Palavra que sai da boca de Deus”. Essa tentação está presente no mundo de maneira desavergonhada quando vemos a luta por ter sempre mais. O bem estar domina o estar bem. A ganância pelos bens materiais é um mal que gera tantos males como a exploração e a corrupção. A segunda tentação vem do coração cheio do orgulho. O diabo leva Jesus ao ponto alto do templo para pular e não se ferir. Jesus responde: “Não tentarás o Senhor teu Deus!” Jesus é tentado a resolver nossa salvação com milagres espetaculares. Essa tentação é a vaidade e o orgulho. O mundo vive para a vaidade. A luta pelo poder, que vemos na política, na economia e nas igrejas e na vida da Igreja, leva a desatinos e crimes. A terceira tentação é a adoração do prazer. Tudo pelo prazer! Só a Deus adorarás, diz Jesus!  Deus é a fonte do prazer e orienta nosso prazer.  Nós somos insaciáveis no prazer porque não colocamos nosso prazer a serviço amor, e da vida. O prazer não se completa em nós porque temos só prazer humano. Quando saborearmos o prazer espiritual, veremos quanto maior será o prazer humano.

A OBEDIÊNCIA QUE LIBERTA
Quando vivermos a Palavra, a humildade e a adoração a Deus, a liberdade que Cristo nos dá será nossa Páscoa e o caminho de salvação. Só assim teremos o mundo novo. A desobediência de Adão foi vencida na obediência de Cristo que nos deu a superabundante salvação. A Quaresma é uma oportunidade de ouvirmos a Palavra, participarmos das celebrações e nos convertermos do mal. A Campanha tem como lema Fraternidade e Tráfico Humano. É uma questão grave, pois o desrespeito à pessoa, seus direitos e valores é sua destruição. A Páscoa será restaurar a pessoa na sua condição original. Sem este respeito continuamos crucificando Cristo em seus membros frágeis.

Leituras: Gênesis 2,7-9;3,1-7; Salmo 50; Romanos 5,12.17-19; Mateus 4,1-11


ORAÇÃO

                             
Concedei-nos, ó Deus onipotente, que, ao longo desta Quaresma, possamos progredir no conhecimento de Jesus Cristo e corresponder ao seu amor por uma vida santa. Amém!

Editado por JorgeMacielNews

sábado, 8 de março de 2014

Dia Internacional da Mulher


As flores irradiam a glória e a beleza de Deus-Mãe, pois ela caminha sobre a Terra em cada mulher.

Mulher! Todos os grandes senhores te reverenciam no dia de hoje, pois eles nasceram do teu ventre. Mulher! Além de todos os poderes cósmicos, levas dentro de ti a semente sagrada que provê a vida. Tu és o mais belo pensamento de Deus. Teu coração é manancial de sabedoria. De teu íntimo brota a força amorosa que nutre, regenera e ressuscita.

Homem! Neste dia internacional da mulher, lembra-te que podes divinizar-te pela admiração da mulher.

Estás aflito? Recorre à mulher. Ela é o consolo dos aflitos.
Estás enfermo? O toque da mulher é curativo.
Queres descobrir os mistérios da Divindade? Busca compreender o coração da mulher.
Porque quem não reverencia a mulher, fecha as portas à graça e à beleza.

Mulher! Ao olhar-te no espelho, reconhece ali a Mãe Divina! Mira-te nela! Encarna com dignidade os dons femininos de amor, fidelidade, pureza, sensibilidade, compreensão, delicadeza, generosidade, doçura, abnegação, serenidade e o dom de tudo embelezar.

Mulher! Não te deixes corromper pela futilidade e mediocridade do mundo. Aumenta ainda mais tua força, apreendendo as virtudes dos homens, mas nunca os vícios. A regeneração do mundo depende de ti, pois tens o poder de moldar o caráter de um ser, desde o teu ventre e por toda a sua vida.

Podes transformar teu lar num templo da Divina Missão de Amor. Quando defendes tua dignidade, defendes a dignidade de cada ser humano.

Mulher! Rejeita qualquer pensamento ou sentimento de rivalidade, pois isto destrói a unidade das mulheres. Caminha graciosamente, olhando sempre com admiração o teu eterno companheiro, o homem.

Mulher! Neste Dia Internacional da Mulher, dedicado a ti, todos te proclamam como a Senhora da criação e da beleza, e admiram a dádiva que é ser mulher!

sexta-feira, 7 de março de 2014

Reunião da ECCI - Março/2014

Amigos Meficstas,

No próximo dia 11/03 (terça-feira), faremos a nossa primeira reunião da ECCI de 2014. Como ocorre desde o ano passado, nosso encontro será na Paróquia Nossa Senhora da Conceição (Rua Omílio Monteiro Soares, 847, Fanny), às 19h45. Contamos com a presença dos coordenadores e de mais um casal das equipes base.

O trabalho de formação desta nossa primeira reunião será muito especial. Ela será conduzida pelo Frei Gentil, diretor espiritual do Movimento Familiar Cristão (MFC) de Curitiba. Também vamos discutir sobre as nossas atividades em 2014 e assuntos importantes para o MFC Curitiba.

Lembramos também que teremos seguranças para cuidarem dos carros de todos que forem participar do nosso encontro.

Paz e Bem
Coordenação de Cidade - ECCI
MFC Curitiba

Voltai-vos para o Senhor


Ao iniciarmos o período quaresmal, na quarta-feira de cinzas, ouvimos na proclamação da primeira leitura: “rasgai o coração e não as vestes; e voltai para o Senhor, vosso Deus; Ele é benigno e compassivo, paciente e cheio de misericórdia” (Jl 2,13). Toda a mensagem ou programa da quaresma, está contida neste convite feito pelo profeta.

Na quaresma devemos ter uma atitude de escuta, na qual as verdades divinas devem nos falar ao coração. A partir da oração e da reflexão sobre o mistério da Encarnação, a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo, poderemos dar “razão de nossa esperança” (1Pd 3,15). A quaresma quer preparar nosso coração, para que, ao celebrarmos a Páscoa, a celebração seja expressão do que se passa no nosso coração, o qual durante quarenta dias empreende um itinerário de conversão.

Uma Feliz Páscoa, sempre vai exigir de nós uma quaresma bem vivida, voltando continuamente o olhar e o coração para o Senhor que nos chama à conversão. Com toda confiança tenhamos a coragem de corresponder à graça e “rasgar o coração”. Deixar que nele entre o Senhor, para revelar-nos a nós mesmos e curar nossas feridas. Precisamos fazer a experiência do quanto Ele é compassivo, misericordioso e sobretudo, paciente com nossas delongas.

No período quaresmal, devemos orar e refletir, para discernir o caminho a seguir ou continuar seguindo. Sempre um caminho de conversão para abrir mais espaço ao Senhor e aos irmãos em nossa vida. Esta conversão vai exigir de nós alguns propósitos firmes. Alguns destes propósitos são na direção de uma compreensão mais apurada dos mistérios que celebramos na liturgia, e da própria ação litúrgica das quais participaremos na semana santa.

Um propósito sempre válido e necessário é o que nos indica o Papa Francisco em sua Exortação Apostólica: “...qualquer pessoa que viva uma libertação profunda adquire maior sensibilidade face às necessidades dos outros(...)De fato, os que mais desfrutam da vida são os que deixam a segurança da margem e se apaixonam pela missão de comunicar a vida aos demais” (Evangelii Gaudium, n.10). Este propósito vai na direção da conversão do coração aos irmãos: “rasgar o coração” para que os outros possam entrar. Foi assim que aconteceu com Jesus que teve seu coração transpassado pela lança.

A conversão pessoal leva-nos inevitavelmente a participar na comunidade da “conversão pastoral”. Direcionar as ações da nossa Igreja no sentido de promover a liberdade: “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5,1). Vamos estender nosso olhar compassivo para os que são vítimas do tráfico humano, que é a comercialização de pessoas em vista de obter dinheiro, prazer e poder. A Campanha da Fraternidade deste ano nos convida a isso. Convida-nos a trabalhar para que este atentado à dignidade humana seja debelado. Uma ação concreta neste sentido é a denúncia através do e-mail disquedenuncia@sedh.gov.br.

Não nos esqueçamos que o empenho pelo direito e a justiça é um modo concreto de viver a caridade. Lembremo-nos: voltar-se para o Senhor é voltar-se para o irmão que sofre.

A todos que empreendem o itinerário quaresmal, deixo minha benção, em nome de Jesus!

Dom Pedro Carlos Cipollini
Bispo de Amparo-SP

quarta-feira, 5 de março de 2014

Papa manda mensagem a Campanha da Fraternidade


A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) abre Quarta-feira de Cinzas, 5 de março, às 14h, a Campanha da Fraternidade de 2014, com o tema “Fraternidade e Tráfico Humano” e o lema “É para a liberdade que Cristo nos libertou”. 

Como todos os anos, o Pontífice adere à Campanha e envia uma mensagem diretamente à Conferência, que a apresenta na solenidade de abertura, em sua sede de Brasília. Abaixo, o texto completo, assim como divulgado pela Secretaria de Estado do Vaticano. 

Queridos brasileiros,

Sempre lembrado do coração grande e da acolhida calorosa com que me estenderam os braços na visita de fins de julho passado, peço agora licença para ser companheiro em seu caminho quaresmal, que se inicia no dia 5 de março, falando-lhes da Campanha da Fraternidade que lhes recorda a vitória da Páscoa: «É para a liberdade que Cristo nos libertou» (Gal 5,1). Com a sua Paixão, Morte e Ressurreição, Jesus Cristo libertou a humanidade das amarras da morte e do pecado. Durante os próximos quarenta dias, procuraremos conscientizar-nos mais e mais da misericórdia infinita que Deus usou para conosco e logo nos pediu para fazê-la transbordar para os outros, sobretudo aqueles que mais sofrem: «Estás livre! Vai e ajuda os teus irmãos a serem livres!». Neste sentido, visando mobilizar os cristãos e pessoas de boa vontade da sociedade brasileira para uma chaga social qual é o tráfico de seres humanos, os nossos irmãos bispos do Brasil lhes propõem este ano o tema “Fraternidade e Tráfico Humano”. 

Não é possível ficar impassível, sabendo que existem seres humanos tratados como mercadoria! Pense-se em adoções de criança para remoção de órgãos, em mulheres enganadas e obrigadas a prostituir-se, em trabalhadores explorados, sem direitos nem voz, etc. Isso é tráfico humano! «A este nível, há necessidade de um profundo exame de consciência: de fato, quantas vezes toleramos que um ser humano seja considerado como um objeto, exposto para vender um produto ou para satisfazer desejos imorais? A pessoa humana não se deveria vender e comprar como uma mercadoria. Quem a usa e explora, mesmo indiretamente, torna-se cúmplice desta prepotência» (Discurso aos novos Embaixadores, 12/XII/2013). Se, depois, descemos ao nível familiar e entramos em casa, quantas vezes aí reina a prepotência! Pais que escravizam os filhos, filhos que escravizam os pais; esposos que, esquecidos de seu chamado para o dom, se exploram como se fossem um produto descartável, que se usa e se joga fora; idosos sem lugar, crianças e adolescentes sem voz. Quantos ataques aos valores basilares do tecido familiar e da própria convivência social! Sim, há necessidade de um profundo exame de consciência. Como se pode anunciar a alegria da Páscoa, sem se solidarizar com aqueles cuja liberdade aqui na terra é negada?

Queridos brasileiros, tenhamos a certeza: Eu só ofendo a dignidade humana do outro, porque antes vendi a minha. A troco de quê? De poder, de fama, de bens materiais… E isso – pasmem! – a troco da minha dignidade de filho e filha de Deus, resgatada a preço do sangue de Cristo na Cruz e garantida pelo Espírito Santo que clama dentro de nós: «Abbá, Pai!» (cf. Gal 4,6). A dignidade humana é igual em todo o ser humano: quando piso-a no outro, estou pisando a minha. Foi para a liberdade que Cristo nos libertou! No ano passado, quando estive junto de vocês afirmei que o povo brasileiro dava uma grande lição de solidariedade; certo disso, faço votos de que os cristãos e as pessoas de boa vontade possam comprometer-se para que mais nenhum homem ou mulher, jovem ou criança, seja vítima do tráfico humano! E a base mais eficaz para restabelecer a dignidade humana é anunciar o Evangelho de Cristo nos campos e nas cidades, pois Jesus quer derramar por todo o lado vida em abundância (cf. Evangelii gaudium, 75). 

Com estes auspícios, invoco a proteção do Altíssimo sobre todos os brasileiros, para que a vida nova em Cristo lhes alcance, na mais perfeita liberdade dos filhos de Deus (cf. Rm 8,21), despertando em cada coração sentimentos de ternura e compaixão por seu irmão e irmã necessitados de liberdade, enquanto de bom grado lhes envio uma propiciadora Bênção Apostólica.

Vaticano, 25 de fevereiro de 2014.

[Franciscus PP.]

Texto proveniente do site da Rádio Vaticano

terça-feira, 4 de março de 2014

A origem do Carnaval


Vários autores explicam o nome carnaval a partir do latim “ carne vale”, isto é, “adeus carne” ou a “despedida da carne”. Isso significa que, no carnaval, o consumo de carne era considerado lícito, pela última vez, antes dos dias de jejum quaresmal. Outros estudiosos recorrem à expressão “carnem levare”, suspender ou retirar a carne.

O Papa São Gregório Magno (590-604), teria dado ao último domingo, antes da Quaresma (antigamente domingo da quinquagésima), o título de “domenica ad carnes levandas”; o que teria gerado “carneval” ou carnaval. Um grupo de etimologistas apela para as origens pagãs do carnaval: entre os gregos e os romanos, costumava-se fazer um cortejo com uma nave dedicado ao deus Dionísio, ou baco, festa que se chamava em latim de “currus navalis” (nave carruagem), de onde teria vindo a forma “carnavale”.

As mais antigas notícias do que hoje chamamos “Carnaval” datam, como se crê, do século VI a.C.; na Grécia: há pinturas gregas em vasos com figuras ano mascaradas desfilando em procissão ao som de músicas em honra do deus Dionísio, com fantasias e alegorias; são certamente anteriores à era cristã. Outras festas semelhantes aconteciam na entrada do novo civil (mês de janeiro) ou pela aproximação da primavera (hemisfério norte), na despedida do inverno.

Eram festas religiosas dentro da concepção pagã e da mitologia com a intenção de, com esses ritos, expiar as faltas cometidas no inverno ou no ano anterior e pedir aos deuses a fecundidade da terra e a prosperidade para a primavera e o novo ano. Tudo isso parece ter gerado abusos estimulados com o uso de máscaras, fantasias, cortejos, peças de teatro, etc. As religiões ditas de “mistérios” provenientes do Oriente, muito difundidas no Império Romano, concorreram para o fomento das festividades carnavalescas. Estas tomaram o nome de “pompas bacanais” ou “saturnais” ou “lupercais”.

Quando o Cristianismo surgiu já deve ter encontrado esses costumes pagãos. Vivenciando o Evangelho os cristãos aos poucos transformaram o significado de muitas festas pagãs ou míticas procurando purifica-las. Aos poucos essas festas foram sendo substituídas por solenidades do Cristianismo (Natal, Epifania do Senhor ou a Purificação de Maria, dita “festa da Candelária”, em vez dos mitos pagãos celebrados a 25 de dezembro, 6 de janeiro ou 2 de fevereiro). Por fim, a tradição da Igreja parece ter conseguido restringir a celebração oficial do Carnaval aos três dias que precedem a quarta-feira de cinzas. Hoje, infelizmente nem sempre acontece isso em nossa sociedade.

Em Portugal o carnaval era festa da alegria onde as pessoas jogavam uma nas outras, água, ovos e farinha. Acontecia num período anterior a quaresma e, portanto, tinha um significado ligado à liberdade. Este sentido permanece até os dias de hoje no carnaval.

No Brasil, no final do século XIX, começam a aparecer os primeiros blocos carnavalescos, cordões e os famosos “corsos”. Estes últimos tornaram-se mais populares no começo dos séculos XX. As pessoas se fantasiavam, decoravam seus carros e, em grupos, desfilavam pelas ruas das cidades. Estaria aí a origem dos carros alegóricos, típicos das escolas de samba atuais.

No século XX, o carnaval foi crescendo e tornando-se cada vez mais uma festa popular. Esse crescimento ocorreu com a ajuda das marchinhas carnavalescas. A primeira escola de samba, segundo algumas tradições, surgiu no Rio de Janeiro e chamava-se “Deixa Falar”. Foi criada pelo sambista carioca chamado Ismael Silva. Anos mais tarde a “deixa Falar”, segundo consta, transformou-se na escola de samba “Estácio de Sá”. A partir daí o carnaval de rua começa a ganhar um novo formato. Começam a surgir novas escolas de samba, começam os primeiros campeonatos para verificar qual escola de samba era mais bonita e animada.

Portanto, o carnaval é uma festividade complexa e com muitas nuances e prismas. Porém, infelizmente, como acontece com todas as coisas também temos exageros e violências em vários campos que lamentamos e exortamos para que a vida humana seja sempre respeitada. Seria muito importante que as pessoas pudessem se reunir para divertir de maneira sadia e com um espírito de amor ao próximo. Neste período de Carnaval a Igreja incentiva os retiros espirituais. Aqui em nossa arquidiocese são incontáveis. Pelo menos uns 30 reúnem um número significativo de pessoas que passam esses dias na alegria cristã e na reflexão preparando-se para uma santa quaresma. Mesmo nesses ambientes de retiro existe um momento de folguedo cristão mais animado demonstrando que não somos contra a “verdadeira alegria” brotada do Evangelho e que precisa contagiar a todos com a “boa notícia” da salvação.

Nessa “despedida da carne” é importante que nos preparemos para um tempo de verdadeira conversão. Nessas idas e vindas dos costumes como vimos acima não podemos perder de vista a necessidade de sermos pessoas novas que vivam com responsabilidade este tempo de tantas mudanças e transformações.

Nesse mundo violento e complexo, aonde os valores humanos e cristãos vão sendo esquecidos, é sempre uma oportunidade de reflexão séria sobre os direcionamentos que estamos ando as nossas vidas e a nossa sociedade. Somente deixando-nos conduzir por corações novos que homens novos poderão construir uma sociedade justa e fraterna.

Cardeal Tempesta
Arcebispo do Rio de Janeiro

Texto proveniente do site da Rádio Vaticano

segunda-feira, 3 de março de 2014

Em tudo dai graças


Tenho experimentado em meu coração grande disposição de continuar reconhecendo a ação de Deus em minha vida e com toda a minha vida poder dar graças ao Senhor por tantos dons imerecidos. Convido a todos os amigos a se unirem a mim nesses momentos de ação de graças.

Neste final de semana iremos iniciar o ano de preparação para a festa dos 450 anos da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, quando celebraremos também os 60 anos do único Congresso Eucarístico Internacional no Brasil, até agora, ocorrido no Rio de Janeiro. Tempos comprometedores que nos conduzem a oferecer à cidade o nosso grande presente, que é uma cidade mais justa e mais humana, que leve seus habitantes a viverem o “amor ao próximo” como Cristo nos ensinou.

Estamos às vésperas de iniciar a Quaresma e a Campanha da Fraternidade. Já tivemos ocasião de escrever sobre os dois assuntos e o faremos também nas semanas seguintes. Convido a todos para iniciarmos bem esse belo tempo de conversão.
A Arquidiocese (e toda a Igreja no Brasil) se prepara para viver dias intensos de retiros espirituais espalhados por todos os vicariatos, reunindo pessoas que aproveitam os dias feriados para um tempo de oração, recolhimento e alegria sadia.
Ao nosso redor os grupos se multiplicam, procurando um tempo de divertimento e às vezes com exageros. Por toda a cidade encontramos as diversas manifestações. Até o do ciclista solitário pelas ruas do centro, com cartazes contra esse tempo da “despedida da carne”.

Encontrarmos também as várias manifestações de pessoas querendo mais direitos e dignidade e outros grupos ainda com finalidade obscura, fazendo violências e justificando com a violência que sofrem a cada dia.

A Arquidiocese vive o Ano da Caridade e acreditamos que “só o amor constrói”. E quando este se compromete com o próximo todas as situações, mesmo as mais complexas, adquirem outra conotação, como vimos ocorrer durante a JMJ Rio 2013.

O mundo continua em ebulição e busca de sentidos para a vida do ser humano. As violências e as guerras comprovam que o homem ainda não aprendeu a conviver um com o outro. A busca de outro planeta habitável, que ainda não acharam, demonstra a necessidade de olhar para fora, tentando encontrar caminhos de explicação para si mesmo. Por enquanto, este planeta é o único que podemos habitar e somos chamados a viver uns com os outros, mas infelizmente ainda não aprendemos a fazê-lo. Os progressos na comunicação, ciências, transportes, medicina, pesquisas – tão importantes e que têm transformado a biosfera –, no entanto, não transformaram o coração das pessoas.

É dentro desse contexto que o Papa Francisco me chamou para integrar o grupo restrito de cardeais, que tem o grave e importante encargo de estar próximo do pastor de mais de um bilhão de católicos e líder mundial com influência importantíssima no mundo de hoje.

A participação no consistório extraordinário e as celebrações no consistório público foram de uma experiência marcante, seja pela espiritualidade, seja pela universalidade que se respira nesse ambiente. Foi um grande dom poder participar desses momentos. O primeiro grupo de cardeais criados pelo Papa Francisco nos compromete ainda mais em seus trabalhos de renovação da estrutura da Igreja, no diálogo com a sociedade, com a busca da paz e fraternidade, com o final da fome no mundo, com a preocupação com os refugiados e com a busca do essencial na procura da conversão que nos leve à santidade.

A data escolhida – Cátedra de São Pedro – demonstra a necessidade de unidade com aquele que nos confirma na fé e, ao mesmo tempo, nos convida a ser testemunhas do grande anúncio que é a pedra que Pedro pronunciou: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”.

As celebrações do Te Deum no Colégio Pio Brasileiro, da missa nas catacumbas de São Sebastião, a de acolhida aqui na Catedral do Rio de Janeiro e as visitas à Paróquia que me foi dada como título de Cardeal Presbítero de Nossa Senhora, mãe da Providência em Roma, à casa das Irmãs da Madre Tereza em Bonsucesso à chegada ao RJ, assim como a acolhida dos cumprimentos tanto na Sala Paulo VI em Roma, como aqui dos funcionários do Edifício João Paulo II, das pessoas que espontaneamente vieram ao São Joaquim, das autoridades convidadas para o São Joaquim ou no Palácio das Laranjeiras foram oportunidades de agradecer a todos pelo carinho e pelas orações. Sei que uma grande missão como essa que recebo só terei capacidade de realizá-la se for com a intercessão de todos.

Saliento a oportunidade de me sentir unido e agraciado com as presenças nessas várias ocasiões, tanto em Roma como no Rio de Janeiro, de comunidades cristãs diversas e outras religiões que enviaram seus representantes. Assim como a abertura das pessoas de boa vontade que querem a transformação da sociedade.

Agora, nos próximos meses, terei oportunidade de visitar obras sociais específicas em cada vicariato, sinalizando que, neste Ano da Caridade, esta missão precisa ser intensificada em nossa Arquidiocese. Para isso, entreguei a carta pastoral “Amar, unir, servir”, a qual peço a todos para que reflitam e divulguem. O trabalho, agora aumentado, também continua. E, é claro, necessito da compreensão de todos para poder acolher todas as necessidades que existem em nossa Arquidiocese. E, assim, levar as pessoas a acolherem a salvação em Cristo Jesus.

A cada um dos que enviaram cumprimentos, seja pelos meios eletrônicos (internet, e-mail, torpedos, aplicativos), por carta, cartões, telegramas ou mensagem de voz por telefone – meus agradecimentos sinceros e meu pedido de orações. A todos os que espontaneamente foram até Roma participar dessa peregrinação o meu afeto sincero, assim como os que estiveram presentes nas várias celebrações aqui no Rio de Janeiro. Pessoas de tantos lugares diferentes e mesmo dos vários grupos italianos que foram manifestar sua fraternidade e compromisso de orações. Terei também a oportunidade de celebrar em alguns locais aqui no Brasil que fazem parte de minha vida e minha história e rever pessoas que partilharam dessa caminhada.
Esses momentos têm sido oportunidades de gratidão e louvor a Deus. Penso que tudo isso deve ser para a maior glória de Deus e a um compromisso ainda mais com o “sentir com a Igreja”. Sei da grande responsabilidade que pesa sobre os meus ombros, mas, como disse na celebração em nossa catedral: essa dimensão universal deve ser vivida por todos nós. Ao mesmo tempo, de certa forma, todos que se sentiram nomeados junto comigo estarão espiritualmente em nossas viagens e decisões a serem tomadas ou aconselhadas.

Diante de um mundo complexo e que nos influencia localmente, a missão universal a que fui chamado me compromete ainda mais na busca da santidade, e pedindo ao Senhor perdão dos meus pecados e o dom da sabedoria para poder levar adiante essa missão.

O acolhimento e a alegria de todos que me cumprimentam comovem-me e me fazem ainda mais comprometer-me no caminhar com todo o povo de Deus! Não é à toa que o Papa Francisco me falou que “somos todos ladrões porque roubamos o seu coração”! Essa característica do nosso povo é linda e, por isso, peço a Deus que possa ser mais difundida e contagiar ainda mais a todos na procura de viver “amando-nos uns aos outros”, como Jesus nos pede no Evangelho.

Com estas palavras simples, profundas e comprometedoras do “amor ao próximo”, olho com esperança para o horizonte vasto e, em unidade com o Papa Francisco, caminhamos à procura de um mundo mais justo e fraterno.

Cardeal Orani João Tempesta
Arcebispo do Rio de Janeiro

domingo, 2 de março de 2014

Baile de Carnaval da Família é um sucesso


Uma recordação dos antigos Baile de Carnaval nos salões, foi neste ritmo que aconteceu ontem o primeiro Baile de Carnaval da Família  da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, na Fanny. Ao som das tradicionais marchinhas que por muito animou os foliões, a descontração e a alegria contagiou a todos que estiveram presente.

O evento, organizado em conjunto pelo Movimento Familiar Cristão de Curitiba e a Pastoral Familiar da Paróquia, contou com uma grande participação de público e foi considerado um sucesso por todos os que estiveram presentes. Agradecemos a todos os mefecistas que estiveram presentes no Baile de Carnaval da Família e contamos com presença de todos no próximo ano.

Devido a boa receptividade, já está confirmada a segunda edição do Baile de Carnaval da Família em 2015. Mais uma vez o MFC Curitiba deixou a sua marca nas atividades da Paróquia Nossa Senhora da Conceição. Parabéns a todos que estiveram envolvidos na organização do evento.

Para visualizar o álbum de fotos do Baile de Carnaval da Família clique aqui.

Liturgia do 8° Domingo do Tempo Comum (ano A) - 02/03/2014




8º DOMINGO

DO TEMPO COMUM

  



PRIMEIRA LEITURA (Is 49,14-15)


Leitura do Livro do Profeta Isaías:
14Disse Sião: “O Senhor abandonou-me, o Senhor esqueceu-se de mim!” 15Acaso pode a mulher esquecer-se do filho pequeno, a ponto de não ter pena do fruto de seu ventre? Se ela se esquecer, eu, porém, não me esquecerei de ti.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!


RESPONSÓRIO (Sl 61)


— Só em Deus a minha alma tem repouso,/ só ele é meu rochedo e salvação.

— Só em Deus a minha alma tem repouso,/ porque dele é que me vem a salvação!/ Só ele é meu rochedo e salvação,/ a fortaleza, onde encontro segurança!

— A minha glória e salvação estão em Deus;/ o meu refúgio e rocha firme é o Senhor!/ Povo todo, esperai sempre no Senhor,/ e abri diante dele o coração.


SEGUNDA LEITURA (1Cor 4,1-5)


Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios:
Irmãos: 1Que todo o mundo nos considere como servidores de Cristo e administradores dos mistérios de Deus. 2A este respeito, o que se exige dos administradores é que sejam fiéis.

3Quanto a mim, pouco me importa ser julgado por vós ou por algum tribunal humano. Nem eu me julgo a mim mesmo. 4É verdade que minha consciência não me acusa de nada. Mas não é por isso que eu posso ser considerado justo.

5Quem me julga é o Senhor. Portanto, não queirais julgar antes do tempo. Aguardai que o Senhor venha. Ele iluminará o que estiver escondido nas trevas e manifestará os projetos dos corações. Então, cada um receberá de Deus o louvor que tiver merecido.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!


EVANGELHO (Mt 6,24-34)


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, † segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 24“Ninguém pode servir a dois senhores; pois, ou odiará um e amará o outro, ou será fiel a um e desprezará o outro. Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro.

25Por isso eu vos digo: não vos preocupeis com a vossa vida, com o que havereis de comer ou beber; nem com o vosso corpo, com o que havereis de vestir. Afinal, a vida não vale mais do que o alimento, e o corpo, mais do que a roupa? 26Olhai os pássaros dos céus: eles não semeiam, não colhem nem ajuntam em armazéns. No entanto, vosso Pai que está nos céus os alimenta. Vós não valeis mais do que os pássaros? 27Quem de vós pode prolongar a duração da própria vida, só pelo fato de se preocupar com isso?

28E por que ficais preocupados com a roupa? Olhai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham nem fiam. 29Porém, eu vos digo: nem o rei Salomão, em toda a sua glória, jamais se vestiu como um deles. 30Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é queimada no forno, não fará ele muito mais por vós, gente de pouca fé?

31Portanto, não vos preocupeis, dizendo: ‘O que vamos comer? O que vamos beber? Como vamos nos vestir? 32Os pagãos é que procuram essas coisas. Vosso Pai, que está nos céus, sabe que precisais de tudo isso.

33Pelo contrário, buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão dadas por acréscimo.

34Portanto, não vos preocupeis com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã terá suas preocupações! Para cada dia bastam seus próprios problemas”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor!


REFLETINDO A PALAVRA

Pe. Luiz Carlos de Oliveira, C.Ss.R.


UM DEUS QUE É MÃE
Jesus, ao dar início a sua missão, ensina o caminho da vida para seus discípulos. Por em prática suas palavras é construir a casa sobre a rocha. Nada a destruirá. A rocha é Deus que é o fundamento e a segurança de todas as coisas, “pois Ele é meu rochedo, salvação e a fortaleza onde encontro segurança. Só em Deus minha alma tem repouso” (Sl 61.3). Quando o Papa João Paulo I falou que Deus era também Mãe, houve um susto. Como pode Deus ser Pai e Mãe? O Papa Sorriso queria dizer que o Pai tem também sentimentos como de uma mãe em sua preocupação para conosco. É bom ser amado e colocado ao colo para a proteção e o carinho. Isaias já nos falava nestes termos para que ninguém se sentisse abandonado. Até diz que uma mãe pode se esquecer do filhinho, o que é quase impossível de acontecer. Mesmo que acontecesse, Deus diz: “Eu não me esquecerei de ti”(Is 4915). Uma mãe não esquece o filho porque é como uma parte de seu corpo com o qual tem permanente ligação. Assim é o relacionamento de Deus conosco. Estamos ligados a suas entranhas divinas. Seu amor é total por cada um, não se divide por amar todos. Ele nos conhece pelo nome; “Chamei-te pelo nome. Tu és meu” (Is 43,1). Este Pai tem um amor ciumento e não divide essa predileção, por isso Jesus diz: “Ninguém pode servir a dois senhores” (Mt 6,24). Como Deus é sempre fiel em Seu amor, a nós cabe total fidelidade. Se cobramos a presença deste Pai, Sua proteção e cuidado, devemos também ter o mesmo cuidado de presença e atenção para com Ele. Deus não é uma muleta que temos para nossos momentos ruins. Ele penetra nossa vida e dá vida a tudo que somos e temos.

DEUS CUIDA DE TUDO E DE TODOS
Viver protegido pela rocha não é acomodação, mas uma atitude inteligente de vida. Jesus põe como modelo os passarinhos e as flores. Eles não precisam se preocupar com o alimento, nem com a beleza de sua roupa. Salomão não conseguiu tanta beleza com toda a riqueza que possuía. Ninguém aumenta uns metros de sua vida só por pensar na comida e na roupa. Notemos aqui que essas propostas são as tentações fundamentais da vida: pão, o poder e o prazer. O sentido da vida não está nas coisas de que necessitamos, mas na vida que colocamos em tudo que pensamos, fazemos e vivemos. A preocupação com o Reino exige de nós colocarmos em prática suas exigências, preocupando-nos com o dia de hoje. Paulo diz que somos administradores dos mistérios de Deus (1Cor 4,1). Administramos Seu grande mistério de amor que comunicamos em nossas atitudes de serviço e amor.

O SENTIDO DA VIDA
Pelo fato de Deus cuidar de tudo e de todos, não é acomodação por preguiça ou por moleza. A proposta do evangelho nesse discurso da montanha é completa: “Buscai o Reino de Deus e sua justiça, e todas essas coisas vos serão dada por acréscimo” (Mt 6,31). Por isso rezamos sempre no Pai Nosso: “Venha a nós o vosso Reino”. Buscar o Reino de Deus é aceitar Jesus como opção fundamental e levar Seu Evangelho às últimas consequências. Se colocarmos os princípios do Evangelho em prática, teremos a beleza dos pássaros e das flores e saberemos viver até o último minuto com plenitude realizando nossa missão. A Palavra de Deus vai nos ajudar a discernir sobre nossas atitudes, pois quem ouve Palavra de Deus e a põe em prática é semelhante ao homem que construiu a casa sobre a Rocha. É inútil se fixar no que é passageiro. A celebração dominical sacia nossa sede e alimenta nossa fome de Deus. Nela aprendemos a acolher o Reino.

Leituras: Isaias 49,14-15; Salmo 61; 1ª Coríntios 4,1-5;Mateus 6,24-34


ORAÇÃO

                             
Fazei, ó Deus, que os acontecimentos deste mundo decorram na paz que desejais, e vossa Igreja vos possa servir alegre e tranquila. Amém!

Editado por Jorge Maciel News

sábado, 1 de março de 2014

Correio INFA #80


Um grito sofrido de Francisco

“Paz! Grito que diz com força: queremos um mundo de paz,
queremos que a paz se instale em nossa sociedade
dilacerada por divisões e conflitos”
“Quero ser o intérprete do grito que se ergue de todas as partes da terra, de todas as pessoas, no coração de cada um, da grande família da humanidade, com uma angustia crescente: é o grito de paz!

Grito que diz com força: queremos um mundo de paz, queremos ser homens e mulheres de paz, queremos que a paz se instale em nossa sociedade dilacerada por divisões e conflitos , nunca mais a guerra! Nunca mais a guerra!

A paz é um dom muito precioso que deve ser promovido e preservado.”

“Tenho particular preocupação e sofrimento com os numerosos conflitos existentes na nossa terra, no momento, porém, meu coração está profundamente magoado com o que está acontecendo na Síria e angustiado pelos acontecimentos dramáticos que se anunciam. Faço um apelo enfático pela paz, um clamor que sai do mais profundo do meu ser!

Quanto sofrimento, destruição e dor o uso de armas já causou e continua provocando naquele país martirizado, especialmente entre as populações civis e indefesas!”

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Consulta do Vaticano em preparação do Sínodo Extraordinário sobre a Família - 2014

“As respostas soam como estridente silêncio no Brasil”.

Entrevista do IHU com Helio Amorim

IHU On-Line - Como o questionário do Vaticano foi discutido e distribuído pela CNBB? A CNBB tem uma diretriz de como os bispos devem proceder em relação à distribuição e resposta do questionário?

Helio Amorim - Não conheço qualquer iniciativa visível da CNBB para a divulgação ampla do questionário. Aparentemente foi enviado aos bispos e por estes (todos?) encaminhado às paróquias, não aos meios de comunicação, para conhecimento amplo dessa consulta inédita do Papa para estimular respostas de leigos, como foi feito em outros países. Posso estar sendo injusto, mas acho que houve uma reação silenciosa da Igreja local, indiferente à difusão efetiva desses questionamentos provocativos.

IHU On-Line - Como vê a iniciativa do papa Francisco de pedir que os leigos sejam consultados e inclusive respondam ao questionário?

Helio Amorim - A iniciativa surpreendente do papa Francisco abre caminho para uma nova atmosfera de confiança no laicato e a expectativa de profundas mudanças nas estruturas e numa visão de Igreja participativa, menos autoritária e defensiva de normas e princípios ultrapassados na história contemporânea. O êxodo de fiéis católicos para outras igrejas ou para nenhuma igreja é impressionante. Na Europa, muito mais do que na América Latina. Também nos Estados Unidos, esse retrocesso é importante e ganham expressão maior os setores mais conservadores da Igreja norte-americana.

IHU On-Line - Quais questões foram mais polêmicas de serem respondidas?

Helio Amorim - Avaliamos, sem uma consulta específica, mas imersos na vida da Igreja, e observamos que muitos católicos, adultos na fé e ativos na transformação da sociedade, não foram incentivados a responder ao questionário. Entretanto, estamos seguros de que as respostas deles às perguntas mais provocativas estariam próximas das que encaminhamos. Referem-se à teimosa norma da indissolubilidade do casamento cristão, sem a possibilidade de novo casamento, talvez mesmo mais cristão do que o desfeito, ante realidades cruéis e desumanas da relação conjugal fracassada; por consequência, a “excomunhão” sem lógica nem caridade dos recasados, proibidos de participar efetivamente da eucaristia, portanto o único “pecado” sem perdão (o que não se aplica ao assassino da esposa que, tendo se confessado e se arrependido, foi perdoado).

Também, a proibição imposta ao casamento dos padres com a fuga pela renúncia crescente da ordem (em nossa equipe participam quatro felizes padres casados); a já quase extinta neurose eclesiástica contra o uso de preservativos médicos para regular uma paternidade responsável que já prejudicou, por décadas, casais cristãos; e outras questões centrais no campo do casamento e da família, temas do sínodo deste ano.
IHU On-Line - A problemática da família ainda é valorizada nas discussões da Igreja brasileira? Por onde perpassa esse debate?

Helio Amorim - O tema família é muito valorizado e caro a todos os católicos, leigos e clérigos, mas os aspectos valorizados não são os mesmos para todos. Ainda predomina uma visão da família tradicional e seus valores absolutos, que não se atualizaram para acolher os novos desafios da sociedade moderna ou pós-moderna.

 “Percebe-se claramente essa quebra de paradigmas nas novas gerações, às vezes como impulso de autoafirmação”

O cenário mudou. Os atores mudaram. Casais divorciados e recasados, antes evitados socialmente e vistos por muitos como exceções lamentáveis, são hoje tranquilamente acolhidos sem restrições ou rejeição social. Nada obstante, a família de casados ou recasados segue muito valorizada, mesmo pelos jovens que, muitas vezes, constituem sua nova família dispensando ritos religiosos ou mesmo legais. São posturas talvez provocativas para a sociedade, própria dessa fase juvenil. Mais tarde, acabam aceitando esse formalismo, após “um tempo de prova”.

O fato é que se percebe claramente essa quebra de paradigmas nas novas gerações, às vezes como impulso de autoafirmação. Entretanto, pode-se afirmar que a instituição família segue muito valorizada por todos, e sua problemática é estudada e cuidada por muitas organizações e movimentos de inspiração humanística e religiosa.

IHU On-Line - Qual a contribuição específica que a experiência da Igreja do Brasil pode dar ao Sínodo?

Helio Amorim - Sendo o povo brasileiro ainda predominantemente católico, embora os índices estatísticos confirmem uma cadência para apenas metade da população do Brasil, com tendência de queda, essa realidade deveria ser levada e discutida no Sínodo. Quais as razões dessa dispersão? Acreditamos que os bispos tenham a resposta. Tivemos décadas de papados incapazes de viver uma Igreja cativante, atuante fora dos seus limites, denunciando toda e qualquer injustiça ou violência no mundo, repreendendo governos e grupos que mantêm destruidores e sangrentos conflitos, acirrando ódios que atravessam gerações.
O papa Francisco inaugurou uma postura proativa, arquivou o silêncio e a prudência, está atento ao que se passa no mundo e não se cala. Os discursos e posicionamentos desse primeiro ano de papado já mudaram a face da Igreja, que se torna não só portadora do anúncio evangélico, mas deixa de ser alienada ou pouco corajosa na denúncia que é inseparável daquele anúncio.

“O papa Francisco inaugurou uma postura proativa, arquivou o silêncio e a prudência, está atento ao que se passa no mundo e não se cala”

IHU On-Line - Alguns setores da Igreja foram contrários ao questionário. Ao mesmo tempo grupos de católicos divulgaram o questionário nas redes. Como vê ações como essa? O que elas indicam?

Helio Amorim - Creio que Francisco já sabe ou mesmo sabia antes o que o esperava por essa postura ausente do Vaticano há tanto tempo. O que já se percebe é uma reação de grupos mais conservadores, com medo das consequências esperadas dessa postura crítica exigida dos cristãos. Já não se pode tolerar a passividade e a acomodação. As injustiças estão por toda parte nos países, cidades, bairros onde residimos e nas nossas próprias famílias. Dois terços da população mundial não têm recursos para atender suas necessidades básicas, enquanto do outro lado prevalece o desperdício de bens e dinheiro para manter o conforto e segurança dos abastados. Esse quadro é injusto e instável, gerador de guerras e mortes. Não pode prevalecer por futuras gerações. O papa assumiu essa missão e logo desencadeou falas e gestos concretos. Deus o proteja.

IHU On-Line - Já é possível avaliar quais são os resultados da distribuição do questionário? Já está sendo feita uma síntese das respostas?

Helio Amorim - Para mim, as respostas soam como estridente silêncio. Nada na mídia, nada nas falas da Igreja para a população majoritariamente católica (ainda). Certamente uma síntese já está sendo feita no Vaticano, talvez por amostragem, por ser impossível processar centenas de milhares de respostas em sete idiomas. Na verdade o importante foi o movimento provocado de avaliação crítica dos cristãos em seus países, desencadeado mundo afora, mesmo sabendo ser impossível a leitura senão de uma pequena amostragem de questionários respondidos.

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Dois discursos

Leia devagar. Depois leia de baixo para cima.

O nosso partido cumpre o que promete.
Só os tolos podem crer que
não lutaremos contra a corrupção.
Porque, se há algo certo para nós, é que
a honestidade e a transparência são fundamentais.
para alcançar os nossos ideais
Mostraremos que é uma grande estupidez crer que
as máfias continuarão no governo, como sempre.
Asseguramos sem dúvida que
a justiça social será o alvo da nossa ação.
Apesar disso, há idiotas que imaginam que
se possa governar com as manchas da velha política.
Quando assumirmos o poder, faremos tudo para que
se termine com os marajás e as negociatas.
Não permitiremos de nenhum modo que
as nossas crianças morram de fome.
Cumpriremos os nossos propósitos mesmo que
os recursos econômicos do país se esgotem.
Exerceremos o poder até que
Compreendam que
Somos a nova política.
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Frases do Barão de Itararé
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Apparício Torelli,
o Barão de Itararé

*      O fígado faz muito mal à bebida.

*      Nunca desista do seu sonho. Se acabou numa padaria, procure em outra!

*      Devo tanto que, se eu chamar alguém de “meu bem”, o banco toma!

*      Viva cada dia como se fosse o último. Um dia você acerta…

*      Tempo é dinheiro. Paguemos, portanto, as nossas dívidas com o tempo.

*      As duas cobras que estão no anel do médico significam que o médico cobra duas vezes, isto é, se cura, cobra, e se mata, cobra.